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Ao minuto08.01.2026

Petrolíferas e tecnológicas pressionam Stoxx 600 numa sessão mista

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.

Bolsas europeias fecharam mistas
Bolsas europeias fecharam mistas Kamil Zihnioglu/AP
08 de Janeiro de 2026 às 18:00
08.01.2026

Petrolíferas e tecnológicas pressionam Stoxx 600 numa sessão mista

bolsa europa euronext

As bolsas europeias terminaram a sessão sem rumo definido, depois de os setores do petróleo e das tecnológicas, bem como a praça neerlandesa, terem pressionado o "benchmark". 

Embora as notícias sobre a Venezuela continuem a chegar aos mercados, os investidores parecem em grande parte "insensíveis", ainda que o fluxo constante de informações tenha adicionado uma camada de receio, criando uma divisão entre comprar ações mais baratas ou reduzir o risco. Os analistas dizem que a próxima época de resultados pode ser o próximo grande teste do apetite dos investidores por risco.

"Os investidores estão a lidar com uma combinação familiar de riscos macroeconómicos e geopolíticos. As tensões geopolíticas em curso, a incerteza orçamental e o ruído político têm incentivado um posicionamento mais defensivo, enquanto a ausência de um catalisador claro reduziu a convicção de impulsionar os mercados", disse Daniela Hathorn, analista da Capital.com, à Reuters.

O Stoxx 600 recuou 0,19% para 603,83 pontos, pressionado ainda pelo setor das petrolíferas e das tecnológicas, que caíram cerca de 2%, tendo o primeiro setor sido pressionado pelas quedas do petróleo nos mercados internacionais e o avanço das tensões entre EUA e Venezuela. Já as ações de tecnologia e as ligadas a centro de dados seguiram a tendência de queda dos títulos norte-americanos, com os investidores a fazerem tomada de mais-valias depois de uma subida no setor de inteligência artificial. O setor dos recursos básicos também cedeu 1,6%. 

Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 ganhou 0,33%, o francês CAC-40 ganhou 0,12%, o britânico FTSE 100 recuou 0,04%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,25% e o alemão Dax avançou 0,02%. O neerlandês AEX tombou 1,44%. 

As ações do setor do retalho do Reino Unido caíram, após os novos dados espelharem um cenário de consumo ainda frágil. A  Associated British Foods, dona da Primark, tombou 13,83% após ter avisado que os lucros do ano poderão ser mais fracos.

A tendência negativa contagiou a Greggs, que cedeu 7%, bem como a Tesco que perdeu 6,7%, após terem divulgado os resultados de vendas do terceiro trimestre, que não impressionaram os investidores.

A Puma contrariou a tendência neste setor, ao saltar quase 8%, numa altura em que recebe uma proposta de compra de 29% do capital pela empresa chinesa Anta Sports Products. 

Destaque ainda para o subsetor da defesa, que atingiu esta quinta-feira um novo recorde, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que vai aumentar o orçamento para a defesa e que quer travar os dividendos e recompras de ações das cotadas norte-americanas do setor. A BAE Systems liderou a subida das ações do setor, ao somar 7%.

08.01.2026

Juros da dívida sem tendência definida na Zona Euro

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro terminaram sem tendência definida, numa sessão marcada pelas idas ao mercado de Portugal, Itália, Espanha e França.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, agravaram-se em 1,3 pontos base para 2,861%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade subiram 0,6 pontos para 3,527%. Em contraciclo, os juros das obrigações italianas caíram 0,6 pontos para 3,507%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa também a dez anos aumentaram 0,1 pontos base para 3,105%, no dia em que , com a "yield nos 3,22%, tendo captado 1,62 mil milhões de euros. Em Espanha, a "yield" das obrigações espanholas ganhou 0,3 pontos para 3,253%. 

Fora da Zona Euro, a tendência foi de queda no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a cederem 1,2 pontos base para 4,403%.

08.01.2026

Dólar ganha terreno na véspera de dados frescos da economia dos EUA

O dólar sobe ligeiramente em relação a outras moedas, incluindo o iene japonês, enquanto os investidores aguardam o relatório da criação de emprego não agrícola (os non-farm payrolls) de sexta-feira, que deverá ajudar o mercado a avaliar a trajetória das taxas de juros, definidas pela Reserva Federal (Fed).

