Stoxx 600 em mínimos de 16 meses. Juros da dívida portuguesa abaixo dos 2,5%
Acompanhe aqui minuto a minuto o desempenho dos mercados.
- Europa aponta para vermelho. Ásia fecha mista
- Receio de recessão pressiona petróleo. Ouro negro perde cerca de 1%
- Ouro cai e dólar cede depois das palavras de Powell
- Yield da dívida portuguesa a dez anos comanda tendência de alívio na Zona Euro
- Stoxx 600 renova mínimos de 16 meses e está prestes a registar o pior semestre desde a crise de 2008
- Wall Street negoceia positiva em mais um dia de declarações de Powell
- Fantasma da recessão empurra petróleo para o vermelho
- Dólar e iene ganham. Ouro desvaloriza
- Europa no vermelho e em mínimo de 16 meses
- Bunds disparam como não se via desde 2011 e derrubam "yields". Juros portugueses abaixo de 2,5%
A Europa aponta para terreno negativo e a Ásia fechou mista, à medida que os investidores avaliam a possibilidade de uma recessão, depois de o líder da Reserva Federal norte-americana (Fed) ter admitido que será difícil alcançar uma aterragem suave, depois do endurecimento da política monetária.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 caem 0,3%.
Na Ásia, pela China, o tecnológico Hang Seng subiu 1,7% a par da Xangai que somou 1,1%. Na Coreia do Sul, o Kospi derrapou 0,7%. No Japão, o Nikkei (0,05%) e o Topix (-0,08%) terminaram a sessão na linha d’ água.
O presidente da Reserva Federal norte-americana esteve esta quarta-feira no Senado nos EUA onde não fez qualquer referência à dimensão das futuras subidas das taxas diretoras, mas admitiu implicitamente que até ao momento a Fed falhou nos seus objetivos de "domar" a inflação e considerou que alcançar uma aterragem suave da economia será difícil.
O petróleo desvaloriza cerca de 1% nos mercados internacionais, horas depois de o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, ter admitido implicitamente o que o banco central falhou nos seus objetivos de "domar" a inflação e ter considerado que alcançar uma aterragem suave da economia será difícil.
O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, perde 1,30% para 104,81 dólares por barril. Desde o dia 8 de junho que a cotação do petróleo WTI já perdeu mais de 15%, devido ao medo do impacto da política monetária falcão da Fed na economia.
Por sua vez, o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, desvaloriza 1,06% para 110,55 dólares por barril.
Durante a sessão no senado esta quarta-feira Powell reconheceu que o aumento do preço das matérias-primas está ligado à guerra na Ucrânia e considerou que será difícil conseguir uma aterragem suave, depois de o banco central ter endurecido a sua política monetária.
"O abrandamento da economia global é um risco para a procura pelo petróleo, o que pode ajudar a aliviar um pouco o aperto que se vive no mercado", explicou Warren Patterson, responsável pelo departamento de estratégia de "commodities" do ING.
O ouro segue a desvalorizar, horas depois de o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell (na foto), ter admitido que será difícil garantir uma aterragem suave da política monetária restritiva levada a cabo pelo banco central para fazer frente à inflação e ter assegurado que "os aumentos contínuos das taxas de juro são apropriados" para combater a inflação.
O metal amarelo desvaloriza 0,21% para 1.833,80 dólares por onça.
Por sua vez o índice do dólar da Bloomberg – que compara o "green cash" com 10 divisas rivais – soma 0,26% para 104,469 pontos. Já o euro perde 0,50% para 1,0513 dólares.
Esta quinta-feira, o mercado vai estar atento às palavras do presidente da Fed durante a audiência no Congresso.
Os juros estão a aliviar de forma bastante expressiva na Zona Euro, horas depois de Jerome Powell ter admitido que será difícil garantir uma aterragem suave, depois do endurecimento da política monetária para combater a inflação.
A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – alivia 14,5 pontos base para 1,483%.
Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos subtraem 11,1 pontos base para 3,416% enquanto a yield das obrigações francesas com a mesma maturidade desce 14 pontos base para 2,029%.
Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 15 pontos base para 2,505%, o alívio mais expressivo da Zona Euro enquanto a yield da dívida espanhola com a mesma maturidade subtrai 13,7 pontos base para 2,555%.
As ações europeias arrancaram a sessão pintadas de vermelho, com o "benchmark" a renovar mínimos de fevereiro de 2021, contagiadas pelo medo em torno de uma possível recessão alimentado pelas declarações do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell no senado dos EUA.
