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Imobiliário pressiona Europa. Petróleo recua e euro cede face ao dólar

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta terça-feira.

traders mercados eleições
traders mercados eleições Reuters
09 de Maio de 2023 às 17:18
Ásia fecha mista após dados vindos da China. Europa aponta para o verde

A Ásia fechou a sessão de forma mista, enquanto os futuros apontam a Europa para o verde, numa altura que os investidores digerem os mais recentes números sobre as importações chinesas.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 somam 0,2%.

 

Pela Ásia, Xangai cresceu 0,5% enquanto Hong Kong perdeu 0,5%. No Japão, o Topix arrecadou 1,2% e o Nikkei somou 1,01%. Por fim, na Coreia do Sul, o Kospi deslizou 0,21%.

 

Enquanto as exportações chinesas aumentaram 8,5% em abril, ficando acima das expectativas, as importações registaram uma queda de 7,9% - pior do que era esperado pelos economistas citados pela Bloomberg - levantado, num contexto global, questões sobre o futuro da procura do país.

Importações chinesas pressionam petróleo
Importações chinesas pressionam petróleo

O petróleo desvaloriza tanto no mercado londrino, como em Nova Iorque, pressionado pelos números da importações chinesas, ofuscando os ganhos obtidos pelo ouro negro nas últimas duas sessões.

 

O West Texas Intermediate (WTI) perde 0,53% para 72,77 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte desvaloriza 0,56% para 76,58 dólares por barril.

 

Enquanto as exportações chinesas aumentaram 8,5% em abril, ficando acima das expectativas, as importações registaram uma queda de 7,9% - pior do que era esperado pelos economistas citados pela Bloomberg - levantado, num contexto global, questões sobre o futuro da procura do país.

 

Durante esta terça-feira, os investidores vão estar atentos à divulgação do "Outlook" da Energy Information Administration, sobre o desempenho do ouro negro a curto prazo.

Ouro mantém-se em alta à espera dos dados da inflação
Ouro mantém-se em alta à espera dos dados da inflação

O ouro continua a ser negociado em alta, numa altura que os investidores aguardam a publicação de novos dados sobre a economia dos EUA, os quais podem dar pistas sobre o futuro da política monetária levada a cabo pela Reserva Federal (Fed) norte-americana.

 

O ouro ganha 0,12% para 2023,51 dólares a onça. O metal amarelo tem sido negociado na linha dos 2.020 dólares a onça, estando muito perto do seu máximo histórico, depois de ter valorizado 1,4% a semana passada.

 

O metal amarelo tem sido impulsionado pela preocupação em torno da saúde da economia a nível global, acerca da turbulência e relativamente ao endividamento da economia norte-americana. Esta semana são divulgados os dados da inflação nos EUA.  

Euro em queda e iene em alta com bancos centrais na mira
Euro em queda e iene em alta com bancos centrais na mira

O euro desvaloriza 0,26% para 1,0975 dólares, num dia em que os investidores digerem as mais recentes declarações de um membro do conselho do BCE, sobre o futuro do aperto monetário na Zona Euro.  

 

O governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks, considerou que é prematuro acreditar que a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde comece a cortar as taxas de juro diretoras na primavera de 2024 e alertou que o fim do aperto monetário pode não ser em julho.

 

O iene ganha 0,19% para 0,0074 dólares e soma 0,34% para 0,0068 euros, depois de o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, ter afirmado que vai terminar com a política de controlo da curva das "yields" , caso a inflação atinja a meta dos 2%.

 

O índice do dólar da Bloomberg – que compara a nota verde com 10 divisas rivais – soma 0,17% 101,554 pontos, numa altura em que os investidores se preparam para a divulgação do índice de preços no consumidor nos EUA, que ocorrerá esta semana.

 

Juros aliviam na Zona Euro
Juros aliviam na Zona Euro

Os juros aliviam na Zona Euro, num dia em que se assiste a uma redução do apetite pelo mercado de risco.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – alivia 1,3 pontos base para 2,302%.

 

Os juros da dívida italiana a dez anos subtrai 1 ponto base para 4,224%.

 

A "yield" da dívida portuguesa com vencimento em 2033 cai 0,9 pontos base para 3,132%. Os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade deslizam 1,4 pontos base para 3,385%.

Europa abre no vermelho. Tecto da dívida dos EUA, dividendos e dados chineses animam sessão
Europa abre no vermelho. Tecto da dívida dos EUA, dividendos e dados chineses animam sessão

A Europa começou o dia no vermelho, condicionada pelos mais recentes dados sobre a economia chinesa e pela decisão de uma das maiores empresas imobiliárias da Suécia de suspender a distribuição de dividendos pelos acionistas.

 

O Stoxx 600 desvaloriza 0,32% para 465,45 pontos. Entre os 20 setores que compõem o índice, imobiliário e "oil & gas" lideram as perdas. A Samhallsbyggnadsbolaget (SBB) afunda mais de 12%, apontando o pagamento de dividendos apenas para 2024.

