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Ao minuto17.04.2020

Alívio nas restrições e medicamento para a covid-19 impulsionam bolsas. Petróleo afunda 8% em Nova Iorque

Acompanhe aqui o dia nos mercados, minuto a minuto.

Wall Street viveu, nos últimos dias, alguns dos dias mais “negros” da sua história.
Lucas Jackson/Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 17 de Abril de 2020 às 22:20
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17.04.2020

Wall Street fecha segunda semana consecutiva de ganhos

O Dow Jones fechou a sessão desta sexta-feira a subir 2,99% para 24.242,49 pontos, regressando assim ao patamar dos 24.000 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 2,68% para 2.874,56 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite somou 1,38% para se fixar nos 8.650,14 pontos.

 

Apesar de o S&P 500 estar ainda 16% abaixo do seu máximo histórico atingido a 19 de fevereiro, já subiu perto de 27% desde o seu mínimo marcado a 23 de março – quando o selloff decorrente dos receios em torno da pandemia de covid-19 fizeram os mercados baterem no fundo.

 

Esta foi, assim, a segunda semana consecutiva de ganhos em Wall Street, o que já não acontecia desde o início de fevereiro.

 

No entanto, a incerteza é ainda enorme, pelo que poderá demorar mais alguns meses até se saber se o mercado de facto já atingiu o seu mínimo.

 

O Nasdaq Composite já só desce cerca de 5% no acumulado do ano, quando chegou a cair 30% entre o seu valor mais alto e mais baixo de fecho na negociação bolsista de 2020, sublinha a CNN Business.

 

Já o Dow ainda perde mais de 16% desde o início do ano, mas recuperou 28% face aos mínimos de finais de março.

 

A retoma do mercado bolsista parece estar a ganhar uma forma de V, mas o economista-chefe do BMO Financial Group, Douglas Porter, disse à CNN que poderá ser prematuro pensar que o pior já passou, pois há ainda muito impacto económico do coronavírus por apurar.

 

Na sessão de hoje, os investidores mostraram-se animados com a perspetiva de reabertura faseada da economia, depois das orientações dadas ontem pelo presidente norte-americano. Donald Trump apresentou três fases, que devem obedecer a seis critérios, para os Estados irem retomando as atividades económicas à sua medida.

 

Por outro lado, a Gilead Sciences anunciou que um dos seus medicamentos está a dar sinais de eficácia, nos testes clínicos, como potencial tratamento da covid-19, o que ajudou ao otimismo.

17.04.2020

Europa termina dia em alta com aliviar de restrições provocadas pela pandemia

Os principais mercados europeus terminaram a sessão desta sexta-feira a negociar em alta, animados com a hipótese de um aliviar de restrições à circulação de pessoas e de reabertura do comércio em alguns países castigados pela pandemia. 

Posto isto, o Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores empresas da Europa, ganhou 2,63% para os 333,47 pontos, com as maiores praças do continente a conhecerem ganhos em torno dos 2%. 

Os investidores seguem animados com a possibilidade de alguns países levantarem parte das restrições ditadas no início da pandemia. O presidnete dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um plano para reabrir a economia, que tem o nome "Opening up America Again". Este programa vai ter três fases e a primeira, de alívio nas medidas de isolamento social, vai ser decidida por cada estado, individualmente.

Já hoje, a Gilead anunciou que um dos seus medicamentos está a dar sinais de eficácia, nos testes clínicos, como potencial tratamento da covid-19, o impulsionando ainda mais o otimismo. 

Entre os setores, destaque para o setor do turismo, que tem sido um dos mais castigados com o coronavírus, e o das matérias-primas, ambos com prestações positivas. 

17.04.2020

Galp conduz PSI-20 para um ganho superior a 1,5%

O índice PSI-20 terminou a sessão desta sexta-feira, dia 17 de abril, a subir 1,59% para os 4.172,21 pontos, acompanhando o cenário positivo nas praças europeias. 

