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Ao minuto15.06.2022

BCE traz alívio aos juros na Zona Euro. Europa e Wall Street no verde. Ouro avança

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante o dia.

Reuters
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15.06.2022

Juros encerram sessão na Zona Euro em alívio expressivo

Quatro banqueiros centrais foram esta quarta-feira ao Fórum BCE debater os riscos que veem no horizonte.

Os juros das dívidas soberanas terminaram a sessão a aliviar de forma bastante expressiva na Zona Euro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado que vai realizar compras de dívida flexíveis e que vai acelerar o design da nova ferramenta para combater a fragmentação na região.

 

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a região – aliviou 11,1 pontos base para 1,634%.

 

 Por sua vez, os juros da dívida italiana com a mesma maturidade aliviaram 36,4 pontos base para 3,799%, a maior queda desde março de 2020, quando o BCE anunciou o lançamento do Programa de Compras de Emergência Pandémica (PEPP).

 

A yield das obrigações gregas a dez anos foi a que registou a descida mais expressiva da Zona Euro, perdendo  45,5 pontos base para 4,212%.

 

Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos seguiu a tendência e aliviou 25,6 pontos base para 2,834%, a maior subtração desde março deste ano. Em Espanha dos juros das obrigações com a mesma maturidade desceram 23 pontos base para 2,874%.

15.06.2022

Efeito Lagarde dá ganhos de mais de 1% à Europa. Lisboa é exceção

Depois de registar a maior queda desde março de 2020, a Europa foi invadida por uma maré verde, com as principais praças do bloco a valorizarem mais de 1%, depois da reunião extraordinária do BCE que alinhou baterias para combater a fragmentação na Zona Euro.

 

O Stoxx 600 encerrou a sessão a ganhar 1,42% para 413,10 pontos. Dos 20 setores que compõe o índice, "oil & gas" foi o único que negociou no vermelho a reboque da cotação do petróleo que cai no mercado internacional perante a aposta de um endurecimento da política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed). O banco central anuncia hoje a sua decisão sobre as taxas diretoras nos EUA.

Por outro lado, a banca lidera os ganhos, perante a expectativa – já confirmada pelo BCE – de uma subida das taxas de juro diretoras em julho na Zona Euro.

 

Nas restantes praças europeias, o alemão DAX somou 1,36%, o espanhol IBEX 35 cresceu 1,34%, o britânico FTSE 100 subiu 1,20% e o francês CAC-40 valorizou 1,35%. Amesterdão subiu 1,58%e Milão ganhou 2,87%. Por cá, Lisboa registou o ganho mais tímido da Europa (0,42%), tendo o BCP comandado os ganhos e a Galp sido a cotada que mais pressionou o índice a reboque da queda da cotação do petróleo.

 

"O anúncio de uma reunião inesperada do Banco Central Europeu, para lidar com condições de mercado extremamente voláteis, foi um alívio para muitos investidores. Este movimento surpreendente do BCE vem em contraste com o que está a acontecer atualmente nos EUA, onde a mudança de políticas monetárias dovish para hawkish da Fed prejudicou seriamente o apetite ao risco e fez os mercados de títulos dispararem de forma incontrolável", começa por explicar Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades na nota enviada ao Negócios.

"Os investidores saúdam então o facto de o BCE estar disposto a manter a estabilidade nos mercados de crédito, antes de abandonar as medidas de estímulo na área do euro", acrescenta Veyret.

 

"É claro que os investidores provavelmente esperarão para ver o que será anunciado oficialmente (medidas e roteiro) pelo BCE, antes de darem mais direção aos mercados de ações. No entanto, o facto de os drivers do mercado já estarem a mudar é visto como um grande desenvolvimento para os investidores em ações da UE", remata o analista.

15.06.2022

Euro na linha d' água

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.

O euro negoceia na linha d’ água horas depois da reunião do BCE. Já o dólar está em queda momentos antes do encontro da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

A moeda única europeia negoceia na linha d’ água (0,01%) para 1,0419 dólares.

O Banco Central Europeu (BCE) vai avançar com medidas para travar a turbulência nos mercados europeus de dívida. Após a reunião de emergência desta quarta-feira, a autoridade monetária anunciou que vai comprar dívida de forma mais flexível, bem como acelerar a implementação de um novo instrumento "anti-fragmentação".

 

Já o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força do "green cash" contra 10 divisas rivais – cai 0,27% para 105,2320 pontos, horas antes da reunião da Fed.

 

Goldman Sachs, JPMorgan e Barclays são alguns dos bancos de investimento que apontam para que a Fed aumente as taxas diretoras em 75 pontos base na reunião de hoje, o mercado já terá incorporado essa subida.

 

A confirmar-se, este seria o maior aumento nas taxas de juro dos EUA desde 1994.

