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Ao minuto25.01.2023

Stoxx 600 cai pela segunda sessão. É a primeira vez este ano

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.

25.01.2023

Stoxx 600 cai pela segunda sessão. É a primeira vez este ano

As bolsas europeias voltaram a ceder terreno, fazendo uma pausa no "rally" que se estava a observar este ano. Isto numa altura em que os investidores digerem os resultados das cotadas, procurando sinais de que a desaceleração do crescimento económico está a pesar nas contas das empresas.

 

O Stoxx 600 fechou a ceder 0,29%, para 452,07 pontos, naquela que foi a segunda sessão consecutiva de perdas – o que ainda não tinha acontecido este ano.

 

O índice de referência europeu esteve a ser pressionado por todos os setores, excetuando o dos recursos naturais e "utilities" (companhias de água, gás e luz).

 

As cotadas do setor tecnológico estiveram entre as que tiveram pior desempenho, depois de a norte-americana Microsoft ter anunciado que o crescimento das suas receitas na Azure – que armazena os dados da "cloud" – deverá desacelerar no atual trimestre, tendo advertido também para um abrandamento adicional das vendas de software.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax deslizou 0,08%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,09%, o italiano FTSE MIB recuou 0,49%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,11% e o britânico FTSE depreciou-se em 0,16%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,68%.

25.01.2023

Juros da dívida sobem na Europa

Os juros da dívida soberana na Europa negociaram hoje em alta, numa altura em que crescem os sinais de que o Banco Central Europeu deverá aumentar os juros diretores, na próxima semana, em 50 pontos base.

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos somaram 1,2 pontos base para 3,014%.

 

As "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, acompanharam o movimento de subida, mas de forma muito ligeira, a avançarem 0,1 pontos base para 2,145%.

 

Em Itália e Espanha, também no vencimento a 10 anos, as "yields" subiram 3,4 e 0,9 pontos base, para 3,935% e 3,100%, respetivamente.

25.01.2023

Euro avança face ao dólar. Moeda do Canadá pressionada pelo banco central

O euro valoriza 0,14% para 1,0902 dólares, beneficiando do recuo do seu par - que está a ser pressionado pelos dados da atividade económica nos EUA.

 

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais, incluindo o euro – cai ligeiramente (-0,06%) para 101,85 pontos.

 

Os investidores continuam a digerir os dados macroeconómicos de terça-feira, que indicam que a atividade empresarial nos EUA caiu pelo sétimo mês consecutivo, ainda que de forma mais moderada.

 

No mercado cambial, o grande protagonista é o dólar do Canadá, que cai depois de o banco central do país ter dado sinais de que o ciclo de subida das taxas de juro diretoras pode ter terminado. Esta quarta-feira, o Banco do Canadá subiu as taxas de juro em 25 pontos base para 4,5%.

 

Assim a moeda canadiana desliza 0,27% para 0,7456 dólares norte-americanos.

25.01.2023

Metais preciosos em queda de olhos postos na economia norte-americana

Depois de subir para máximos de nove meses, o ouro segue a desvalorizar, numa altura em que os investidores continuam a digerir os mais recentes dados sobre a economia nos EUA.

 

O metal amarelo cai 0,22% para 1.933,06 dólares por onça. Prata, paládio e platina seguem esta tendência negativa.

 

Os investidores continuam a digerir os dados macroeconómicos de terça-feira, que indicam que a atividade empresarial nos EUA caiu pelo sétimo mês consecutivo, ainda que de forma mais moderada, e que as pressões inflacionistas se mantêm.

25.01.2023

Petróleo avança com menos stocks do que o esperado nos EUA

Ao nível global, em 2022 espera-se um aumento homólogo de 8,3% para os 1,56 biliões de dólares e um aumento subjacente de 8,9% em relação ao período homólogo.

Os preços do petróleo estavam a negociar em baixa, mas inverteram para terreno positivo depois de os dados o Departamento norte-americano da Energia mostararem que na semana passada o aumento dos stocks de crude foi inferior ao que se esperava.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 1,04% para 80,96 dólares por barril.

 

Já o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 0,67% para 86,71 dólares

 

Os inventários de crude dos Estados Unidos aumentaram em 533.000 barris na semana passada, quando o setor apontava para um incremento acima de três milhões.