 

Já a Fresenius escala 6,56% depois de reportar resultados que ficaram acima das expectativas.

 

Entre as principais praças europeias, Frankfurt desvaloriza muito ligeiramente (-0,07%), enquanto Paris cai 0,37% e Madrid desvaloriza 0,44%. Londres cai 0,10%, regressando às negociações depois do feriado bancário desta segunda-feira por ocasião das comemorações relativas à coroação do rei Carlos III.

 

Lisboa subtrai 0,97%, Milão desliza 0,17% e Amesterdão desvaloriza 0,41%.

 

Enquanto as exportações chinesas aumentaram 8,5% em abril, ficando acima das expectativas, as importações registaram uma queda de 7,9% - pior do que era esperado pelos economistas citados pela Bloomberg - levantado, num contexto global, questões sobre o futuro da procura do país.

 

Além disso, "neste momento, a grande questão que está em cima da mesa e que pode fazer abanar os mercados, é a questão do tecto da dívida norte-americana", considera Carla Maia Santos, Head of Sales da Forste, no comentário diário aos mercados enviado ao Negócios.

 

Já Joachim Klement, responsável pelo departamento de estratégia, contabilidade e sustentabilidade da Liberum Capital, vai mais longe e defende, citado pela Bloomberg, que "os EUA não vão entrar em incumprimento", pelo que "este nervosismo [nos mercados] oferece uma oportunidade de compra".

 

O presidente dos EUA, Joe Biden, vai encontrar-se esta terça-feira com os líderes do Congresso norte-americano para tentar encontrar uma solução para os limites da dívida.

Este tecto foi alcançado logo em janeiro, estando o país a operar com medidas extraordinárias. A secretária de Estado do Tesouro, Janet Yellen, já alertou que o país poderá entrar em incumprimento com as suas obrigações a 1 de junho.

Euribor desce a três meses e sobe a seis e 12 meses
Euribor desce a três meses e sobe a seis e 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje a três meses e subiu a seis e a 12 meses face a segunda-feira.

A taxa Euribor a 12 meses, que atualmente é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 3,804%, mais 0,014 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,978%, verificado em 9 de março.

Segundo o Banco de Portugal, a Euribor a 12 meses já representa 43% do stock de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, enquanto a Euribor a seis meses representa 32%.

Após ter disparado em 12 de abril de 2022 para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril de 2022.

A média da taxa Euribor a 12 meses avançou de 3,647% em março para 3,757% em abril, mais 0,110 pontos.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 6 de junho de 2022, também subiu hoje, para 3,608%, mais 0,003 pontos e contra o máximo desde novembro de 2008, de 3,651%, verificado em 4 de maio.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

A média da Euribor a seis meses subiu de 3,267% em março para 3,516% em abril, mais 0,249 pontos.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, desceu hoje, para 3,270%, menos 0,042 pontos e contra o novo máximo desde novembro de 2008, de 3,312%, registado em 08 de maio.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 2,911% em março para 3,179% em abril, ou seja, um acréscimo de 0,268 pontos percentuais.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 04 de maio, o BCE voltou a subir, pela sétima vez consecutiva, mas apenas em 25 pontos base, as taxas de juro diretoras, acréscimo inferior ao efetuado em 16 de março, em 2 de fevereiro e em 15 de dezembro, quando começou a desacelerar o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho de 2022, o BCE aumentou, pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

Wall Street no vermelho com atenções divididas entre Washington e Pequim. PayPal afunda 10%
Wall Street no vermelho com atenções divididas entre Washington e Pequim. PayPal afunda 10%

Wall Street arrancou a sessão no vermelho, com os investidores de olhos postos na Casa Branca e na China.

O industrial Dow Jones negoceia na linha de água (-0,01%) para 33.615,02 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500  (S&P 500) cai 0,39% para 4.121,91 pontos. Já o Nasdaq Composite perde 0,5% para 12.193,78 pontos.

Os investidores vão estar atentos às ações da Palantir Technologies, as quais somam 13,21%, depois de a empresa ter anunciado que está a registar uma procura "sem precedentes" relativamente à nova ferramenta de inteligência artificial. O PayPal desliza 10,59% depois de rever o "guindance" em baixa.

O presidente dos EUA, Joe Biden, vai encontrar-se esta terça-feira com os líderes do Congresso norte-americano para tentar encontrar uma solução para os limites da dívida. Este tecto foi alcançado logo em janeiro, estando o país a operar com medidas extraordinárias.

A secretária de Estado do Tesouro, Janet Yellen, já alertou que o país poderá entrar em incumprimento com as suas obrigações a 1 de junho. Os investidores estão ainda a digerir os mais recentes dados económicos relativos à China.

