Fed eclipsa entusiasmo com Nvidia e trava ganhos na Europa. Wall Street passa ao vermelho
Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.
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Fed eclipsa entusiasmo com Nvidia e trava ganhos na Europa. Wall Street passa ao vermelho
As principais praças europeias conseguiram interromper uma série de cinco sessões consecutivas no vermelho, após a Nvidia ter conseguido acalmar, de forma temporária, os receios em torno de uma "bolha" na inteligência artificial. O entusiasmo desvaneceu-se no final da sessão, com o Stoxx 600 a reduzir de forma expressiva os ganhos. Já Wall Street inverteu mesmo a tendência e está, agora, no vermelho, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a caírem mais de 1%.
O "benchmark" europeu terminou a negociação com ganhos de 0,40% para 563,94 pontos, tendo chegado a valorizar mais de 1,2% durante a sessão. As ações de energia registaram o melhor desempenho entre os vários setores que compõe o Stoxx 600, enquanto os títulos ligados ao ramo dos media e automóvel limitaram os ganhos do índice.
Os bons resultados da Nvidia animaram os investidores durante a maior parte da sessão, com a cotada a disparar 5% e a animar as ações tecnológicas globais. No entanto, o sol foi de pouca dura e o pessimismo parece ter regressado aos mercados, depois de a presidente da Reserva Federal (Fed) de Cleveland ter afirmado que taxas de juro mais baixas podem levar ao prolongamento da inflação acima da meta e aumentar os riscos para a estabilidade financeira.
Além disso, os dados da criação de emprego relativos a setembro, embora já antigos, demonstraram um mercado laboral mais sólido do que antecipado. A economia norte-americana adicionou o dobro dos postos de trabalho do que era antecipado, apesar de a taxa de desemprego no país ter crescido para 4,4%. Neste momento, o mercado de "swaps" vê uma probabilidade de apenas de 40% da Fed cortar as taxas de juro na próxima reunião.
Entre as principais movimentações de mercado, o BNP Paribas disparou 4,40% para 70,02 euros, depois de a instituição financeira francesa ter anunciado um novo programa de recompra de ações e planos para atingir uma meta de solidez de capital antecipadamente. Já a Siemens Energy subiu 2,89% para 112,10 euros, após a energética ter avançado com a maior recompra de ações em cinco anos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avançou 0,5%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,62%, o francês CAC-40 ganhou 0,34% e o britânico FTSE 100 acelerou 0,21%. Já o neerlandês AEX saltou 0,17% e o espanhol IBEX 35 cresceu 0,63%.
Juros agravam-se na Zona Euro enquanto "Gilts" britânicas descem
Os juros das dívidas da Zona Euro encerraram a sessão desta quinta-feira com agravamentos, replicando as movimentações das "Treasuries" norte-americanas da sessão anterior, depois de as atas da Reserva Federal (Fed) terem demonstrado que "muitos" participantes do banco central estão contra um corte nas taxas de juro este ano.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, agravaram-se em 0,5 pontos base para 2,715%, enquanto a "yield" da dívida francesa acelerou 2,9 pontos para 3,487%. Já em Itália, os juros das obrigações com a mesma maturidade ganharam 2 pontos para 3,471%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa a dez anos cresceu 1,1 pontos base para 3,052%, enquanto os juros das obrigações espanholas subiram 1,6 pontos para 3,223%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas negociaram na tendência contrária, caindo 1,7 pontos base para 4,583%, depois de terem disparado 4,9 pontos na sessão anterior. Os investidores têm estado bastante mais preocupados com o "buraco" nas contas públicas, que a ministra das Finanças tem pouco espaço de manobra para resolver.
Euro estável face ao dólar. Iene em mínimos deste ano
O euro está a negociar praticamente inalterado face ao dólar, apesar de os investidores verem cada vez menos probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a cortar nas taxas de juro este ano. Já a libra recupera das quedas da sessão anterior, enquanto o iene continua a perder força, numa altura em que já se antecipa uma intervenção por parte do Banco do Japão.
