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Ao minuto22.07.2022

Stoxx 600 com melhor semana desde maio. Dólar cai e juros aliviam

Acompanhe aqui minuto a minuto o desempenho dos mercados durante a sessão desta sexta-feira.

Reuters
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22.07.2022

Stoxx 600 com melhor semana desde maio

O Stoxx 600, "benchmark" europeu por excelência, registou o melhor ganho semanal desde o final de maio, numa altura em que os investidores analisam os resultados trimestrais e se preparam para a reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), na próxima semana. A reunião da Fed acontece praticamente uma semana após a subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu, a primeira em 11 anos.

Também o Dax 30 e o CAC-40 fecharam a melhor semana desde o final de maio.

O Stoxx 600 encerrou a sessão desta sexta-feira com ganhos de 0,31% para 425,71 pontos. Entre os 20 setores que compõem o índice, o setor imobiliário e o das viagens são os que mais impulsionam a subida. A travar maiores ganhos está o setor das telecomunicações e da banca.

Nas restantes praças europeias, o espanhol Ibex 35 subiu 0,49%, o francês CAC-40 aumentou 0,25% e o alemão Dax 30 valorizou 0,05%.

O índice de referência europeu (Stoxx600) recuperou esta semana, apesar de a crise política em Itália e das preocupações quanto a um possível corte de gás por parte da Rússia terem reduzido o apetite dos investidores pelo risco. 

"Há uma enorme aversão ao risco neste momento, não pode ficar pior que isto. Ainda assim, não significa que vamos recuperar nos próximos tempos", afirmou Louise Dudley, gestora de ações da Federated Hermes, em declarações à Bloomberg.

22.07.2022

"Yield" da dívida alemã a dois anos alivia 31 pontos

Os juros das dívidas soberanas estão a aliviar substancialmente na Zona Euro, ainda na senda da subida das taxas de juro em 50 pontos base por parte do Banco Central Europeu esta quinta-feira.

A "yield" da dívida alemã a dois anos chegou a cair 31 pontos base e desde 2008 que não registava uma descida tão acentuada numa só sessão. Já na maturidade a 10 anos – "benchmark" para a Zona Euro – perde 19,1 pontos base para 1,023%.

Os juros da dívida espanhola são os que mais aliviam: 23,3 pontos base para 2,239%. Já a "yield" da dívida italiana a 10 anos recua 22,8 pontos base para 3,293%.

Quanto aos juros das obrigações portuguesas no mesmo vencimento, perdem 21,4 pontos base para 2,173%.

22.07.2022

Dólar em minímos de duas semanas

O euro regressou ao verão de 2002 e esta quarta-feira entrou em paridade com a nota verde, chegando a cair para 0,9998 dólares. Mais tarde aliviou, ficando acima de 1 dólar.

O dolár está a valorizar em relação ao euro, mas perde em relação às principais divisas rivais. O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da nota verde contra um cabaz de grandes moedas - perde 0,39% para 106,49 pontos, registando assim mínimos de duas semanas.

Ainda assim, o euro perde 0,11% face ao dólar. Já em relação ao iene, a moeda única europeia cai 0,97%, ao passo que a moeda morte-americana cede 0,90%.

A libra esterlina registou esta sexta-feira máximos de dois meses em relação ao dólar, depois de terem sido divulgados dados que dão conta de uma diminuição da atividade empresarial nos Estados Unidos.

22.07.2022

Descida dos juros da dívida impulsiona ouro

Ouro

O ouro segue a valorizar e caminha para a sua primeira semana de avanços desde o início de junho. A sustentar a subida do "metal amarelo" está a descida dos juros da dívida soberana tanto nos Estados Unidos como na Europa. 

O metal precioso está a subir 0,68% para 1.730,58 dólares por onça, ao passo que a platina cresce 0,58% para 882,17 dólares e o paládio dispara 6,97% para 2.029,16.

"Estamos finalmente a ver alguma desvalorização no índice do dólar americano, numa altura que o ouro volta a crescer, recuperando acima dos 1.700 dólares", afirmou John Feeney, gestor no Guardian Gold Australia.

Os investidores estão de olhos postos na reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos na próxima semana, à procura de pistas sobre quais os próximos passos na política monetária. Isto depois de na quinta-feira o Banco Central Europeu ter anunciado um aumento das taxas de juro em 50 pontos base. 



