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Ao minuto21.07.2022

BCE dá brilho ao ouro e sustenta o euro. Petróleo continua a afundar

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quinta-feira.

Em todos os meses de 2022 houve decréscimos no valor sob gestão dos fundos em Portugal, estando no valor mais baixo desde junho de 2021.
Carlos Jasso/Reuters
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21.07.2022

Stoxx 600 regista tendência positiva em sessão morna

Os principais índices do Velho Continente encerraram o dia a oscilar entre ganhos e perdas pouco expressivos, numa sessão generalizadamente morna.

Banco Central Europeu subiu as taxas de juro pela primeira vez em mais de uma década e Itália atravessa uma crise política, na sequência da demissão do primeiro-ministro Mario Draghi, fatores que contribuíram hoje para uma maior volatilidade nas bolsas.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, destacou-se do lado positivo e valorizou 0,44% para 424,37 pontos, impulsionado pela banca e pelas tecnológicas. As maiores descidas sentiram-se no setor das utilities (-1,24%) e no petróleo (-1,87%).  

Entre os restantes índices da Europa Ocidental, a sessão encerrou mista. O espanhol IBEX 35 perdeu 0,20%, o alemão Dax cedeu 0,27% e o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,71%, enquanto o francês CAC-40 subiu 0,27% e o AEX cresceu 1,47%. 


O BCE subiu as taxas de juro em 50 pontos base, tratando-se do primeiro aumento em 11 anos e do maior desde 2000. Além disso, a autoridade monetária anunciou uma nova ferramenta para impedir uma nova crise da dívida soberana na Zona Euro.

21.07.2022

Petróleo cai com aumento de inventários de gasolina e subida de juros do BCE

Os preços do "ouro negro" seguem em queda, pressionados pelo aumento dos stocks de gasolina nos EUA e depois de o aumento de juros pelo BCE suscitar receios de uma menor procura.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a ceder 2,61% no contrato de setembro para 104,13 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 3,45% para 96,43 dólares por barril.

 

As reservas norte-americanas de gasolina aumentaram na semana passada, o que ajuda à queda dos preços.

 

Por outro lado, a subida dos juros diretores em 50 pontos base por parte do Banco Central Europeu suscita receios de uma menor procura por esta matéria-prima.

 

Além do mais, o regresso da Líbia ao mercado como exportadora e a reabertura do gasoduto Nord Stream 1 – por onde passa gás natural russo para Europa – aliviaram os receios em torno de um aperto da oferta.

21.07.2022

Ouro valoriza após subida das taxas de juro do BCE

O ouro está a negociar em terreno positivo após o Banco Central Europeu ter subido as taxas de juro em 50 pontos base, acima das expectativas dos economistas.


O "metal amarelo" ganha 0,63% para 1.707,19 dólares por onça e a platina sobe 0,40% para 864,65 dólares. O paládio, por sua vez, cede 0,30% para 1.859,26 dólares.

O desempenho do ouro tem sido volátil este ano. Se em março, impulsionado pela invasão russa da Ucrânia, chegou a valer dois mil dólares por onça, desde então já caiu 18%. A contribuir para esta volatilidade está o endurecimento monetário por parte da Reserva Federal dos Estados Unidos e a preferência dos investidores pelo dólar como ativo-refúgio.

21.07.2022

Wall Street arranca com leves quedas após subida de juros do BCE

As bolsas norte-americanas deram início à sessão com ligeiras quedas, numa altura em que os investidores pesam as implicações da subida das taxas de juro em 50 pontos base por parte do Banco Central Europeu no crescimento e na estabilidade do mercado. O aumento já era certo, mas o valor superou as previsões dos economistas.

O S&P 500 cai 0,22% para 3951,27, tratando-se da primeira queda em três dias, enquanto o industrial Dow Jones perde 0,53% para 31.706,95 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite, que abriu a sessão entre ganhos e perdas, cede 0,13% para 11.882,57 pontos.