A esta hora, o euro avança apenas 0,04% para 1,1533 dólares, enquanto a libra sobe 0,11% para 1,3064 dólares. A divida britânica acabou por ser derrubada na quarta-feira por um recuo da inflação no país - a primeira vez que acontece em sete meses -, abrindo caminho para o Banco de Inglaterra avançar com um corte nas taxas de juro na reunião de domingo.
Já o dólar ganha 0,22% para 157,49 ienes, em máximos de janeiro, pela quarta sessão consecutiva. Desde que Sanae Takaichi assumiu as rédeas do país, o iene já desvalorizou cerca de 6%, com os mercados a mostrarem-se apreensivos em relação à grande quantidade de dinheiro que a nação vai ter de pedir emprestado para financiar o plano de estímulos do atual Governo.
"Penso que os níveis de intervenção são provavelmente mais elevados, da última vez estavam mais próximos dos 162 dólares. Por isso, nesse aspeto, acredito que há ainda margem para a moeda enfraquecer antes de o banco central considerar uma intervenção", explica Kenneth Broux, diretor de "research" cambial do Société Générale, à Reuters.
Na sexta-feira, Takaichi apresentou um pacote de estímulos estimado em mais de 20 biliões de ienes, o maior desde a pandemia da covid-19, com o objetivo de dar um novo impulso a economia nipónica. Os mercados querem perceber como o Governo vai financiar estas medidas e quanta dívida precisará de ser emitida.
Petróleo de regresso ao vermelho após breve recuperação devido a queda dos "stocks" dos EUA
O barril de petróleo está de regresso às perdas, depois de uma breve recuperação motivada pela queda dos "stocks" dos EUA, pressionado por possíveis avanços nas negociações para acabar com o conflito na Ucrânia. Os EUA já terão uma proposta de paz preparada para apresentar a Kiev e a Moscovo, que implica a cedência de território e armas da parte ucraniana.
A esta hora, o barril de Brent, referência para a Europa, recua 0,54%, para os 63,14 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) desce 0,75%, negociando nos 58,80 dólares por barril. Os dois "benchmarks" estão com um saldo negativo este ano, pressionados pela reversão dos cortes de produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) e por perspetivas de um excedente de crude no mercado para 2026.
O fim da guerra na Ucrânia é mais um fator de pressão para a matéria-prima, uma vez que permitiria a Rússia voltar a exportar petróleo sem qualquer restrição. Este mês, os EUA avançaram com novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, Rosneft e a Lukoil, numa tentativa de asfixiar as fontes de financiamento de Moscovo para continuar a guerra.
Os preços do petróleo chegaram a ser impulsionados por uma queda inesperada nos "stocks" de crude nos EUA, que diminuíram em 3,4 milhões de barris na última semana para 424,2 milhões, de acordo com informação dada pelo Departamento de Energia norte-americano. No entanto, as reservas de gasolina e destilados acabaram por subir pela primeira vez em mais de um mês.
Ouro avança apesar de investidores mais pessimistas em torno da Fed
O ouro está a valorizar no mercado internacional, numa altura em que os investidores se encontram a digerir novos dados do mercado laboral norte-americano. A criação de emprego em setembro acabou por ser mais forte do que o esperado pelos analistas, com a economia dos EUA a adicionar mais 119 mil postos de trabalho - mais do dobro das expectativas, que apontavam para apenas 50 mil.
A esta hora, o metal precioso avança 0,32% para 4.091,79 dólares, tendo já valorizado cerca de 55% este ano. Em outubro, o ouro atingiu o seu último máximo histórico, nos 4.381,22 dólares, mas desde aí tem negociado com bastante volatilidade, com os investidores incertos em relação ao futuro das taxas de juro nos EUA.
