Mercados num minuto Abertura dos mercados: Novo dia, nova inversão. Bolsas sobem e petróleo volta às quedas

Abertura dos mercados: Novo dia, nova inversão. Bolsas sobem e petróleo volta às quedas

Depois de uma sessão frenética, que passou dos fortes ganhos às perdas, as bolsas europeias abriram o dia em terreno positivo, enquanto o petróleo está com sinal vermelho.
Abertura dos mercados: Novo dia, nova inversão. Bolsas sobem e petróleo volta às quedas
Reuters
Rita Faria 11 de março de 2020 às 09:26

Os mercados em números

PSI-20 sobe 2,35% para 4.336,70 pontos

Stoxx 600 ganha 1,43% para 340,43 pontos

Nikkei desvalorizou 2,27% para 19.416,06 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,4 pontos para 0,469%

Euro soma 0,36% para 1,1322 dólares

Petróleo em Londres cai 0,83% para 36,91 dólares o barril

 

Bolsas europeias voltam aos ganhos

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 11 de março, depois de um dia marcado por uma forte volatilidade, em que os principais índices europeus passaram de fortes ganhos, na abertura, a perdas, no fecho da sessão.

 

Hoje, há nova reversão do sentimento no mercado, com as ações a reagirem positivamente ao anúncio do Banco de Inglaterra, que decidiu cortar os juros de emergência em 50 pontos base para 0,25%. É assim mais um banco central a avançar com medidas de estímulo para conter os efeitos do coronavírus, depois de a Fed ter tomado a mesma medida na semana passada.

 

O mercado segue desta forma em busca de um rumo, num contexto de forte incerteza não só em relação à evolução e aos efeitos do coronavírus, como ao desenrolar do conflito entre a Arábia Saudita e a Rússia, que sacudiu os mercados petrolíferos esta segunda-feira.

 

Nos Estados Unidos, ao contrário da Europa, as bolsas encerraram ontem em alta, mas hoje os futuros do S&P500 já desceram mais de 1,5%, depois de a Casa Branca não ter dado detalhes sobre as "grandes medidas" económicas prometidas por Trump.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 2,35% para 4.336,70 pontos, impulsionado sobretudo pela Galp Energia e pelo BCP.

 

Juros em queda ligeira antes da emissão

 

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a recuar 0,4 pontos para 0,469%, antes de o IGCP voltar ao mercado, esta quarta-feira, para uma emissão de longo prazo. O instituto liderado por Cristina casalinho vai emitir dívida a 5 e a 10 anos, tendo como objetivo angariar até 1.250 milhões de euros. Esta emissão ocorrerá na terceira semana de turbulência nos mercados, com elevada volatilidade.


Segundo comunicado divulgado na semana passada, a agência que gere a dívida pública disse que "o IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 11 de março pelas 10h30 horas dois leilões das Obrigações do Tesouro (OT) com maturidade em 15 de outubro de 2025 e 18 de outubro de 2030, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões".

 

Em Espanha, os juros a dez anos caem 0,6 pontos para 0,331%, em Itália afundam 11,2 pontos para 1,211% e na Alemanha avançam 5,8 pontos para -0,740%.

 

Libra sobe após corte de juros

A libra britânica está a valorizar face ao dólar, depois do corte de juros anunciado pelo Banco de Inglaterra, numa altura em que a nota verde segue penalizada pela falta de detalhe dos planos económicos dos Estados Unidos para travar os efeitos do coronavírus.

 

A libra soma 0,25% para1,2943 dólares enquanto o euro valoriza 0,36% para 1,1322 dólares.

 

Petróleo volta às descidas

Depois da subida de mais de 8% registada na sessão de ontem, o petróleo está de novo em terreno negativo, penalizado pelo anúncio de que a Saudi Aramco vai aumentar fortemente a sua produção e inundar o mercado com a sua matéria-prima,o que deverá manter os preços sob pressão.

 

Nesta altura, o Brent, transacionado em Londres, cai 0,83% para 36,91 dólares o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desliza 1,05% para 34 dólares.

 

Ouro sobe com perspetivas de mais cortes de juros

O corte de juros anunciado pelo Banco de Inglaterra está a impulsionar as cotações do ouro, devido às expectativas dos investidores de que cada vez mais bancos centrais vão avançar com descidas para travar os efeitos do coronavírus na economia. Juros mais baixos tornam menos atrativo o investimento em ativos que pagam juros e, consequentemente, mais atrativa a aposta em ativos como ouro.

 

O metal amarelo soma 0,59% para 1.659,13 dólares.




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