Ao minuto09h31

Europa no vermelho com pressão das tecnológicas. Juros acompanham queda do crude

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta sexta-feira.
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Foto: AP / Eduardo Parra Bolsas europeias. Foto: Hasan Jamali / AP Golfo Pérsico, petróleo, Médio Oriente Foto: Shuji Kajiyama / AP Ásia regista ganhos com Kospi a subir 9% após a maior queda de sempre.
João Duarte Fernandes 09:30
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09h30

Europa no vermelho com pressão das tecnológicas. ASML perde mais de 3%

Os principais índices europeus negoceiam com perdas em praticamente toda a linha no arranque da última sessão da semana, com o menor apetite dos investidores por cotadas ligadas à inteligência artificial a pressionar o setor tecnológico, apesar do menor peso de empresas desta área nos índices europeus face aos norte-americanos ou asiáticos.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua 0,06%, para os 624,07 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX desvaloriza 0,09%, o italiano FTSEMIB desliza 0,04%, o francês CAC-40 soma 0,07%, o espanhol IBEX ganha 0,42%, ao passo que o neerlandês AEX cede 0,59%, num dia em que o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,01%.

A geopolítica continua no centro das atenções, sem sinais de progresso nas negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.

A par disso, uma rotação de ativos está a ser registada nas bolsas, com os investidores a afastarem-se das tecnológicas após receios de que a forte recuperação do setor tecnológico que se tem registado nos últimos tempos possa ter ido longe demais, fator que está a pressionar os ativos de risco. O “benchmark” do Velho Continente subiu cerca de 5% até agora neste ano e negoceia ainda abaixo do recorde de fevereiro, com os investidores preocupados com o impacto dos preços mais elevados da energia na inflação.

Nesta medida, na próxima semana, espera-se que o Banco Central Europeu (BCE) anuncie o seu primeiro aumento das taxas diretoras desde setembro de 2023. “O BCE parte de uma posição amplamente neutra e estaria apenas a ajustar as taxas ao recente aumento da inflação”, disse à Bloomberg Roberto Scholtes, do Singular Bank.

Entre os setores, o tecnológico (-1,64%) lidera as perdas, enquanto o dos químicos (+0,88%) regista os maiores ganhos.

Já quanto aos movimentos do mercado, a ASML (-3,19%) e a Infineon Technologies (-6,30%) estão entre as cotadas que mais pressionam a negociação. Por outro lado, a Bodycote afunda quase 11%, registando a maior queda intradiária desde março de 2025, depois de a Apollo Management Holdings ter afirmado que desistiu da tentativa de aquisição da britânica.

09h29

Juros acompanham queda do crude e registam alívios contidos na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro negoceiam com ligeiros alívios em toda a linha, num contexto de quedas contidas dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 0,1 pontos-base, para os 3,019%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cede 0,6 pontos-base, para 3,659%. Já em Itália, os juros recuam igualmente 0,6 pontos-base, para 3,759%.

Pela Península Ibérica, a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos cai 0,6 pontos-base, para 3,375%, com a “yield” das obrigações espanholas a ceder também 0,6 pontos, neste caso para 3,445%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguem esta tendência e aliviam 0,1 pontos, para 4,896%.

09h02

Iene caminha para quarta semana de desvalorizações. Won sul-coreano toca mínimos de 2009

Bodo Marks/picture-alliance/dpa/AP Images

O iene está a caminho da sua quarta semana consecutiva de quedas e segue a “testar” a barreira dos 160 ienes por dólar - desencadeando avisos por parte de autoridades em Tóquio, já que este valor é amplamente visto nos mercados como uma “linha” para uma potencial intervenção de responsáveis do país no mercado cambial, como aconteceu já no final de abril.

Ainda assim, o dólar segue agora a ceder 0,06%, para os 159,930 ienes.

Um reacender das hostilidades no Médio Oriente ao longo desta semana, incluindo confrontos entre as forças iranianas e norte-americanas, empurrou o Brent e apoiou o dólar enquanto ativo-refúgio, pressionando assim a divisa nipónica.

Ainda pela Ásia, o won sul-coreano continua a cair e atingiu na sessão de hoje mínimos de 2009, estando o dólar a avançar 0,44%, para os 1.539,340 won.

Já o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – cede 0,14%, para os 99,270 pontos.

Por cá, o euro regista uma subida de 0,21%, para 1,164 dólares, enquanto a libra soma 0,16%, para 1,345 dólares.

08h41

Ouro perde terreno. Metal amarelo já desvalorizou 16% desde estalar da guerra no golfo

Matthias Schrader / AP

O ouro está a registar perdas na sessão de hoje e já perde cerca de 2% no conjunto desta semana, à medida que persiste a incerteza quanto ao andamento das negociações entre os EUA e o Irão para pôr fim à guerra.

A esta hora, o ouro desvaloriza 0,27%, para os 4.462,750 dólares por onça, já tendo perdido cerca de 16% desde o estalar da guerra no final de fevereiro. No que toca à prata, o metal precioso perde 1,67%, para os 72,648 dólares por onça.

Na quinta-feira, o Hezbollah, apoiado pelo Irão, rejeitou uma trégua mediada pelos EUA entre Israel e o Líbano e as negociações entre Teerão e Washington para pôr fim ao conflito parecem ter estagnado.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que as negociações de paz se encontravam na fase “final”, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, tinha declarado anteriormente que “não se alcançou qualquer progresso tangível”.