15.06.2022

Metais preciosos brilham entre reuniões da Fed e BCE

Os metais preciosos valorizam no mercado internacional numa altura em que os investidores digerem as conclusões da reunião do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) e se preparam para o encontro da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O "rei" dos metais sobe 0,74% para 1.821,91 dólares por onça, recuperando assim da queda desta terça-feira, quando renovou mínimos de 16 de maio. Paládio, platina e prata seguem esta tendência positiva.

 

A autoridade monetária da Zona Euro decidiu que vai flexibilizar a compra de dívida e que vai acelerar o desenho do novo instrumento "anti-fragmentação".

Por outro lado, a Fed reúne esta quarta-feira. Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Barclays e Wells Fargo são alguns dos bancos de investimento que apontam para que o banco central liderado por Jerome Powell suba as taxas de juro em 75 pontos base, adotando assim uma postura mais agressiva do que nas últimas duas reunões.

O mercado teme que esta postura agressiva conduza a economia norte-americana para uma recessão, aliás a inversão da curva das "yields", que aconteceu no arranque desta semana aponta mesmo para que este fenómeno aconteça no próximo ano. 

 

"[Esta terça-feira]o ouro deu sinais de estar em terreno de sobrevenda e houve sinais de interesse sempre que caiu para os 1.800 dólares nas últimas semanas", observa Rhona O’Connell, analista da StoneX, citada pela Bloomberg.

15.06.2022

Petróleo cai com perspetiva de maior endurecimento da Fed

Os preços do "ouro negro" seguem em queda, num dia em que se antevê um maior endurecimento por parte da Fed para conter a escalada dos preços, o que poderá afetar a procura por combustível.

 

Em Londres, o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a cair 1,47% para 119,39 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cede 1,79% para 116,80 dólares por barril.

 

Hoje, a Agência Internacional da Energia (AIE) publicou o seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero e sublinhou que a oferta de crude vai ter dificuldades em atender à procura a nível mundial no próximo ano.

15.06.2022

Wall Street abre positiva com Fed no radar

A escalada do conflito armado na Ucrânia e a inflação fora de controlo arrastaram os mercados e a confiança dos empresários.

As bolsas de Nova Iorque iniciaram a sessão desta quarta-feira, dia marcado pela reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana, em alta.

Com a convicção crescente junto de instituições como o Goldman Sachs, JPMorgan e Barclays de que a Fed irá aumentar as taxas diretoras em 75 pontos base na reunião de hoje, o mercado já terá incorporado essa subida.

A confirmar-se, esta seria o maior aumento nas taxas de juro dos EUA desde 1994.

Nos primeiros instantes de negociação, o Dow Jones avança 1,23%, para os 30.737,11 pontos, enquanto o índice alargado S&P 500 ganha 0,87%, para os 3.768,02 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite sobe 1,7%, até aos 11.012,62 pontos.

15.06.2022

Juros aliviam na Zona Euro. Yield portuguesa regista maior descida desde março

Christine Lagarde já admitiu que a guerra na Ucrânia cria uma “incerteza considerável” na economia europeia.

Os juros das dívidas soberanas estão a aliviar de forma bastante expressiva na Zona Euro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado que vai realizar compras de dívida flexíveis e que vai acelerar o design da nona ferramenta para combater a fragmentação na região.

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15.06.2022

Europa negoceia no verde à espera do BCE

As principais praças da Europa ocidental estão a negociar em terreno positivo, depois de terem registado as maiores quedas desde março de 2020. O mercado europeu retomou os ganhos após ter sido anunciada uma reunião de emergência do Banco Central Europeu (BCE).

O índice de referência do velho continente, Stoxx 600, cresce 1,10%. Dos 20 setores que compõem o índice apenas as empresas de petróleo e gás registam perdas, com os restantes setores a valorizar. A liderar os ganhos estão a banca, automóvel e viagens.

Os investidores estão "receptivos ao facto de que o BCE está disposto a manter a estabilidade nos mercados de crédito, numa altura em que vão retirar estímulos na zona euro", diz Pierre Veyret, analista da ActivTrades, à Bloomberg.

"O facto dos dinamizadores de mercado poderem estar a mudar é entendido como um avanço fundamental para os investidores nas bolsas europeias", adiantou ainda.

Nos principais índice da Europa ocidental, em Milão, o FTSEMIB é o que mais valoriza e cresce 3,07% - sustentado pelo setor da banca e pela possibilidade de medidas para conter o agravamento dos juros da dívida no país, por parte do BCE, que subiram a máximos de 4% desde 2014 no início desta semana.

Nos restantes índices, o alemão DAX soma 1,38%, o espanhol IBEX 35 cresce 1,24%, o britânico FTSE 100 sobe 1,15% e o francês CAC-40 valoriza 1,04%. Já o lisboeta PSI ganha 0,73% e em Amesterdão, o AEX é o que menos cresce, com 0,59%.

