Wall Street dispara com perspetiva de fim da guerra e queda do petróleo. Nasdaq pula mais de 3%
Stoxx 600 fecha março com pior desempenho mensal desde 2022
Juros aliviam em toda a linha. "Traders" reduzem apostas de que BCE mexa nos juros em abril
Dólar perde terreno mas mantém-se a caminho de fechar melhor mês desde julho
Ouro e prata ganham terreno com subida de juros fora dos planos da Fed
Crude e gás desvalorizam com "traders" a avaliar comentários de Trump
Wall street negoceia em alta com petróleo estável e comentários de Trump sobre fim da guerra
Gasolina supera os 4 dólares por galão nos EUA, valor mais alto desde 2022
Possível fim do conflito à vista dá força às praças europeias. Stoxx 600 vive pior mês desde 2022
Juros aliviam na Zona Euro após Trump considerar abandonar conflito no Médio Oriente
Dólar perde terreno mas encaminha-se para fechar o melhor mês desde 2022
Powell e Médio Oriente dão força ao ouro. Metal precioso avança pela segunda sessão consecutiva
Petróleo perde terreno após notícias de que Trump está a considerar abandonar a guerra
Ásia no vermelho apesar de EUA estarem a considerar abandonar a guerra. Europa celebra
Wall Street dispara com perspetiva de fim da guerra e queda do petróleo. Nasdaq pula mais de 3%
Os principais índices de Wall Street estão a registar fortes ganhos nesta tarde, com todos a dispararem mais de 2%. Alguns fatores parecem estar a impulsionar o sentimento dos investidores, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito aos seus assessores que está disposto a pôr fim à guerra e só depois avaliar a situação no estreito de Ormuz.
Também comentários do Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, que disse que o país está preparado para terminar com a guerra, mas exigindo garantias, estão a ter efeito nas negociações, ao mesmo tempo que a forte queda registada entre os ativos de risco desde o estalar do conflito está a levar a que “traders” aproveitem para reforçar posições. E sendo que esta é a sessão final do mês e do trimestre, numa semana mais curta de negociação devido à Páscoa, as subidas podem ainda refletir ajustes nas carteiras de investimento.
Além disso, os preços do petróleo estão a recuar mais de 2% nesta tarde, dando algum fôlego aos investidores. O West Texas Intermediate – de referência para os Estados Unidos (EUA) - cede agora cerca de 2%, para os 100,81 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para a Europa – cai quase 3%, para os 104,20 dólares por barril.
“Para ser sincero, não sabemos bem por que razão isto está a ter um impacto tão positivo nos mercados”, disse à Bloomberg Matt Maley, da Miller Tabak, fazendo referência à notícia do Wall Street Journal sobre Trump estar a ponderar o fim da guerra, mesmo que o estreito de Ormuz permaneça encerrado. “Se o tráfego através do estreito de Ormuz continuar tão restrito como está neste momento, os preços do petróleo vão permanecer elevados e provavelmente subirão com o tempo”, acrescentou.
Entre os principais índices da maior economia mundial, o Nasdaq Composite lidera as subidas com um ganho superior a 3%, fixando-se acima dos 21.500 pontos, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 disparam mais de 2%.
Stoxx 600 fecha março com pior desempenho mensal desde 2022
Os principais índices europeus fecharam a sessão desta terça-feira com ganhos em toda a linha, à exceção da bolsa de Amesterdão, depois de o Wall Street Journal ter noticiado que o Presidente Donald Trump estará disposto a pôr fim à campanha militar dos EUA contra o Irão, mesmo que o estreito de Ormuz permaneça, na prática, encerrado. Apesar dos ganhos de hoje, o Stoxx 600 teve no conjunto deste mês o seu pior desempenho desde 2022.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – subiu 0,41%, para os 583,14 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,52%, o espanhol IBEX 35 avançou 0,47%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,11%, o francês CAC-40 somou 0,57%, ao passo que o neerlandês AEX caiu 0,49% e o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,48%.
