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Petróleo afunda 28% para 12 dólares em Nova Iorque. Bolsas avançam com reabertura da economia

Acompanhe aqui o dia nos mercados, minuto a minuto.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 27 de Abril de 2020 às 14:49
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Ásia sorri com novos estímulos do BoJ. Futuros da Europa e dos EUA em alta
A semana abriu de forma positiva para os índices em todo o mundo que beneficiaram dos sinais positivos dados pelas principais economias na luta contra a propagação do coronavírus, numa semana marcada por reuniões dos mais importantes bancos centrais. 

O Banco do Japão (BoJ) deu o pontapé de saída e cortou os limites à compra de dívida do país, de forma a controlar o impacto económico que o coronavírus está a ter, em linha com aquelas que tinham sido as indicações já dadas pelos congéneres Banco Central Europeu (BCE) e Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed).

Esta semana, para além do BoJ, teremos ainda as reuniões da Fed e também do BCE, que poderão dar algumas novidades em termos de política monetária para combater economicamente o vírus. 

A propagação e o número de mortes da covid-19 diminuiu neste fim de semana em alguns dos países europeus que estão a ser mais afetados, como foi o caso de Espanha, Itália e França. O mesmo se verificou em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde o número de mortes causadas pelo coronavírus abrandou para mínimos de um mês. 

Como reação a todos os sinais positivos, as praças asiáticas conheceram uma sessão positiva, com o Nikkei do Japão a subir 2,75%, enquanto os principais índices da China, Coreia do Sul e Hong Kong ganharam entre 0,7% e 2%. 

Os futuros do S&P 500 sobem 1,02% e os futuros do Stoxx 50, índice que reúne as 50 maiores cotadas da Europa, valorizam 2,6% indicando uma abertura de sessão favorável.
Crude dos EUA afunda mais de 11% com armazenamento a preocupar
Crude dos EUA afunda mais de 11% com armazenamento a preocupar
Os preços do petróleo seguem a negociar nesta segunda-feira em queda, com destaque para crude dos Estados Unidos, ou WTI, que desvaloriza 11,22% para os 15,03 dólares por barril. 

Os investidores estão novamente focados na capacidade de armazenamento de petróleo nos Estados Unidos, com o fantasma do que aconteceu com os contratos para entrega em maio a pairar.

Agora, receiam que uma situação idêntica se pode repetir em Cushing, Oklahoma, à medida que a procura pela matéria-prima continua em níveis muito baixos.

De acordo com os analistas do Goldman Sachs, a capacidade total de armazenamento será testada dentro de três semanas, uma vez que o "hub" de entrega nos Estados Unidos continua a encher a um ritmo superior à procura. 

O desempenho negativo dos preços da matéria-prima contagia também o ativo de referência internacional - o Brent - que desvaloriza por esta altura 3,68% para os 20,65 dólares por barril.
Europa abre otimista antes de reuniões dos bancos centrais
Os principais mercados europeus abriram a sessão desta segunda-feira a negociar de forma positiva, com os investidores a olharem para as reuniões dos bancos centrais em todo o mundo para tentarem perceber se vão existir novos estímulos para a economia.

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, valoriza 1,80% para os 335,53 pontos. 

O Banco do Japão (BoJ) deu o pontapé de saída durante a madrugada em Lisboa e acenou com um corte no limite para a compra de dívida no país, com o objetivo de contornar o impacto que a pandemia está a ter na economia local. 

Para além do BoJ, esta semana será marcada pelos encontros da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE) e os investidores estarão à espera de novidades, apesar de não se perspetivarem grandes alterações em nenhuma das instituições. 

Entre os setores na Europa, destacam-se o setor bancário (+3,30%), o do turismo (+2,68%) e também o setor automóvel (+2,61%). 

O foco dos investidores estará também na temporada de resultados que irá continuar tanto na Europa, como nos Estados Unidos. Empresas como a Amazon.com, o Barclays e a Samsung Electronics serão as próximas a divulgar os números. 