A subida das taxas por parte do BCE colocam fim a uma era de taxas de juros negativas, que ajudou a região a ultrapassar duros momentos, como a crise financeira global ou a pandemia de covid-19. O anúncio da autoridade monetária acontece numa altura em que Itália lida com uma crise política, na sequência da demissão do primeiro-ministro, adicionando pressão ao BCE para proteger os Estados-membros mais vulneráveis.

21.07.2022

BCE faz juros da dívida subirem

As "yields" das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se após o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido aumentar as taxas de juro diretoras em 50 pontos base, a primeira subida em 11 anos.

Os juros das "Bunds" a 10 anos avançam 10,9 pontos base, para 1,359%, sendo imitadas pelas "yields" da dívida francesa com a mesma maturidade, para os 1,935%.

Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa agravam-se para 2,5%, uma subida de 11,9 pontos base, enquanto a "yield" no país vizinho avança 12,2 pontos, até aos 2,591%. 

Já a dívida italiana sofre o impacto também da crise política no país após a demissão do primeiro-ministro. Os juros da dívida transalpina a 10 anos agravam-se em 22,1 pontos, tocando os 3,595%.

21.07.2022

Europa no vermelho. BCE e Itália na mira dos investidores

Os primeiros encontros presenciais com investidores estão a ser usados pelos gestores para atualizar estimativas e acalmar os receios sobre o impacto da guerra no mercado financeiro.

As principais praças da Europa ocidental estão a negociar em terreno negativo, à espera da primeira subida das taxas de juro por parte do BCE em 11 anos e a acompanhar a crise política em Itália com o segundo anúncio da demissão de Mario Draghi no espaço de uma semana.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, perde 0,16% para 421,82 pontos, com o setor das matérias-primas a liderar as quedas. Já a registar os maiores ganhos está o setor dos media, seguido do industrial.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o italiano FTSEMIB recua 1,83%, o espanhol IBEX 35 cai 0,27%, o francês CAC-40 desvaloriza também 0,16%, o britânico FTSE 100 perde 0,08% e o alemão Dax cede 0,01%

Em Amesterdão, o AEX regista uma subida de 0,29%.

21.07.2022

Juros agravam-se na Zona Euro. Itália é onde mais sobem com demissão de Draghi

Os juros da dívida dos países da Zona Euro estão a agravar-se num dia em que os membros do conselho do Banco Central Europeu vão estar reunidos para decidir o aumento das taxas de juro pela primeira vez em 11 anos. Até ao início da semana os analistas apontavam para uma subida em 25 pontos base, mas mais recentemente sabe-se que uma subida em 50 pontos estará também em cima de mesa, devido à elevada inflação na região.

O primeiro-ministro italiano anunciou na manhã desta quinta-feira a demissão, exatamente uma semana depois de ter apresentado pela primeira vez a demissão ao presidente Sergio Mattarella - mas dessa vez o presidente rejeitou-a. Draghi ficou assim encarregado de tentar formar um novo goveno, mas aparentemente não terá sido bem sucedido nessa missão. 

"Itália é a terceira maior economia da Zona Euro e o facto de que o país cair numa crise política é uma camada adicional de stress para o Banco Central Europeu, que já está a ter dificuldades em conter a divergência entre as 'yields' da região", expilca Ipek Ozkardeskaya, analista do Swissquote Bank à Bloomberg.

Momentos após o anúncio de "Super Mario" os juros da dívida italiana a dez anos agravavam-se 21,2 pontos base para 3,586%. Já a yield das Bunds alemãs a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro - soma 1,3 pontos base para 1,286%.

Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos agrava 6,5 pontos base para 2,446%. E os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade sobe 7,4 pontos base para 2,543%.

21.07.2022

Euro ganha à espera do BCE

Em julho e em setembro, o BCE vai subir juros, o que já está a ser incorporado com investidores a pedirem prémios superiores no financiamento.

O euro está a valorizar face às principais divisas rivais em dia de subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu, o que pode estar a dar força à moeda única europeia. A retoma da circulação do gás, através do gasoduto Nord Stream pode estar também a valorizar a moeda única, indicam analistas.

