Taxa Euribor mantém-se nos prazos a três meses, desce a seis e sobe a 12 meses
Europa a caminho de maior sequência de ganhos mensais desde 2013
Juros agravam-se na Zona Euro. "Bunds" destoam
Dólar desliza, iene e libra em foco
Ouro e prata estáveis. Metais preciosos caminham para ganhos de mais de 5% na semana
Petróleo valoriza mas caminha para semana de perdas de mais de 1%
Japão e Coreia do Sul com novos recordes. Ásia prestes a superar desempenho mensal dos EUA
Produção industrial do Japão volta a crescer ao fim de três meses.
Taxa Euribor mantém-se a três meses, desce a seis e sobe a 12 meses
A taxa Euribor manteve-se esta sexta-feira a três meses, desceu a seis meses e subiu a 12 meses em relação a quinta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que foi fixada de novo em 2,013%, continuou abaixo das taxas a seis (2,128%) e a 12 meses (2,222%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou, ao ser fixada em 2,128%, menos 0,006 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,222%, mais 0,005 pontos.
Já a Euribor a três meses manteve-se hoje ao ser fixada de novo em 2,013%, o mesmo valor de quinta-feira.
Em 5 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Juros agravam-se na Zona Euro. "Bunds" destoam
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar agravamentos em praticamente toda a linha na sessão de hoje, num dia em que as bolsas europeias somam ganhos, com os investidores a reforçarem posições em ativos de risco, como é o caso das ações.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 0,4 pontos base para 2,685%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade sobe 0,4 pontos para 3,251%. Já em Itália, os juros avançam 0,7 pontos para os 3,306%.
Pela Península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 0,2 pontos base para 3,035%. A “yield” das obrigações espanholas também sobe 0,4 pontos, para 3,100% a esta hora.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 1,6 pontos base, para 4,257%.
Europa a caminho de maior sequência de ganhos mensais desde 2013
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos na última sessão do mês de fevereiro e caminham para a maior sequência de valorizações mensais desde 2013, à medida que a região se torna cada vez mais atrativa para investidores que procuram alternativas aos ativos de risco norte-americanos.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,33%, para os 635,25 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,36%, o espanhol IBEX 35 sobe 0,09%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,15%, o francês CAC-40 cede 0,06%, o neerlandês AEX sobe 0,28%, ao passo que o britânico FTSE 100 valoriza 0,51%.
O “benchmark” Stoxx 600 está prestes a fechar o oitavo mês seguido de subidas, com um avanço de 4% em fevereiro.
Uma temporada de resultados das cotadas amplamente positiva proporcionou um impulso adicional ao sentimento em relação às ações europeias. A recuperação de fevereiro “foi impulsionada por lucros sólidos e um ‘momentum’ positivo”, disse à Bloomberg Ulrich Urbahn, da Berenberg. “Mantemos a nossa sobreponderação em ações europeias e de mercados emergentes, pois acreditamos que os novos investimentos se concentrarão principalmente nessas regiões para reduzir a exposição ainda elevada dos EUA por parte de muitos investidores”, acrescentou o especialista.
Nesta linha, os fundos de ações europeus receberam mais de 3 mil milhões de dólares na semana até quarta-feira, de acordo com dados da EPFR Global citados por analistas do Bank of America, sendo que desde o arranque de 2026, os investidores já injetaram 18 mil milhões de dólares nas cotadas do Velho Continente, enquanto os fundos de ações dos EUA receberam quase 37 mil milhões no mesmo período.
Com melhor desempenho na sessão desta sexta-feira, está o setor das telecom (+1,52%) e o dos recursos naturais (+1,29%). Do lado contrário, o do turismo lidera as perdas (-0,88%), seguido dos bens domésticos (-0,27%).
Entre os movimentos do mercado, a BASF segue a ceder mais de 1,70%, depois de a fabricante alemã ter afirmado que espera lucros praticamente inalterados este ano em comparação com o ano passado. Já a Swiss Re pula quase 4%, após a resseguradora ter anunciado uma recompra inesperada de ações. O grupo de aviação IAG – um dos interessados na compra dsa TAP – desvaloriza mais de 4% nesta manhã, apesar de ter apresentado lucros recorde de 3.342 milhões de euros em 2025.
Dólar desliza, iene e libra em foco
A negociação cambial desta sexta-feira está a ser marcada por um recuo ligeiro do dólar e por um euro que está a beneficiar tanto da queda da libra como do iene.
De destacar que no Reino Unido o Partido Verde ganhou as eleições intercalares de Gorton e Denton, com o partido trabalhista do primeiro-ministro Keir Starmer a ter ficado apenas em terceiro lugar. Esta votação coloca mais pressão sobre a atual popularidade de Starmer, depois do líder britânico ter atravessado um período de forte contestação devido às ligações conhecidas do embaixador do Reino Unido nos EUA a Jeffrey Epstein.
Já o dólar continua a ser pressionado pela incerteza das tarifas comerciais, estando já em vigor uma tarifa global de 10% e estando prometida uma subida para 15% a curto prazo.
Neste contexto, o índice do dólar americano da Bloomberg (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, está a recuar 0,05% para os 97.7420 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,08% para 1,1806 dólares e a libra também segue a avançar 0,07% para 1,3490 dólares. O dólar recua 0,17% para 0,7729 francos suíços. A "nota verde" avança ligeiros 0,04% face à divisa japonesa, para 156,19 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,02% para 0,8751 libras e avança 0,11% para 184,40 ienes.