Juros de Itália caem após revisão de "rating" da S&P
Juros de Itália caem após revisão de 'rating' da S&P

Na Zona Euro, o mercado de dívida segue um cenário homogéneo, com os juros das dívidas europeias a caírem. Contudo, o destaque vai para os juros transalpinos, após a revisão na passada sexta-feira da S&P Global à dívida do país.

Os juros de Itália com maturidade a dez anos perdem 9,2 pontos base para os 1,742%, mas já estiveram a cair 16 pontos base nesta sessão. Na sexta-feira, a agência de "rating" S&P Global decidiu manter a sua avaliação à dívida do país inalterada em BBB. 

A tendência foi seguida em toda a região, mas sentida com mais força nos juros periféricos. Portugal (-7,5 pontos base) e Espanha (-8,2 pontos base) assumem também um movimento descendente nos juros, bem como a Grécia que lidera por esta altura as quedas (-11 pontos base). 

A referência para o bloco, a Alemanha, vê os seus juros a dez anos perderem 0,2 pontos base para os -0,481%. 




Libra e euro ganham terreno ao dólar
A libra vai ganhando força pelo quarto dia consecutivo ao dólar norte-americano, ao apreciar 0,55% para os 1,2435 dólares, apoiada pelo levantamento de restrições na circulação e pela reabertura de forma lenta da economia local. 

Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, levantou a cancela da contenção das movimentações no país, e anunciou ainda que volta ao ativo nesta segunda-feira, depois de ter recuperado da covid-19. 

O euro acompanha a trajetória da libra e ganha também terreno face ao dólar dos Estados Unidos, pela segunda sessão consecutiva, ao valorizar 0,18% para os 1,0842 dólares. 

O japonês iéne, que ganhou ímpeto após o apoio divulgado pelo Banco do Japão, voltou a perder tração frente às divisas europeias.
Ouro desvaloriza com receios sobre contágio de covid-19 a diminuírem
O ouro, considerado um ativo mais seguro e que serve de refúgio para os investidores em alturas de maior pressão, segue hoje a desvalorizar 0,58% para os 1.719,76 dólares por barril, numa altura em que o contágio do coronavírus parece estar a abrandar.

Com os investidores a voltaram aos ativos de maior risco, o metal precioso foi deixado para trás, seguindo, porém, a negociar muito perto do máximo de sete anos, atingido no início deste mês perto dos 1.750 dólares por barril. 

O número de novos contagiados com covid-19 abrandou em Espanha, Itália e França para mínimos de um mês, dando algum otimismo aos investidores. 
Wall Street em alta com reabertura da economia dos EUA
Os principais índices dos Estados Unidos abriram a primeira sessão desta semana a negociar em alta, num dia em que os investidores estão animados com a reabertura gradual da economia do país. 

Por esta altura, o Dow Jones ganha 0,54% para os 23.904,52 pontos, enquanto que o S&P 500 sobe 0,78% para os 2.858,78 pontos. O tecnológico Nasdaq valoriza 0,75% para os 8.699,90 pontos.

Nos Estados Unidos, estados como Alasca, Geórgia, Carolina do Sul, Tennessee e Texas estão a dar início à reabertura das suas economias, permitindo que restaurantes e outros estabelecimentos comecem a a atender os seus clientes.

Durante o fim de semana, o governador de Nova Iorque Andrew Cuomo disse a Casa Branca planeia reabrir a economia de forma faseada nas próximas semanas, dando prioridade às empresas de construção e à indústria transformadora.

Grande parte das empresas está a beneficiar com este regresso ao trabalho, apesar de o setor petrolífero estar ainda a sofrer as consequência de uma queda nos preços do petróleo. Hoje, o crude norte-americano volta a cair mais de 27% para o patamar dos 12 dólares por barril. 

Os analistas do Goldman Sachs previram que o armazenamento de petróleo possa começar a testar os seus limites dentro de três semanas, trazendo de volta os receios de que os preços possam afundar de novo para território negativo. 

O foco dos investidores está também na atual temporada de resultados empresariais, que prossegue durante esta semana com 173 companhias a chegarem-se à frente. Será a vez de Apple, Amazon.com, Microsoft, Boeing, Ford, General Electric e Chevron.

