"Benchmark" europeu fixa novo recorde. Novo Nordisk disparou quase 10%
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Iene ganha terreno à espera de intervenção de Tóquio no mercado cambial
Ouro e prata somam ganhos e voltam a aproximar-se de novo recorde
Petróleo recua ligeiramente com "traders" atentos a tensões geopolíticas
Wall Street arranca sem rumo com dados do PIB a afastar corte de juros em janeiro
Prata bate recorde e ultrapassa os 70 dólares por onça
Cobre ultrapassa a barreira dos 12 mil dólares por tonelada pela primeira vez
Novo Nordisk recebe luz verde dos EUA para vender Wegovy
Taxas Euribor descem a três, a seis e a 12 meses
Stoxx 600 renova máximo histórico à boleia do setor da saúde
Iene valoriza com possível intervenção de Tóquio. Dólar em queda
Juros das dívidas europeias aliviam perante incerteza geopolítica
Ouro rasa a fasquia dos 4.500 dólares, batendo o 50.º recorde do ano
Preços do petróleo seguem estáveis apesar da pressão americana à Venezuela
Ásia aproxima-se do final do ano com ganhos ligeiros. Iene recupera com possível intervenção
"Benchmark" europeu fixa novo recorde. Novo Nordisk disparou quase 10%
O “benchmark” do Velho Continente atingiu nesta terça-feira um novo máximo histórico e de fecho, num dia em que a grande maioria dos índices terminou a sessão no verde, com os investidores a seguirem de perto novos dados económicos divulgados pelos EUA.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avançou 0,34%, para os 588,73 pontos, fixando um novo máximo de fecho, depois de durante a sessão ter também atingido um novo recorde nos 589,47 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,23%, o espanhol IBEX 35 avançou 0,14%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,03%, o francês CAC-40 recuou 0,21%, o britânico FTSE 100 subiu 0,24% e o neerlandês AEX cedeu 0,05%.
O índice de referência está agora a caminho de fechar um dos seus trimestres mais fortes dos últimos dois anos. Nesta medida, o Stoxx 600 está agora prestes a registar o seu sexto ganho mensal consecutivo, apoiado pelo crescimento económico que se tem registado a nível global. E olhando para o futuro próximo, Alberto Tocchio, gestor na Kairos Partners, disse à Bloomberg que as perspetivas para as ações europeias em 2026 “parecem mais construtivas”. “As medidas orçamentais estão a reacender o interesse dos investidores e a confiança das empresas”, referiu Tocchio.
Durante a sessão de hoje, os volumes de negociação entre os índices europeus foram 40% inferiores à média dos últimos 30 dias, de acordo com dados compilados pela agência de notícias financeiras.
Entre os setores, o da saúde (+1,40%) e o dos recursos naturais (+1,10%) registaram os maiores ganhos. A impulsionar o setor da saúde esteve a subida de quase 10% da Novo Nordisk depois de a farmacêutica ter recebido "luz verde" para vender uma versão em comprimido do medicamento de sucesso para a obesidade, o Wegovy, nos EUA. As vendas arrancam já em janeiro e a empresa promete fazer frente à rival norte-americana Eli Lilly. Por outro lado, o setor automóvel (-0,42%) e o dos alimentos (-0,37%) lideraram as perdas.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registaram alívios em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que a grande maioria dos índices europeus fechou o dia com ganhos.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 3,6 pontos base para 2,860%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 5,1 pontos para 35595%. Já em Itália, os juros recuaram 4,9 pontos para os 3,547%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 4,3 pontos base para 3,144% e as espanholas a caírem 4,6 pontos para 3,284%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviaram 2,7 pontos base, para 4,507%.
Iene ganha terreno à espera de intervenção de Tóquio no mercado cambial
O iene segue a ganhar terreno face ao dólar nesta terça-feira, depois de autoridades japonesas terem emitido um alerta esta madrugada de que a ministra das Finanças tem "carta branca" para poder intervir no mercado cambial de forma a valorizar a moeda nacional, que negociava ontem perto de mínimos em relação a outras divisas - mesmo depois de o Banco do Japão ter subido as taxas de juro para máximos de três décadas na sexta-feira.
A esta hora, o dólar perde 0,51%, para os 156,250 ienes.
Já pelos EUA, o crescimento económico registado no terceiro trimestre deste ano segue a reduzir as apostas de que a Fed irá voltar a flexibilizar as taxas diretoras na sua reunião de janeiro. O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua 0,23%, para os 98,059 pontos.
