Líbia faz primeiro leilão de exploração de petróleo desde 2008. Repsol ganha dois blocos
Foi um momento que irá ficar marcado na história da Líbia. Pela primeira vez em 18 anos, o Governo, através da petrolífera estatal National Oil Corporation (NOC), realizou um leilão para a exploração de blocos de petróleo no país.
Depois do acordo de cessar-fogo de outubro de 2020, que se seguiu a anos de instabilidade e guerra, o país tem tentado atrair novamente o interesse de capital estrangeiro, sobretudo neste "poço de ouro", que sofreu com uma redução da atividade de exploração nessa época.
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Para recuperar a vitalidade do setor, em 2025, a NOC anunciou os leilões de forma a reabrir a atividade a operadores internacionais. Estavam 22 blocos inicialmente previstos e uma estrutura contratual elaborada para atrair a atenção e apetite de possíveis investidores. No entanto, foram apenas 20 blocos a leilão esta segunda-feira e apenas cinco receberam propostas válidas.
A Repsol foi uma das grandes contempladas, ao vencer, em consórcio com a Turkish Petroleum e a húngara MOL, o bloco offshore Área 07, localizado no Golfo de Sirte. Ganhou ainda a exploração do bloco onshore C3, também na Cirenaica e sob a área do Golfo de Sirte. Após o anúncio da adjudicação, a petrolífera espanhola considerou-a uma alavanca para dar início a "uma nova fase de crescimento" e fortalecer a sua presença a longo prazo na Líbia, onde já opera através Akakus Oil Operations.
Uma discussão errada
"Some have… some don’t!"
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