Stoxx 600 atinge máximos de janeiro de 2022 em dia misto na Europa
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta segunda-feira.
- Europa aponta para ligeira descida. Ásia valoriza
- Petróleo valoriza com alastrar do conflito no Médio Oriente
- Tensões no Médio Oriente levam ouro a valorizar como ativo-refúgio
- Dólar em alta com encontro da Fed na mira
- Juros aliviam na Zona Euro. Governador do Banco de França abre a porta a corte de juros
- Europa faz pausa no "rally". Fed, China, Médio Oriente e época de resultados centram atenções
- Taxa Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses
- Wall Street em ligeira alta. Fed e contas das "big tech" em destaque
- Euro recua para mínimos de mês e meio face ao dólar
- Petróleo inverte e já cai mais de 1%
- Ouro ganha com tensões no Médio Oriente a impulsionarem procura por ativos-refúgio
- Juros aliviam na Zona Euro
- Stoxx 600 atinge máximos de janeiro de 2022 em dia misto na Europa
Os principais índices europeus estão a apontar para uma abertura ligeiramente em baixa, numa altura em que os investidores avaliam as tensões no Médio Oriente, depois dos mais recentes ataques das milícias houthis do Iémen e que têm levado a uma subida do petróleo.
Os futuros do Euro Stoxx 50 recuam 0,2%.
Ainda a centrar atenções está uma decisão por parte do regulador dos mercados da China que anunciou este fim-de-semana que vai suspender o empréstimo de determinadas ações que tenham como finalidade o "short-selling". Uma medida que animou as praças da região e está a ser entendida como mais um estímulo ao mercado de capitais do país.
Depois de terem tido a melhor semana do mês, os índices asiáticos negoceiam no verde. As cotadas chinesas em Hong Kong reduziram os ganhos do início da sessão, depois de um tribunal ter decidido a liquidação da Evergrande, pondo fim a um capítulo negro do setor imobiliário da China.
Os títulos da gigante chinesa chegaram a cair mais de 21% antes da negociação ter sido interrompida. No entanto, "a falência da Evergrande estava dentro das expectativas do mercado", por isso o seu impacto noutras empresas do setor deve ser limitado, explicou à Bloomberg Shujin Chen, analista da Jefferies.
No Japão, as bolsas foram impulsionadas pelas empresas exportadoras, devido a uma descida do iene face às principais divisas rivais. Já na Coreia a subida da Samsung (1,36%) deu alento às restantes cotadas.
Pela China, o Hang Seng, em Hong Kong, sobe 0,71% e o Shanghai Composite perde 0,92%. No Japão, o Topix soma 1,27% e o Nikkei ganha 0,77%. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,89%.
Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, depois de um ataque com um drone a uma base norte-americana na Jordânia, que fez três mortos e foi reivindicada pelo grupo de milícias pró-iranianas Resistência Islâmica.
O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, soma 0,46% para 78,37 dólares por barril. Por sua vez, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, avança 0,47% para 83,94 dólares por barril.
Ainda a centrar atenções está um ataque, na sexta-feira passada, a um petroleiro operado pela Trafigura - uma gigante de "trading" de metais e de petróleo - no Mar Vermelho, que causou um incêndio que foi, entretanto, apagado. Este foi entendido como o ataque mais significativo desde que os rebeldes houthis começaram a ameaçar navios de passagem na região.
"As disrupções no fornecimento têm sido limitadas, mas isso mudou na sexta-feira", após o ataque à embarcação da Trafigura, explicam analistas da ANZ numa nota a que a Bloomberg teve acesso. Mas, "com os petroleiros ligados ao Reino Unido e Estados Unidos sob ameaça de um ataque o mercado poderá reapreciar os riscos de disrupções".
O aumento das tensões no Médio Oriente - com um ataque a uma base dos EUA na Jordânia e a um petroleiro no Mar Vermelho - está a levar os investidores a resguardarem-se em ativos refúgio, levando a uma valorização do ouro.
No entanto, os movimentos vão sendo limitados, numa altura em que os "traders" se prepararam para uma decisão de política monetária da Reserva Federal norte-americana esta quarta-feira.
O metal amarelo ganha 0,7% para 2.050,4 dólares por onça.
