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Ao minuto30.11.2020

Europa vacila mas novembro confirma-se o melhor mês de sempre. Ouro e dólar abanam

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

O índice alemão Dax foi, na Europa, o que mais caiu em outubro.
Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 30 de Novembro de 2020 às 18:00
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30.11.2020

Juros portugueses também aliviam

Os juros da dívida a dez anos de Portugal aliviaram 2 pontos base para os 0,030%, em contraste com a referência europeia, a Alemanha. A remuneração das bunds subiu 1,7 pontos base para os -0,572%, depois de três sessões consecutivas no vermelho.

Esta disparidade acontece numa altura de grande volatilidade nos mercados accionistas. Os investidores estão a respirar fundo e a analisar depois de terem mostrado uma grande confiança este mês, levando os principais índices a atingirem níveis recorde e subidas mensais nunca antes registadas.

30.11.2020

Europa tropeça no final de mês de rally, com volatilidade em alta

As bolsas europeias reuniram-se no vermelho, mostrando algum alívio na trajetória de ganhos que tem marcado o mês de novembro – este que está prestes a tornar-se o mês com os maiores ganhos acumulados de sempre. A volatilidade, por outro lado, ganhou força.

O índice que reúne as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, acabou a perder 0,98% para os 389,36 pontos, depois de ter chegado a somar e a tocar um máximo de fevereiro. No saldo mensal, acumulou ganhos de 14%, num desempenho nunca antes visto. 

Entre as principais praças, Espanha, França e Londres caíram com mais estrondo e "namoraram" a fasquia do 1,5%. Mas Amesterdão, Lisboa e Frankfurt também acompanharam no vermelho.

No meio destes altos e baixos, o índice de volatilidade do francês CAC 40 disparou 17%, o maior salto desde setembro. No caso do agregador Euro Stoxx 50, o mesmo indicador de volatilidade – o VIX – marcou uma subida de 14%, a maior desde outubro. 

Mês de brilho

O londrino FTSE conseguiu o melhor mês desde 1989, o francês CAC registou o segundo melhor mês de sempre, que só perde contra fevereiro de 1988, e o Ibex conseguiu mesmo o melhor mês da sua história. 

"Novembro foi com certeza um mês impressionante para os mercados acionistas a nível global, com a maioria a ver ganhos de duplo dígitos, pelo que não é nenhum choque ver os investidores a digerir o recente rally", avaliam os analistas da StoneX, citados pela Bloomberg.

A euforia ditou assim um mês de subidas virtuosas um pouco por todas as bolsas, refletindo o otimismo em relação à progressão no campo das vacinas.

"Embora não nos possamos surpreender com fraquezas de curto prazo, continuamos à espera de um suporte significativo para preços mais elevados das ações em 2021", considera a Berenberg.

30.11.2020

Dólar em mínimos de dois anos e meio num mês de perdas

Ainda resta muita vida ao dólar, apesar da recente desvalorização da moeda norte-americana.

A nota verde atingiu hoje o valor mais baixo dos últimos dois anos e meio, penalizado pelo menor apetite dos investidores por ativos considerados mais seguros, como é o caso do dólar, em prol de ativos de maior risco (como as ações).

 

A conjugação da vitória de Joe Biden nas presidenciais norte-americanas, com a expectativa de novos estímulos à economia, e os vários anúncios de vacinas promissoras contra a covid-19 levaram a uma escalada das bolsas este mês, levando o dólar a cair – ao passo que moedas de maior risco fortaleceram.

 

Nesta última sessão do mês, o dólar está a caminho da maior perda mensal desde julho contra um cabaz de moedas de referência, tendo perdido 2,5% do seu valor em novembro.

 

O euro é uma das moedas que segue a ganhar terreno face à moeda norte-americana, a ganhar 0,267% para 1,1994 dólares.