Em relação ao dólar, a moeda europeia ganha 0,15%. Já em relação à libra valoriza 0,47% e face ao iene sobe 0,48%.

Isto depois do Banco do Japão ter adiantado que ia manter a sua política monetária inalterada, não apostando assim numa subida das taxas de juro, apesar do aumento da inflação também verificado no país.

"Indicações de que o Nord Stream voltou a funcionar são muito boas notícias já que nós estimavamos que a maioria dos mercados europeus, incluindo o mercado cambial, estavam a apostar em 25% a 30% na hipótese de o gás proveniente da Rússia parar de fluir", indica o analista Viraj Patel da Vanda Research à Bloomberg.

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg - que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais - recua 0,04% para 107,035 pontos.

21.07.2022

Ouro segue em queda, já perdeu 110 dólares em julho

O ouro está a negociar em terreno negativo e abaixo da linha dos 1.700 dólares por onça. O "metal amarelo" tem estado sob grande pressão com a subida das taxas de juro e a valorização do dólar.

O ouro perde 0,43% para 1.689,37 dólares por onça, ao passo que a a platina cai 0,78% para 854,55 dólares e o paládio ganha 0,53% para 1.874,60 dólares.

O ouro já perdeu mais de 110 dólares em julho, à medida que os investidores apostam numa subida de 100 pontos base na subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana.

O banco suíço UBS reviu em baixa o preço deste metal para os 1.600 dólares no final do setembro. Também o Citigroup estima uma queda até ao mesmo valor, mas não adianta nenhuma data.

21.07.2022

Petróleo em queda. Nord Stream retoma a 40%

O petróleo está a negociar em baixa com os investidores a medirem sinais de desaceleração na procura desta matéria-prima.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, perde 0,78%, para 106,09 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, cai 0,92% para 98,96 dólares por barril.

Esta quinta-feira a Rússia retomou os fluxos de gás através do gasoduto Nord Stream 1 a 40% da capacidade máxima, o mesmo que estava a acontecer depois da guerra na Ucrânia quando a Gazprom cortou em 60% o gás fornecido à Europa. Nos primeiros minutos de reabertura os preços do gás negociado em Amesterdão e referência para a Europa caíram 6,5%.

"A reabertura do Nord Stream é um sinal de alívio não só para o mercado do gás europeu, mas também para a economia no geral" salientou o analista Tom Marzec-Manser da ICIS à Bloomberg.

21.07.2022

Europa aponta para ligeira subida em dia histórico. Ásia encerrou no vermelho

A Europa está a apontar para uma negociação em terreno positivo num dia decisivo, em que o Banco Central Europeu (BCE) vai anunciar a primeira subida das taxas de juro em 11 anos. Esta quinta-feira os principais índices asiáticos encerraram no vermelho.


Horas antes do BCE, estiveram reunidos os governadores do Banco do Japão, que anunciaram que vão manter a política sem realizar nenhuma subida das taxas de juro, tal como tem acontecido até agora, numa altura em que bancos centrais de todo o mundo têm vindo a fazer aumentos das taxas diretoras para controlar a rápida subida da inflação.


A época de resultados continua a pesar nos investidores, até porque "earnings" melhores que o esperado estão a renovar otimismo no mercado, é o que indicam analistas consultados pela Bloomberg. Esta quarta-feira foi a vez da Tesla que registou resultados no segundo trimestre do ano melhores que o esperado.


No Japão, o Topix perdeu 0,3% e o Nikkei caiu 0,1%. Pela China, em Hong Kong, o Hang Seng cede 1,2% e Xangai desvaloriza 0,5%. Por fim, na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,5%. Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 0,4%.


Os investidores estão agora de olhos postos no BCE que deverá subir as taxas de juro em 25 ou 50 pontos base, com o objetivo de controlar a inflação que está em máximos de vários anos na Zona Euro. Os investdiores vão estar ainda à procura de pistas sobre a ferramenta de anti-fragmentação que está a ser desenhada pela autoridade monetária.

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