O dólar está a negociar em alta, mas com ganhos ligeiros, numa altura em que as atenções se viram para um encontro da Reserva Federal norte-americana que termina na quarta-feira, com os investidores à procura de mais indicações sobre quando o banco central poderá realizar o primeiro corte das taxas de juro diretoras.
O dólar soma 0,15% para 0,9228 euros, ao passo que o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" contra 10 divisas rivais - avança 0,07% para 103,502 pontos.
Na última reunião de política monetária realizada em dezembro a Fed surpreendeu os mercados ao apontar para cortes, em 75 pontos base, das taxas de juro diretoras em 2024, o que levou os "traders" a apontarem para que a primeira descida de juros pudesse acontecer em março.
No entanto, nas últimas semanas, dados económicos robustos e comentários dos responsáveis da Fed têm levado a um ajuste de expectativas. Os mercados estão atualmente a incorporar nos preços, em 48%, a possibilidade de um corte em março, o que compara com 86% em dezembro.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a aliviar esta segunda-feira, numa altura em que avaliam comentários do governador do Banco de França.
François Villeroy de Galhau abriu a porta à possibilidade de cortes das taxas de juro em qualquer uma das próximas reuniões de política monetária da autoridade monetária.
Estes comentários surgem dias depois de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, ter afirmado que houve consenso entre os decisores políticos na reunião do banco central de que ainda é prematuro discutir cortes de taxas de juro.
Os juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 5,2 pontos base para 3,044% e os da dívida espanhola descem 5,1 pontos para 3,144%.
Já a "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, alivia 5 pontos base para 2,246%.
Os juros da dívida italiana e francesa decrescem 5,2 pontos para 3,762% e 2,733%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, a rendibilidade da dívida britânica alivia 5,1 pontos base para 3,908%.
Após terem encerrado a semana passada numa nota positiva - com o índice de referência, Stoxx 600, em máximos de janeiro de 2022 - as principais praças europeias estão a negociar maioritariamente no vermelho.
Entre os focos de atenção está a reunião de política monetária da Reserva Federal que termina na quarta-feira, as medidas de estímulo aos mercados de capitais na China, as tensões no Médio Oriente e a época de resultados do quarto trimestre que está em curso.
O "benchmark" europeu cede 0,01% para 483,80 pontos, com a larga maioria dos setores em terreno negativo. A pressionar estão o setor automóvel, o das telecomunicações e o do retalho.
Nos ganhos destaca-se o do petróleo e gás, que ganha mais de 1%, numa altura em que os preços do crude seguem a valorizar nos mercados internacionais.
Entre os principais movimentos de mercado está a Holcim, que sobe 3,68%, depois de ter anunciado que pretende fazer um "spin out" das suas operações na América do Norte, ao colocar a subsidiária em bolsa nos Estados Unidos.
A Philips perde 5,6%, após ter revelado que vai suspender a venda dos dispositivos para a apneia do sono e ventiladores nos EUA. Já a Ryanair cai 1,78%, depois de ter reduzido as perspetivas de lucros para 2024.
"Espero alguma reação à forte subida de sexta-feira, mas não vi nada no fim de semana para assustar os investidores, por isso, mantenho-me positivo", comentou à Bloomberg, Harry Heneage, "trader" da Kepler Chevreux.
"Vai ser uma semana muito agitada com vários possíveis catalisadores", acrescentou, referindo-se às contas da Microsoft e da Meta, mas também aos encontros de política monetária da Reserva Federal e do Banco de Inglaterra.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax perde 0,52%, o francês CAC-40 cede 0,08%, o italiano FTSEMIB cai 0,58% e o espanhol IBEX 35 recua 0,31%. Por Lisboa, o PSI está inalterado,
Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,22% e o britânico FTSE 100 soma 0,17%.
A taxa Euribor subiu hoje a três meses e desceu a seis e a 12 meses face a sexta-feira e manteve-se abaixo de 4% nos três prazos.
Com as alterações de hoje, a Euribor a três meses, que avançou para 3,912%, ficou acima da taxa a seis meses (3,866%) e da taxa a 12 meses (3,582%).
