Europa assinala pior semana desde outubro
Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta sexta-feira.
- Europa aponta para queda antes de inflação na Zona Euro e emprego nos EUA. Ásia fecha mista
- Petróleo ganha com tensões no Médio Oriente a ofuscarem menor procura nos EUA
- Ouro perde com dólar mais forte antes de dados do emprego nos EUA
- Juros agravam-se na Zona Euro antes de leitura da inflação
- Arranque vermelho na Europa com emprego nos EUA e inflação na Zona Euro na mira
- Wall Street em ligeira alta com investidores focados em números do emprego nos EUA
- Dados do emprego nos EUA adensam dúvidas. Ouro sobe 1% e dólar cai
- Petróleo soma mais de 1% com tensões no Médio Oriente
- Juros agravam-se na Zona Euro com investidores a reavaliarem política monetária do BCE
- Europa assinala pior semana desde outubro
As bolsas europeias apontam para um início de sessão com perdas, um dia depois de ter sido conhecido que a inflação na Alemanha subiu em dezembro. Os dados colocaram um freio às esperanças dos investidores quanto à possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) cortar as taxas de juro diretoras em breve.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 cedem 0,6%, num dia que será marcado pela divulgação dos dados da inflação em dezembro na Zona Euro.
Além do aumento dos preços no consumidor, os investidores vão também estar atentos à criação de emprego em dezembro nos Estados Unidos.
Na Ásia, a negociação terminou mista, com os índices japoneses a comandarem os ganhos à boleia de um iene mais fraco.
O Hang Seng, em Hong Kong, caiu 0,83% e o Shanghai Composite cedeu 0,95%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 0,35%. No Japão, o Nikkei valorizou 0,27% e o Topix somou 0,62%.
Os analistas estimam que a economia norte-americana tenha criado 175 mil novos empregos em dezembro, mostrando que o mercado laboral continua resiliente - o que daria à Reserva Federal (Fed) norte-americana margem para adiar o corte dos juros.
Os investidores já se mostram, aliás, menos confiantes quanto a uma descida em breve. O mercado vê agora uma hipótese de 65% de a Fed começar a baixar os juros em março, percentagem que compara com os 85% registados na semana passada.
"O sentimento voltou a ser de 'esperar para ver'. Poderemos ter de ver uma queda substancial no mercado laboral para justificar a incorporação de um corte das taxas em março", afirmou Jun Rong Yea, analista da IG Asia, em declarações à Bloomberg.
Os preços do petróleo estão a valorizar, com o crude a caminho de fechar a semana em terreno positivo. Isto numa altura em que as crescentes tensões no Médio Oriente e no norte de África estão a ofuscar os sinais de uma menor procura nos EUA.
O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valoriza 0,66% para 72,67 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, sobe 0,52% para 77,99 dólares por barril. Apesar de dados oficiais mostrarem uma queda da procura na maior economia mundial, o crude está a beneficiar da instabilidade no Médio Oriente, que pode levar a uma disrupção das cadeias de fornecimento, caso esta se agrave. Além do conflito entre o grupo radical Hamas e Israel, continuam os ataques dos rebeldes Houthis, do Iémen, no Mar Vermelho, e o Estado Islâmico reclamou responsabilidade pelo ataque no Irão que fez quase 100 mortos. O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, viajou para a região pela quarta vez desde o ataque do grupo radical Hamas a Israel, a 7 de outubro.
Apesar de dados oficiais mostrarem uma queda da procura na maior economia mundial, o crude está a beneficiar da instabilidade no Médio Oriente, que pode levar a uma disrupção das cadeias de fornecimento, caso esta se agrave. Além do conflito entre o grupo radical Hamas e Israel, continuam os ataques dos rebeldes Houthis, do Iémen, no Mar Vermelho, e o Estado Islâmico reclamou responsabilidade pelo ataque no Irão que fez quase 100 mortos.
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, viajou para a região pela quarta vez desde o ataque do grupo radical Hamas a Israel, a 7 de outubro.
O ouro está a desvalorizar, pressionado pelos sinais de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana não irá, afinal, começar a cortar o juros tão cedo quanto o esperado.
A perspetiva está a levar a uma maior aposta no dólar, o que está a penalizar o metal precioso. Isto porque, sendo cotado na nota verde, se torna menos atrativo para quem negoceia com outras moedas.
O ouro spot cai 0,04% para 2.042,87. Noutros metais, o paládio cede 0,83% para 1.031,34 dólares e a platina recua 0,93% para 950,03 dólares.
A expectativa dos investidores quanto a um corte dos juros diretores já em março diminuiu após ter sido conhecido que as contratações por parte de empresas privadas aceleraram em dezembro. Depois de as atas da última reunião do banco central terem mostrado que os decisores de política monetária concordam apropriado manter os juros em níveis elevados durante "algum tempo", a robustez do mercado laboral está a ser vista como justificação para que o façam.