30.11.2020

Ouro recua com apetite pelas ações

O metal amarelo segue em baixa, depois de ter registado na semana passada a queda semanal mais acentuada dos últimos dois meses, com as expectativas de uma vacina contra a covid-19 e de retoma do crescimento económico a diminuírem a procura por ativos considerados refúgio, como é o caso do ouro.

 

O ouro a pronto (spot) recua 0,86% para 1.772,78 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro cedem 0,74%, para 1.768,80 dólares por onça.

 

As vacinas promissoras contra o novo coronavírus e a transição de poder para Joe Biden nos EUA retiraram alguma incerteza aos mercados, com os investidores a revelarem um maior apetite pelo risco, como as ações – pelo que o ouro, com o seu estatuto de valor-refúgio, não está a ser tão procurado.

 

Novembro será o melhor mês de sempre para várias bolsas e o ouro e dólar – ativos considerados seguros e mais procurados em clima de incerteza – vão "pagar o preço".

30.11.2020

Petróleo cede terreno à espera da OPEP

Os preços do petróleo vão continuar sob pressão e o crude pode voltar a valores negativos.

As cotações do "ouro negro" estão a negociar em baixa nos principais mercados internacionais, depois de quatro semanas consecutivas de saldo positivo.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em janeiro cede 0,51% para 45,30 dólares por barril.

 

Já o contrato de janeiro [que expira hoje] do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,93% para 47,73 dólares.

 

Os investidores estão na expectativa da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) esta segunda-feira e do encontro de amanhã entre os 13 membros do cartel e os seus 10 aliados – o chamado grupo OPEP+ –, de onde poderá sair a decisão de estender, pelo menos por mais três meses, os atuais níveis de corte da produção.

 

A OPEP+ acordou reduzir a oferta em 7,7 milhões de barris por dia entre agosto e dezembro, para depois flexibilizar esse corte em cerca de dois milhões de barris diários a partir de janeiro de 2021. Mas poderá então adiar essa entrada de mais crude no mercado e manter durante mais tempo o atual nível de retirada de crude do mercado.

 

No entanto, essa decisão não é ainda um dado adquirido, visto haver membros da OPEP que discordam, como o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, o que convida a uma maior prudência dos investidores.

 

Isto depois de ontem as conversações informais entre alguns membros não terem dado resultados concretos.

 

"Alguns países membros serão difíceis de convencer, no sentido de serem ainda mais disciplinados no cumprimento das suas quotas de produção" no caso de se adiar a entrada de mais crude no mercado, comentou à Reuters um estratega da corretora petrolífera PVM, Tamas Varga.

 

Apesar do recuo de hoje, os preços do crude seguem a caminho de ganhos mensais robustos – valorizações motivadas não só pela expectativa de que a OPEP não coloque mais dois milhões de barris por dia no mercado mas também pelas notícias promissoras na frente das vacinas contra a covid-19.

 

30.11.2020

Wall Street mista com S&P 500 a caminho do melhor novembro de sempre

Em particular nos Estados Unidos da América, as plataformas digitais de negociação em bolsa são muito utilizadas.

As bolsas norte-americanas abriram em baixa, numa altura em que os investidores fazem um balanço do mês, que está a caminho de ser o melhor de sempre para o S&P 500, e aproveitam para proceder à tomada de mais-valias. A exceção às perdas é o Nasdaq, que segue com um novo recorde.

 

O Dow Jones segue a ceder 0,63%, para os 29.722,55 pontos, depois na passada terça-feira ter tocado nos 30.116,51 pontos – naquele que foi um novo máximo histórico.

 

Contudo, no cômputo de novembro, o cenário é risonho, com o Dow a caminhar a passos largos para o seu maior ganho mensal desde 1987.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 recua 0,18% para 3.631,74 pontos. Na sexta-feira estabeleceu um recorde de fecho nos 3.638,35 pontos e durante a sessão chegou a atingir 3.644,31 pontos, muito perto do seu máximo de sempre (de 3.645,99 pontos, no passado dia 9 de novembro).

 

O S&P 500 está a caminho do seu melhor novembro de sempre.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite avança 0,28% para 12.239,42 pontos, o que constitui um novo máximo histórico.