Desde que as hostilidades no Médio Oriente começaram a 28 de fevereiro, o índice de referência do Velho Continente caiu 8%, a sua maior queda mensal desde 2022 e marca o fim de uma série de oito meses consecutivos de ganhos. A região enfrenta agora preços da energia mais elevados, a perspetiva de uma inflação mais rápida e taxas de juro mais elevadas.
E apesar da recuperação de hoje, a volatilidade implícita das ações europeias continua elevada, especialmente a médio prazo. A volatilidade implícita a seis meses do índice Euro Stoxx 50 mal recuou do seu nível mais alto em quase um ano, mostram dados da Bloomberg. O índice pan-europeu caiu 1,5% desde o início do ano, com a LVMH, a SAP e a Novo Nordisk a representarem mais de metade dos 420 mil milhões de euros que foram “apagados” das ações da região.
Entre os setores, o dos recursos naturais (+2,12%), da defesa (+2,09%) e dos serviços financeiros (+1,66%) registaram as maiores valorizações. Por outro lado, entre as perdas destacou-se o setor dos bens domésticos (-1,53%), arrastado pela queda de mais de 7% da Unilever, depois de a empresa ter concordado em combinar o seu negócio alimentar com a McCormick & Co.
Quanto a outros movimentos do mercado, a Raspberry Pi Holdings, fabricante britânica de computadores “low cost” e semicondutores, fechou a sessão com uma valorização de mais de 44% após anunciar um aumento nas vendas e prever receitas bem acima das expectativas do mercado para 2026.
Juros aliviam em toda a linha. "Traders" reduzem apostas de que BCE mexa nos juros em abril
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registaram alívios em toda a linha na sessão desta terça-feira, enquanto os “traders” reduziram as apostas em subidas das taxas de juro na região, dada a possibilidade de um conflito prolongado no Médio Oriente poder afetar o crescimento, diminuindo a necessidade de um aperto monetário. Os mercados estão agora a descontar uma probabilidade de 50% de que o Banco Central Europeu aumente as taxas na sua reunião do próximo mês quando há pouco mais de uma semana, já tinham descontado totalmente esse aperto monetário.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 3 pontos base para 3,001%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 4,5 pontos para 3,720%. Já em Itália, os juros recuaram 7,6 pontos para os 3,905%.
Pela península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 5,8 pontos base para 3,444%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cedeu 5,9 pontos, para 3,502% a esta hora.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviaram 1,7 pontos base, para 4,914%.
Dólar perde terreno mas mantém-se a caminho de fechar melhor mês desde julho
O dólar negoceia com desvalorizações na sessão de hoje, ainda que continue a caminho de fechar o melhor mês desde julho do ano passado, numa altura em que os investidores avaliam a duração do conflito no Médio Oriente e os seus impactos tanto na inflação como no crescimento económico. A perspetiva de um ambiente monetário menos flexível do que antecipado acabou por levar os investidores a procurarem a "nota verde" em vez de outros ativos de refúgio, como o ouro, desde o estalar da guerra.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua agora 0,38%, para os 100,131 pontos. Este índice já subiu 2,6% este mês, apesar de a queda registada hoje estar a reduzir os ganhos. A posição dos EUA como maior produtor mundial de petróleo tem apoiado a "nota verde" no meio de um aumento nos preços globais da energia, assim como as expectativas cada vez mais ténues de crescimento global.
Perspetivas de que a guerra poderá estar perto do fim, depois de o WSJ ter noticiado que a Administração Trump estará disponível para terminar o conflito mesmo que o estreito de Ormuz permaneça fechado, assim como comentários de Jerome Powell, que sinalizou que uma subida das taxas diretoras não está, para já, nos planos da autoridade de política monetária, estão a tirar algum gás ao dólar.
Nesta medida, face ao iene, o dólar negoceia praticamente inalterado com uma desvalorização de 0,30%, para os 159,230 ienes.
Já pela Europa, o euro negoceia de forma estável e avança 0,50%, para os 1,152 dólares. Já a libra soma ligeiros 0,02%, para os 1,319 dólares.
