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Possível fim do conflito à vista dá força às praças europeias. Stoxx 600 vive pior mês desde 2022

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Sarah Yenesel / Lusa_EPA
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Possível fim do conflito à vista dá força às praças europeias. Stoxx 600 vive pior mês desde 2022

Bloomberg

Os principais índices europeus estão a negociar em território positivo esta terça-feira, num dia em que as ações mundiais estão a ser animadas por uma notícia do Wall Street Journal que indica que Donald Trump, Presidente dos EUA, está a considerar acabar o conflito no Médio Oriente - mesmo que não consiga reabrir o estreito de Ormuz. Para já, o líder norte-americano estará a considerar ficar-se por objetivos militares, como incapacitar a marinha e o arsenal iraniano, e pôr fim às hostilidades atuais. 

A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelera 0,78% para 585,25 pontos, recuperando alguma das perdas registadas desde o estalar do conflito no Médio Oriente. Mesmo assim, o principal índice da região encaminha-se para fechar o pior mês desde março de 2022, tendo caído cerca de 8% desde que as hostilidades entre EUA, Israel e Irão começaram no último dia de fevereiro. 

Esta grande queda põe fim a uma série de oito meses consecutivos de ganhos para o Stoxx 600 - um período em que as ações europeias estavam a conseguir superar o desempenho dos pares norte-americanos. No entanto, a dependência energética do Velho Continente face às exportações de petróleo e gás natural do Médio Oriente deixou a região no centro de uma crise energética, com o estreito de Ormuz praticamente bloqueado. 

O primeiro sinal do impacto desta guerra nos preços poderá ser avaliado já esta terça-feira. O Eurostat vai dar a conhecer a evolução da inflação em março e os economistas antecipam um grande aceleramento na primeira leitura, com os preços a acelerarem de 1,9% para 2,7% em março - ficando bastante longe da meta dos 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE). 

"Não se pode excluir uma resolução rápida, mas isso não significará voltar exatamente ao ponto em que estávamos em fevereiro", explica Kevin Thozet, membro do comité de investimento da Carmignac, à Bloomberg. "Os investidores estão a ver o copo meio cheio. Nos últimos 15 anos, mais ou menos, comprar na baixa tem sido absolutamente fundamental", acrescenta ainda. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Raspberry Pi dispara 26,56% para 3,70 libras, depois de a fabricante de computadores "low-cost" ter reportado um aumento de 25% nas vendas em 2025, citando uma maior procura no mercado norte-americano e no chinês. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,73%, o espanhol IBEX 35 acelera 0,95%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,65%, o francês CAC-40 sobe 0,48%, ao passo que o neerlandês AEX salta 0,23% e o britânico FTSE 100 ganha 0,74%.

09h21

Juros aliviam na Zona Euro após Trump considerar abandonar conflito no Médio Oriente

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios esta terça-feira, depois de o Wall Street Journal ter noticiado que o Presidente dos EUA, Donald Trump, estará a considerar abandonar o conflito no Médio Oriente sem alcançar a reabertura do estreito de Ormuz. De acordo com fontes governamentais citadas pelo jornal, o líder norte-americano considera ainda que uma missão para retomar a navegação nesta via marítima atiraria a guerra além das quatro a seis semanas inicialmente previstas. 

Os investidores antecipam agora os dados da inflação da Zona Euro, divulgados esta terça-feira e que vão permitir ter uma primeira leitura dos impactos da guerra do Médio Oriente nos preços. Os economistas preveem um aceleramento da inflação de 1,9% para 2,7% em março, com os preços dos combustíveis por detrás deste grande avanços nos preços. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, caem 2,4 pontos base para 3,007%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade aliviam em 3,3 pontos para 3,732%. Por Itália, a descida é de 3,1 pontos para 3,950%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, caem 2,8 pontos base para 3,473%, enquanto, em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade cede 3 pontos para 3,532%.

Fora da Zona Euro, segue-se a mesma tendência, com os juros das "Gilts" britânicas a recuarem 3,6 pontos base para 4,894%.