22.07.2022

Petróleo inverte para os ganhos com "ameaça" russa

Os preços do "ouro negro" seguem em terreno positivo, invertendo das perdas do início da tarde provocadas pelos receios de uma queda da procura – e isto numa altura em que a Líbia está de volta ao mercado.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 0,98% no contrato de setembro para 104,88 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 0,59% para 96,92 dólares por barril.

 

O regresso da Líbia ao mercado como exportadora aliviou os receios, para já, em torno do aperto da oferta, pelo que os preços estiveram a negociar no vermelho. No entanto, com os tumultos na capital, esta retoma da produção poderá não ser de longa duração.

 

A pressionar as cotações esteve também o facto de a economia mundial parecer estar, cada vez mais, a encaminhar-se para uma forte desaceleração, numa altura em que os bancos centrais revertem agressivamente a sua política monetária ultra-acomodatícia adotada durante a pandemia para sustentar o crescimento.

 

Os bancos centrais estão a tentar conter a elevada inflação através da subida dos juros diretores, mas muitos receiam que essas medidas mergulhem o mundo numa recessão – o que levaria a uma queda da procura por petróleo.

 

Contudo, a meio da tarde as cotações deram a volta por cima, regressaram a território positivo e vão agora bem lançadas para ganhos mais sustentados. A contribuir para esta inversão de tendência está o facto de a governadora do banco central russo, Elvira Nabiullina, ter dito que Moscovo não irá fornecer petróleo aos países que impeserem um tecto aos preços do crude pago à Rússia.

22.07.2022

Wall Street oscila entre ganhos e perdas pressionada por tecnológicas

As bolsas norte-americanas arrancaram a sessão desta sexta-feira entre ganhos e perdas. Os investidores analisam os mais recentes resultados trimestrais das empresas à procura de pistas sobre a resiliência destas face ao aumento de custos. 

O tecnológico Nasdaq Composite abriu a negociação com pouco entusiasmo, pressionado pelas gigantes tecnológicas e pelos resultados pouco satisfatórios do Twitter e da Snap. Já o industrial Dow Jones foi impulsionado pelas contas, acima do esperado, da American Express. 

O S&P 500 e o industrial Dow Jones sobem 0,16% para 40.05,52 pontos e 32.086,68 pontos, respetivamente. O tecnológico Nasdaq, por sua vez, cede 0,36% para 12.015,95 pontos. 

As ações globais estão a caminho de registar a sua melhor semana num mês, atenuando a queda dos mercados este ano, que ronda os 18%.

22.07.2022

Europa arranca mista. Analistas apontam para pior ano desde a crise financeira de 2008

A Europa arrancou a sessão de forma mista, numa altura em que os investidores se preparam para a próxima reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), marcada para a próxima semana, depois de esta quinta-feira o BCE ter subido as taxas de juro diretoras em 50 pontos base.

O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, negoceia na linha d’ água (-0,03%) para 424,27 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice, energia comanda ganhos, à boleia da cotação do petróleo que soma mais de 1% no mercado internacional. Já o setor dos produtos químicos lidera as perdas.

O Stoxx 600 conseguiu esta semana recuperar, apesar de a crise política italiana e a preocupação em torno do abastecimento de gás russo ter reduzido o apetite pelo risco na região. Desde de abril que o "benchmark" tem tido dificuldades a registar ganhos em duas semanas consecutivas, não só devido a estes fatores, mas também devido ao endurecimento da política monetária dos bancos centrais.

Os bancos de investimento Goldman Sachs e UBS apontam para que as ações europeias registem o pior ano desde 2008, depois de já terem registado o pior semestre em 14 anos. Por sua vez, o último inquérito mensal realizado por analistas junto de 16 estrategas, conclui que o Stoxx 600 pode cair 9% face a 2021.

Nas restantes praças europeias, Madrid cresce 0,18%,  e Londres (0,07%) assim como Amesterdão (0,09%) negoceiam na linha d’ água. Frankfurt cai 40%, Paris derrapa 0,24% e Milão desvaloriza 0,31%. Por cá, Lisboa regista o ganho mais expressivo entre estas praças, ao somar 0,22%.

Depois da reunião do BCE, que subiu as taxas de juro na Zona Euro pela primeira vez em mais de dez anos, os investidores vão agora estar atentos à "earnings season" na procura de pistas sobre o impacto da inflação nas contas das empresas europeias e na próxima reunião da Fed.