 

Os principais índices de Wall Street acumulam um ganho mensal superior a 10%, num período em que os investidores apostaram mais nas ações devido aos desenvolvimentos promissores de vacinas contra a covid-19 que poderão fomentar uma retoma económica no próximo ano.

 

A farmacêutica Moderna anunciou que planeia candidatar-se a uma autorização de emergência da sua vacina, nos EUA e na Europa, depois de os resultados terem apontado para uma eficácia de 94,1%. As ações seguem a ganhar terreno com este anúncio feito hoje, a dispararem 12%.

 

A expectativa de uma transição de poder nos EUA, para Joe Biden, depois de semanas de desafios em tribunal por parte do ainda presidente Donald Trump, também animou este mês os intervenientes de mercado.

30.11.2020

Bolsas atenuam perdas a caminho de melhor mês de sempre

Depois de uma abertura generalizada em terreno negativo, as principais praças europeias surgem agora divididas entre ganhos e perdas, sendo que aquelas que continuam no vermelho atenuaram as quedas face ao arranque da sessão.

É por exemplo o caso do índice de referência europeu Stoxx600, que recua 0,12% para 392,75 pontos. Os setores da banca, da energia (os dois que acumulam maiores ganhos em novembro) e das viagens registam as maiores quedas, enquanto os setores europeus do imobiliário e do retalho travam perdas mais acentuadas no velho continente.

É também o caso do índice lisboeta PSI-20, que cai agora 0,45% para 4.630,78 pontos, em especial pressionado pela Mota-Engil que perde 6,41% para 1,606 euros depois de na sexta-feira ter somado perto de 15% na sequência da compra de 23% do capital social da construtora portuguesa por 169 milhões de euros por parte da gigante chinesa da construção CCCC.

Esta ainda assim tendência de quedas observada na Europa surge no último dia de um mês que deverá ser recorde para as ações mundiais, que se encaminham para fechar novembro com uma valorização global em torno de 13%, valor que a confirmar-se representa o melhor desempenho mensal de sempre.

O otimismo quanto ao desenvolvimento de vacinas eficazes contra a covid-19 e a respetiva chegada ao mercado na primeira metade de 2021 reforçam as expetativas quanto a uma recuperação económica robusta no próximo ano e contribuem para as valorizações bolsistas verificadas ao longo de novembro.

30.11.2020

Juros em queda ligeira nas economias periféricas do europeus

Os juros das dívidas públicas dos países que integram a Zona Euro continuam a beneficiar do amplo programa de compra de ativos posto no terreno pelo Banco Central Europeu em resposta à crise pandémica, em particular no caso das economias periféricas da moeda única.

É o caso da Itália, com a taxa de juro referente aos títulos soberanos a 10 anos a recuar 0,2 pontos base para 0,589%. Na terceira queda consecutiva, a "yield" transalpina a 10 anos já tocou esta manhã nos 0,585%, um novo mínimo histórico.

É também o caso da "yield" associada às obrigações de dívida soberana portuguesa com prazo a 10 anos,
que recua 0,2 para 0,005%, isto depois de na semana passada ter tocado pela primeira vez em valores negativos (-0,001%).

E da Espanha, cuja "yield" a 10 anos cede os mesmos 0,2 pontos base para 0,052%.

Já a taxa de juro correspondente às obrigações alemãs com a mesma maturidade sobe 0,2 pontos base para -0,588%, a primeira subida em quatro sessões para a dívida de referência da Zona Euro.

30.11.2020

Ouro cai para mínimos de quase cinco meses

O metal precioso deprecia 0,44% para 1.779,85 dólares por onça na segunda queda consecutiva que coloca o ouro no valor mais baixo desde 2 de julho deste ano.

O ouro desvaloriza mesmo pela terceira semana e em novembro acumula já uma desvalorização superior a 5%, pelo que se encaminha para registar o pior mês desde novembro de 2016.