Os analistas esperam uma queda de aproximadamente 15% nos ganhos referentes ao primeiro trimestre, com os resultados das empresas do setor "oil & gas" a serem os mais pesimistas. Estima-se uma queda de 68% no lucro das petrolíferas. 

No campo empresarial, destaque para a Bayer, que avança 3,69% para os 16,83 dólares no dia em que apresentou resultados e divulgou um aumento nas vendas e nos lucros do primeiro trimestre. A farmacêutica anunciou ainda, numa nota publicada esta segunda-feira, que vai tomar uma posição menos flexível no que toca às queixas de que tem sido alvo em relação ao herbicida Roundup, que já ascendem às 52.500. A empresa quer adiar as negociações com os queixosos, que apontam que a utilização do produto tenha efeitos cancerígenas.

Juros dos periféricos voltam a cair

Os juros da dívida a dez anos de Portugal recuaram 5,7 pontos base para os 1,017% esta segunda-feira. Os passos para trás foram dados lado a lado com Espanha, cuja remuneração da dívida com a mesma maturidade desceu 6 pontos base para os 0,886% e Itália, onde o alívio foi de 7,7 pontos base para 1,759%.

Estes movimentos acontecem numa altura em que o número de mortes por covid-19 tem vindo a abrandar em Espanha e Itália e as perspetivas de reabertura destas economias ficam mais consolidadas.

No sentido contrário rumam os juros da referência europeia, a Alemanha, que agravam 2,1 pontos base para os -0,454%, invertendo o sentido das últimas duas sessões.

Europa sobe em força com reabertura das economias na mira

As principais praças europeias terminaram o dia nos mercados com uma subida acima de 1,5%. Este foi o caso de Espanha, do reino Unido e dos Países Baixos. Perto desta fasquia fechou também o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx 600, que valorizou 1,77% para os 335,44 pontos. Os setores do turismo e da banca destacam-se com as maiores subidas dentro do índice, de 4,75% e 3,88%, respetivamente. 

Isto, no dia em que foi anunciado que a companhia aérea Air France-KLM vai receber até 11 mil milhões de euros de apoio financeiro da parte dos governos francês e holandês.

Contudo, outro grupo relevante de bolsas – alemã, francesa, italiana e grega – conseguiram ganhar em torno de 3%. Já a bolsa portuguesa mostrou menos força, com o PSI-20 a subir 0,59% para os 4.136,58 pontos.

Os investidores a mostraram-se animados perante as perspetivas de que as economias do Velho Continente reabram em breve, assim como as dos Estados Unidos. Deste lado do oceano, as mortes estão a desacelerar em Espanha, Itália e França, sendo que estes países já sinalizaram que estarão a preparar-se para aliviar o isolamento social.

Para lá do Atlântico, os governadores de estados como o Colorado, Maryland, Oklahoma e Georgia já se mostraram recetivos a levantar as medidas de restrição à circulação, e estão já a mover-se nesse sentido. "À medida que comecemos a reabrir a economia em maio e junho, vão ver a economia a recompor-se em julho, agosto e setembro", projetou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em declarações à Fox News Sunday. 

Petróleo na casa dos 12 dólares em Nova Iorque e a menos de 20 dólares em Londres
Petróleo na casa dos 12 dólares em Nova Iorque e a menos de 20 dólares em Londres

Os preços do crude seguem em forte baixa, continuando a ser pressionados pelo efeito da forte queda da procura conjugado com a cada vez menor capacidade de armazenamento.

O "ouro negro" negociado no mercado nova-iorquino (NYMEX) lidera as perdas, devido aos receios de que muito em breve o espaço de armazenamento de Cushing (Oklahoma) possa atingir a plena capacidade.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, segue a afundar 28,45% para 12,12 dólares por barril.

Já o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a ceder 9,93% para 19,31 dólares por barril.