A libra, por sua vez, segue a negociar com ganhos e avança 0,13%, para os 1,348 dólares. Ainda pela Europa, a moeda única valoriza 0,04%, para os 1,177 dólares.
Ouro e prata somam ganhos e voltam a aproximar-se de novo recorde
Depois de ter batido sucessivos máximos históricos entre a sessão de ontem e hoje, os preços do ouro seguem a negociar com ganhos ligeiros, depois de alguns “traders” terem aproveitado para retirar mais-valias, após a divulgação de dados económicos dos EUA terem reduzido as apostas entre os investidores de que a Fed irá cortar os juros na sua reunião de janeiro.
Após ter chegado a perder terreno esta tarde, o metal amarelo avança agora 0,16%, para os 4.450,850 dólares por onça.
A prata, por sua vez, segue o mesmo caminho após ter hoje atingido um novo recorde acima dos 70 dólares por onça. O metal branco ganha neste momento 0,61%, para os 69,459 dólares por onça.
O ouro já valorizou mais de 70% desde janeiro, marcando o seu maior aumento anual desde 1979. Já a prata subiu 141% no acumulado do ano.
O cobre, por sua vez, segue a subir 0,68%, para os 554,70 dólares por libra-peso no mercado de Nova Iorque, depois de ter registado um novo marco, ao superar a "barreira psicológica" dos 12 mil dólares por tonelada em Londres, nos contratos para entrega a três meses (março de 2026). O "metal vermelho" chegou a subir cerca de 1% esta manhã para 12.044 dólares por tonelada.
Já a platina avança 4,83%, para os 2.233,41 dólares por onça e o paládio escala 5,04%, para os 1.868,4 dólares por onça.
Petróleo recua ligeiramente com "traders" atentos a tensões geopolíticas
Os preços do petróleo negoceiam com perdas pouco expressivas nesta terça-feira, à medida que os “traders” se focam no escalar das tensões entre os EUA e a Venezuela, mas também nos desenvolvimentos em torno das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.
O WTI - de referência para os EUA – cede 0,31%, para os 57,83 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,37% para os 61,82 dólares por barril.
O crude segue assim sem grandes alterações, com as potenciais vendas de petróleo venezuelano apreendido pelos EUA a pesarem contra receios de uma possível interrupção no abastecimento de “ouro negro”, após terem sido registados novos ataques ucranianos a navios russos. Os preços do petróleo subiram mais de 2% na segunda-feira, com o Brent a registar a sua maior valorização diária em cerca de dois meses.
“O mercado parece estar a debater-se entre os fatores pessimistas de excesso de oferta e as últimas preocupações com o abastecimento devido ao bloqueio dos EUA [à Venezuela], que reduziu os carregamentos e as exportações venezuelanas, bem como aos ataques da Rússia e da Ucrânia a navios e portos na segunda-feira à noite”, disse à Reuters Janiv Shah, analista da Rystad.
Wall Street arranca sem rumo com dados do PIB a afastar corte de juros em janeiro
Os principais índices norte-americanos negoceiam com uma maioria de perdas contidas, à medida que os investidores analisam a divulgação de importantes dados económicos.
O “benchmark” S&P 500 desliza ligeiros 0,01%, para os 6.877,95. Já o Nasdaq Composite avança 0,02%, para os 23.432,66 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,19% para os 48.269,80.
Após três sessões consecutivas de ganhos que puseram o S&P 500 à beira de atingir um novo recorde, os dados mais recentes mostram que a economia dos EUA cresceu ao ritmo mais rápido em dois anos, levando os investidores a apostar que a Fed irá interromper o ciclo de flexibilização da política monetária em janeiro.
A economia dos EUA cresceu 4,3% no terceiro trimestre, um ponto percentual acima do consenso dos economistas, que apontavam para uma expansão do produto interno bruto (PIB) de 3,3%, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Bureau of Economic Analysis.
Já no que toca às “big tech”, “embora as ações de tecnologia tenham estado voláteis nos últimos meses, há poucos motivos para duvidar da capacidade de resistência e liderança da tecnologia neste mercado, especialmente para 2026”, disse à Bloomberg Paul Stanley, da Granite Bay Wealth Management. O especialista refere que as avaliações no setor tecnológico são elevadas, mas que algumas das “Sete Magníficas” tiveram um desempenho inferior ao do S&P 500 este ano. Isto, diz Paul Stanley, sugere que ainda há espaço para estas cotadas crescerem.