"O mercado está à procura de evidências mais definitivas sobre a direção que a economia está tomar", disse Marvin Loh, da State Street, à Reuters. "O consenso é que o dólar continuará a desvalorizar daqui para frente, visto que ainda há previsão de cortes nas taxas de juros por parte da Fed", acrescentou.

O euro perde 0,17% para 1,1655 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" ganha 0,07% para 156,87 ienes. O índice do dólar DXY soma 0,23% para 98,915 pontos.

Os investidores esperam, pelo menos, dois cortes nas taxas de juros este ano, embora o banco central esteja dividido e tenha indicado em dezembro que haveria apenas um corte em 2026. O mandato de Jerome Powell como presidente da Fed termina em maio, pelo que o Governo dos EUA deverá anunciar o seu sucessor no início do ano - decisão que os investidores aguardam.

No que diz respeito ao euro,

“A inflação moderada na Europa reforça o sentimento cauteloso, enquanto a crise da Gronelândia destaca a vulnerabilidade relativa da Europa, o que pode desencadear novas vendas de euros”, disse Olivier Korber, estratega de câmbio do Société Générale, à Reuters.

 

08.01.2026

Ouro com quedas ligeiras antes de dados do emprego dos EUA

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

Os preços do ouro estão a oscilar entre pequenos ganhos e perdas, com maior tendência para queda. Os investidores estão a posicionar-se para o reajuste anual dos índices de commodities, que resultará na venda de contratos futuros no valor de vários milhões de dólares nos próximos dias, bem como para dados frescos do mercado laboral norte-americano, divulgados amanhã.

O metal amarelo cede 0,11% para 4.452,43 dólares por onça.

O balanço anual do índice de commodities da Bloomberg, que consiste num ajuste periódico da ponderação das commodities para manter o índice alinhado às condições de mercado, começa esta semana. "Haverá pressão sobre o ouro e a prata nas próximas sessões. Assim que a situação se estabilizar em meados da próxima semana, haverá uma boa oportunidade para quem estiver com maior investimento voltar a entrar neste mercado", disse Bob Haberkorn, da RJO Futures, à Reuters.

Os investidores aguardam os dados da criação de emprego dos EUA, em busca de maior clareza sobre a política monetária do banco central norte-americano, a Reserva Federal. Os analistas da Reuters preveem a criação de 60 mil empregos em dezembro, contra os 64 mil no mês anterior. A taxa de desemprego deve cair para 4,5%, face aos 4,6% do mês anterior.

O HSBC antecipa agora que o ouro chegue aos 5 mil dólares por onça no primeiro semestre do ano, impulsionado pelos riscos geopolíticos e o aumento das dívidas orçamentais. 

Ao mesmo tempo, os "traders" continuam a acompanhar o conflito entre EUA e Venezuela, que tende a aumentar o apelo pelo ouro, visto como um ativo seguro. 

Noutros ativos, a prata tomba 3,12% para 75,72 dólares a onça, a platina cede 2,25% para 2.249,91 dólares e o paládio cede 0,78% para 1.749 dólares.

08.01.2026

Planos de Trump para Venezuela e Rússia impulsionam petróleo

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

Os preços do petróleo regressaram aos ganhos esta tarde, com subidas de cerca de 2%, após dois dias de quedas, numa altura em que os investidores digerem os mais recentes desenvolvimentos entre os EUA e a Venezuela, bem como as novas sanções da Casa Branca à produção russa. 

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 1,98%, para os 57,10 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 2,15% para os 61,26 dólares por barril.

O secretário da Energia dos EUA afirmou esta quarta-feira quer quer controlar as vendas de crude venezuelano e que iria disponibilizar "ouro negro" do país que esteja armazenado. O Departamento de Energia disse mesmo que estes barris já estavam a ser comercializados, tendo o presidente, Donald Trump,  - o que pode exigir que se redirecione as cargas destinadas à China, o maior comprador de crude à nação sul-americana, que teve os preços bastante reduzidos após as sanções americanas.

Os analistas explicam que a mudança do fluxo comercial do "ouro negro" será a principal repercussão do que está a acontecer. Em entrevista à Bloomberg TV, Amrita Sen, da Energy Aspects, disse que o mercado vai ver "mais petróleo a ir para os EUA às custas da China, mas não necessariamente aumentos significativos na produção venezuelana".  