A taxa Euribor a 12 meses, atualmente a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável e que esteve acima de 4% entre 16 de junho e 28 de novembro, baixou hoje para 3,582%, menos 0,015 pontos que na sexta-feira, depois de ter avançado em 29 de setembro para 4,228%, um novo máximo desde novembro de 2008.
Segundo dados do BdP referentes a novembro de 2023, a Euribor a 12 meses representava 37,4% do 'stock' de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 36,1% e 23,9%, respetivamente.
No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que esteve acima de 4% entre 14 de setembro e 01 de dezembro, também caiu hoje, para 3,866%, menos 0,007 pontos que na sessão anterior e contra o máximo desde novembro de 2008, de 4,143%, registado em 18 de outubro.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses subiu hoje face à sessão anterior, ao ser fixada em 3,912%, mais 0,025 pontos e depois de ter subido em 19 de outubro para 4,002%, um novo máximo desde novembro de 2008.
Na mais recente reunião de política monetária, em 25 de janeiro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro de referência pela terceira vez consecutiva desde 21 de julho de 2022.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que existem riscos no que toca ao crescimento económico, que a inflação continua numa tendência descendente e que a pressão dos aumentos salariais está a decrescer.
Lagarde mencionou ainda que "as decisões do BCE estão dependentes de dados económicos e os dados em que se focam apontam para um corte de taxas de juro nos próximos meses, potencialmente abril" e indicou também que "o verão poderá chegar mais cedo este ano".
O BCE está a marcar uma pausa no ciclo sem precedentes de aperto monetário que o levou a aumentar as taxas dez vezes desde meados de 2022.
A média da Euribor em dezembro desceu 0,037 pontos para 3,935% a três meses (contra 3,972% em novembro), 0,138 pontos para 3,927% a seis meses (contra 4,065%) e 0,343 pontos para 3,679% a 12 meses (contra 4,022%).
As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 04 de fevereiro de 2022, depois de o BCE ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.
As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
*Lusa
Os principais índices em Wall Street abriram com ganhos contidos, numa semana preenchida para os investidores. A centrar atenções estará a primeira reunião de política monetária deste ano da Reserva Federal norte-americana, bem como os resultados de grandes tecnológicas, como a Microsoft, Apple, Meta, Amazon e Alphabet.
O Standard & Poor’s 500, que é o índice de referência mundial, soma 0,1% para 4.895,85 pontos. Já o industrial Dow Jones avança 0,05% para 38.127,12 pontos, ao passo que o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,18% para 15.483,94 pontos.
Esta semana é mais animada em termos de contas do lado de lá do Atlântico. Além das cinco "megacaps", cerca de 19% das cotadas do S&P vão revelar os resultados de 2023.
Entre os principais movimentos de mercado, os títulos da iRobot mergulham mais de 12%, depois de a Amazon ter revelado que já não ia seguir em frente com o acordo para adquirir a empresa.
"Esta semana pode ser chave", alertou à CNBC, Chris Larkin, responsável de "trading" e investimento da E-Trade.
"Se o mercado vai sustentar os níveis atuais, terá de ultrapassar possíveis deceções dos resultados das 'big tech' desta semana, ter boas notícias da Fed no que toca a taxas de juro e nnúmeros do emprego que sejam robustos, mas não demasiado elevados", acrescentou.
A moeda única europeia segue em queda perante as principais divisas internacionais, pressionada pela crescente especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) poderá iniciar o corte das taxas diretoras já em abril.
Perante a divisa norte-americana, o euro cede 0,5%, para os 1,0799 dólares, sendo a primeira vez desde meados de dezembro que a moeda europeia cai abaixo da fasquia dos 1,08 dólares.
O euro recua também perante a divisa nipónica, com uma queda de 0,82%, para os 159,47 ienes, bem como face à moeda britânica, cedendo 0,28%, para as 0,852 libras esterlinas.
As cotações do "ouro negro" seguem a perder terreno nos princpais mercados internacionais, depois de terem aberto a sessão em alta devido a um ataque com drones contra uma base norte-americana na Jordânia, junto à fronteira com a Síria, que provocou a morte de três soldados norte-americanos e deixou mais 25 feridos.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, segue a cair 1,15% para 77,11 dólares por barril.
Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 1,05% para 82,67 dólares.