22.07.2022

Juros aliviam de forma expresiva na Zona Euro

Os juros seguem a aliviar de forma expressiva na Zona Euro.

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – alivia 12,5 pontos base para 1,088%. Desde o passado dia 5 de maio que os juros da dívida alemã estão acima de 1%.

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos subtraem 7,8 pontos base para 3,443%, depois de ontem terem agravado quase 15 pontos base, na sequência da demissão definitiva de Mario Draghi do cargo de primeiro-ministro.

Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 9,6 pontos base para 2,291%. Desde o passado dia 29 de abril, que a yield das obrigações nacionais está acima de 2%.

Por fim, os juros das obrigações espanholas perdem 11,1 pontos base para 2,362%.

22.07.2022

Euro e dólar recuam

No mercado cambial, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – recua 0,11% para 106,79 pontos, perante a possibilidade de abrandamento económico, provocado pelo endurecimento agressivo da política monetária dos bancos centrais.

Por sua vez, o euro derrapa também 0,36% para 1,0193 dólares, apesar do endurecimento da política monetária do BCE, anunciada esta quinta-feira. A autoridade monetária subiu as três taxas de juro diretoras em 50 pontos base.

A acompanhar o aumento, o primeiro em 11 anos, o Conselho de Governadores lançou um "Instrumento de Proteção da Transmissão" (TPI, na sigla em inglês), que os mercados apelidaram de "escudo" das economias mais endividadas da moeda única e que visa a compra de dívida com maturidade entre um a dez anos, de forma a travar uma resposta descontrolada dos mercados à subida das taxas de juro, com impactos nos custos da dívida.

22.07.2022

Ouro cai penalizado pelo dólar

O ouro segue a desvalorizar, penalizado pela subida do dólar – que torna o investimento nas matérias-primas denominadas na nota verde mais caro.

Este movimento ocorre numa altura em que os investidores avaliam a possibilidade de um abrandamento económico, provocado pelo endurecimento da política monetária dos bancos centrais.

O metal amarelo negoceia na linha d’ água para 1717,81 dólares. O rei dos metais está a caminhar para o primeiro ganho semanal – ainda que ligeiro – em seis semanas, aproveitando o recuo do dólar.

"Finalmente começamos a ver alguma fraqueza no dólar, já que o ouro recupera, estando acima da linha dos 1.700 dólares, pelo menos por enquanto", comentou John Feeney, gestor no Guardian Gold na Austrália, em declarações à Bloomberg.

Depois da reunião do BCE que subiu as taxas de juro em 50 pontos base, o dobro do esperado, os investidores estão agora de olhos postos na próxima reunião da Reserva Federal norte-americana que acontece já na próxima semana, depois de três subidas consecutivas da taxa de fundos federais.

22.07.2022

Petróleo recupera das perdas semanais, atento ao oleoduto Keystone

O petróleo valoriza no mercado internacional, recuperando, ainda que parcialmente, as perdas registadas esta semana, à medida que os investidores acompanham a redução do fluxo no importante oleoduto dos EUA.  

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA e com entrega prevista em setembro, ganha 1,22% para 97,53 dólares.

Já o Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa e com entrega prevista também em setembro, cresce 1,33% para 105,22 dólares.

A TC Energy reduziu em 15% a taxa de operação de um dos segmentos do oleoduto Keystone que transporta ouro negro desde o Canadá até aos EUA, devido à interrupção de fornecimento de energia de uma infraestrutura na Dacota do Sul. A companhia ainda não apresentou uma data para o regresso à normalidade.

22.07.2022

Ásia fecha mista e Europa aponta para terreno negativo

Os futuros apontam para um arranque de sessão na Europa em terreno negativo e a Ásia encerrou a sessão de forma mista.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 derrapam 0,2%.

Na Ásia, pela China o tecnológico Hang Sem caiu 0,1% e Xangai desvalorizou 0,5%. No Japão, o Nikkei ganhou 0,36% e o Topix cresceu 0,28%. Na Coreia do Sul, o Kospi registou uma queda de 0,7%.

Durante a sessão asiática, os investidores reagiram aos números da inflação no Japão. Em junho, a inflação no país subiu 2,2%, em linha com as expectativas dos analistas.

"Os dados do índice de preços no consumidor de junho revelam que a inflação estabilizou, principalmente devido a uma forte queda nos preços dos alimentos", defendeu Robert Carnell e Min Joo Kang, economistas do ING, numa nota de "research", citada pela CNBC.

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