As atenções viram-se agora para a criação de emprego na maior economia do mundo, que é publicada todos os meses.
No mercado cambial, o euro desliza 0,28% para 1,0914 dólares. A nota verde está também a valorizar face ao iene, com os investidores a reajustarem as expectativas quanto a um aperto monetário por parte do Banco do Japão.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a agravar-se esta sexta-feira, o que sinaliza uma menor aposta dos investidores nas obrigações.
Isto num dia em que o mercado aguarda pela leitura da inflação de dezembro na Zona Euro, depois de ter sido conhecido que o aumento dos preços na maior economia europeia, a Alemanha, voltou a acelerar em dezembro, moderando as expectativas quanto a um corte dos juros em breve por parte do Banco Central Europeu (BCE).
A "yield" da dívida pública portuguesa com maturidade a dez anos agrava-se 2,7 pontos base para 2,783%, Também os juros das Bunds alemãs com o mesmo prazo sobem 2,7 pontos para 2,148%.
A rendibilidade da dívida soberana italiana aumentam 2,8 pontos base para 3,835%, a da dívida espanhola cresce 3,4 pontos para 3,139% e a da dívida francesa sobe 2,9 pontos para 2,689%.
Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica agravam-se 5,8 pontos para 3,779%.
As bolsas europeias abriram com quedas, num dia em que os investidores aguardam pelos dados da inflação na Zona Euro e pelo número de empregos criados nos Estados Unidos.
A expectativa é de que estes ajudem a retirar conclusões sobre quando deverão o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) norte-americana começar a cortar os juros.
O Stoxx 600, referência para a região, desliza 0,55% para 475,07 pontos, com todos os setores a registarem perdas. O do retalho é o que mais cai (1,2%), seguido pelo das viagens (-1,07%).
Entre as principais movimentações, a LVMH e a Remy Cointreau cedem 2,14% para 682,9 euros e 9,04% para 99,1 euros, respetivamente, depois de a China ter anunciado uma investigação por práticas de "dumping" - que consiste na exportação de determinados produtos a um preço mais baixo do que o praticado no mercado doméstico - a bebidas alcoólicas vindas da União Europeia (UE). Nas principais praças europeias, o alemão Dax 30 perde 0,57%, o francês CAC-40 desliza 1,05%, o espanhol Ibex35 desvaloriza 0,69%, o italiano FTSE Mib cai 0,42%, o britânico FTSE 100 cede 0,64% e o AEX, em Amesterdão, desce 0,86%.
Nas principais praças europeias, o alemão Dax 30 perde 0,57%, o francês CAC-40 desliza 1,05%, o espanhol Ibex35 desvaloriza 0,69%, o italiano FTSE Mib cai 0,42%, o britânico FTSE 100 cede 0,64% e o AEX, em Amesterdão, desce 0,86%.
Os principais índices em Wall Street abriram ligeiramente em alta, numa altura em que os investidores avaliam os números da criação de emprego nos Estados Unidos, divulgados esta sexta-feira, que ficaram acima do que era esperado pelo mercado.
O Dow Jones avança 0,05% nos 37.458,79 pontos. Já o S&P 500 soma 0,11%, para os 4.693,75 pontos, e o tecnológico Nasdaq Composite cresce 0,08% até aos 14.522,61 pontos.
Os dados do Departamento do Trabalho norte-americano mostram que a economia do país criou 216 mil empregos em dezembro, acima dos 175 mil esperados pelos economistas. A taxa de desemprego manteve-se nos 3,7% no mesmo mês.
A robustez do mercado de trabalho é um dos aspetos centrais da Reserva Federal ao definir a política monetária. Estes números, que mostram alguma robustez do mercado laboral, sinalizam que o banco central poderá ser mais lento num possível alívio das taxas de juro e certamente menos agressivo do que o mercado perspetivava.
Logo após a publicação destes números, as "yields" da dívida soberana dos Estados Unidos agravaram-se, com os juros da obrigações soberanas a 10 anos, de referência, a ultrapassarem os 4% e a atingirem um máximo de três semanas.Entre os principais movimentos de mercado, a Applied Therapeutics cai 29,02%, após o fármaco para problemas cardíacos ter tido resultados abaixo do esperado num ensaio de fase avançada.
O ouro está a negociar em terreno positivo, recuperando das quedas logo após terem sido conhecidos os números da criação de emprego nos Estados Unidos, que ficaram acima do esperado e que deram ganhos ao dólar, o que torna o metal amarelo mais dispendioso para compradores em moeda estrangeira.
Os números levam o mercado a perspetivar que a Reserva Federal possa manter as taxas de juro mais elevadas durante mais tempo do que o esperado.