O Stoxx 600 desvaloriza 1,25% para 400,68 pontos. Dos 20 setores que compõe o índice, energia e mineradoras comandam as perdas à boleia da queda das cotações do petróleo e outras matérias-primas. Desde o pico atingido em janeiro, o "benchmark" europeu por excelência já perdeu 19%, estando por isso a um passo do "bear market".
O índice de referência está mesmo prestes a registar o pior semestre desde a crise financeira de 2008, segundo as contas da Bloomberg, pressionado pela guerra na Ucrânia e o advento das políticas monetárias "falcão" dos bancos centrais para conter a inflação, naquele que é o maior movimento de aperto monetário mundial desde os anos 2000.
Ainda assim, alguns estrategas acreditam que parte das perdas poderão ser recuperadas. Segundo a média mensal da Bloomberg de 15 previsões, o Stoxx 600 deve terminar o ano com 467 pontos, uma valorização de 14% em relação à pontuação de fecho desta terça-feira.
"Agora há oportunidades interessantes a médio prazo. A situação continua a mesma mas parece que o mercado começa a aprender a viver com isso pois procura um fundo", defendeu Diego Férnandez, diretor de investimentos da A&G Banca Privada, em Madrid, citado pela Bloomberg.
Nas restantes praças europeias, o destaque vai para Londres que perde 1,02% num dia em que comemora seis anos do referendo sobre o Brexit em 2016. Desde este evento o índice britânico FTSE já tombou 8,7%, mas tudo pode mudar já que o "benchmark" londrino está a registar um melhor desempenho este ano que alguns dos seus pares.
Madrid perde 1,29%, Frankfurt desvaloriza 1,40%, Paris cai 1,29% e Amesterdão derrapa 1,25%. Milão cai 1,43% enquanto Portugal regista a queda mais tímida do bloco (0,76%).
Wall Street abriu as negociações desta quinta-feira no verde, num dia em que os investidores vão estar atentos à intervenção do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, no congresso norte-americano.
Ontem no Senado, Powell explicou que vai ser difícil garantir uma "aterragem suave" da política monetária do banco central para fazer frente à inflação.
Apesar da negociação desta quinta-feira em terreno positivo, o índice de referência mundial S&P 500 está a caminho da pior primeira metade do ano desde 1970, devido aos receios dos investidores face a uma recessão económica mundial pela combinação do aumento da inflação com uma política monetária mais agressiva por parte dos bancos mundiais. Desde o início do ano, o "benchmark" mundial por excelência já caiu 21%.
Nos indicadores económicos, o número de desempregados nos Estados Unidos para a semana de 18 de junho registou 229.000, um valor pouco mais elevado do que era esperado - com uma diferença de apenas três mil pessoas.
Os analistas do JPMorgan deixaram o alerta de que cada vez mais investidores estão a virar para o dinheiro físico, ultrapassando o pico anterior em março de 2020, e estimando que os níveis de dinheiro físico estejam perto da marca de 40%.
Na abertura, o industrial Dow Jones ganhava 0,62% para 30.669,58 pontos, enquanto o S&P 500 crescia 0,44% para 3.777,01 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite valorizava 0,15% para 11,069.21 pontos.
"O otimismo do mercado não conseguiu sobreviver ao testemunho de Powell ontem, mas a maior parte dos preços negativos já estão estabelecidos por agora", esclarece Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote, numa nota citada pela Bloomberg.
O petróleo continua no vermelho, no segundo dia consecutivo de quedas, com os mercados ansiosos perante a possibilidade de uma recessão global.
No mercado londrino, o barril de Brent recua 0,41%, para 111,28 dólares, enquanto do outro lado do Atlântico o West Texas Intermediate (WTI) cede 0,71%, para 105,44 dólares. O índice de referência norte-americano já perdeu mais de 13% desde 8 de junho, com os alertas sobre a economia mundial a subirem de tom, impulsionados pele guerra na Ucrânia. O Citigroup e o Deutsche Bank estimam mesmo que existe uma probabilidde de 50% de a economia mundial entrar em recessão. "Há um grande foco no receio de uma recessão. Talvez a pressão a que estamos a assistir tenha sido levada longe demais", fazendo os 'traders' mudarem a sua postura mais agressiva, disse à Bloomberg Hans Van Cleef, economista no ABN Amro.