Uma das razões para este actual prémio do preço do Brent está no facto de os inventários de crude em Cushing – onde o WTI é armazenado – estarem em níveis mais elevados do que o necessário para a indústria, começando a ficar sem espaço.

Saliente-se que é em Cushing que é armazenado o petróleo transaccionado no NYMEX e este excedente faz cair os preços locais do crude em relação ao ouro negro que é entregue noutras regiões do mundo.

Em Cushing já só há espaço para cerca de 20 milhões de barris e deverá ficar esgotado em maio. E este fator tem estado a provocar um movimento de pânico junto dos investidores, comentou recentemente à CNN Business o diretor do departamento dos mercados petrolíferos na Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen.

O contrato de futuros do WTI com entrega mais imediata é o de junho e expira a 19 de maio. Como a maioria dos investidores não quer ficar com petróleo físico em mãos, muitos estão já a tentar despachar os seus contratos para não acontecer a derrocada que se viu na passada segunda-feira com o contrato de maio (negociou em valores negativos), que terminava no dia seguinte.

Já o contrato de junho do Brent expira esta quinta-feira, sendo por isso que este tipo de crude está a sofrer maiores perdas hoje do que tem sido habitual nas últimas sessões.

Na semana passada, os preços do petróleo marcaram a terceira semana consecutiva de perdas, com o Brent a acumular uma desvalorização de 24% e o WTI de cerca de 7%. As cotações do crude caíram em oito das últimas nove semanas.

Euro estabiliza face ao dólar
A moeda única europeia seguia estável esta segunda-feira face à divisa norte-americana. Pelas 17:20, o euro cedia 0,04%, para os 1,0819 dólares, depois de ter estado a valorizar cerca de 0,12%.

O euro recuava de forma mais acentuada perante as moedas japonesa e britânica, deslizando 0,28% em relação ao iene e 0,41% face à libra esterlina.

A moeda nipónica avançava também face ao dólar, com uma subida de 0,20%, enquanto a libra ganhava 0,35% perante a moeda norte-americana.
Maior confiança na reabertura das economias castiga ouro
O ouro cedia 0,95% esta segunda-feira para cotar nos 1.713,13 dólares por onça.

As notícias de que vários países europeus, bem como alguns estados dos EUA se preparam para aliviar as restrições devido à pandemia e permitir a retoma de algumas atividades económicas leva a que o metal precioso perca parte do seu estatuto de ativo de refúgio junto dos investidores.

Também a prata e a platina seguem em queda, recuando 0,23% e 0,57%, respetivamente.

Já o cobre avançava 0,26%.
Wall Street acelera com reabertura da economia mas derrapa no petróleo

O Dow Jones fechou a somar 1,51% para 24.133,78 pontos e o Standard & Poor’s 500 valorizou 1,47% para 2.878,48 pontos.

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 1,11% para se fixar nos 8.730,16 pontos.

Os índices continuaram a ser sustentados hoje pela perspetiva da retirada gradual das medidas de "lockdown" em estados como o Tennessee, Texas, Ohio e Montana.

Esta foi a quarta sessão de valorização consecutiva do Dow Jones (o que não acontecia desde inícios de fevereiro), que a três dias do mês terminar está com um ganho de perto de 10% em abril, o que, a permanecer, será o melhor mês desde outubro de 2002 – o mesmo acontecendo com o Nasdaq (a subir mais de 13% em abril).

O S&P 500, com um pulo de mais de 11% este mês, está a caminho da melhor subida mensal desde dezembro de 1991.

Do lado dos ganhos na sessão desta segunda-feira, destaque para a Tesla, que avançou 10,15% para 798,75 dólares, animada pelos relatos da Bloomberg e da CNBC de que a fabricante de veículos elétricos poderá reabrir a sua fábrica na Califórnia (em Fremont, perto de São Francisco) para que alguns funcionários regressem ao trabalho já na próxima quarta-feira, 29 de abril.

A fabricante liderada por Elon Musk reporta também na quarta-feira os seus resultados trimestrais, após o fecho da bolsa.

Nas perdas, o destaque vai para a energia, numa sessão em que os preços do petróleo continuaram a afundar.

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