Stoxx 600 recupera e regista maior subida desde 28 de julho. Petróleo dispara 5%
Petróleo quebra série de perdas
Ouro sobe de olhos postos em Jackson Hole; dólar cai frente ao euro
Juros da Zona Euro sobem com apetite pelo risco a regressar
PSI-20 inverte para o "vermelho" com quedas do grupo EDP
Europa recupera fôlego após "sell-off" da semana anterior
Petróleo e banca em alta na abertura de Wall Street
Queda do dólar faz preço do petróleo disparar 5% após sete dias no 'vermelho'
Ouro volta aos ganhos com recuo do dólar
Recuperação das bolsas faz subir juros na Europa
Stoxx 600 com maior subida desde 28 de julho, com energia e retalho a brilhar
- Futuros europeus voltam a sorrir após fortes ganhos na Ásia
- Petróleo quebra série de perdas
- Ouro sobe de olhos postos em Jackson Hole; dólar cai frente ao euro
- Juros da Zona Euro sobem com apetite pelo risco a regressar
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- Ouro volta aos ganhos com recuo do dólar
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- Stoxx 600 com maior subida desde 28 de julho, com energia e retalho a brilhar
Os futuros das bolsas europeias estão a negociar em alta (+0,7%) na pré-abertura de sessão desta segunda-feira, apontando para um começo de dia positivo no "continente". Depois de o "sell-off" registado na semana passada no continente asiático, que atingiu também os pares na Europa e nos EUA, as bolsas mundiais voltam a ganhar ímpeto.
O índice MCSI da Ásia-Pacífico, que agrupa as maiores empresas destas regiões, atingiu o seu maior ganho deste mês, graças às subidas verificadas nas bolsas do Japão (+1,9%), de Hong Kong (+1,8%) ou da Coreia do Sul (+1,6%).
Esta semana os olhos dos investidores estão postos em Jackson Hole, onde a Reserva Federal dos EUA tem encontro marcado, como vem sendo tradição todos os anos.
Não é um evento onde se tomem decisões, mas, por norma, apontam-se os caminhos a tomar no futuro. O encontro deste ano, ganha particular atenção numa altura em que o banco central sinalizou que poderia retirar os estímulos monetários ainda este ano.
Mas por outro lado, a China continua a exercer pressão sobre as empresas de tecnologia com mais regulação, enquanto a variante delta do coronavírus continua a propagar-se por várias regiões do mundo, o que coloca em causa o ritmo da recuperação das economias.
O brent negociado em Londres, que serve de referência às importações portuguesas, avança 1,86% para 66,39 dólares por barril, enquanto o crude WTI valoriza 1,8% para 63,26 dólares.
Ambos os benchmarks registaram, na semana passada, a maior queda semanal em mais de nove meses. No caso do brent foi um tombo de 8% e no caso do WTI de 9% devido aos receios de que o agravamento da pandemia leve a uma nova quebra na procura global por combustíveis.
"Os preços do petróleo respiraram de alívio [na segunda-feira] depois das fortes quedas na semana passada. Esperamos ver mais ajustamnetos esta semana, mas o sentimento do mercado será provavelmente bearish dadas as crescentes preocupações sobre uma procura mais fraca por combustíveis em todo o mundo", disse Kazuhiko Saito, analista chefe da Fujitomi Securities, à Reuters.
O preço do ouro, ativo que costuma beneficiar com alguma turbulência externa, está hoje a valorizar em linha com o mercado de ações na Europa e na Ásia, numa altura em que os investidores estão atentos ao encontro do banco central dos EUA, em Jackson Hole.
O metal precioso ganha 0,28% para os 1.786,05 dólares por onça, com a queda do preço do dólar a tornar este ativo mais atrativo.
Por essa mesma razão, o euro está a valorizar (+0,22%) frente ao rival dólar norte-americano para os 1,17 dólares.
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a negociar em alta na manhã desta segunda-feira, com o regresso do apetite pelo risco a levar os investidores para ativos considerados mais arriscados como é o caso das ações em detrimento dos mais seguros.
A "yield" da Alemanha a dez anos está a subir 1,9 pontos base para os -0,478%, depois de várias sessões em queda.
O mesmo se verifica com os juros de Portugal a dez anos que ganham 1,6 pontos base para os 0,117% e com os de Espanha que avançam 1,8 pontos base para os 0,227%. Os juros de Itália a dez anos estão a subir 2,2 pontos base para os 0,507%.
Depois de um início de sessão positivo, a bolsa nacional inverteu agora para o "vermelho" com as perdas de quase 3% das duas empresas do grupo EDP a ofuscarem os ganhos de mais de 1% do BCP e da Galp. O resto da Europa continua a negociar em alta.
A EDP está a registar a maior perda intradiária desde meados de julho com uma desvalorização de 2,84% para os 4,689 euros. Já a EDP Renováveis segue as pisadas da "casa-mãe" com uma queda de 2,60% para os 21,76 euros. São os maiores recuos da praça lisboeta nesta altura.
Em contraciclo, o BCP e a Glp continuam a ganhar mais de 1%, um feito que se revela insuficiente para que a bolsa nacional acompanhe os ganhos dos pares.
A maioria das praças europeias está a valorizar na sessão desta segunda-feira com apenas Lisboa a fugir a esta regra. Os ganhos surgem depois de na semana passada as ações do "velho continente" terem registado a maior perda semanal dos últimos seis meses.
O índice Stoxx 600, que agrupa as 600 maiores cotadas da região, está a ganhar 0,34% para os 470,36 pontos. Hoje, alguns dos setores cíclicos (automóvel, bancos e mineradoras) continuam a destacar-se, num dia em que novas fusões e aquisições fazem manchetes.