Lá fora, a esperança de que os países mais afetados pela covid-19 neste momento comecem a aliviar as restrições de circulação, como abrir pequenos comércios e serviços, está a dar algum alento aos investidores que vêm a propagação do vírus a abrandar em algumas regiões. 
Por outro lado, a Gilead anunciou que um dos seus medicamentos está a dar sinais de eficácia, nos testes clínicos, como potencial tratamento da covid-19, o que ajudou ao otimismo.

Com quinze cotadas em alta e três a negociar em queda, na bolsa nacional destacou-se a petrolífera Galp, com um ganho de 3,93% para os 9,626 euros por ação. Hoje, o petróleo Brent negoceia também em alta (+1,79%), contrariando o preço do crude norte-americano que conhece uma avolumada queda (-8,71%).

17.04.2020

Juros da dívida portuguesa estáveis

O juro da dívida portuguesa a 10 anos segue estável, com a yield nos 0,947%, em linha com o desempenho da restante dívida europeia, numa sessão marcada por uma alta acentuada nas bolsas, com os investidores a mostrarem optimismo no levantamento de algumas restrições na atividade económica devido à pandemia da covid-19, que começa a dar sinais de abrandamento em alguns países.

 

No acumulado da semana os juros de Portugal agravaram-se pouco mais de 5 pontos base, num período que ficou marcado pela primeira emissão de bilhetes do tesouro com uma taxa de juro positiva no espaço de três anos.

 

17.04.2020

Euro recupera face ao dólar mas perde na semana

O euro está a ganhar terreno perante a divisa norte-americana esta sexta-feira, com a "nota verde" a perder fôlego face às principais divisas após Donald Trump ter anunciado as recomendações para a reabertura da economia nos EUA.

A moeda única europeia seguia nos 1,0880 dólares, a subir 0,37%. O ganho é, contudo, insuficiente para impedir uma desvalorização semanal de 0,62% face à divisa norte-americana.

O euro seguia também com uma leve valorização – de 0,08% - em relação à moeda britânnica, cotando nas 0,8710 libras esterlinas. Também aqui, a moeda única acumula uma perda semanal de 0,69%.

17.04.2020

Nada parece travar a queda do petróleo

Os preços do "ouro negro" seguem a registar um movimento misto, numa altura em que a pandemia de covid-19 continua a penalizar fortemente a procura. Apesar de a Arábia Saudita e a Rússia terem dito ontem que estão atentas ao mercado e preparadas para novas medidas para controlar a queda das cotações, isso não foi suficiente para acalmar os receios dos investidores do outro lado do Atlântico.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, continua em mínimos de 18 anos, a ceder 8,45% para 18,19 dólares por barril, depois de já ter estado a cair mais de 9%.

Esta semana, após o WTI quebrar a fasquia dos 20 dólares, a CNN Business sublinhou que tínhamos entrado na era do petróleo sub-20.

O crude norte-americano está a caminho da sua segunda semana consecutiva de perdas, com uma descida acumulada de perto de 20%. 

Em contrapartida, o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações portuguesas, está a conseguir recuperar hoje algum fôlego, seguindo a somar 0,79% para 28,04 dólares por barril. Ainda assim, também vai ter um saldo semanal negativo, seguindo com uma desvalorização agregada superior a 11%.

O Ministério russo da Energia sublinhou hoje que os EUA, ao assumirem parte do corte de produção do México, não estão a fazer um ato de caridade mas sim a cuidarem também do mercado.

O México apenas assumiu uma redução da sua produção na ordem dos 100.000 barris por dia, quando o corte que lhe cabia – no âmbito do acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados, o chamado grupo OPEP+ – era de 400.000 barris diários, tendo os EUA assumido a restante parte dessa quota mexicana de retirada de matéria-prima do mercado.

Inúmeras petrolíferas norte-americanas e canadianas anunciaram também que vão reduzir a sua produção em 2020, num total em torno de 730.000 barris por dia. Uma análise da Reuters aos anúncios feitos até agora mostra que os cortes de apenas três empresas – Chevron, ConocoPhillips e Occidental Petroleum – representam metade dessa redução.