Enquanto as exportações chinesas aumentaram 8,5% em abril, ficando acima das expectativas, as importações registaram uma queda de 7,9% - pior do que era esperado pelos economistas citados pela Bloomberg - levantado, num contexto global, questões sobre o futuro da procura do país.

Ouro sobe com sessão de 'risk-off' face a incerteza económica nos EUA
Ouro sobe com sessão de 'risk-off' face a incerteza económica nos EUA

O ouro está a valorizar esta terça-feira, com os investidores a procurarem cobertura face a incerteza económica nos Estados Unidos, nomeadamente a incerteza à volta das negociações em torno do limite da dívida norte-americana.

O ouro ganha 0,28% para 2.026,75 dólares por onça.

"Vai ser um dia de 'risk-off'" com o mercado a aguardar dados sobre a taxa de inflação nos EUA na quarta-feira, disse o analista, Philip Streible, da Blue Line Futures à Reuters.

Uma leitura da inflação acima do esperado pode levar a mais subidas das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana, mas dados muito fracos podem "levar os investidores às 'commodities' e a maior liquidez no índice do dólar", completou.

Dólar em alta à espera de inflação nos EUA

O dólar está a negociar em alta face às principais divisas, com os investidores a aguardarem dados económicos dos EUA, bem como o resultado de uma reunião entre Joe Biden, presidente dos EUA, e os líderes do Congresso norte-americano para tentar encontrar uma solução para o tecto da dívida.

O dólar avança 0,38% para 0,9129 euros. O índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais – avança 0,26 para 101,645 pontos.

"De uma forma geral, os dados mostram que a decisão da Fed subir mais as taxas de juro não está encerrada e concordamos que com a discussão em torno do 'debt ceiling' há uma maior barreira a ultrapassar", escreveram analista da MUFG numa nota vista pela Reuters.

China e EUA pressionam petróleo
China e EUA pressionam petróleo

Os preços do "ouro negro" seguem a perder terreno nos principais mercados internacionais, depois dos fortes ganhos nas duas sessões precedentes.

 

A penalizar o sentimento dos investidores estão os dados das fracas importações de crude por parte da China, bem como os receios em torno do crescimento da economia norte-americana, num contexto em que a turbulência no setor bancário e as negociações sobre o tecto da dívida nos EUA também trazem mais preocupação.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 1,63% para 71,97 dólares por barril.

 

Por seu lado, o barril do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 1,65% para 75,74 dólares.

Juros da Zona Euro pressionados por comentários de membros do BCE

Os juros das dividas soberanas da Zona Euro terminaram a sessão a agravar-se, num dia marcado por vários comentários de membros do Banco Central Europeu que veem ainda mais subidas das taxas de juro, face a uma elevada e persistente inflação.

O governador do banco central da Letónia, Martin Kazaks, afirmou que o mercado não deve contar com o BCE para terminar o ciclo de aperto da política monetária em julho.

A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, agravou-se em 2,9 pontos base para 2,345%, enquanto os juros da dívida italiana cresceram 2,8 pontos base para 4,262%.

Os juros da dívida pública portuguesa com a mesma maturidade aumentaram em 3,1 pontos base para 3,172%, os juros da dívida francesa somaram 3,2 pontos base para 2,935% e os juros da dívida espanhola subiram 3 pontos base para 3,429%.

Já as rendibilidades da dívida britânica agravaram-se em 7,5 pontos base para 3,848%, após um dia de feriado.

Europa encerra sessão em baixa. SBB tomba mais de 24%

Os principais índices europeus terminaram o dia em baixa, pressionados pela Samhallsbyggnadsbolaget (SBB), uma das maiores locadoras da Suécia, que este ano suspendeu o pagamento de dividendos, gerando preocupações em torno do setor do imobiliário na Europa. Além disso, foi alvo - ontem - de um corte do rating por parte da S&P, que a colocou no primeiro grau de "lixo".

O índice de referência, Stoxx 600, perdeu 0,33% para 465,41 pontos, com o setor imobiliário a registar a maior queda, de quase 3%, com a SBB a recuar mais de 4%, bem como o setor de petróleo e gás.

A pressionar a negociação estiveram também dados da balança comercial na China, que mostraram que as importações registaram uma forte queda, abaixo do esperado pelos analistas, levantando renovadas questões sobre o futuro da recuperação económica do país.

O índice de referência, Stoxx 600, perdeu 0,33% para 465,41 pontos, com o setor imobiliário a registar a maior queda, de quase 3%, com a SBB a recuar mais de 4%, bem como o setor de petróleo e gás.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o francês CAC-40 desvalorizou 0,59%, o italiano FTSEMIB recuou 0,16%, o britânico FTSE 100 perdeu 0,18% e o espanhol IBEX 35 caiu 0,31%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,57%.

Na linha d'água, o alemão Dax avançou 0,02%.

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