O metal dourado continua assim a afastar-se do máximo de sempre registado no verão quando a incerteza em torno da evolução da pandemia motivou a procura de ativos de refúgio.

O maior otimismo em torno do desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 e a recuperação económica na China são fatores que têm vindo a pressionar o valor desta matéria-prima.

30.11.2020

Dólar recua para mínimos de abril de 2018

O dólar segue na quinta sessão consecutiva sem negociar em terreno positivo e transaciona mesmo em mínimos de abril de 2018 num índice que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz composto pelas principais divisas internacionais.

Já o euro segue a apreciar ligeiros 0,05% para 1,1969 dólares, estando assim a valorizar pelo segundo dia seguido e em máximos de 1 de setembro contra a divisa norte-americana.

O surgimento de notícias positivas quanto à chegada, em breve, de vacinas contra a covid-19 tem alimentado o otimismo dos investidores, diminuindo o apetite destes por ativos considerados de refúgio tal como o dólar.

Por outro lado, a moeda americana tem também vindo a ser penalizada pela perspetiva de que Janet Yellen, o nome apontado pela imprensa como o escolhido pelo presidente americano eleito,Joe Biden, para liderar o Tesouro dos EUA. É que o mercado antecipa que Yellen aposte em políticas de fortes estímulos à economia.

30.11.2020

Crude recua com OPEP+ sem acordo para adiar aumento da produção

Os países exportadores de petróleo (OPEP) e os seus principais aliados (OPEP+) não conseguiram chegar a acordo para adiar o aumento da produção petrolífera prevista para o próximo mês de janeiro.

Antes da reunião formal desta segunda-feira, a discussão que decorreu ao nível técnico não permitiu aos países da OPEP+ atingir um consenso para o adiamento do reforço da produção, objetivo que agora se coloca devido ao agravamento da pandemia.

A Bloomberg escreve que no encontro por teleconferência deste domingo a maior parte dos países defendeu que o regresso a níveis mais próximos da respetiva capacidade de produção só deveria ocorrer após o primeiro trimestre de 2021. Rússia e Cazaquistão pretendiam acordar um adiamento da normalização da produção petrolífera.

Sem um acordo revisto durante esta semana, o cartel retomará a produção de cerca de 1,9 milhões de barris que atualmente está interrompida, elevando o risco de excesso de oferta da matéria-prima no mercado global e podendo pôr em causa a recente subida dos preços.

Deste modo, em Londres o Brent do Mar do Norte cai 2,16% para 47,14 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) perde 1,80% para 44,71 dólares.

30.11.2020

Bolsas descem no final de mês recorde

Os futuros das ações da Europa e Estados Unidos apontam para um arranque de sessão negativo esta segunda-feira, 30 de novembro, na reta final de um mês recorde para as ações mundiais.

Os futuros do Euro Stoxx 50 descem 0,9%, enquanto os do S&P500 deslizam 0,6%, numa altura em que os investidores continuam focados no desenvolvimento das vacinas para a covid-19, e à espera de mis notícias positivas nessa frente para alavancar novas subidas.

Na sessão asiática, o japonês Topix caiu 1,8% e o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,2%, enquanto as ações chinesas subiram, depois de ter sido revelado que a atividade da indústria cresceu mais do que o esperado em novembro e de o banco central ter feito nova injeção de capital no sistema financeiro.

Apesar da tendência negativa da sessão de hoje, as ações globais acumulam uma subida de cerca de 13% em novembro, o melhor desempenho mensal de sempre, impulsionado pela expectativa de que uma vacina contra a covid-19 vai ajudar à recuperação da economia global em 2021.


"Enquanto a trajetória nos dados económicos for de melhoria, há margem para os setores cíclicos apresentarem um desempenho superior", disse Nader Naeimi, gestor de um fundo da AMP Capital Investors Ltd., à Bloomberg TV. "Esses setores cíclicos provavelmente serão beneficiários do ambiente em que estamos a entrar, após a vacina e um maior normalização".

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