Ouro e prata ganham terreno com subida de juros fora dos planos da Fed
O ouro e a prata estão a negociar em alta, impulsionados por uma queda do dólar, enquanto os “traders” avaliam notícias de que os EUA estarão dispostos a pôr fim à guerra contra o Irão, mesmo que o estreito de Ormuz permaneça, na prática, encerrado.
A esta hora, o ouro avança 2,09%, para os 4.605,340 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 5,09%, para os 73,647 dólares por onça.
A influenciar a negociação estão também comentários do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell, que afirmou ontem que as expectativas de inflação a longo prazo nos EUA parecem estar sob controlo, apesar do pico nos preços do petróleo impulsionado pela guerra, que alimentou as pressões inflacionistas e as apostas num aumento das taxas de juro.
A política do banco central está “numa boa posição para esperarmos para ver”, afirmou o líder da autoridade de política monetária, sinalizando que uma subida das taxas diretoras está, para já, fora dos planos – o que é positivo para o ouro, que por não render juros, tende a ter um melhor desempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas.
Crude e gás desvalorizam com "traders" a avaliar comentários de Trump
Os preços do petróleo negoceiam com desvalorizações na sessão desta terça-feira, à medida que os "traders" avaliam comentários do Presidente dos EUA sobre o fim da guerra, ainda que o estreito de Ormuz permaneça efetivamente encerrado.
O Brent – de referência para a Europa – cai 0,20%, para os 107,18 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 0,41% para os 102,46 dólares por barril depois de ontem ter encerrado acima dos 100 dólares por barril pela primeira vez desde meados de 2022.
Noutras matérias-primas, o gás natural negociado no Velho Continente cai agora mais de 5%, para os 51,97 euros por megawatt-hora.
O Wall Street Journal noticiou que Trump e os seus assessores estão a avaliar a possibilidade de pôr fim à guerra e só mais tarde resolver a questão da reabertura do estreito de Ormuz. “Para ser sincero, não sabemos bem por que razão isto está a ter um impacto tão positivo nos mercados”, disse à Bloomberg Matt Maley, da Miller Tabak. “Se o tráfego através do estreito de Ormuz continuar tão restrito como está neste momento, os preços do petróleo vão permanecer elevados e provavelmente subirão com o tempo”, acrescentou.
O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que as negociações diplomáticas para pôr fim ao conflito com o Irão estão a “ganhar força” e que o objetivo das forças armadas dos EUA é manter a pressão militar sobre o Irão e obrigar Teerão a chegar a um acordo.
Wall street negoceia em alta com petróleo estável e comentários de Trump sobre fim da guerra
Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos, à medida que os preços do petróleo se mantêm estáveis e já depois de o Wall Street Journal (WSJ) ter noticiado que o Presidente norte-americano terá dado a entender que estará disposto a terminar a campanha militar contra o Irão, mesmo que o estreito de Ormuz permaneça, na prática, encerrado.
O “benchmark” S&P 500 pula 1,19%, para os 6.418,93 pontos. Já o Nasdaq Composite sobe 1,40%, para os 21.084,96 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 1,14% para os 45.729,79 pontos.
Donald Trump tem oscilado repetidamente entre afirmar que um acordo com Teerão está próximo e alertar que está preparado para intensificar os ataques dos EUA ao Irão. Na segunda-feira, ameaçou atacar as infraestruturas energéticas e estações de dessalinização do Irão se o estreito de Ormuz permanecer fechado.
O republicano deu a Teerão até ao dia 6 de abril para reabrir a via marítima. “Existe claramente alguma complacência no mercado; não se observa qualquer sinal de capitulação nos fluxos, nos fundamentos ou através de uma análise técnica”, disse à Bloomberg Karen Georges, da Ecofi. “Apesar da subida de hoje, diria que o mercado está relutante em fazer uma aposta direcional forte”, concluiu a especialista.
O WSJ noticiou que o Presidente dos EUA disse aos seus conselheiros que está disponível para terminar a operação militar contra o Irão mesmo que o estreito de Ormuz se mantenha, em grande parte, fechado. Dirigentes da Administração Trump disseram ao jornal que Donald Trump está disposto a deixar a complexa operação de reabertura do estreito para mais tarde, já que esperar para o fazer iria prolongar o conflito quatro a seis semanas para lá do calendário desejado.