15.06.2022

À espera da Fed ouro ganha e dólar perde

O ouro está a registar ganhos, num dia em que tudo aponta para um aumento em 75 pontos base por parte da Fed norte-americana, a acontecer será o maior em 28 anos.

O "metal amarelo" está a beneficiar da queda do dólar e consequente subida do euro, isto depois de ter sido anunciada uma reunião extraordinária de emergência por parte do Banco Central Europeu (BCE) esta manhã, sobre o agravamento dos juros das dívidas soberanas dos países da zona euro - o que poderá trazer mais segurança aos investidores na moeda única.

O dólar perde assim 0,42% face ao euro. Já no índice do dólar da Bloomberg - que compara o "green cash" a 10 divisas rivais - perde 0,59% para 104,8910 pontos. Já o euro aproveita esta fraqueza e sobe 0,63% para 1,0482 dólares.

A aproveitar o balanço, o ouro valoriza 0,29% para 1.818,70 dólares por onça, à medida que a platina cresce 1,29% e o paládio ganha 0,32%.

"Independentemente de quão 'hawkish' for Powell na conferência de imprensa após a decisão da Fed, um aumento do diferencial das taxas de juro do dólar em relação às suas principais divisas rivais vai tornar a vida difícil para o ouro a curto prazo" adianta ainda o analista da Oanda, Edward Moya, em declarações à Bloomberg.

15.06.2022

Reunião de emergência do BCE alivia principais juros da Zona Euro

Os juros da Zona Euro estão a aliviar depois do anúncio da reunião extraordinária de emergência do Conselho do Banco Central Europeu, com o objetivo de discutir as condições atuais dos mercados europeus.

A reunião acontece depois de nos últimos dias ter existido um agravamento dos juros da dívida nos principais países da moeda única, nomeadamente em Itália onde as yields chegaram aos 4% pela primeira vez em oito anos.

Após o anúncio da reunião do BCE, as taxas de juro das obrigações italianas a dez anos alivia 28 pontos base para 3,883%. Já os juros da dívida alemã a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro - cedem 2,8 pontos base para 1,716%.

Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 13,1 pontos base para 2,959%, enquanto a yield da dívida espanhola com a mesma maturidade perde 12,9 pontos base para 2,975%.

15.06.2022

Petróleo retoma ganhos com OPEP a antecipar um aumento na procura

Os “stocks” norte-americanos de crude caíram e um importante terminal de exportação de petróleo no Mar Negro está com disrupções.

O petróleo continua a subir, com o Brent acima dos 120 dólares por barril, recuperando de perdas no início da sessão, à medida que se agravam preocupações com a procura desta matéria-prima.

Depois de ontem o "ouro negro" ter negociado em terreno negativo, esta quarta-feira voltou a subir depois da Organização dos Países Exportadores de Petróleo ter anunciado, no relatório mensal, que a procura vai exceder os níveis pré-pandemia já este ano.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,37% para 119,37 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte - referência para as importações europeias - soma também 0,37% para 121,62 dólares por barril.

Apesar da China - o maior importador mundia de petróleo - ter vindo a mostrar uma melhoria económica, com o fim de algumas medidas de combate à pandemia, o país continua a ter novos surtos, nomeadamente em Pequim - que têm levantado receios de reimposição de medidas mais restritivas à circulação. 

Por outro lado, a reunião da Reserva Federal norte-americana também pode vir a afetar a negociação do crude.

"Se a Fed anunciar um aumento de 75 pontos base hoje, os preços do petróleo podem ficar mais baixos face ao dólar a curto-prazo, à medida que uma Fed mais ‘agressiva’ pode levar a investimentos no dólar e atingir ativos mais sensíveis como o petróleo", indica uma analista do DailyFX, Leona Liu, à Reuters.

15.06.2022

Europa aponta para o verde. Ásia mista

As principais bolsas europeias estão a apontar para o verde no dia que vai ser revelado o valor do próximo aumento das taxas de juro, já em julho, por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed).

Há vários analistas que acreditam que, depois dos números da inflação de maio nos Estados Unidos terem batido máximos de 40 anos, a Fed aposte numa subida de 75 pontos base.

A acotencer, este seria o maior aumento desde 1994, com os especialistas a antecipar que a decisão tenha um impacto negativo no valor das ações, particularmente nas tecnológicas, adianta a Reuters.

Aind assim, no "pre-market" desta quarta-feira, o Euro Stoxx 50 cresce 1,2%, depois de ontem o índice de referência europeu, Stoxx 600, ter terminado o dia com valores mínimos desde fevereiro do ano passado e no maior ciclo de perdas em mais de dois anos. 

Na Ásia, a tendência foi mista. No Japão, o Topix caiu 0,94% e o Nikkei derrapou 0,90%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 1,82%.

Em sentido inverso, na China, em Hong Kong o Hang Seng ganhou 1,69% e Xangai valorizou 1,89%, depois de terem sido revelados dados do setor do retalho no país em relação a maio, com valores melhores do que era esperado.

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