Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias atingem máximos de um ano e petróleo desce mais de 1%

Abertura dos mercados: Bolsas europeias atingem máximos de um ano e petróleo desce mais de 1%

O feriado nos Estados Unidos está a condicionar a sessão nos mercados europeus. Apesar dos ganhos ligeiros, as ações estão em máximos de mais de um ano. Os juros corrigem de mínimos e o petróleo desce mais de 1%  
Abertura dos mercados: Bolsas europeias atingem máximos de um ano e petróleo desce mais de 1%
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe sobe 0,27% para os 5.194,72 pontos

Stoxx 600 ganha 0,06% para os 392,83 pontos

Nikkei subiu 0,3% para os 21.702,45 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 1,2 pontos base para 0,296%

Euro sobe 0,04% para 1,1283 dólares

Petróleo em Londres desce 1,05% para 63,15 dólares o barril

  

Bolsas europeias em máximos de maio de 2018

A maior parte das praças europeias abriu em alta esta quinta-feira, 4 de julho, continuando a beneficiar da nomeação de Christine Lagarde para a presidência do Banco Central Europeu (BCE), o que deverá significa uma continuação da política monetária seguida até aqui por Mario Draghi. 

 

O sentimento positivo é também alimentado pelos novos máximos históricos atingidos ontem em Wall Street numa sessão mais curta. Hoje as bolsas norte-americanas não negociam uma vez que é feriado do Dia da Independência, o que deverá reduzir a liquidez da sessão europeia.

 

Na Europa, o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, está a subir 0,06% para os 392,83 pontos, acumulando seis sessões consecutivas em alta e negociando em máximos de maio de 2018. Nas subidas os setores que se destacam são o da banca e o automóvel. 

 

Em Lisboa, o PSI-20 também segue em alta ao ser beneficiado pelas subidas do BCP e da Galp Energia. A bolsa nacional sobe 0,27% para os 5.194,72 pontos com as ações do banco a atingir máximos de maio de 2018. 

 

A contrariar a tendência europeia está a bolsa grega que desce 2,02%, semelhante à dimensão da subida de ontem.

 

Juros aliviam de mínimos

A dívida soberana europeia está a corrigir das fortes subidas das últimas sessões, que levaram as taxas de juro das obrigações de diversos países para mínimos históricos, devido à expectativa de descida de juros por parte do Banco Central Europeu, que saiu reforçada depois da escolha de Christine Lagarde para substituir Mario Draghi à frente da autoridade monetária.  

 

A "yield" das obrigações do Tesouro portuguesas avança 1,2 pontos base para 0,296%, depois de ontem ter pela primeira vez quebrado a barreira dos 0,3%. Nas bunds alemãs a taxa de juro avança 0,7 pontos base para -0,395% e os juros de Itália são os que sofrem o maior agravamento. A "yield" dos títulos a 10 anos sobe 7 pontos base para 1,65%, depois de ontem ter registado uma acentuada redução devido à decisão da Comissão Europeia em recomendar a suspensão do procedimento por défice excessivo.

 

Dólar em queda ligeira antes de desemprego

Com o feriado nos Estados Unidos, as variações no mercado cambial são ainda menor amplitude, com os investidores a aguardarem os dados do mercado de trabalho na maior economia do mundo para obterem mais pistas sobre o rumo da política monetária da Reserva Federal. O relatório vai ser publicado na sexta-feira, antes da abertura de Wall Street, sendo que os economistas estimam que tenham sido criados 160 mil empregos em julho, mais do que duplicando o registo de maio (75 mil).

 

O índice do dólar está a desvalorizar ligeiros 0,05% e o euro está a valorizar 0,04% para 1,1283 dólares.  

 

Reservas pressionam petróleo

O petróleo segue em terreno negativo, em reação à divulgação das reservas nos Estados Unidos, que contribuíram para aumentar os receios com a descida da procura na maior economia do mundo. Os "stocks" de crude e gasolina até desceram pela terceira semana, mas de acordo com a Bloomberg os analistas contavam com uma redução mais substancial, o que justifica a evolução negativa das cotações.

O Brent, que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas, está a recuar 1,05% para 63,15 dólares. Em Nova Iorque o crude WTI cede 1,06% para 56,73 dólares.

 

Ouro em queda permanece acima dos 1.400 dólares

O ouro negoceia em terreno negativo mas permanece acima dos 1.400 dólares e perto do máximo de seis anos atingido a 25 de junho nos 1.439,21 dólares. O metal precioso está a descer 0,4% para 1.413,45 dólares no mercado à vista em Londres, com os investidores a aguardarem pelos dados do emprego nos Estados Unidos na sexta-feira.




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