Trump disse ainda ao New York Times s. O plano norte-americano implica, numa primeira fase, a refinação e a venda do petróleo venezuelano, com as receitas a entrarem nos cofres norte-americanos, seguindo-se a abertura às petrolíferas dos EUA e de outros países. A transição do regime será a última etapa.

Em foco está ainda a proposta de legislação de sanções dos EUA contra países que fazem negócios com a Rússia. O Presidente deu permissão para que o decreto-lei avançasse e poderá ser votado já na próxima semana, aumentando os receios quanto a novas paralisações na exportação de crude russo. 

Na Ucrânia, os ataques russos à infraestrutura energética ucraniana continuaram, enquanto os petroleiros russos continuam a ser perseguidos no Mar Negro. 

08.01.2026

Wall Street recua com investidores cautelosos antes de dados do emprego

Wall Street.

As bolsas norte-americanas arrancaram a penúltima sessão da semana com algumas perdas, na véspera da divulgação de dados económicos que serão importantes para o mercado avaliar as  probabilidades de um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal na reunião deste mês.

Amanhã será publicado o relatório da criação de emprego em dezembro do lado de lá do Atlântico, bem como a taxa de desemprego. Estes serão os primeiros dados vistos como mais fiáveis após a paralisação mais longa da história dos EUA. Nos últimos dias os investidores têm estado confiantes quanto a um corte, mas adotam agora uma posição mais cautelosa e não querem acrescentar risco às carteiras antes de mais informações, dizem os analistas consultados pela Bloomberg.

A justificar a queda está ainda a quebra no setor da tecnologia, com destaque para a inteligência artificial, numa altura em que os investidores procedem à tomada de mais-valias após uma forte subida destas ações.

Neste contexto, o S&P 500 perde 0,16% para 6.909,79 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,42% para 23.485,02 pontos. Já o industrial Dow Jones recua 0,18% para 48.909,65 pontos. 

Apesar da queda, o subsetor da defesa está a ganhar terreno, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o orçamento militar e de defesa será de 1,5 biliões de dólares em 2027 - significativamente mais elevado do que os 901 mil milhões aprovados pelo Congresso para 2026.

Entre as principais empresas, a RTX salta 4,33%, a  Lockheed Martin dispara 9%, a Northrop Grumman 8,5% e a Kratos Defense 15,52%.

Noutros movimentos, a Alphabet sobe 0,89%, depois de ontem ter ultrapassado por momentos (e pela primeira vez desde 2019) a Apple em capitalização bolsista, tornando-se a segunda maior empresa dos EUA em valor de bolsa. A Apple cede hoje 1,35%. 

Já a Revolution Medicines tomba 7% após a AbbVie ter negado rumores de que estaria em negociações para adquirir a empresa.

08.01.2026

Taxa Euribor sobe a seis meses e desce a três e a 12 meses

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A taxa Euribor subiu hoje a seis meses e desceu a três e a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,031%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,114%) e 12 meses (2,247%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,114%, mais 0,011 pontos que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

Em sentido inverso, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou, para 2,247%, menos 0,012 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses desceu hoje, para 2,031%, menos 0,001 pontos do que na quarta-feira.

Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses. A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.

Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

08.01.2026

Europa com perdas contidas afasta-se de máximos. Dona da Primark tomba 12% com "profit warning"

Os principais índices europeus negoceiam com uma maioria de perdas contidas nesta quinta-feira, à medida que o Stoxx 600 se afasta de máximos históricos atingidos na sessão de terça-feira, com a recuperação dos ativos de risco registada no arranque do ano a perder gás.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua neste momento 0,25%, para os 603,50 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,07%, o espanhol IBEX 35 cai 0,05%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,07%, o francês CAC-40 cede 0,21%, o britânico FTSE 100 cai 0,16%, ao passo que o neerlandês AEX perde 1,09%, pressionado pela queda de mais de 1,30% da tecnológica ASML – cotada mais valiosa da Europa.

As ações europeias estão a caminho de um segundo dia consecutivo de quedas, com os investidores a ponderarem os sinais económicos fracos dos EUA e as preocupações geopolíticas, enquanto mantêm o foco nos dados macroeconómicos europeus.

Pela positiva, destacam-se as ações da área da defesa e segurança, com um cabaz do Goldman Sachs de ações do setor a subir a esta hora quase 3%, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ontem dito que planeia avançar com um grande aumento nos gastos militares dos EUA. A par disso, estas cotadas estão a beneficiar igualmente de um aumento da incerteza geopolítica, com os maiores ganhos a serem registados pela Rheinmetall (+3,67%), Leonardo (+1,81%) e Saab (+1,52%).