25.01.2023

Microsoft pressiona arranque em Wall Street. Abanão de ontem foi causado por erro manual

Wall Street arrancou a sessão no vermelho, com os investidores a demonstrarem preocupação sobre o impacto do contexto macroeconómico nas contas das empresas norte-americanas, depois da Microsoft ter reportado uma queda dos lucros entre outubro e dezembro.

 

O arranque das negociações foi ainda marcado pelo nervosismo em torno de uma possível escalada na guerra da Ucrânia, após Berlim ter aprovado o envio de tanques de fabrico alemã para Kiev. Esta terça-feira, a bolsa de Nova Iorque deu conta de que a volatilidade ontem nas cotações de algumas ações, que levou à sua suspensão, se deveu a um erro manual.

 

O industrial Dow Jones perde 0,83% para 33.471,75 pontos, enquanto o S&P 500 cai 1,21% para 3.968,47 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite derrapa 1,77% para 11.133,32 pontos.

 

Durante o dia os investidores vão estar atentos às ações da Microsoft que caem 3,92%. Os lucros GAAP – com a aplicação das normas contabilísticas – caíram 12% para 16,4 mil milhões de dólares, enquanto os lucros não GAAP desceram 7% para 17,4 mil milhões de dólares.

 

Já a receita registou uma subida homóloga de 2% para 52,75 mil milhões de dólares, um valor que fica em linha com as estimativas dos analistas.

 

A bolsa de Nova Iorque (na sigla inglesa NYSE) emitiu esta quarta-feira um comunicado onde dá conta que a oscilação indevida das cotações de algumas ações, que levou à suspensão da negociação de alguns títulos esta segunda-feira se deveu a um erro manual.

 

A raiz do problema – entretanto já resolvido – prende-se com o facto de ter havido uma falha na "configuração de recuperação de desastres" o que teve impacto na cotação de cerca de 84 ações, num total de 1.300 operações.

25.01.2023

Taxa Euribor a seis meses sobe para novo máximo de 14 anos

A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três meses e subiu a seis e a 12 meses, no prazo mais curto para um novo máximo desde janeiro de 2009.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, avançou hoje para 2,928%, mais 0,006 pontos e um novo máximo desde janeiro de 2009.

A média da Euribor a seis meses subiu de 2,321% em novembro para 2,560% em dezembro.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

No prazo de 12 meses, a Euribor também avançou hoje, ao ser fixada em 3,363%, mais 0,010 pontos, contra 3,370% em 11 de janeiro, um máximo desde dezembro de 2008.

Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 2,828% em novembro para 3,018% em dezembro.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, desceu hoje, ao ser fixada em 2,458%, menos 0,043 pontos e contra 2,501% na terça-feira, um máximo desde janeiro de 2009.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 1,825% em novembro para 2,063% em dezembro.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro.

Na última reunião de política monetária, em 15 de dezembro, o BCE aumentou em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, desacelerando assim o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.

Em 21 de julho, o BCE tinha aumentado pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

Lusa/Fim

25.01.2023

Juros aliviam na Zona Euro mesmo com BCE mais agressivo

Os juros da Zona Euro estão a aliviar pelo segundo dia consecutivo esta quarta-feira, mesmo com a pressão a ser exercida por vários membros do Banco Central Europeu para a manutenção de uma política monetária restritiva.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro - alivia 4,9 pontos base para 2,096%.

Por sua vez, os juros das obrigações italianas a dez anos perdem 5,5 pontos base para 3,846%.

Na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos subtrai 5,2 pontos base para 2,95%, enquanto os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade perdem 5,4 pontos base para 3,038%.

Fora da região, a "yield" das Gilts britânicas descem 7,3 pontos base para 3,197%.

25.01.2023

Europa pinta-se de vermelho, com tecnológicas a pesar

Os principais índices europeus estão a negociar maioritariamente no vermelho, apontando uma pausa nos fortes ganhos registados no início do ano. O foco dos investidores está no impacto da desaceleração económica nos resultados das empresas.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, recua 0,31%, com o setor das telecomunicações, tecnologia e serviços financeiros a registarem as maiores perdas.

As ações europeias estão a beneficiar de um começo de ano positivo, o melhor desde 2015, com os preços do gás a descer, a inflação a abrandar e a reabertura da China. Ainda assim, alguns investidores permanecem relutantes em seguir o "rally".

"O forte 'rally' não é sustentável até porque os ganhos têm sido demasiado rápidos e ainda há muita vulnerabilidade, com as empresas a serem atingidas por menor procura pelos consumidores", afirmou o analista Francisco Simón, do Santander, à Bloomberg.