A oferta de crude nos mercados tem sido cada vez mais excedentária face à contínua queda da procura e, à falta de espaço de armazenamento em terra, muitas empresas estão já a recorrer aos superpetroleiros. O crude que está neste momento guardado no mar atingiu já um novo recorde de 160 milhões de barris (o dobro do nível de há duas semanas), comentaram à Reuters fontes do setor.

17.04.2020

Wall Street acompanha Europa e sobe 2%

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em alta, sustentadas por um potencial tratamento para a covid-19 e pela reabertura gradual da economia dos Estados Unidos.

O Dow Jones segue a subir 2,21% para 24.057,23, regressando assim ao patamar dos 24.000 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avança 1,92% para 2.853,38 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite soma 1,36% para 8.648,01 pontos.

Os investidores estão animados com a perspetiva de reabertura faseada da economia, depois das orientações dadas ontem pelo presidente norte-americano. Donald Trump apresentou três fases, que devem obedecer a seis critérios, para os Estados irem retomando as atividades económicas à sua medida.

Por outro lado, a Gilead anunciou que um dos seus medicamentos está a dar sinais de eficácia, nos testes clínicos, como potencial tratamento da covid-19, o que ajudou ao otimismo.

As pessoas infetadas com o novo coronavírus que estão a ser medicadas com o remdesivir têm estado a recuperar depressa, com a maioria a ir para casa numa questão de dias, reportou a STAT News esta noite.

17.04.2020

Ouro tem maior quebra em duas semanas. Cobre leva a melhor

Os investidores afastam-se do ouro, escolhido geralmente como ativo de refúgio, e procuram metais industriais como o cobre.

O metal amarelo recua 1,23% para os 1.696,61 dólares por onça, a quebra mais acentuada desde 31 de março. Em oposição, o cobre avança 0,5% para os 5.140 dólares por tonelada, e encaminha-se para a terceira semana consecutiva de ganhos.

"O mercado está a focar-se na retoma extremamente rápida das indústrias chinesas nas últimas duas semanas, tem havido grandes quebras nos inventários de metal com o aumento da procura", explica um analista da Shangai east Asia Futures, em declarações à Bloomberg. O mesmo profissional acrescenta que a perspetiva de reabertura da economia dos Estados Unidos também está a contribuir para esta tendência.

17.04.2020

Juros agravam pela terceira semana

Os juros da dívida a dez anos de Portugal estão a recuar 1,9 pontos base para os 0,938%. Ainda assim, esta semana termina com um agravamento acumulado de 4,1 pontos base, sendo a terceira semana consecutiva a respeitar esta tendência. 

Num registo semelhante, em Itália os juros com a mesma maturidade caem 4,1 pontos base para os 1,789% mas sobem na semana, na ordem dos 20 pontos base. Em Espanha, seguem com uma quebra de 2,4 pontos base para os 0,802% na maturidade de referência e sobem 2,3 pontos base na semana.

Na Alemanha, a referência europeia, os juros mantêm-se inalterados nos -0,476%, numa semana em que o alívio acumulado chegou aos 12,5 pontos base. 

Os investidores retiram o foco dos mercados obrigacionistas num dia de fortes ganhos dos mercados acionistas, para onde se desviam seguindo o maior apetite pelo risco que chega associado a perspetivas melhoradas para a economia, depois de Trump ter anunciado o plano para o regresso à normalidade pré-pandémica.

17.04.2020

Euro perde pela terceira sessão

A moeda única europeia, o euro, está a desvalorizar 0,08% face à nota verde, fixando-se nos 1,0831 dólares. 

Esta é a terceira sessão consecutiva em que o euro perde o braço-de-ferro face à divisa norte-americana. Isto acontece numa altura em que a tendência é de recuperação para a economia americana, depois de Donald Trump ter apresentado os planos para retomar a atividade económica. 