No final da sessão da passada sexta-feira, as bolsas europeias já tinham dado sinal que iam recuperar, com os investidores a aproveitarem as quedas dos dias anteriores para comprarem ações "em saldos".
A retalhista J Sainsbury, a terceira maior cadeia de supermercados no Reino Unido, está a disparar mais de 5% depois de o The Times ter reportado que alguns fundos de investimento estariam a equacionar comprar a empresa britânica.
Em sentido inverso, o suíço Cembra Money Bank está a afundar quase 30% depois de ter anunciado o final de uma parceria com cartões de crédito com a Migros.
As principais praças norte-americanas abriram esta segunda-feira as negociações em alta, com a ajuda das ações ligadas ao petróleo e aos bancos. Os investidores estão a regressar aos ativos de risco após a queda da semana passada, apesar de se manterem os receios com uma desaceleração da economia causada pelo agravamento da pandemia.
O índice industrial Dow Jones sobe 0,52% para 35.303,49 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 ganha 0,51% para 4.464,30 pontos e o tecnológico Nasdaq valoriza 0,97% para 14.842,49 pontos.
Além destas, também outras ações com maior exposição à economia estão a ser beneficiadas. É o caso da banca, que avança quase 1%. Os investidores estão à espera do início da conferência anual da Reserva Federal norte-americana, em Jackson Hole, que terá lugar a partir de quinta-feira virtualmente.
O presidente Jerome Powell poderá sinalizar os primeiros passos da retirada de estímulos, mas apenas para os efetivar mais tarde. "Espera-se que a posição acomodatícia da Fed dure pelo menos mais alguns meses dado que a variante delta do coronavírus deixou a Fed sem nada para fazer a curto prazo", explicou Thomas Hayes, gestor da Great Hill Capital, à Reuters.
Os preços do petróleo estão a recuperar de uma série de perdas de sete dias, com um disparo de 5%. A impulsionar os ganhos estão as perdas do dólar, apesar das crescentes preocupações com a procura de petróleo motivadas pelo aumento do número de casos de covid-19.
O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para Portugal, está a ganhar 5,09% para os 68,50 dólares por barril, depois de ter atingido o valor mais baixo desde 21 de maio. Já o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) está a registar uma subida de 5,28% para os 65,42 dólares. Enquanto isso, o dólar norte-americano cede terreno face à moeda única europeia, com uma desvalorização de 0,35% para 1,1739 euros, e o euro está a cair 0,35% para 0,8558 libras.
O preço do ouro está a subir, depois de o dólar norte-americano ter interrompido uma série de subidas. O preço do ouro avança 1,35%, com a onça a negociar nos 1.805,21 dólares, enquanto o dólar cai 0,34% para 1,1738 euros.
As preocupações dos investidores com o risco de a variante delta da covid-19 poder desacelerar o ritmo da recuperação económica global estão também a contribuir para a subida do preço do ouro, visto como um "refúgio seguro".
Já a prata está a valorizar 2,03% para 23,63 dólares por onça, enquanto a platina ganha 2,21% para 1.019,17 dólares por onça.
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão a subir esta segunda-feira com os investidores a revelarem um maior apetite pelo risco, que é visível nos ganhos das principais praças mundiais.
A pressionar as yields estão também os dados do índice PMI hoje divulgados, que mostram que a economia europeia está a resistir bem ao aumento de casos de covid-19, apesar da ligeira quebra face aos valores de julho.
As bunds alemãs a 10 anos, "benchmark" do mercado da dívida na Europa, chegaram a subir mais de três pontos base, até aos -0,457%, mas aliviaram e seguem agora nos -0,482%, uma subida de 1,5 pontos.
Nos países periféricos, a dívida italiana a 10 anos regista uma escalada de 3,4 pontos base, para 0,578%, enquanto as yields da dívida grega agravam-se em 1,3 pontos, para 0,560%.
Em Portugal, os juros da dívida a 10 anos sobem 2,1 pontos base, até aos 0,121%, enquanto na vizinha Espanha a subida é de 1,9 pontos, para 0,229%.
As praças europeias fecharam a sessão em terreno positivo, com o índice que agrupa as 600 maiores cotadas da Europa a avançar 0,7%, a maior subida desde dia 28 de julho. Na semana passada, o Stoxx 600 deslizou 1,5%.
Os setores cíclicos lideraram o "rally" desta segunda-feira, com destaque para o setor da energia (ganhos de 2,1%), consumo e serviços (subida de 1,7%) e ainda pelo retalho e setor mineiro, ambos com uma subida de 1,5%. Empresas como a Sainsbury ou a AddLife destacaram-se nos ganhos, com subidas de 15,4% e 9,2%, respetivamente. No caso da Sainsbury, dona de uma cadeia de supermercados no Reino Unido, o disparo foi impulsionado pela notícia de que alguns fundos de investimento podem estar interessados em comprar a empresa.
Em contraciclo, os setores das "utilities" e imobiliário fecharam o dia "no vermelho", com deslizes de 0,6% e 0,8%, respetivamente. Estes foram mesmo os únicos dois setores em terreno negativo. O banco suíço Cembra Money Bank afundou 30,9% depois de ter anunciado o final de uma parceria com cartões de crédito com a Migros. Também a EDP está na lista de "underperformers" desta sessão, ao tombar 3,4%.
As principais praças da Europa terminaram o dia em terreno positivo: o inglês FTSE 100 avançou 0,3%, a mesma subida que o alemão DAX. Já o francês CAC 40 contabilizou um das maiores subidas entre as principais praças (0,9%), apenas ultrapassado pelos ganhos de 1,1% da bolsa de Amesterdão. O espanhol IBEX 35 apreciou 0,6%.
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