O metal precioso soma 0,91% para 2.062,26 dólares por onça.
A sustentar os ganhos do ouro poderá ainda estar uma queda do dólar, após ter atingido sexta-feira máximos de três semanas.
A "nota verde" desvaloriza 0,33% para 0,9107 euros, enquanto o índice do dólar da Bloomberg, que mede a força do dólar contra 10 divisas rivais, perde 101,954 pontos.
"É obviamente um relatório forte. Mas o mercado já previa este tipo de leitura nos últimos dias, talvez por isso a reação não seja tão forte quanto podia ter sido", explicou á Reuters o analista Adam Button da ForexLive.
"Em termos dos dados em si, as revisões tiram um pouco do brilho do número principal. É mais uma mistura do que parece à primeira vista", completou.
Os preços do petróleo estão a valorizar esta sexta-feira, numa altura em que os ganhos estão a ser sustentados por disrupções na produção na Líbia e receios de novas tensões no Médio Oriente.
O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valoriza 2,04% para 73,66 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, ganha 1,47% para 78,73 dólares por barril.
O petróleo está assim a acumular uma subida semanal. A centrar atenções estão disrupções em dois campos petrolíferos na Líbia, El-Feel e Saharam, devido a protestos. Estes dois campos têm capacidade para produzir 300 mil barris por dia.
Entretanto, os militantes houthis do Iémen reivindicaram outro ataque a um navio mercante no Mar Vermelho. A instabilidade levou a Maersk, uma transportadora marítima, a anunciar que vai continuar a desviar navios da região até data incerta.
Em foco nos próximos dias deverá estar uma visita do secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, com a duração de uma semana, ao Médio Oriente, numa tentativa de conter as tensões regionais que se têm agudizado.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro agravaram-se esta sexta-feira, num dia em que as bolsas europeias também encerraram a sessão maioritariamente no vermelho.
Os investidores centraram-se nos dados da criação de emprego nos Estados Unidos que foram superiores ao esperado e que indicam que a Fed poderá não cortar as taxas de juro de referência tão cedo quanto o esperado, dada a robustez do mercado laboral.
O mercado vai também reavaliando o caminho a seguir pelo Banco Central Europeu.
Os juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 2,5 pontos base para 2,780%. A "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, somou 3,3 pontos para 2,154%.
As rendibilidades da dívida espanhola, italiana e francesa agravaram-se 3,5 pontos base para 3,139%, 3,842% e 2,694%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica somaram 6,1 pontos base para 3,783%.
Os principais índices europeus encerraram maioritariamente em baixa esta sexta-feira, naquela que foi a pior performance semanal do índice de referência do Velho Continente, o Stoxx 600, desde outubro. A pressionar estiveram dados da criação de emprego nos Estados Unidos, que ficaram acima do esperado e que, apesar de aumentarem as perspetivas de um "soft landing" da economia, diminuem as perspetivas de um corte das taxas de juro no primeiro trimestre. O "benchmark" europeu perdeu 0,27% para 476,38 pontos, pressionado pelo setor do retalho e de produtos químicos que desvalorizaram cerca de 1%. Pela positiva estiveram os setores da banca e das "utilities" (água, luz, gás).
A pressionar estiveram dados da criação de emprego nos Estados Unidos, que ficaram acima do esperado e que, apesar de aumentarem as perspetivas de um "soft landing" da economia, diminuem as perspetivas de um corte das taxas de juro no primeiro trimestre.
O "benchmark" europeu perdeu 0,27% para 476,38 pontos, pressionado pelo setor do retalho e de produtos químicos que desvalorizaram cerca de 1%. Pela positiva estiveram os setores da banca e das "utilities" (água, luz, gás).
O índice de referência europeu deixa assim para trás sete semanas de ganhos, numa altura em que a volatilidade está a aumentar com os "traders" a optarem por ações mais baratas e mais defensivas.
"Os mercados não vão gostar disto, mas dado o 'rally' de fim de ano, houve alguma euforia e agora é tempo de ter a realidade mais em conta", disse à Bloomberg Asseraf-Bitton, responsável da BFT IM.
Os números divulgados hoje nos Estados Unidos "validam a ideia de que a Fed não tem pressa para cortar as taxas de juro", acrescentou.
Os investidores estiveram ainda atentos aos números da inflação na Zona Euro que acelerou de 2,4% para 2,9% em dezembro, após sete meses de alívio.
Entre os principais índices, o britânico FTSE 100 perdeu 0,43%, o francês CAC-40 desceu 0,4%, em Amesterdão, o AEX, recuou 0,21%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,18% e o alemão DAX deslizou 0,14%.
Em Itália, o milanês FTSEMIB avançou 0,12%.
Mais lidas