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Incerteza no Médio Oriente faz disparar preços do petróleo e gás natural. Brent sobe mais de 5%

Um novo bloqueio no estreito de Ormuz e nas negociações entre EUA e Irão estão a deixar os investidores incertos em relação a uma resolução do conflito no curto prazo.

Novo bloqueio no estreito de Ormuz levou os preços do petróleo a dispararem quase 8%.
Novo bloqueio no estreito de Ormuz levou os preços do petróleo a dispararem quase 8%. vichie81 / iStockphoto
08:04

O estreito de Ormuz está novamente fechado e o bloqueio de uma das vias marítimas mais importantes do comércio global já se faz sentir nos mercados internacionais. Os preços do petróleo e do gás natural voltaram a disparar esta segunda-feira, após sessões de alívios com as tensões a recuarem no Médio Oriente, numa altura em que os investidores estão menos esperançosos em relação ao fim do conflito no Golfo Pérsico e o Irão mostra-se menos disponível para avançar com uma nova ronda de negociações. 

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - acelera 5,70% para 95,52 dólares por barril, tendo chegado a disparar quase 8% durante a madrugada, aproximando-se novamente dos 100 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - valoriza 6,03% para 88,87 dólares por barril, enquanto o gás natural liquefeito (GNL) negociado em Amesterdão chegou a escalar 11%, tendo entretanto reduzido os ganhos para 5,77%, negociando nos 41 euros por megawatt

No sábado, o Irão voltou a encerrar o estreito de Ormuz, após menos de 24 horas aberto, acusando os EUA de violarem o cessar-fogo alcançado há quase duas semanas. Apesar de Teerão ter anunciado que ia permitir a livre circulação por esta via marítima - por onde passa um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo - Washington decidiu manter o seu próprio bloqueio numa das artérias mais importantes para o comércio global, direcionada apenas para navios iranianos. 

O , "abrindo um buraco" na sua sala de máquinas depois de este ter ignorado as ordens para parar. Foi a primeira vez que os dois países entraram em rota de colisão direta desde o anúncio do bloqueio em Ormuz por parte de Washington, numa altura em que as negociações para a paz não dão passos em frente e o Irão afirma que não existe uma "perspetiva clara" para o fim do conflito. 

"O mercado continua a incorporar um prémio de risco à medida que se aproxima o prazo [do fim do cessar-fogo], mas sem se comprometer totalmente com isso", afirma Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital, citado pela Bloomberg. "Se a situação se mantiver tal como está, é provável que se assista a uma subida gradual [do barril de petróleo] para cerca de 105 a 115 dólares, mas com muitas oscilações consoante as notícias", acrescenta. 

Mesmo com toda esta incerteza, o vice-presidente norte-americano, JD Vance e os enviados especiais de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, devem partir dos EUA com rumo a Islamabad esta segunda-feira à noite, com o objetivo de avançarem com uma segunda ronda de negociações com o regime liderado por Mojtaba Khamenei, de acordo com um dirigente da Casa Branca, citado pela Bloomberg. No entanto, os órgãos de comunicação estatais do Irão afirmam que o país não tem qualquer plano para ser representado neste encontro, mediado pelo Paquistão. 

(Notícia atualizada às 08:21)

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