Depois de dois dias de perdas, Europa acaba com jejum e regressa aos ganhos
Pelosi e Fed dão brilho ao ouro
Petróleo derrapa horas antes da reunião da OPEP+. Gás estável após dois dias de ganhos
Dólar derrapa. Euro e iene somam e seguem
Juros agravam-se na Zona Euro
Europa negoceia no vermelho. Société Générale em alta após resultados
Após dois dias em queda, saída de Pelosi de Taiwan coloca Wall Street no verde
Ouro recua pressionado pela subida do dólar
Euro desvaloriza face ao dólar
Petróleo cai com desaceleração da procura por gasolina nos EUA
Juros agravam-se à exceção de Itália
Europa positiva, a recuperar perdas do início da semana
- Europa aponta para abertura no vermelho. Ásia fecha no verde com Pelosi no centro das atenções
- Pelosi e Fed dão brilho ao ouro
- Petróleo derrapa horas antes da reunião da OPEP+. Gás estável após dois dias de ganhos
- Dólar derrapa. Euro e iene somam e seguem
- Juros agravam-se na Zona Euro
- Europa negoceia no vermelho. Société Générale em alta após resultados
- Após dois dias em queda, saída de Pelosi de Taiwan coloca Wall Street no verde
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- Petróleo cai com desaceleração da procura por gasolina nos EUA
- Juros agravam-se à exceção de Itália
- Europa positiva, a recuperar perdas do início da semana
A Europa aponta para uma abertura de sessão em terreno negativo, num dia marcado pela reação dos mercados ao discurso da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, durante a sua visita a Taiwan.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 caem 0,1%.
A líder do Congresso norte-americano reafirmou o apoio dos EUA a Taiwan. Pelosi garantiu ainda que a solidariedade norte-americana para com Taiwan é "crucial", disse haver "apoio bilateral para Taiwan nos EUA" e que "a determinação dos EUA em preservar a democracia em Taiwan e no resto do mundo continua a ser férrea".
A sessão será ainda marcada pela reação dos investidores aos discursos de líderes regionais da Reserva Federal norte-americana - Mary Daly, Loretta Mester e Charles Evans - que alertaram para a necessidade de o banco central endurecer ainda mais a sua política monetária.
Durante o dia o mercado vai estar ainda estar atento à continuação da "earnings season" europeia. Esta quarta-feira é a vez de Commerzbank, SocGen, BMW, Banco BPM, Siemens Healthineers e Veolia e Wolters Kluwer apresentarem resultados.
Na Ásia, a sessão terminou no verde com a China continental a liderar os ganhos, apesar da visita de Pelosi a Taiwan – considerada por Pequim como um ataque contra o princípio de "uma só China".
Xangai somou 0,5% e Hong Kong cresceu 0,7%. Pela Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,7%. Já pelo Japão, o "benchmark" do país, Nikkei, acumulou 0,53 % e o Topix subiu 0,3%.
O ouro valoriza, beneficiado pela queda do dólar – que favorece os investidores que aplicam o seu dinheiro em matérias-primas denominadas na nota verde e que negoceiam com outras moedas, - numa altura em que as tensões geopolíticas entre EUA e China são acompanhadas de perto pelos mercados.
O rei dos metais soma 0,48% para 1.768,81 dólares por onça, depois de na terça-feira ter tocado em 1.788,05 dólares, o nível intradiário mais alto desde o passado dia 5 de julho. Platina, prata e paládio seguem esta tendência positiva.
Os investidores estão focados na tensão entre EUA e China, devido à visita de Nancy Pelosi a Taiwan, e nas declarações "hawkish" proferidas por três membros da Reserva Federal norte-americana que apontaram para a necessidade de um endurecimento da política monetária do banco central dos EUA.
"Com a continuação da guerra entre Rússia e Ucrânia há uma maior sensibilidade dos investidores relativamente às questões geopolíticas, pelo que as tensões entre EUA e China sustentaram a cotação do ouro", comentou Madhavi Mehta, analista da Kotak Securities, citado pela Bloomberg.