17.04.2020

Petróleo em Nova Iorque afunda mais de 9% para mínimo de 2002

As cotações de petróleo mantêm a queda livre, sendo que em Nova Iorque, o barril West Texas Intermediate (WTI) está a perder 7,95% para 18,29 dólares e já chegou a tocar os 18,03 dólares, na sequência de uma quebra de 9,26%.

O barril em Nova Iorque está desta forma a cotar em mínimos de janeiro de 2002 e encaminha-se para a segunda semana consecutiva com uma descida acumulada de quase 20%. Desde o final de fevereiro, o WTI só conquistou uma semana no verde em oito, aquela terminada no passado dia 3 de abril. 

Em Londres, a referência para a Europa, a queda é mais branda, de 0,29% para os 27,74 dólares, o que não evita também mais uma semana de quebra, na ordem dos 12%. 

A pressionar a matéria-prima está o lado da procura, que é profundamente afetado pelas políticas de isolamento tomadas para a contenção da pandemia de covid-19. A Agência Internacional de Energia prevê que 2020 seja o pior ano da história para o mercado de petróleo.

Nem o anúncio conjunto da Arábia Saudita e da Rússia, que esta quinta-feira informaram os investidores que estão atentos ao mercado e que estão preparados para tomar medidas extra para controlar a evolução dos preços, conseguiu animar os investidores.

17.04.2020

Europa encaminha-se para segunda semana de ganhos

As bolsas europeias reúnem-se no verde na última sessão da semana, fazendo as cotações penderem para o lado positivo no balanço semanal. O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, avança 2,51% para os 333,08 pontos. Na semana, soma assim ganhos próximos de 1%, que reforçam a subida de mais de 7% obtida nos cinco dias da semana anterior.

Pelo Velho Continente os ganhos oscilam entre os 2% e os 3% e o setor do turismo é o que mais sobe – mais de 5% - seguido do setor das matérias-primas. Isto numa altura em que o petróleo em Londres soma modestamente e contrasta com uma queda pesada, de 8%, do "barril irmão" em Nova Iorque. Também o setor automóvel se destaca no verde com uma subida de mais de 3,5%, apesar de terem sido revelados dados que mostram que março foi o mês com a maior quebra homóloga de que há registo nas vendas de veículos.

Os mercados estão otimistas depois de Donald Trump ter apresentado um plano para reabrir a economia, que tem o nome "Opening up America Again". Este programa vai ter três fases e a primeira, de alívio nas medidas de isolamento social, vai ser decidida por cada estado, individualmente. A Casa Branca apresenta apenas os critérios que devem ser cumpridos antes de ser tomada esta decisão.

O PSI-20 não é exceção e aproveita o impulso do BCP e da Galp para avançar 1,93% para os 4.186,01 pontos.

17.04.2020

Ásia, Europa e EUA avançam apesar de primeira quebra do PIB chinês em décadas

As bolsas asiáticas valorizaram, uma tendência que é seguida pelos futuros dos títulos nos Estados Unidos e na Europa.

O sentimento positivo vive-se depois de Donald Trump ter apresentado as orientações relativas à reabertura da atividade económica no país, num documento intitulado "Opening up America Again".

O plano está segmentado em três fases e a primeira passa pelo início da flexibilização das medidas de distanciamento social e da ordem de confinamento. As datas não estão definidas, ficando ao cargo de cada Estado. O Governo lança apenas seis critérios que devem ser preenchidos antes de ser tomada esta opção caso a caso.

Os futuros do S&P500 sobem 3,1% e, na Europa, o Euro Stoxx 50 avança 2,8%. Na Ásia, o japonês Topix apreciou 1,4%, o sulcoreano Kospi ganhou 3,2% e as bolsas chinesas de Xangai e Hang Seng valorizaram, respetivamente, 1,1% e 2,4%.

Os mercados viram-se desta forma para as promessas de Trump e voltam as costas aos dados negativos que foram divulgados na China, e que detetam a primeira quebra na economia chinesa desde que há registos, isto é, 1992. Esta quebra foi acima do esperado pelos economistas, fixando-se nos 6,8% no primeiro trimestre.  

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