Mercados num minuto Abertura dos mercados: Adiamento do Brexit e estímulos da China animam bolsas. Petróleo com melhor semana em um mês

Abertura dos mercados: Adiamento do Brexit e estímulos da China animam bolsas. Petróleo com melhor semana em um mês

As bolsas europeias estão a subir pela terceira sessão consecutiva, renovando máximos de outubro, depois de o parlamento britânico ter aprovado o adiamento do Brexit e de a China ter garantido "medidas fortes" para travar a desaceleração económica.
Abertura dos mercados: Adiamento do Brexit e estímulos da China animam bolsas. Petróleo com melhor semana em um mês
Bloomberg
Negócios 15 de março de 2019 às 09:34

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,12% para 5.277,73 pontos

Stoxx 600 ganha 0,14% para 379,06 pontos

Nikkei valorizou 0,77% para 21.450,85 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos inalterados em 1,332%

Euro sobe 0,16% para 1,1322 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,52% para 67,58 dólares o barril

 

Bolsas europeias sobem pela terceira sessão

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta sexta-feira, 15 de março, pela terceira sessão consecutiva, animadas pelo adiamento do Brexit e pela garantia do governo chinês de que serão implementadas "medidas fortes" para travar a desaceleração económica.

 

Ontem, os deputados britânicos aprovaram a moção do governo a solicitar a extensão do artigo 50.º, pelo que Londres irá pedir a Bruxelas o adiamento do Brexit. Uma notícia que, apesar de prolongar a incerteza sobre a sida do Reino Unido da União Europeia, aumenta a expectativa de poder ser alcançado um acordo mais favorável com as autoridades europeias.

 

Por outro lado, a animar os investidores estão as declarações do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que disse hoje que o país vai adotar "medidas fortes" para contrariar o abrandamento económico, sugerindo reformas orientadas para o mercado, em detrimento de mais crédito e gastos públicos deficitários.

 

Neste contexto, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, está a renovar máximos de outubro, na terceira sessão consecutiva de ganhos, com uma subida de 0,14% para 379,06 pontos.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 0,12% para 5.277,73 pontos, impulsionado sobretudo pela Jerónimo Martins, que soma 2,13% para 13,41 euros.

 

Juros portugueses inalterados à espera da S&P

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão inalterados em 1,332%, no dia em que a S&P deverá pronunciar-se sobre o rating de Portugal. Os especialistas acreditam que a agência de notação financeira pode subir em um nível a nota de Portugal, esta sexta-feira, e mantêm-se otimistas para a dívida portuguesa.

 

Em Espanha, os juros a dez anos avançam 0,4 pontos para 1,195%, na Alemanha recuam 0,5 pontos para 0,081% e em Itália sobem 2,6 pontos para 2,527%.   

 

Libra cai após adiamento do Brexit

A moeda britânica está a perder terreno pela segunda sessão consecutiva, depois de o parlamento britânico ter aprovado a moção do governo destinada a adiar a concretização do Brexit para lá de 29 de março.

 

A moção prevê que, se os deputados conseguirem chegar a um acordo até ao próximo dia 20 de março, o Brexit será adiado até 30 de junho. Se não houver acordo, terá de ser pedido às autoridades europeias mais tempo para se definir os contornos da saída da UE.

 

Face à moeda dos Estados Unidos, a libra cai 0,05% para 1,3236 dólares, enquanto na relação com a moeda única, a libra recua 0,20% para 1,1690 euros.  

 

Petróleo com melhor semana em um mês

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, preparando-se para completar esta sexta-feira a melhor semana em um mês. Isto antes de uma reunião agendada para este fim de semana em que deverá ser discutida a proposta da Arábia Saudita de prolongar os cortes na produção na segunda metade do ano, o que, a verificar-se, deverá impulsionar ainda mais as cotações.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,43% para 58,86 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, soma 0,52% para 67,58 dólares.

 

Ouro sobe 0,5%

O ouro está a negociar em terreno positivo, acima dos 1.300 dólares, numa altura em que o dólar segue em baixa, com os investidores a pesarem os comentários do primeiro-ministro chinês Li Keqiang sobre a política monetária e a revisão em baixa das estimativas económicas por parte do Banco do Japão.

 

O metal amarelo soma 0,51% para 1.302,76 dólares enquanto a prata valoriza 1,11% para 15,3577 dólares.




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