Já o ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse nesta sexta-feira que o Governo está muito atento às variações do iene, dizendo mesmo que o têm feito com um "sentido de urgência". O ministro tinha sido questionado no Parlamento sobre se a perda de valor recente do iene não pode colocar em causa o crescimento da economia, por aumentar os custos das importações.
Ouro e prata estáveis. Metais preciosos caminham para ganhos de mais de 5% na semana
O ouro está a negociar de forma estável nesta sexta-feira, à medida que se mantém uma procura moderada pelo metal amarelo enquanto ativo-refúgio, com os investidores a avaliarem as negociações entre Washington e Teerão.
A esta hora, o metal amarelo desvaloriza 0,09% para os 5.180,460 dólares por onça.
O ouro está agora a caminho do seu sétimo mês consecutivo de ganhos, com uma valorização de mais de 6% em fevereiro até agora, mês em que a renovada incerteza sobre as tarifas dos EUA e as tensões entre a maior economia mundial e o Irão aumentaram o apelo pelo metal amarelo enquanto ativo seguro.
Do lado de lá do Atlântico, os dados mostraram que o número de norte-americanos que solicitaram novos subsídios de desemprego aumentou ligeiramente na semana passada, ainda que os números tenham mostrado que a taxa de desemprego manteve-se estável em fevereiro.
Os mercados esperam atualmente pelo menos três cortes de 25 pontos-base nas taxas diretoras por parte da Reserva Federal este ano, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
Já no que toca à prata, o metal precioso negoceia com ganhos de 1,77% a esta hora, para os 89,864 dólares por onça e está prestes a fechar a semana com uma subida de mais de 5%.
Petróleo valoriza mas caminha para semana de perdas de mais de 1%
O petróleo negoceia com ganhos esta sexta-feira, ainda que os preços do crude se mantenham a caminho de perdas no conjunto da semana, depois de os EUA terem concordado em prolongar as negociações com o Irão, aliviando preocupações sobre um possível conflito entre os dois países que poderia perturbar o abastecimento de crude na região.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 0,84%, para os 65,76 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 0,66% para os 71,22 dólares por barril.
No conjunto da semana, o Brent caminha para uma queda de 1%, enquanto o WTI deverá cair cerca de 1,3%, revertendo alguns dos ganhos da semana anterior.
Durante as negociações de ontem entre Washington e Teerão, os preços do petróleo chegaram a subir mais de um dólar por barril, depois de relatos terem indicado que as discussões estariam paralisadas devido à insistência dos EUA de que o Irão não enriquecesse urânio.
No entanto, os preços baixaram depois de o mediador de Omã ter referido que as duas partes tinham feito progressos nas negociações, que deverão agora continuar na próxima semana em Viena.
Já do lado da oferta, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) estará a considerar aumentar a produção de petróleo em 137 mil barris por dia em abril, após ter suspendido os aumentos de produção no primeiro trimestre.
Japão e Coreia do Sul com novos recordes. Ásia prestes a superar desempenho mensal dos EUA
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta sexta-feira em alta, à exceção do sul coreano Kospi, à medida que os investidores continuam a virar-se para a região, depois de o chamado “AI Scare trade” (motivado pelos receios em torno da inteligência artificial) ter abalado Wall Street nesta semana, o que levou os investidores a procurarem outros mercados que consideram menos arriscados, como é o caso do asiático.
O Nikkei subiu 0,16% para os 58.850,27 e atingiu um novo recorde nos 58.924,17 pontos durante a sessão, ao passo que o Topix pulou 1,50% para um novo máximo histórico de 3.938,68 pontos. Já o sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à IA – recuou 1% mas conseguiu, ainda assim, fixar um novo recorde nos 6.347,41 pontos. Já o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,97% e o Shanghai Composite somou 0,39%. Por Taiwan, o TWSE ganhou ligeiros 0,0040%.
As ações na Ásia estão agora prestes a superar o desempenho dos índices de referência dos EUA em fevereiro. O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu cerca de 7% este mês, marcando o seu melhor desempenho em fevereiro desde a criação do "benchmark" em 1998.
Apesar de ter sido o único a perder terreno, as negociações na Coreia do Sul têm-se destacado na Ásia, com o Kospi a ganhar cerca de 20% este mês. É a bolsa com melhor desempenho do mundo este ano, após um aumento de 48% no acumulado do ano.
“Estamos a assistir a uma mudança construtiva no posicionamento: os investidores globais têm aumentado gradualmente as suas alocações na Ásia”, disse à Bloomberg Rajeev De Mello, da Gama Asset Management. “Os investidores domésticos em vários mercados têm-se voltado para as ações locais à procura de relativa estabilidade entre a maior volatilidade dos ativos dos EUA”, acrescentou.
Já para Tim Waterers, analista da KCM Trade, “as ações asiáticas roubaram as atenções dos investidores em 2026, especialmente em contraste com os ganhos marginais dos índices de referência dos EUA”. “Estamos a ver o capital global a continuar a girar em torno das ações de tecnologia da região”, explicou o especialista à agência de notícias financeiras.
Entre os movimentos do mercado, a Mitsubishi pulou 2,50% e o SoftBank Group cedeu 2,60%.
Produção industrial do Japão volta a crescer ao fim de três meses.
A produção industrial do Japão aumentou 2,2% em janeiro face ao mês anterior, o primeiro crescimento em três meses, impulsionada pelos setores automóvel, de plásticos e químico, segundo dados preliminares divulgados esta sexta-feira pelo Governo.
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