O ataque contra a base norte-americana, reivindicado pelo grupo de milícias pró-iranianas Resistência Islâmica, aliado a um outro ataque dos houthis do Iémen (que são apoiados pelo Irão) contra mais uma embarcação no Mar Vermelho, levou a uma subida dos preços do crude na abertura.
No entanto, a tendência altista não se manteve, depois de o Irão se ter distanciado do ataque à base na Jordânia e de os EUA terem dito que não procuram uma guerra com Teerão.
O ouro está a valorizar, numa altura em que a instabilidade no Médio Oriente está a levar a uma maior procura por ativos-refúgio.
O ouro spot sobe 0,4% para 2.026,66 dólares por onça. Noutros metais preciosos, o paládio valoriza 1,87% para 978,31 dólares e a platina soma 1,6% para 930,29 dólares. Três soldados norte-americanos foram mortos e mais de 30 ficaram feridos num ataque com drones contra uma base militar dos EUA na Jordânia, num evento que marca a escalada de tensão no Médio Oriente. Fontes oficiais norte-americanas dizem que o ataque foi levado a cabo por militantes radicais que contam com o apoio do Irão. O evento gerou receios de uma escalada do conflito mais agravada, levando a uma maior procura pelo ouro, apesar de também o dólar estar a valorizar, o que tende a tornar o preço da "commodity" menos atrativa para quem negoceia com outras moedas. Os investidores estão também de olho em mais um encontro da Reserva Federal (Fed) norte-americana, na terça e quarta-feira, na expectativa de perceber quais os próximos passos para a política monetária.
Três soldados norte-americanos foram mortos e mais de 30 ficaram feridos num ataque com drones contra uma base militar dos EUA na Jordânia, num evento que marca a escalada de tensão no Médio Oriente. Fontes oficiais norte-americanas dizem que o ataque foi levado a cabo por militantes radicais que contam com o apoio do Irão.
O evento gerou receios de uma escalada do conflito mais agravada, levando a uma maior procura pelo ouro, apesar de também o dólar estar a valorizar, o que tende a tornar o preço da "commodity" menos atrativa para quem negoceia com outras moedas.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro aliviaram esta segunda-feira, o que sinaliza uma maior aposta dos investidores em obrigações. Isto numa altura em que os investidores incorporam a hipótese de o BCE descer os juros em 25 pontos base no início de abril.
A "yield" da dívida pública portuguesa com maturidade a dez anos desceu 7,2 pontos base para 3,025% e a das Bunds alemãs com o mesmo prazo cedeu 6,4 pontos para 2,232%.
A rendibilidade da dívida espanhola aliviou 7,4 pontos base para 3,121%, a da dívida francesa desceu 6,9 pontos para 2,176% e a da dívida italiana recuou 9 pontos para 3,724%.
Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica a dez anos caíram 8,8 pontos base para 3,871%.
As bolsas europeias encerraram mistas, numa altura em que aumenta a expectativa quanto a um corte dos juros em abril por parte do Banco Central Europeu.
O Stoxx 600, referência para a região, valorizou 0,21% para 484,84 pontos, estando em máximos desde janeiro de 2022 - ou seja, de dois anos.
Dos 20 setores que compõem o índice europeu, o do imobiliário foi o que mais subiu (1,09%) e o das telecomunicações o que mais perdeu (-0,75%).
Entre as principais movimentações, a Novo Nordisk ganhou 1,87% para 745,7 coroas dinamarquesas, tendo sido a que mais impulsionou o índice, e a Svenska Cellulosa valorizou 5,03% para 145 coroas suecas.
Nas principais praças europeias, o alemão Dax30 cedeu 0,12%, o francês CAC-40 subiu 0,09%, o espanhol Ibex 35 deslizou 0,47%, o italiano FTSE Mib perdeu 0,48%, o britânico FTSE 100 recuou 0,03% e o AEX, em Amesterdão, avançou 0,27%.
O foco dos investidores está agora na apresentação de mais resultados corporativos e na reunião da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, que começa amanhã e termina na quarta-feira. Após o encontro, Jerome Powell, presidente do banco central, fala aos jornalistas, sendo este um momento que merecerá a atenção dos investidores, que procuram pistas sobre a evolução das taxas de juro.
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