Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros portugueses aliviam após máximos de um mês. Dólar em queda há seis sessões

Abertura dos mercados: Juros portugueses aliviam após máximos de um mês. Dólar em queda há seis sessões

As bolsas europeias estão em baixa, após um arranque em alta. Os juros portugueses aliviam após máximos de um mês enquanto o dólar avança para a sexta queda consecutiva.
Abertura dos mercados: Juros portugueses aliviam após máximos de um mês. Dólar em queda há seis sessões
Bloomberg
Tiago Varzim 22 de outubro de 2019 às 09:31
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,2% para os 5.026,81 pontos
Stoxx 600 desvaloriza 0,31% para os 392,98 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 1,1 pontos base para os 0,222%
Euro cede 0,04% para os 1,1145 dólares
Petróleo em Londres perde 0,03% para os 58,94 dólares o barril

Bolsas europeias seguem em baixa 
As bolsas europeias estão a negociar em baixa esta terça-feira, 22 de outubro, pressionadas pelas cotadas do retalho e do setor da alimentação devido a alguns dados negativos da época de resultados. Exemplo disso é a britânica Reckitt Benckiser cujas ações desvalorizam mais de 5% após a cotada ter cortado nas previsões de vendas deste ano.

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, está a descer 0,31% para os 392,98 pontos. No entanto, o arranque da sessão tinha sido positivo por causa de fatores externos. 

Espera-se que hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, consiga submeter a votos no Parlamento britânico o acordo que firmou com a União Europeia. Mesmo que não consiga aprovar o acordo, já é quase certo que não haverá uma saída sem acordo, o que dá garantias de menor incerteza aos mercados. 

Já nos EUA, o presidente norte-americano afirmou que as negociações comerciais com a China estão a correr bem e que poderá ser assinado no próximo mês o acordo comercial parcial entre as duas maiores economias do mundo. O otimismo comercial esteve a animar os investidores neste arranque da sessão, após ter sido positivo ontem para Wall Street. 

Em Lisboa, o PSI-20, que sobe 0,2% para os 5.026,81 pontos, arrancou hoje com a época de resultados relativa ao terceiro trimestre. A Galp Energia foi a primeira cotada a apresentar resultados, tendo revelado que os lucros baixaram 52% para 101 milhões de euros, um valor abaixo da expectativa dos analistas. Contudo, a promessa da empresa de que irá aumentar o dividendo em 10% ao ano nos próximos três anos está a animar as ações. 

Juros portugueses aliviam após máximos de um mês
No mercado secundário, os juros portugueses a dez anos estão a aliviar 1,1 pontos base para os 0,222%, após terem atingido um máximo de um mês na sessão de ontem.

O mesmo acontece em Itália: os juros italianos a dez anos aliviam 2,5 pontos base para os 0,957%. Isto apesar de a Reuters avançar que a Comissão Europeia deu feedback negativo ao Orçamento do Estado para 2020 apresentado pelo Governo italiano. A expectativa que existe é que, apesar de não estar totalmente dentro das regras europeias, o plano orçamental passe entre os pingos da chuva dadas as garantias do novo Executivo pró-europeu.

Dólar em queda há seis sessões
A divisa norte-americana está a cair pela sexta sessão consecutiva face a um conjunto de 10 divisas, segundo o índice da Bloomberg para o dólar. Se completar seis sessões em queda, este será o maior ciclo de perdas do dólar em dois anos.

A desvalorização do dólar - que é considerado um ativo de refúgio - acontece numa altura em que o otimismo comercial face à relação entre os EUA e a China tem afastado os piores cenários de desaceleração económica e de queda do comércio mundial. 

Neste momento, o dólar cede 0,1% face a um cabaz de divisas. Já o euro perde 0,04% para os 1,1145 dólares.

Stocks dos EUA sobem pela sexta semana e pressionam petróleo
Os inventários norte-americanos de crude deverão ter subido pela sexta semana consecutiva, de acordo com a Bloomberg, o que a concretizar-se será o maior ciclo de ganhos em quase um ano. Um aumento dos stocks tende a pressionar em baixa a cotação do barril. Contudo, os números oficiais só serão divulgados amanhã pela administração norte-americana.

Mas este não é o único fator a influenciar a cotação do petróleo. Segundo uma análise da Bloomberg Economics, o impacto da disputa comercial é responsável por 70% da descida do preço do "ouro negro", sendo o resto atribuível à procura abundante, nomeadamente ao aumento dos stocks. Ou seja, a evolução da relação comercial entre os EUA e a China também será fundamental para o petróleo.

Nota também para a Saudi Aramco que voltou a produzir nos níveis habituais após ter acelerado a produção para repor stocks que tinha perdido com o ataque de drones em setembro. 

Neste momento, o WTI, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 0,13% para os 53,24 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, desce 0,03% para os 58,94 dólares.

Ouro recupera ligeiramente
O metal precioso está a recuperar 0,25% para os 1.488,28 dólares por onça, após ter caído na sessão de ontem. A reunião da Reserva Federal, cuja decisão é conhecida a 30 de outubro, poderá ser decisiva para definir uma tendência no ouro. Para já, os investidores aguardam progressos concretos sobre o Brexit e as negociações comerciais.



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