O Citigroup e o Deutsche Bank estimam mesmo que existe uma probabilidde de 50% de a economia mundial entrar em recessão. "Há um grande foco no receio de uma recessão. Talvez a pressão a que estamos a assistir tenha sido levada longe demais", fazendo os 'traders' mudarem a sua postura mais agressiva, disse à Bloomberg Hans Van Cleef, economista no ABN Amro.
As oscilações no crude têm sido acompanhadas por uma falta de liquidez, que sublinha a volatilidade do mercado. A manifestação de interesse nos contratos futuros caíu para os valores mais baixos desde 2015.
O ouro está a negociar em baixa, numa altura em que Jerome Powell, presidente da Fed discursou esta quinta-feira no Congresso norte-americano e reforçou as intenções "incondicionais" da autoridade monetária em combater a inflação nos Estados Unidos, que regista máximos de 40 anos.
O dólar está a valorizar, num dia em que os mercados acionistas europeus registaram um dia de negociação no vermelho, ao contrário de Wall Street que negoceia no verde.
O ouro cai 0,26%, para 1.832,94 dólares por onça, e tanto o paládio (1,49%), como a platina (0,77%) desvalorizam.
A "nota verde" ganha 0,51% para 0,9516 euros. Por sua vez, o iene está a ganhar terreno em relação ao dólar (0,90%) e euro (1,44%), depois de o antigo responsável pelo mercado cambial japonês do Ministério das Finanças, Takehiko Nakao, ter afirmado que a possibilidade da autoridade monetária do país intervir nos mercados cambiais não pode ser excluída.
Já o índice do dólar da Bloomberg – que compara o "green cash" com 10 divisas rivais – soma 0,26% para 104,4720 pontos.
As praças europeias fecharam esta quinta-feira no vermelho, atingindo mesmo um mínimo desde 1 de fevereiro de 2021, e numa altura em que os receios de uma recessão mundial assustam os mercados.
O índice de referência, o Stoxx Europe 600, caíu 0,82% para 402,40 pontos. A bolsa de Frankfurt foi a que liderou as quedas, com o DAX30 a recuar 1,76%, seguida da londrina com quedas de 0,97%, e da de Milão e Paris, com descidas de 0,80% e 0,56%, respetivamente.
Banca e setor automóvel foram os que registaram piores resultados (-3,64% e -3,35%, respetivamente). Enquanto os bens de consumo e 'utilities' foram os únicos setores no verde.
O Stoxx 600 está agora 19% abaixo do recorde positivo registado em janeiro, e aproxima-se do 'bear market'.
"O consenso tem sido gerado tendo em conta uma visão cor-de-rosa do que são as perspetivas económicas, mas o Índice de Gestores de Compras atual veio realmente causar perturbação. É bastante óbvio para mim que o crescimento se está a deteriorar rapidamente, em todo o lado, mas os bancos centrais não podem implementar os seus resgates habituais até a inflação ser significativamente menor. É um ambiente terrível para deter ações", explicou à Bloomberg James Athey, diretor de investimento da Abrdn.
Os juros estão a aliviar substancialmente na Zona Euro pelo segundo dia consecutivo, numa altura em que as bunds alemãs registam uma elevada procura, tendo registado a maior valorização desde 2011. Isto, depois de terem sido divulgados dados económicos que ficaram abaixo do esperado, aumentando os receios de uma recessão.
Assim, os juros da dívida alemã a dez anos são os segundos que mais aliviam na região, baixando 20,6 pontos para 1,422% e contagiam as restantes yields das dívidas da Zona Euro na mesma maturidade. Apenas a dívida francesa viu a "yield" cair mais: 20,7 pontos base. Já os juros da dívida italiana subtraem 15,9 pontos para 3,368%.
Por sua vez, os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 18,1 pontos base para 2,474%, estando abaixo dos 2,5% pela primeira vez em duas semanas. Enquanto a yield da dívida espanhola com a mesma maturidade subtrai 18,8 pontos base para 2,504%. Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida norte-americana a dez anos também atingiram o valor mais baixo em duas semanas e aliviam 12,1 pontos base para 3,035%.
Do outro lado do Atlântico, os juros da dívida norte-americana a dez anos também atingiram o valor mais baixo em duas semanas e aliviam 12,1 pontos base para 3,035%.
No Reino Unido, a yield da dívida a dez anos chegou a perder 21 pontos base, entre esperanças de que o Banco de Inglaterra não aumente as taxas de juro muito para além dos 3% até meio do próximo ano e fechou a aliviar 18,2 pontos base para 2,313%.
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