08h50

Dólar perde terreno mas encaminha-se para fechar o melhor mês desde 2022

Martin Sterba/AP

O dólar prepara-se para fechar o melhor mês desde setembro de 2022, apesar de até estar a registar um ligeiro recuo esta terça-feira, numa altura em que os investidores avaliam a duração do conflito no Médio Oriente e os seus impactos tanto na inflação como no crescimento económico. A perspetiva de um ambiente monetário menos flexível do que antecipado acabou por levar os investidores a procurarem a "nota verde" em vez de outros ativos de refúgio, como o ouro. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face às suas principais rivais - negoceia na linha d'água, recuando 0,02%, mas encaminha-se para fechar março com um saldo positivo de cerca de 3%. Por sua vez, o euro avança 0,03% para 1,1468 dólares, enquanto a libra acelera 0,11% para 1,32 dólares e a "nota verde" ganha 0,04% para 159,77 ienes. 

"O dólar valorizou devido à procura como moeda de refúgio, num contexto de enfraquecimento das expectativas de crescimento global", explica Noah Buffam, estratega da CIBC Capital Markets, à Bloomberg. A moeda acabou ainda por beneficiar da posição dos EUA como o maior produtor de petróleo do mundo, numa altura em que os preços do crude já subiram mais de 50% desde o estalar do conflito. 

Outras moedas, como é o caso do euro e do iene, acabaram por ser penalizadas pela dependência da Europa e do Japão das exportações de energia vindas do Médio Oriente - praticamente inacessíveis devido ao bloqueio do estreito de Ormuz por parte do Irão. Ainda esta terça-feira, o Parlamento do país aprovou legislação para introduzir taxas às embarcações que passam por esta via marítima, por onde atravessa cerca de um quinto do petróleo e gás natural consumidos por todo o mundo. 

08h30

Petróleo perde terreno após notícias de que Trump está a considerar abandonar a guerra

Jeff McIntosh / The Canadian Press / Associated Press

O barril de petróleo está a negociar com pequenas perdas esta terça-feira, numa sessão que está a ser marcada por grande volatilidade - em grande parte causada pela notícia do Wall Street Journal, que indica que Donald Trump, Presidente dos EUA, terá dito aos seus conselheiros que está disposto a acabar com a intervenção militar no Irão, mesmo se o país do Médio Oriente não reabrir o estreito de Ormuz. 

O West Texas Intermediate (WTI) - crude de referência para os norte-americanos - chegou a disparar quase 4% esta sessão, na sequência de um ataque de Teerão a uma embarcação no Golfo Pérsico, mas está agora a negociar com perdas de 0,23% para 102,69 dólares por barril. Já o Brent - de referência para a Europa - chegou a ganhar 2,5%, tendo entretanto invertido o sentido de negociação, negociando com perdas de 0,27% para 107,10 dólares.

De acordo com o Wall Street Journal, que cita fontes da Administração norte-americana, - por onde passa um quinto do petróleo e gás natural consumidos no mundo - iria arrastar a guerra além das quatro a seis semanas previstas inicialmente. Para já, o Presidente dos EUA estará a considerar ficar-se por objetivos militares, como incapacitar a marina e o arsenal iraniano, e pôr fim às hostilidades atuais. 

A notícia embate contra a ameaça feita pelo líder norte-americano na segunda-feira. Através das redes sociais, Trump prometeu "bombardear e destruir" toda a infraestrutura energética do Irão caso o país não reabrisse o estreito de Ormuz, que tem estado praticamente bloqueado desde o estalar do conflito no Médio Oriente há cerca de um mês. No entanto, o próprio Presidente dos EUA tem sido bastante instável no seu discurso, oscilando entre dizer que está a negociar com Teerão e que quer apropriar-se do petróleo e de uma ilha fulcral para a nação. 

"A tendência continua a ser um passo em frente e cinco passos atrás em qualquer tentativa de recuperação", explica Rebecca Babin, operadora sénior de energia do CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. "Com 10 a 12 milhões de barris por dia ainda efetivamente em falta no mercado, as reservas estão a esgotar-se e as previsões de queda do preço do petróleo estão a tornar-se menos eficazes", acrescenta.

08h29

Powell e Médio Oriente dão força ao ouro. Metal precioso avança pela segunda sessão consecutiva

O ouro está a negociar em alta pelo segundo dia consecutivo, impulsionado tanto pelos comentários do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, que acabaram por reduzir as possibilidades de um aumento das taxas de juro ainda este ano, como por uma notícia do Wall Street Journal que dá conta que a Administração dos EUA está disposta a abandonar a guerra no Médio Oriente - mesmo sem conseguir reabrir o estreito de Ormuz. 