Entre os movimentos do mercado, a Johnson & Johnson segue a perder mais de 1%, depois de a empresa ter sido condenada a pagar cerca de 1,56 mil milhões de dólares a uma mulher que alegou que o pó de talco para bebés da marca lhe terá causado cancro.
Prata bate recorde e ultrapassa os 70 dólares por onça
A prata bateu um novo recorde histórico e atingiu esta terça-feira os 70 dólares por onça, segundo dados da Bloomberg.
Cerca das 13:11 horas de Lisboa, a onça de prata era negociada a 70,294 dólares (cerca de 59,9 euros), tendo subido cerca de 1,7 dólares desde a abertura.
A prata já subiu cerca de 144% este ano liderando a tendência de valorização dos metais preciosos, numa sequência de descidas das taxas de juro e escassez do metal.
Cobre ultrapassa a barreira dos 12 mil dólares por tonelada pela primeira vez
O cobre acaba de registar um novo marco, ao superar a "barreira psicológica" dos 12 mil dólares por tonelada em Londres, nos contratos para entrega a três meses (março de 2026). O "metal vermelho" chegou a subir cerca de 1% esta manhã para 12.044 dólares por tonelada.
A dar força à negociação estão as paralisações em minas, bem como perturbações no comércio - consequência da ameaça da imposição de tarifas sobre este metal pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
Com uma valorização de 36% desde o início do ano, o metal industrial encaminha-se para o maior ganho anual desde 2009.
Novo Nordisk recebe luz verde dos EUA para vender Wegovy
A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou esta terça-feira a venda do medicamento Wegovy em versão comprimido da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk em terras norte-americanas. A empresa afirmou que solicitou ainda a aprovação para a venda na Europa e em outras partes do mundo no segundo semestre de 2025.
O Wegovy, usado para lutar contra a obesidade a longo prazo, começará a ser vendido nos EUA já em janeiro.
Taxas Euribor descem a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,018%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,131%) e a 12 meses (2,265%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,131%, menos 0,003 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, para 2,265%, menos 0,004 pontos do que na segunda-feira.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses desceu, para 2,018%, menos 0,004 pontos do que na segunda-feira.
Na passada quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro de 2026, em Frankfurt, Alemanha.
Em relação à média mensal da Euribor de novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Stoxx 600 renova máximo histórico à boleia do setor da saúde
As bolsas europeias estão a negociar sem rumo definido, ainda que o índice de referência para o bloco tenha batido máximos históricos esta manhã, numa altura em que o setor da saúde impulsiona o sentimento dos investidores na reta final do ano.
Este será o terceiro ano consecutivo de ganhos para a Europa. O Stoxx 600 também encaminha-se para terminar um dos trimestres mais fortes em dois anos, numa altura em que as ações beneficiam das descidas das taxas de juro pelos bancos centrais e do otimismo em relação ao crescimento das economias europeias e americana.
A perspetiva das ações europeias para 2026, para o gestor Alberto Tocchio, da Kairos Partners, “parece mais construtiva”, também porque as medidas fiscais dos países estão a reacender o interesse dos investidores e a confiança das empresas - que focam cada vez mais os seus negócios na inteligência artificial.
Esta terça-feira, o "benchmark" do bloco, o Stoxx 600, valorizava 0,32% para 588,62 pontos, um novo recorde, com o setor da saúde a saltar mais de 1%. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,14%, o espanhol IBEX 35 cede 0,18%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,03%, o francês CAC-40 perde 0,19%, o britânico FTSE 100 sobe 0,1%, e o neerlandês AEX soma 0,04%.
O otimismo surge sobretudo à boleia das ações de uma das cotadas mais valiosas do bloco, a Novo Nordisk. A farmacêutica salta 7,25% após ter recebido "luz verde" para vender uma versão em comprimido do medicamento de sucesso para a obesidade, o Wegovy, nos EUA. As vendas arrancam já em janeiro e a empresa promete fazer frente à rival americana Eli Lilly.
"A competição que impulsiona ambas as empresas a oferecerem resultados para o consumidor é fantástica e será um impulso para a Novo Nordisk, que realmente teve dificuldades no último ano. A empresa precisava de apresentar bons resultados aos investidores", disse Danni Hewson, da AJ Bell, à Reuters.
Na segunda-feira, a China anunciou que irá impor tarifas provisórias de até 42,7% sobre as importações de laticínios da União Europeia. A medida está a ser vista como uma retaliação às tarifas impostas pelo bloco aos veículos elétricos.
"A renovação das tensões comerciais com a China pode comprometer o pouco otimismo que ainda resta em relação ao crescimento europeu", disse Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank.
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