Agora no seu quarto mês, a guerra perturbou os fluxos de energia através do estreito de Ormuz, impulsionou os preços do petróleo e suscitou preocupações quanto à inflação global, tornando mais provável que os bancos centrais mantenham as taxas de juro nos atuais níveis ou as aumentem — um obstáculo para os metais preciosos, que não rendem juros.

A perceção de que o impasse em torno de Ormuz se está a tornar mais difícil de resolver aumentou a probabilidade de um choque energético, e isso “significa uma política monetária mais restritiva, o que constitui um entrave para o ouro”, afirmou à Bloomberg Nicholas Frappell, da ABC Refinery.

08h41

Petróleo regista perdas contidas mas caminha para semana de valorizações

AP / Jeff McIntosh

Os preços do petróleo estão a negociar nesta sexta-feira com desvalorizações contidas, com o otimismo em torno das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão a pesar contra a incerteza em torno de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano, depois de os preços do crude terem registado quedas de cerca de 3% na sessão anterior.

O Brent – de referência para a Europa –, recua 0,02%, para os 95,01 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,39%, para os 92,68 dólares por barril.

O Presidente Donald Trump afirmou que as negociações com o Irão estavam a correr bem, apesar de o Hezbollah, apoiado por Teerão, ter rejeitado um acordo de cessar-fogo mediado por Washington entre Israel e o Líbano.

No conjunto desta semana, o WTI já valorizou mais de 6%, enquanto o Brent soma ganhos de cerca de 3%, depois de a incerteza sobre o andamento das negociações ter minado parte do otimismo inicial em relação à assinatura de um entendimento entre Washington e Teerão que levaria à retoma dos fluxos através do estreito de Ormuz.

"A descida do WTI dos máximos pré-cessar-fogo [acordado entre o Irão e os EUA em abril] de mais de 110 dólares para os níveis atuais na casa dos 90 dólares [sinalizou] o alívio do mercado petrolífero pelo fim da guerra total”, disse à Bloomberg Pavel Molchanov, da Raymond James. “Novas quedas de preços dependerão de uma recuperação significativa [do fluxo de crude através de] Ormuz”, notou o especialista.

Nesta medida, não houve sinais de progresso nas negociações entre Teerão e Washington, com os ataques contínuos de Israel no Líbano a tornarem-se um importante ponto de discórdia entre as partes. Questionado pelos jornalistas na quinta-feira sobre a rejeição do cessar-fogo no Líbano por parte do Hezbollah, Trump afirmou que “eles não rejeitaram” e alegou que “foram eles que nos contactaram” para discutir a cessação das hostilidades.

07h53

Ásia termina sessão em baixa com IA a ser "castigada". Sul coreano Kospi tomba 5%

Os principais índices asiáticos encerraram a última sessão da semana com perdas em toda a linha, pressionados por uma queda de cotadas ligadas à inteligência artificial (IA), à medida que os investidores favorecem agora uma rotação para outros ativos, depois de o “outlook” apresentado pela norte-americana Broadcom ter contagiado empresas ligadas a esta área um pouco por toda a parte. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 indicam uma perda modesta de 0,10% para as ações do Velho Continente na abertura, uma vez que a região está menos exposta ao setor tecnológico.

Por Taiwan, o TWSE perdeu 1,33%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,18%, enquanto o Shanghai Composite deslizou 0,90%. Na Coreia do Sul, o Kospi – com um grande peso de cotadas do setor da IA - tombou 5,45%. Já quanto ao Japão, o Nikkei recuou 1,26% e o Topix cedeu 0,026%.

As ações estão a recuar de máximos históricos atingidos ao longo desta semana, uma vez que as perspetivas da Broadcom para as vendas de chips de IA ficaram aquém das elevadas expectativas do mercado, interrompendo uma subida vertiginosa das ações de semicondutores em relação aos mínimos atingidos devido à guerra.

Os investidores enfrentam agora um teste com o relatório de emprego dos EUA, que poderá redefinir as expectativas em relação ao rumo da política monetária da Reserva Federal e determinar se a recuperação impulsionada pela IA se prolonga ou perde impulso. “Provavelmente já era necessária alguma consolidação, dado o ritmo e a força sem precedentes da recente recuperação da IA”, disse à Bloomberg Vey-Sern Ling, do Union Bancaire Privée. “O ‘desvio’ da Broadcom deu uma boa desculpa para os investidores com lucros elevados realizarem os seus ganhos. É saudável e não prejudica a perspetiva a longo prazo”, resumiu ainda o especialista.

Também uma subida do Brent pressionou o sentimento dos investidores, recuperando parte das perdas provocadas pelo otimismo de que um cessar-fogo entre Israel e o Líbano poderia abrir caminho para um avanço diplomático mais abrangente entre os EUA e o Irão.

As preocupações com uma possível “bolha” da IA também ressurgiram, com o investidor Ray Dalio a alertar no início desta semana que o mercado está a apresentar características de um “boom” que acabará por desmoronar. “Os setores tecnológicos estão sob pressão à medida que os receios de uma bolha da IA ressurgem após os resultados da Broadcom”, afirmou à agência de notícias financeiras Nick Twidale, da AT Global Markets.

Neste contexto, o presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, para se reunir com parceiros da empresa, numa altura de forte procura por chips de memória.

Entre os movimentos do mercado tecnológicas como a SK Hynix (-9,49%), a Samsung (-6,12%) e a LG Electronics (-7,16%) sofreram pesadas perdas.

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