No que toca às declarações dos líderes regionais da Reserva Federal norte-americana - Mary Daly, Loretta Mester e Charles Evans – Mehta deixa claro que "os dados económicos levaram a Fed a dar sinais de um abrandamento do ritmo na subida das taxas de juro, mas agora estamos numa nova fase de incerteza".
O petróleo derrapa horas antes do encontro da OPEP+ - que reúne os principais países produtores de ouro negro do mundo e seus aliados. O Goldman Sachs aponta para que no fim da reunião seja anunciada a decisão de um aumento "modesto" da produção, em linha com o apelo lançado pelos EUA.
O West Texas Intermediate – negociado em Nova Iorque – perde 0,19% para 94,24 dólares por barril.
Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias – derrapa 0,22% para 100,32 dólares por barril.
O "spread" entre os dois contratos com data mais próxima de Brent caiu esta quarta-feira para 1,86 dólares, longe dos quatro dólares registados há um mês e renovando mínimos de maio, dando assim sinais de que o aperto na oferta pode estar a ser aliviado.
Os analistas do gigante de Wall Street liderado por Damien Courvalin esperam que a OPEP+ anuncie esta quarta-feira um aumento "modesto" da produção. Segundo os números apresentados pela nota de "research", citada pela Bloomberg, o mercado do petróleo enfrenta atualmente um défice de dois milhões de barris por dia.
No gás, a matéria-prima negociada em Amesterdão (TTF) - referência para o mercado europeu - permanece nos 205 euros por megawatt-hora, estabilizando após dois dias de ganhos, já que a oferta russa de gás permanece também estável, ainda que reduzida.
Ainda asssim, a matéria-prima está a ser negociada no nível mais alto desde março, depois de a Gazprom ter reduzido o abastecimento de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream em 20%.
O euro soma 0,14% para 1,0180 dólares, beneficiando assim da fraqueza da nota verde que se encontra em queda.
O índice do dólar da Bloomberg – que compara o "green cash" com 10 divisas rivais – cai 0,10% para 106,13 pontos, num dia marcado pela reação do mercado à intervenção de Nancy Pelosi na chegada da visita a Taiwan.
O líder da Câmara dos Representantes dos EUA manifestou a solidariedade do país para com Taiwan, apimentando as tensões com a China.
Por sua vez, o iene ganha 0,11% para 0,0075 dólares ampliando os ganhos angariados nos últimos dias. A moeda japonesa conseguiu a melhor série de quatro dias na segunda-feira, desde março de 2020. Durante este período o iene ganhou quase 4% face ao dólar.
Os juros agravam-se na Zona Euro, num dia em que os investidores estão atentos ao desenvolvimento da tensão entre EUA e China, no âmbito da visita da presidente da Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi.
A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – agrava 3,8 pontos base, mantendo-se ainda assim abaixo da linha de 1% a que chegou no início de maio, mais concretamente em 0,850%.
Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos somam 2,8 pontos base para 3,073%. O "spread" da "yield" italiana face ao índice de referência está em 221,9 pontos base.
Já na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos acresce 1,3 pontos base, mantendo-se ainda assim muito longe da linha dos 3% - inaugurada pela primeira vez no mês passado não era visto há cinco anos – mais concretamente em 1,886%.
Os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade estão acima dos homólogos portugueses, agravando 1,2 pontos base para 1,967%.
A Europa negoceia predominantemente no vermelho, com os investidores atentos ao desenrolar da "earnings season" europeia referente ao segundo trimestre e ao desenvolvimento da tensão entre EUA e China no âmbito da visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.
O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, desvaloriza 0,225 para 435,12 pontos, depois de registar quedas ligeiras nas duas últimas sessões. Dos 20 setores que compõe o índice, saúde e cuidados pessoais comandam as perdas, enquanto seguradoras e tecnologia lideram os ganhos.