O metal precioso chegou a avançar 2,4% esta terça-feira, tendo entretanto reduzido os ganhos para 0,86%, negociando nos 4554,15 dólares por onça. O fim do conflito no Golfo Pérsico aliviaria não só os preços do petróleo, com os investidores a ficarem esperançosos com um desbloqueio em Ormuz, como também as pressões inflacionistas, levando a Fed a adotar uma postura menos cautelosa em 2026.

Ainda na segunda-feira, Jerome Powell, presidente da Fed, , como a causada pelos constrangimentos no fornecimento de petróleo, e que resulta na aceleração da inflação – sinalizando que um aumento das taxas de juro no curto prazo poderá não estar nos planos da Fed. Os traders recuaram nas apostas para um aumento das taxas de juro este ano e retomaram as probabilidades de um corte nos juros diretores até ao final de 2026, 

Apesar de a notícia do Wall Street Journal estar a dar esperanças aos investidores de um fim do conflito no curto prazo, os sinais no terreno não apontam para esse caminho. Na segunda-feira, Donald Trump, Presidente dos EUA, ameaçou escalar os ataques ao Irão caso o país não reabra o estreito de Ormuz, enquanto Teerão aprovou legislação para introduzir taxas às embarcações que passam por esta via marítima. Além disso, o regime de Mojtaba Khamenei estará a pressionar o grupo rebelde Houthi, do Iémen, a bloquear o trânsito no Mar Vermelho e atacou uma embarcação no Kuwait. 

"Os mercados estão a reagir fortemente às notícias, quando, na verdade, parecem ter existido poucas mudanças", afirmou David Wilson, diretor de estratégia de matérias-primas do BNP Paribas, à Bloomberg. "O que isto sugere, no entanto, é que, se houver um acordo de paz à vista, o ouro registará uma forte subida. Por outro lado, se houver algum tipo de invasão terrestre por parte das forças norte-americanas, podemos esperar que o ouro tenha um comportamento oposto e registe uma tendência de descida", acrescenta. 

07h53

Ásia no vermelho apesar de EUA estarem a considerar abandonar a guerra. Europa celebra

Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira maioritariamente no vermelho, apesar de os preços do petróleo estarem a recuar, depois de o Wall Street Journal ter noticiado que o Presidente dos EUA, Donald Trump, terá dito aos seus conselheiros que pelo país do Médio Oriente. 

A notícia pode não ter sido suficiente para apagar o pessimismo que se vive na Ásia, mas acabou por impulsionar o sentimento na Europa e nos EUA, com os futuros do Euro Stoxx 50 e do S&P 500 a aceleraram 0,7% e 0,5%, respetivamente. Já o MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação na região - está a desvalorizar mais de 1% e encaminha-se para fechar o pior mês desde outubro de 2008, com a praça japonesa e a sul-coreana a serem das mais afetadas pela guerra no Irão. 

Caso os EUA decidam abandonar o conflito no Médio Oriente, não só as tensões geopolíticas iam acalmar como o estreito de Ormuz estaria um passo mais próximo de reabrir. Por esta via marítima passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural consumido pelo mundo e o seu bloqueio tem feito disparar os preços das duas matérias-primas, levantando receios de uma nova escalada inflacionista e de uma redução do crescimento económico global.

"A perspetiva a curto prazo é que o fim da guerra seria um desenvolvimento bem-vindo", explica Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, à Bloomberg. "Mas se o estreito de Ormuz permanecer fechado, isso deixa os mercados energéticos globais vulneráveis a novas interrupções no abastecimento", acrescenta ainda.

A reabertura desta artéria do comércio global tem sido uma das principais missões da atual Administração norte-americana, mas, de acordo com o Wall Street Journal, Trump estará a considerar que uma missão para desbloquear Ormuz pode arrastar a guerra para além das quatro a seis semanas previstas inicialmente. Ainda na segunda-feira, o Presidente dos EUA tinha ameaçado o Irão com uma nova vaga de ataques à sua infraestrutura energética, caso o país do Médio Oriente não permitisse a livre passagem de embarcações por esta via marítima. 

Neste contexto, o sul-coreano Kospi encerrou a sessão com perdas de 4,3% e o japonês Nikkei 225 cedeu 1,01%. Já os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite perderam, respetivamente, 0,37% e 0,71%, enquanto o australiano S&P/ASX 200 conseguiu contrariar a tendência dos seus pares e acelerar 0,25%. 

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