De acordo com o jornal, o Presidente norte-americano quer, acima de tudo, enfraquecer a marinha iraniana e o seu arsenal de mísseis, estando disposto depois a tentar retomar o fluxo do comércio pela via diplomática. Se isso falhar, escreve o WSJ, Washington pressionará os aliados na Europa e no Golfo para que assumam a liderança na reabertura do estreito. Numa publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o Irão foi “essencialmente” dizimado e que os aliados deveriam comprar combustível para aviões aos EUA ou simplesmente ir buscá-lo ao estreito de Ormuz, numa altura em que já vários países enfrentam escassez de “jet fuel”.
“Não se pode excluir uma resolução rápida, mas isso não significará voltar exatamente ao ponto em que estávamos em fevereiro”, alertou à agência de notícias financeiras Kevin Thozet, da Carmignac. “Os investidores estão a ver o copo meio cheio. Nos últimos 15 anos, mais ou menos, 'buying the dip’ tem sido absolutamente fundamental”, acrescentou.
Entre os movimentos do mercado, a Unilever (-3,20%) está prestes a fundir o seu negócio alimentar com o da fabricante de especiarias McCormick & Co. (-9,10%) num negócio avaliado em 44,8 mil milhões de dólares. A CoreWeave (+7,08%), por seu turno, angariou 8,5 mil milhões de dólares junto de um grupo de bancos e investidores para ajudar a financiar uma expansão da sua capacidade de computação em nuvem. Já a Eli Lilly (+2,34%) concordou em comprar a fabricante de medicamentos para o sono Centessa Pharmaceuticals por cerca de 7,8 mil milhões de dólares.
Quanto às “big tech”, a Nvidia sobe 1,93%, a Apple valoriza 0,71%, a Microsoft avança 2,06%, a Alphabet ganha 1,74%, a Amazon pula 2,21% e a Meta soma 3,59%.
Gasolina supera os 4 dólares por galão nos EUA, valor mais alto desde 2022
Os preços da gasolina nos EUA ultrapassaram os 4 dólares por galão (3,8 litros) pela primeira vez em mais de 3 anos, numa altura em que os preços do petróleo se mantêm elevados devido à guerra no Irão.
Desde o início da guerra na Ucrânia que, em 2022, que os preços deste combustível não eram tão elevados - são agora, em média, de 4,018 dólares, de acordo com a associação AAA (American Automobile Association). Em 2022, os preços médios chegaram a superar os 5 dólares por galão.
Possível fim do conflito à vista dá força às praças europeias. Stoxx 600 vive pior mês desde 2022
Os principais índices europeus estão a negociar em território positivo esta terça-feira, num dia em que as ações mundiais estão a ser animadas por uma notícia do Wall Street Journal que indica que Donald Trump, Presidente dos EUA, está a considerar acabar o conflito no Médio Oriente - mesmo que não consiga reabrir o estreito de Ormuz. Para já, o líder norte-americano estará a considerar ficar-se por objetivos militares, como incapacitar a marinha e o arsenal iraniano, e pôr fim às hostilidades atuais.
A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - acelera 0,78% para 585,25 pontos, recuperando alguma das perdas registadas desde o estalar do conflito no Médio Oriente. Mesmo assim, o principal índice da região encaminha-se para fechar o pior mês desde março de 2022, tendo caído cerca de 8% desde que as hostilidades entre EUA, Israel e Irão começaram no último dia de fevereiro.
Esta grande queda põe fim a uma série de oito meses consecutivos de ganhos para o Stoxx 600 - um período em que as ações europeias estavam a conseguir superar o desempenho dos pares norte-americanos. No entanto, a dependência energética do Velho Continente face às exportações de petróleo e gás natural do Médio Oriente deixou a região no centro de uma crise energética, com o estreito de Ormuz praticamente bloqueado.
O primeiro sinal do impacto desta guerra nos preços poderá ser avaliado já esta terça-feira. O Eurostat vai dar a conhecer a evolução da inflação em março e os economistas antecipam um grande aceleramento na primeira leitura, com os preços a acelerarem de 1,9% para 2,7% em março - ficando bastante longe da meta dos 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE).