Entre os principais movimentos de mercado são de destacar as ações do Société Générale que escalam 4,02%. O banco elevou seus objetivos anuais, que agora passam por aumentar a receita em 3% no período 2021-2025, apesar do prejuízo causado pelo fim da operação na Rússia.
Destaque ainda para os títulos do Commerzbank, que somam 1,05% depois de o banco alemão ter dado conta que passou de prejuízo a lucro no segundo trimestre do ano. O banco arrecadou um lucro de 470 milhões de euros, depois de ter registado um prejuízo de 527 milhões de euros no mesmo período do ano passado.
O Stoxx 600 enfrenta um desafio este mês, já que costuma ser historicamente um dos piores para o seu desempenho, segundo os dados compilados pela Bloomberg.
Nas principais praças europeias, Frankfurt derrapa 0,31%, Paris (-0,05%) e Milão (-0,06%) negoceiam na linha d’ água com inclinação para terreno negativo, Londres cai 0,39% e Lisboa desliza 0,26%. Só Madrid escapa a tendência avançando 0,29%, enquanto Amesterdão negoceia na linha d’ água mais inclinada para terreno positivo.
Wall Street abriu em terreno positivo, com o acalmar das tensões entre a China e os Estados Unidos, depois da visita da presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, a Taiwan ao final do dia desta terça-feira.
Pelosi prometeu que os "Estados Unidos não vão abandonar Taiwan", reafirmando apoio ao governo democraticamente eleito em Taipei, apesar de novas ameaças da China que reclamam Taiwan como parte integrante da República Popular da China.
O industrial Dow Jones ganha 0,77% para 32.646,12 pontos, enquanto o "benchmark" mundial S&P 500 sobe 0,83% para 4.125,12 pontos. Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite avança 1,23% para 12.497,10 pontos. Tanto o Nasdaq, como o S&P 500 tinham registado quedas nos primeiros dias desta semana, depois de terem tido em julho o melhor mês em dois anos.
Os investidores estão também a avaliar o "outlook" da Reserva Federal norte-americana, divulgado esta terça-feira, depois de quatro membros terem ressalvado que não há sinais de um abrandamento da inflação. A presidente da Reserva Federal de São Francisco, Mary Daly, adiantou que os governadores ainda "estão completamente decididos e unidos" no objetivo de retornar a inflação aos 2%.
Analistas do RBC Capital Markets consultados pela Bloomberg, indicam que apesar da época de resultados relativos ao segundo trimestre do ano ter sido melhor que o esperado, isso pode levantar um risco de "sell-off" na antecipação de revisões em baixa para a segunda metade do ano. Tal como aconteceu com a Advanced Micro Devices (AMD), que está a anular os ganhos desta terça-feira quando subiu cerca de 3%, depois de ter apontado para expectativas de vendas na segunda metade do ano abaixo do esperado.
Por outro lado, a PayPal ganha 11,48%%, depois de o fundo Elliot Investment Management ter anunciado que passou a ser um dos maiores acionistas da empresa e que cortes nos custos recentes vão permitir à empresa poupar cerca de 900 milhões de dólares este ano.
O ouro segue a perder, pressionado pela subida do dólar e pelo alívio das yields das obrigações das dívidas soberanas, num dia em que os investidores continuam de olhos postos na tensão entre a China e os Estados Unidos, após a visita de Nancy Pelosi, líder da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, a Taiwan.
Apesar da ligeira desvalorização, o metal amarelo tem atraído alguns investidores, com as suas caraterísticas de ativo-refúgio a serem atrativas numa altura de incerteza geopolítica.
O ouro cede 0,14% para 1.757,91 dólares por onça, enquanto a platina desce 0,24% para 896,19 dólares e o paládio recua 2,98% para 2.001,53 dólares.