"Apesar dos números do emprego terem sido melhores do que o esperado, ainda há um pouco de desconfiança sobre a veracidade dos dados que serão divulgados após o 'shutdown'", explica Peter Grant, vice-presidente da Zaner Metals, à Reuters. A paralisação do Governo norte-americano impediu a recolha e divulgação de uma série de dados considerados fulcrais para avaliar os próximos passos da Reserva Federal (Fed) e o problema alastra-se até agora, com o Departamento de Estatística do Trabalho a anunciar que não vai lançar os dados da criação de emprego de outubro.
Mesmo assim, o ouro consegue avançar a esta hora porque "o mercado já incorporou a probabilidade das taxas de juro manterem-se inalteradas em dezembro", adiciona Grant. Os investidores veem uma probabilidade de apenas 36% de um corte de 25 pontos base acontecer, contra os 60% da semana passada.
As expectativas diminuíram ainda mais na sequência da divulgação das atas da Fed referentes à ultima reunião, quando o banco central optou por um alívio de 25 pontos base nos juros diretores. "Muitos" participantes demonstraram a sua oposição a um novo corte ainda este ano.
Wall Street em euforia após resultados da Nvidia. Gigante dos chips dispara mais de 4%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a penúltima sessão da semana em alta, com as ações tecnológicas a serem impulsionadas pelos bons resultados da Nivida - que acabaram por ficar acima das expectativas e abafaram alguns dos receios em torno de uma possível sobreavaliação das ações ligadas à inteligência artificial (IA).
A esta hora, o S&P 500 avança 1,77% para 6.760,03 pontos, enquanto o Nasdaq Composite acelera 2,31% para 23.086,41 pontos e o industrial Dow Jones ganha 1,38% para 46.773,25 pontos. Com as valorizações desta quinta-feira, o "benchmark" norte-americano apaga quase por completo as perdas mais recentes e aproxima-se dos máximos históricos atingidos em outubro, mês em que tocou nos 6.920,34 pontos.
A Nvidia dispara 4,28% para 194,50 dólares, depois de a gigante dos chips ter registado uma subida acentuada das receitas no terceiro trimestre, com as vendas a dispararem 62% para um recorde de 57,01 mil milhões de dólares em termos homólogos, contra estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg de 55,19 mil milhões.
Numa "call" com analistas, o CEO da empresa, Jensen Huang, desvalorizou os receios em torno de uma possível "bolha" nas ações tecnológicas, afirmando que vê "as coisas de forma muito diferente", numa altura em que o "rally" das ações ligadas à IA tem enfrentando alguns solavancos. As cotadas do setor acabaram por ser apanhadas na maré de otimismo, com a Advanced Micro Devices a subir 2,85% e a Broadcom a ganhar 5,10%.
Os investidores estão ainda a reagir aos dados do emprego referentes a setembro, quando a economia norte-americana criou 119 mil postos de trabalho, após ter perdido 4 mil em agosto. No entanto, a taxa de desemprego acabou por crescer para 4,4%, sinalizando que o mercado laboral dos EUA ainda enfrenta alguma turbulência.
"O problema é que o relatório está desatualizado e o próximo relatório só será divulgado após a reunião da Reserva Federal (Fed) em dezembro", explica Art Hogan, estratega de mercado da B Riley Wealth, à Reuters."Isso certamente coloca o banco central num dilema e provavelmente não aumenta as probabilidade de um novo corte", acrescenta.
A Walmart avança 5,53% para 106,16 dólares, depois de ter revisto em alta pela segunda vez este ano as suas previsões para 2025, após mais um trimestre sólido, impulsionado pelo crescimento das vendas online.
Euribor desce a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,054%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,134%) e a 12 meses (2,221%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou hoje, ao ser fixada em 2,134%, menos 0,015 pontos que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também baixou, ao ser fixada em 2,221%, menos 0,008 pontos.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje para 2,054%, menos 0,012 pontos do que na quarta-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.
A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.
Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas que não é um lugar fixo.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Contas da Nvidia pintam bolsas europeias de verde
As bolsas europeias estão a recuperar de uma queda de cinco sessões e estão a registar avanços significativos, contagiadas pelo otimismo mundial em relação aos investimentos em inteligência artificial (IA), trazido pelos resultados trimestrais da norte-americana Nvidia.
A tecnológica divulgou resultados que ficaram bem acima das expectativas dos analistas, bem como indicou que a procura pelos seus semicondutores - essenciais para o desenvolvimento de modelos de IA - está mais forte do que nunca, deitando "água na fervura" dos receios do mercado de que pode estar a chegar uma bolha de IA. Além disso, o segmento de centros de dados continua a dominar, representando cerca de 90% da receita da empresa, o que reforça a ideia de que a Nvidia está bem posicionada para beneficiar da expansão da IA.
"Os resultados expressivos não eliminam os receios de uma bolha da IA, mas empurram-nos para baixo da superfície, oferecendo um breve alívio para os mercados", disse Daniela Hathorn, analista da Capital.com, à Reuters.
Neste contexto, o apetite pelo risco está de volta aos mercados. O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600 sobe 0,67% para 565,45 pontos, impulsionado pelo setor de tecnologia que avança mais de 1%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,71%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,68%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,70% e o francês CAC-40 sobe 0,69%. Já o britânico FTSE 100 ganha 0,57% e o neerlandês AEX valoriza 0,48%.
A recuperação das empresas europeias que fabricam semicondutores foi ainda mais impulsionada pelas notícias de que os EUA podem adiar a aplicação das tarifas de 100% para as importações de chips, a fim de aliviar as tensões com a China. A Infineon e a ASML sobem mais de 1%. Já a Schneider Electric e a Siemens Energy sobem 1,6% e 4%, respetivamente.
O índice de defesa da Europa soma cerca de 2%, após ter caído quase 3% esta quarta-feira devido a sinais de uma nova investida liderada pelos EUA para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
No setor financeiro, as ações da banca europeia estão entre as empresas que mais valorizam no índice, com subidas de mais de 1,3% cada.
"Numa altura em que se dá tanta atenção e ênfase ao setor tecnológico, os setores financeiro e bancário têm vindo a ganhar terreno de forma gradual e discreta", afirmou a mesma analista.
Juros na Europa agravam-se com investidores a preferirem risco
Os bons resultados da Nvidia abriram o apetite pelo risco dos investidores, que optaram pelas ações em detrimento da dívida. Desta forma, os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a agravar-se em toda a linha.
A "yield" das "Bunds" alemãs sobem 1,2 pontos-base, para 2,722%, enquanto os juros da dívida francesa avançam 1,6 pontos, até aos 3,475%.
Mais a sul, as subidas são menos expressivas. A rendibilidade da dívida portuguesa a 10 anos sobe 0,6 pontos-base, para 3,047%, enquanto no país vizinho o agravamento é de 0,8 pontos, para 3,215%, e em Itália a "yield" agrava-se 0,9 pontos, para 3,460%.
No Reino Unido, os juros aliviam 0,1 pontos base, para 4,599%.
Dólar avança com perspetiva de pausa nos cortes dos juros pela Fed
A divisa norte-americana está a ganhar terreno perante as principais divisas depois de as atas da última reunião da Reserva Federal (Fed), divulgadas ontem, terem mostrado que os membros do banco central dos EUA estão divididos quanto a um novo corte nas taxas federais. A falta de consenso e a ausência de dados, nomeadamente da criação de emprego em outubro, devido ao "shutdown" nos Estados Unidos alimentam a convicção do mercado de que os juros na maior economia mundial não sofrerão mais mexidas este ano.
O euro cede 0,16% perante a nota verde, negociando nos 1,1520 dólares. A divisa norte-americana avança igualmente perante a moeda japonesa, valorizando 0,06% para os 157,25 ienes.
