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Abertura dos mercados: Europa soma maior ciclo de ganhos desde Março. Brexit condiciona juros e câmbios

Na Europa a maioria das praças segue no verde, com destaque para a britânica, que resiste à instabilidade política, apesar da moeda e dos juros da dívida britânicos estarem a vacilar. Entre as matérias-primas, o açúcar destaca-se pela negativa, com o pior desempenho de 2018, entre as matérias-primas.

Bloomberg
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 10 de Julho de 2018 às 09:35
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,21% para 5654,86 pontos

Stoxx 600 aprecia 0,09% para 384,86 pontos

Nikkei valorizou 0,66% para 22196,89 pontos 

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 0,1 pontos base para 1,782%

Euro recua 0,06% para 1,1744 dólares

Petróleo sobe 0,77% para 78,67 dólares por barril em Londres

 

Europa com maior ciclo de ganhos desde Março

No Velho Continente perdura a tendência positiva que se verificou na última sessão, com os investidores a prepararem-se para uma nova época de apresentação de resultados das empresas. Esta é a sexta sessão consecutiva de ganhos para a Europa, embora a subida seja ligeira, com o agregador de referência, o Stoxx 600, a avançar 0,09% para 384,86 pontos. Não se verificava um ciclo tão longo de ganhos desde o último mês de Março. As cotadas do sector do petróleo e gás são as que mais somam, com uma subida de 0,93%. Após as várias demissões na sequência das propostas de May para um soft Brexit, a bolsa londrina continua a valorizar, avançando 0,13% para os 7697,90 pontos. 

 

Por cá, o PSI-20 inverteu as perdas do arranque para passar a valorizar em sintonia com a Europa. A impulsionar está o sector do papel, com a Altri a somar quase 3%, seguida da Navigator, que avança acima de 1%.

 

Inglaterra obrigada a remunerar mais

A instabilidade política em Inglaterra começa a pesar na percepção de risco dos investidores. Os juros das obrigações a dez anos sobem 5,1 pontos base para os 1,303%.

 

Já os juros da dívida portuguesa a dez anos rondam a linha de água. Descem 0,1 pontos base para os 1,782%. Paralelamente, as bunds alemãs sobem 2,3 pontos base para 0,324%, colocando o prémio da dívida portuguesa face à alemã nos 145,8 pontos base.

 

Libra também não aguenta instabilidade

Apesar do acordo proposto por May ter levado a libra a valorizar na última sessão, dada a expectativa da manutenção de relações próximas com a União Europeia, a moeda britânica já cedeu à pressão das cisões no Governo.  A libra cai 0,26% para os 0,88397 euros, quando na última sessão chegou a valorizar 0,66% para os 0,89017 euros. 

 

Já o euro desce 0,06% para os 1,1744 dólares, numa altura em que os receios relativos à guerra comercial são amenizados pela ausência de movimentos tanto dos EUA como da China. 

 

OPEP não quer "exagerar" na produção. Petróleo sobe

O barril de Brent, referência para a Europa, está a cotar nos 78,67 dólares, uma subida de 0,77%. A ascensão das cotações acontece depois de o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, ter afirmado que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está a fazer esforços no sentido de aumentar a produção, tal como defendido por Trump, mas realçou a importância de não deixar o mercado recuar ao excesso de oferta que provocou a última grande quebra nos preços.  

 

Açúcar com ano amargo: tem o pior desempenho de 2018

A crescente produção faz desta a matéria-prima com o pior desempenho, até agora, em 2018: os futuros já caíram 25% desde o início do ano. Por outro lado, o açúcar nunca tinha visto um abrandamento tão grande da procura. Ainda que a procura continue a aumentar, as preocupações em torno da saúde faz com que as empresas estejam a reduzir a quantidade de açúcar nos seus produtos. Por isso, o crescimento da procura desceu a 1,4%, quando na última década era de 1,7%. "A procura vai continuar menor do que nos últimos anos. O preço está condenado a manter-se baixo por uns tempos", diz um analista citado pela Bloomberg. Esta segunda-feira, os futuros do açúcar para Outubro negoceiam em 11,4 cêntimos por quilo, uma quebra de 1%.

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