"Estamos a monitorar a época de resultados, que até agora têm sido melhores que o esperado, sem grandes deceções ou avisos", completou.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,24%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,26%, o italiano FTSEMIB recua 0,05% e o espanhol IBEX 35 caiu 0,24%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,56%.

Já o britânico FTSE 100 soma 0,06%.

25.01.2023

Euro sobe com perspetivas de Fed menos agressiva

O euro segue a valorizar esta quarta-feira em relação ao dólar e soma 0,03% para 1,089 dólares, com a possibilidade de a Reserva Federal suavizar a sua política monetária e que o Banco Central Europeu continue a endurecer na subida das taxas de juro para combater a inflação.

A expectativa é que a Fed suba os juros diretores em apenas 25 pontos base na próxima quarta-feira, mas antes disso os investidores vão estar atentos a estatísticas sobre o estado da economia norte-americana esta quarta-feira.

Já o índice do dólar da Bloomberg, que mede a moeda contra um cabaz de 10 rivais, avança uns ligeiros 0,07% para 101,985 pontos.

25.01.2023

Ouro desce de máximos de nove meses

O ouro está a descer de máximos de nove meses, registados esta terça-feira, com os investidores a digerirem os últimos dados económicos divulgados nos Estados Unidos que sustentam receios de uma recessão, mesmo que a pressão inflacionária persista.

O metal precioso recua 0,29% para 1.931.65 dólares por onça.

Dados divulgados ontem deram conta de uma contração na atividade empresarial pelo sétimo mês consecutivo, ainda assim a uma velocidade mais moderada, ao passo que os preços de produção aumentaram denotando um sinal de inflação persistente.

"A maioria dos investidores está a abster-se de fazer grandes apostas antes dos dados sobre o crescimento económico nos Estados Unidos esta semana, ao passo que as expectativas de subidas das taxas de juro menos agressivas por parte da Fed sustentam os preços" do ouro, explicou o analista da Commtrendz, Gnanasekar Thiagarajan, à Bloomberg. 

25.01.2023

Petróleo segue com ganhos. Gás soma três dias de perdas

O petróleo segue a valorizar ligeiramente, com os investidores a pesarem a reabertura da China, bem como a probabilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) manterem a produção inalterada.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 0,16% para 80,26 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, valoriza 0,37% para 86,45 dólares.

Delegados da OPEP+ referiram esta quarta-feira à Bloomberg que a expectativa é que seja decidido que a produção de crude se mantenha inalterada na reunião da próxima semana, numa altura em que as preocupações com a inflação e uma desaceleração económica global se parecem estar a sobrepor ao aumento do consumo na China.

No mercado do gás, os futuros estão a caminho do terceiro dia consecutivo de perdas, com o regresso das temperaturas mais quentes esperado nas próximas semanas e o armazenamento ainda acima da média para esta altura do ano.

"Podemos ser otimistas", começam por afirmar analistas do Deutsche Bank numa nota vista pela Bloomberg. "O armazenamento de gás está a aumentar e os preços estão a diminuir. A inflação está a baixar e incerteza está a descer", argumentam. Ainda assim é esperado que os preços desta matéria-prima se mantenham entre os 50 e os 100 euros.

Os futuros do gás negociado em Amesterdão (TTF) perdiam 3% para 56,5 euros por megawatt-hora, tendo registado uma queda de 25% este mês.

25.01.2023

Época de resultados deve colocar Europa no vermelho. Ásia regista ganhos pelo quarto dia

Os principais índices europeus devem abrir em terreno negativo, com os investidores a avaliarem o impacto da deterioração económica nos resultados das empresas.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 perdem 0,3%.

As praças asiáticas estiveram a negociar em sentido oposto, assinalando o quarto dia de ganhos, com a tecnologia a sustentar a subida. Ainda assim, o volume de negociação permaneceu baixo devido ao encerramento das bolsas na China e em Hong Kong.

"Com a narrativa das perspetivas de crescimento mundial a mudarem para uma aterragem mais suave em vez de uma recessão, estamos, neste momento, a ver o setor da tecnologia a registar ganhos", explicou o analista Charu Chanana, da Saxo Capital Markets, à Bloomberg.

"Mas recomenda-se cautela, com o regresso dos riscos da inflação potenciados pela reabertura da China", completou.

Nas restantes praças da região, no Japão o Topix e o Nikkei avançaram 0,5% e na Coreia do Sul o Kospi subiu 1,4%.

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