A moeda única europeia desliza 0,09% em relação à rival nipónica, para os 181,15 ienes, e cai 0,19% em relação à divisa britânica, para as 0,8818 libras esterlinas.
Ouro cede com esperanças em novo corte de juros pela Fed a esfumarem-se
Após dois dias de ganhos, o preço do ouro volta a ceder esta quinta-feira, pressionado pela redução das expectativas de que a Reserva Federal (Fed ) norte-americana decida por um novo corte nas taxas federais em dezembro.
A divulgação das atas da última reunião mostrou divisões entre os membros da instituição liderada por Jerome Powell e a ausência de dados económicos, como a criação de emprego em outubro, devido ao "shutdown" governamental, fazem crescer a convicção de que não haverá mais mexidas nas taxas de juro este ano.
A onça de ouro no mercado à vista ("spot") recua 0,53%, para 4.056,48 dólares. Também a prata vive um dia negativo, com uma queda de 1,7%, para os 50,4871 dólares por onça.
O "metal amarelo" acumula, ainda assim, uma valorização de mais de 50% desde o início do ano.
Petróleo sobe com mercado a tentar avaliar impacto de sanções a companhias russas
Os preços do petróleo negoceiam em alta esta quinta-feira, com os investidores estão a tentar avaliar qual será o real impacto das sanções de Washington às petrolíferas russas Rosneft e Lukoil, que entram em vigor esta sexta-feira.
O West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,67%, para os 59,84 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte, referência para a Europa, avança 0,54%, cotando nos 63,85 dólares por barril.
Os ganhos de hoje surgem depois das fortes quedas da véspera, com os preços do "ouro negro" pressionados pelo aumento nos "stocks" de gasolina e de produtos destilados nos EUA.
Num ano marcado pela volatilidade e pelas crescentes preocupações de um excesso de oferta face à procura - que está a ser penalizada pelo arrefecimento económico global -, os preços do petróleo encaminham-se para um saldo negativo em 2025.
Ásia respira de alívio à boleia das previsões da Nvidia
As bolsas asiáticas respiraram de alívio, após cinco sessões em queda, já que as estimativas otimistas da tecnológica Nvidia - a maior cotada do mundo - sobre a inteligência artificial fez acalmar os receios que se espalhavam pelas bolsas mundiais de uma bolha no setor. A empresa entregou ainda previsões robustas de receitas.
Os resultados da "five trillion dollar baby" eram considerados o evento de risco para os investidores. "Alívio é provavelmente a palavra certa", disse Matthew Haupt, gestor de portfólio da Wilson Asset Management, à Bloomberg. "Precisávamos de um travão para a onda de vendas nos mercados de ações, já que o sentimento estava-se a deteriorar, e a empresa entregou um ótimo resultado", acrescentou.
No Japão, o Nikkei 225 ganhou 2,65% para 49.823,94 pontos e o Topix saltou 1,66% para 3.299,57 pontos. O sul coreano subiu 1,92% para 4.004,85 pontos e, em contraciclo, na China o Shanghai Composite derrapou 0,4% e o Hang Seng, em Hong Kong, estava a subir ligeiros, 0,01%.
Os investidores vão hoje focar-se na divulgação do relatório da criação de emprego nos EUA relativos a setembro. O mercado praticamente descartou um corte de juros pela Reserva Federal no próximo mês, depois de o Departamento de Estatísticas do Trabalho norte-americano ter anunciado que não vai publicar o relatório de outubro, mas vai incorporá-lo nos dados de novembro, divulgados após a última reunião do banco central deste ano.
A ata da reunião da Fed de outubro mostrou que muitos dirigentes do banco central disseram que provavelmente seria apropriado manter as taxas estáveis. “Não há consenso. Os formuladores agem às cegas, mas essas atas tendem a ser mais agressivas no geral”, disse David Russell, da TradeStation.
Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 sobem 0,9%, num dia que será marcado pela reação dos investidores às contas da Nvidia.
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