"Não se pode excluir uma resolução rápida, mas isso não significará voltar exatamente ao ponto em que estávamos em fevereiro", explica Kevin Thozet, membro do comité de investimento da Carmignac, à Bloomberg. "Os investidores estão a ver o copo meio cheio. Nos últimos 15 anos, mais ou menos, comprar na baixa tem sido absolutamente fundamental", acrescenta ainda.
Entre as principais movimentações de mercado, a Raspberry Pi dispara 26,56% para 3,70 libras, depois de a fabricante de computadores "low-cost" ter reportado um aumento de 25% nas vendas em 2025, citando uma maior procura no mercado norte-americano e no chinês.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,73%, o espanhol IBEX 35 acelera 0,95%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,65%, o francês CAC-40 sobe 0,48%, ao passo que o neerlandês AEX salta 0,23% e o britânico FTSE 100 ganha 0,74%.
Juros aliviam na Zona Euro após Trump considerar abandonar conflito no Médio Oriente
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios esta terça-feira, depois de o Wall Street Journal ter noticiado que o Presidente dos EUA, Donald Trump, estará a considerar abandonar o conflito no Médio Oriente sem alcançar a reabertura do estreito de Ormuz. De acordo com fontes governamentais citadas pelo jornal, o líder norte-americano considera ainda que uma missão para retomar a navegação nesta via marítima atiraria a guerra além das quatro a seis semanas inicialmente previstas.
Os investidores antecipam agora os dados da inflação da Zona Euro, divulgados esta terça-feira e que vão permitir ter uma primeira leitura dos impactos da guerra do Médio Oriente nos preços. Os economistas preveem um aceleramento da inflação de 1,9% para 2,7% em março, com os preços dos combustíveis por detrás deste grande avanços nos preços.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, caem 2,4 pontos base para 3,007%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade aliviam em 3,3 pontos para 3,732%. Por Itália, a descida é de 3,1 pontos para 3,950%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, caem 2,8 pontos base para 3,473%, enquanto, em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade cede 3 pontos para 3,532%.
Fora da Zona Euro, segue-se a mesma tendência, com os juros das "Gilts" britânicas a recuarem 3,6 pontos base para 4,894%.
Dólar perde terreno mas encaminha-se para fechar o melhor mês desde 2022
O dólar prepara-se para fechar o melhor mês desde setembro de 2022, apesar de até estar a registar um ligeiro recuo esta terça-feira, numa altura em que os investidores avaliam a duração do conflito no Médio Oriente e os seus impactos tanto na inflação como no crescimento económico. A perspetiva de um ambiente monetário menos flexível do que antecipado acabou por levar os investidores a procurarem a "nota verde" em vez de outros ativos de refúgio, como o ouro.
A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa norte-americana face às suas principais rivais - negoceia na linha d'água, recuando 0,02%, mas encaminha-se para fechar março com um saldo positivo de cerca de 3%. Por sua vez, o euro avança 0,03% para 1,1468 dólares, enquanto a libra acelera 0,11% para 1,32 dólares e a "nota verde" ganha 0,04% para 159,77 ienes.
"O dólar valorizou devido à procura como moeda de refúgio, num contexto de enfraquecimento das expectativas de crescimento global", explica Noah Buffam, estratega da CIBC Capital Markets, à Bloomberg. A moeda acabou ainda por beneficiar da posição dos EUA como o maior produtor de petróleo do mundo, numa altura em que os preços do crude já subiram mais de 50% desde o estalar do conflito.
Outras moedas, como é o caso do euro e do iene, acabaram por ser penalizadas pela dependência da Europa e do Japão das exportações de energia vindas do Médio Oriente - praticamente inacessíveis devido ao bloqueio do estreito de Ormuz por parte do Irão. Ainda esta terça-feira, o Parlamento do país aprovou legislação para introduzir taxas às embarcações que passam por esta via marítima, por onde atravessa cerca de um quinto do petróleo e gás natural consumidos por todo o mundo.
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