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OPEP+ corta produção em dois milhões de barris diários. É a maior redução desde 2020

O cartel e os seus aliados decidiram por uma redução na produção para novembro em dois milhões de barris diários, naquele que é o maior corte desde 2020.

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Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 05 de Outubro de 2022 às 16:16
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Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+) acordaram esta quarta-feira, em Viena, a redução de dois milhões de barris diários em novembro para tentar travar a quebra nos preços do crude devido ao abrandamento da economia global.

Este é o maior corte na produção de petróleo desde 2020, quando a forte quebra na procura forçou a reduções volumosas.

Segundo a Bloomberg, o impacto será mais reduzido do que o número pode sugerir, uma vez que vários dos países estão já a produzir bem abaixo da sua quota.

A medida, contudo, deverá "irritar" Washington. O presidente Joe Biden visitou a Arábia Saudita este ano para pressionar o reino a produzir mais crude, por forma a baixar os preços dos combustíveis.

"A OPEP+ quer os preços a rondar os 90 dólares por barril", disse o ministro nigeriano do Petróleo, Timipre Sylva, após a reunião. "Muitos dos países produtores basearam os orçamentos para 2023 nesse preço e caso isso não suceda poderá haver destabilização de algumas dessas economias", acrescentou.

Após o anúncio, o petróleo Brent, referência para a Europa, avança 1,54%, para 93,21 dólares por barril, o valor mais elevado em duas semanas. Já o West Texas Intermediate (WTI) sobe 1,39%, para 87,72 dólares por barril.

Outra das novidades do dia foi o anúncio de que a OPEP+ deixará de reunir mensalmente, passando os encontros a realizarem-se de dois em dois meses, revelou o representante iraniano no cartel, Amir Hossein
Zamaninia.
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