"Com a guerra entre a Rússia e Ucrânia ainda a decorrer, há uma sensibilidade adicional aos problemas geopolíticos e a tensão entre os Estados Unidos e a China mantiveram os preços do ouro em baixo", disse à Bloomberg Madhavi Mehta, analista sénior na Kotak Securities.
O euro segue a desvalorizar face ao dólar, que atingiu um novo máximo semanal esta quarta-feira, numa altura em que os investidores pesam leituras dos dados económicos dos Estados Unidos acima do esperado por parte de funcionários da Reserva Federal norte-americana. O euro desliza 0,24% para 1,0142 dólares. Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – sobe 0,4% para 106,643 pontos, posicionando-se para os dois primeiros dias consecutivos de ganhos desde meados de julho. O iene, outro ativo-refúgio que tem sido protagonista do mercado cambial, desvalorizou, numa altura em que as yields da dívida soberana norte-americana agravaram-se, o que pode sinalizar um menor apetite dos investidores pelo risco.
O euro desliza 0,24% para 1,0142 dólares.
Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – sobe 0,4% para 106,643 pontos, posicionando-se para os dois primeiros dias consecutivos de ganhos desde meados de julho.
O iene, outro ativo-refúgio que tem sido protagonista do mercado cambial, desvalorizou, numa altura em que as yields da dívida soberana norte-americana agravaram-se, o que pode sinalizar um menor apetite dos investidores pelo risco.
Os preços do "ouro negro" seguem em queda, pressionados pelos sinais de menor procura por gasolina nos EUA.
O facto de os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+) terem acordado um aumento da produção em setembro, ainda que muito ligeiro, também não está a ajudar à tendência.
Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a ceder 2,88% para 97,64 dólares por barril.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 3,12% para 91,47 dólares por barril.
Os juros estiveram a agravar-se na Zona Euro, à exceção de Itália - que aliviou ligeiramente com o acalmar da tensão política no país depois da demissão do primeiro-ministro Mario Draghi.
Esta terça-feira foram divulgados dados do Banco Central Europeu referentes à compra de dívida no âmbito do programa pandémico (o PEPP) - cujas aquisições líquidas já foram terminadas -, que indicam que a dívida de Itália, Espanha, Portugal e Grécia nas mãos do BCE aumentou em 17,3 mil milhões de euros.
A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – agravou-se 5,6 pontos base para 0,868%.
Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos perdem 4,1 pontos base para 3,003%.
Já na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos ganharam 2,5 pontos base para 1,897%. Os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade agravaram-se 1,9 pontos base para 1,974%.
As principais praças da Europa ocidental encerraram a negociação em terreno positivo, depois de dois dias de perdas consecutivas.
O índice de referência da região, Stoxx 600, avançou 0,51% para 438,29 pontos. A registar os maiores ganhos esteve o setor da tecnologia, que subiu mais de 3%, contagiado por ganhos no Nasdaq, em Nova Iorque. Também a banca e o retalho negociaram acima de 1%. Nas quedas estiveram as "utilities" (água, luz e gás) e as telecomunicações.
Analistas consultados pela Bloomberg indicam que agosto é um mês decisivo, na medida em que se vai saber se os ganhos registados em julho serão mantidos, isto depois de terem sido revelados resultados das empresas relativos ao segundo trimestre acima do esperado.
"Acreditamos que o 'rally' de junho e julho foi um típico 'rally' dentro de um 'bear market' em termos de amplitude e duração", indica o analista Roger Lee da Investec, à Bloomberg. "A não ser que a inflação desça bruscamente, é mais do que provável que a Fed continue a subir bruscamente as taxas de juro e isso não está incorporado no preço das ações", adiantou.
Nas restantes praças do Velho Continente, o alemão Dax somou 1,03%, o francês CAC-40 valorizou 0,97%, o italiano FTSEMIB ganhou 1%, o britânico FTSE 100 subiu 0,49% e o espanhol IBEX 35 pulou 0,56%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 1,21%.
O único índice em contraciclo foi o PSI que perdeu 0,81%.
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