Ainda assim, estas valorizações não são suficientes para inverter a tendência de perdas que se regista na grande maioria dos índices do velho Continente. Depois de um início de ano que levou o “benchmark” europeu a máximos históricos, “o que estamos a ver hoje é realização de mais-valias”, disse à Bloomberg Daniel Murray, da EFG Asset Management. “Foram dias fortes para os mercados, um final de ano forte, e as ações europeias tiveram um desempenho particularmente bom”, acrescentou.

Os investidores seguem agora atentos à divulgação de diversos dados económicos pela região, enquanto aguardam igualmente pelos números dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, que serão divulgados ainda hoje, e que deverão fornecer mais pistas sobre a saúde da maior economia do mundo. No geral, explica Murray, “os dados apontam para um mercado de trabalho que ainda parece bastante robusto, mesmo que talvez não seja tão robusto como há alguns meses”.

Entre os movimentos do mercado, a Associated British Foods, proprietária da Primark, está a tombar quase 12%, após ter emitido um "profit warning" devido a uma revisão em baixa das vendas.

08.01.2026

Juros da Zona Euro agravam-se. Portugal, Itália, Espanha e França vão ao mercado

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se em toda a linha na sessão desta quinta-feira, num dia em que Portugal e Itália vão ao mercado com uma venda sindicada de dívida e França e Espanha realizam leilões de obrigações.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 1,4 pontos-base, para 3,119%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e sobe 1,6 pontos, para 3,266%.

Já os juros da dívida soberana italiana avançam 1,5 pontos, para 3,527%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa sobe 1,4 pontos, para 3,534%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravam-se em 1,3 pontos, para os 2,861%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, sobem 0,2 pontos-base, para 4,417%.

08.01.2026

Dólar estável com investidores a evitar fazer grandes apostas antes de dados do emprego

Euro compara com dólar americano, moedas globais com peso na economia

O dólar está a negociar de forma estável nesta quinta-feira, com os “traders” a pesarem uma série de dados económicos dos EUA, enquanto aguardam por um importante relatório do emprego que será divulgado nesta sexta-feira.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – avança 0,09%, para os 98,771 pontos.

Dados divulgados na quinta-feira mostraram que o mercado de trabalho dos EUA parecia estar estagnado, com as vagas de emprego a cair acima do esperado em novembro, enquanto as contratações diminuíram. No entanto, a atividade do setor dos serviços recuperou inesperadamente em dezembro, sugerindo que a maior economia mundial encerrou 2025 com uma base sólida.

Nesta linha, os “traders” estão a prever pelo menos duas reduções nas taxas de juro pela Fed ao longo deste ano, ainda que apontem para que o banco central mantenha as taxas inalteradas em janeiro.

A esta hora, o dólar segue a perder 0,04%, para os 156,700 ienes.

Já pela Europa, a moeda única desvaloriza 0,03%, para os 1,167 dólares, e caminha para uma semana de ligeiras perdas, à medida que a libra segue a mesma tendência e recua 0,14%, para os 1,344 dólares.

08.01.2026

Ouro, prata e platina recuam com "traders" à espera de dados do emprego nos EUA

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro está a negociar com desvalorizações esta manhã, pressionado por um dólar mais forte, à medida que os “traders” aguardam pela divulgação dos dados sobre o emprego do lado de lá do Atlântico, na sexta-feira, que poderão ajudar a perceber qual será o rumo da política monetária na maior economia mundial. A par disso, a intervenção dos EUA na Venezuela continua a ser seguida de perto.

Nesta linha, o metal amarelo perde agora 0,59%, para os 4.430,01 dólares por onça, afastando-se do seu último recorde de 4.549,71 dólares por onça, atingido a 29 de dezembro.

Dados divulgados na quarta-feira mostraram que as vagas de emprego nos EUA caíram para o menor nível em 14 meses em novembro, enquanto as contratações retomaram a um ritmo lento, apontando para uma diminuição na procura por mão de obra.

A par do metal amarelo, também prata está a perder terreno e cede a esta hora perdeu 3,24%, para os 75,650 dólares por onça. Já a platina cai 4%, para 2.209,090 dólares por onça, após ter atingido um recorde nos 2.478,50 dólares na última segunda-feira.

08.01.2026

Petróleo ganha terreno com queda inesperada nos "stocks" de crude dos EUA

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Os preços do petróleo seguem a negociar com ganhos nesta quinta-feira, após dois dias de quedas, com uma redução acima do esperado nos “stocks” de crude norte-americano a impulsionar as compras dos “traders”, enquanto continuam a monitorizar os desenvolvimentos na venezuela.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,20%, para os 56,10 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,22% para os 60,09 dólares por barril.

Ambos os índices de referência caíram mais de 1% pelo segundo dia consecutivo na quarta-feira, à medida que se espera uma oferta global abundante este ano, com analistas do Morgan Stanley a estimarem um excedente de até 3 milhões de barris por dia no primeiro semestre de 2026.

As quedas das últimas sessões levaram alguns “traders” a aproveitar a oportunidade para reforçar posições. Nesta linha, as existências de petróleo bruto dos EUA caíram em 3,8 milhões de barris, para 419,1 milhões de barris, na semana terminada a 2 de janeiro, segundo dados da Administração de Informação Energética. As expectativas dos analistas apontavam para um aumento de cerca de 447 mil barris.

No plano geopolítico, os EUA apreenderam dois petroleiros ligados à Venezuela no Atlântico durante a tarde de ontem. Além disso, na terça-feira, Washington anunciou um acordo com Caracas para importar até 2 mil milhões de dólares em petróleo venezuelano, . Assim, a Venezuela deverá entregar entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA.

08.01.2026

Ásia perde pela segunda sessão consecutiva com tensões entre Pequim e Tóquio em foco. SoftBank afundou 7%

Os principais índices asiáticos encerraram esta quinta-feira com perdas em praticamente toda a linha, acompanhando a desvalorização dos índices norte-americanos, numa sessão em que as ações da região recuaram pelo segundo dia consecutivo pela primeira vez este ano. Já pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 caem cerca de 0,30%, apontando para uma abertura em baixa.

Pelo Japão, o Nikkei perdeu 1,63% e o Topix caiu 0,77%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – destoou e conseguiu avançar ligeiros 0,029%, tendo atingido um novo recorde durante a sessão nos 4.622,32 pontos, ao passo que o índice de referência de Taiwan perdeu 0,25%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,23% e o Shanghai Composite cedeu 0,068%.

Os movimentos do mercado sugerem que o otimismo que impulsionou os ativos de risco desde o arranque deste ano pode estar a começar a desvanecer face à crescente incerteza geopolítica. Para além das renovadas tensões comerciais entre Pequim e Tóquio,

“Os mercados estão a fazer uma pausa após um início forte em 2026, e ninguém quer adicionar novos riscos antes do relatório de empregos dos EUA na sexta-feira", disse à Bloomberg Charu Chanana, do Saxo Markets. “O debate sobre a Fed ainda não está resolvido, e as manchetes sobre segurança regional mantêm o posicionamento cauteloso”, acrescentou.

Pelo Japão, o SoftBank Group foi o que contribuiu mais para a queda do Topix, ao afundar 7,59%.

A negociação pelo continente asiático foi pressionada pela China, que agravou a tensão comercial com o Japão ao anunciar uma investigação “antidumping” sobre importações de um gás químico usado na produção de semicondutores, depois de impor restrições à exportação de produtos de uso dual.

O Ministério do Comércio chinês justificou a medida com base numa queixa da indústria doméstica, que alegou uma queda de 31% nos preços das importações japonesas de dicloro silano entre 2022 e 2024.

Nesta linha, ações de empresas japonesas de materiais para a produção de “chips”, incluindo a Shin-Etsu Chemical (-3,99%) e a Resonac Holdings (-4,17%), caíram. “A deterioração das relações entre o Japão e a China é, por si só, negativa para as empresas japonesas”, explicou à agência de notícias financeiras Takeru Ogihara, da Asset Management One.

Já pela Coreia do Sul, onde o principal índice tem conseguido fixar sucessivos recordes, (11,8 mil milhões de euros) para o quarto trimestre de 2025, anunciou esta quinta-feira a empresa. Se confirmado, o valor vai triplicar o lucro operacional registado no mesmo período de 2024, de acordo com as previsões publicadas hoje pela empresa sul-coreana, antes de apresentar os resultados financeiros do período, no final deste mês.

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