Mercados num minuto Fecho dos mercados: Brexit e Fed deixam bolsas mistas. Alemanha tira força ao euro e Venezuela sustenta petróleo

Fecho dos mercados: Brexit e Fed deixam bolsas mistas. Alemanha tira força ao euro e Venezuela sustenta petróleo

As bolsas europeias oscilaram entre ganhos e perdas, à boleia dos desenvolvimentos nas frentes do Brexit e da Fed. Nas matérias-primas, destaque para as subidas do petróleo e do ouro. Já o euro inverteu ligeiramente para a baixa devido aos indicadores da Alemanha, que ficaram abaixo do esperado.
Fecho dos mercados: Brexit e Fed deixam bolsas mistas. Alemanha tira força ao euro e Venezuela sustenta petróleo
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 somou 1,21% para 5.089,92 pontos

Stoxx 600 avançou 0,36% para 358,51 pontos

S&P 500 ganha 0,77% para 2.660,38 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 0,2 pontos base para 1,666%

Euro cede 0,09% para 1,1422 dólares

Petróleo valoriza 1,99% para 62,54 dólares por barril em Londres

 

Bolsas indefinidas com incerteza no Brexit e expectativa pela Fed

As bolsas praças europeias encerraram a sessão desta quarta-feira, 30 de Janeiro, sem rumo definido, com as principais praças do velho continente divididas entre ganhos e perdas.

Ainda assim, o índice de referência Stoxx600 avançou pelo segundo dia seguido (+0,36% para 358,51 pontos), tendo mesmo tocado no valor mais alto desde 4 de Dezembro, apoiado na subida do setor europeu das matérias-primas. Também em alta, o lisboeta PSI-20 ganhou 0,16% para 5.118,56 pontos. As maiores quedas foram registadas pelo espanhol Ibex (-0,52%) e pelo alemão DAX (-0,33%).

A indefinição em torno do processo da saída britânica da União Europeia voltou a contribuir para agravar a incerteza junto dos mercados, isto depois de a primeira-ministra Theresa May ter sido mandatada para renegociar com Bruxelas aquilo que os líderes europeus há muito rejeitam.

Por outro lado, os investidores estão também expectantes pelo discurso que hoje fará o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. Acredita-se que o governador Jerome Powell possa dar sinais quanto à política monetária do banco central norte-americano em 2019.

 

Juros aliviam na generalidade da Europa

Os juros associados à dívida a 10 anos estão a recuar na Europa, num dia em que a Alemanha divulgou que os preços na importação em dezembro desceram mais do que se esperava. O Banco Central Europeu ficou assim com menos justificações para alterar a política monetária.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos seguem a ceder 0,2 pontos base para 1,666% e outras "yields" da Europa estão também a aliviar. A taxa remuneratória para as obrigações alemãs a 10 anos desce 1,1 pontos base para os 0,189%, a par dos juros da dívida britânica, que no mesmo prazo recuam 1,2 pontos base para os 1,257%. No mesmo sentido seguem os juros da Grécia, que na maturidade a 10 anos cedem 4,4 pontos base para 3,933%.

 

Dólar deprecia-se antes de decisão da Fed

A nota verde segue a ceder terreno face às principais congéneres, com o índice da Bloomberg para o dólar a recuar 0,10%. A moeda norte-americana está a ser pressionada pela tomada de mais-valias por parte de muitos investidores cambiais que normalmente reduzem a sua exposição nos típicos movimentos de venda de final de mês. Além disso, os investidores preferem usar de prudência enquanto aguardam pela decisão de política monetária por parte da Fed, esperada para hoje.

O euro esteve a ser beneficiado desta fragilidade da nota verde, mas segue agora a ceder ligeiramente, com um recuo de 0,09% para 1,1422 dólares, devido à pressão dos dados provenientes da Alemanha, que revelaram que os preços na importação em dezembro desceram mais do que se esperava.

 

Petróleo sobe com sanções dos EUA à Venezuela

As cotações do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, a registarem a maior subida em mais de uma semana, devido aos receios de que a aplicação de sanções dos EUA à Venezuela (proibindo as empresas norte-americanas de comprarem crude a Caracas) possa levar a uma forte disrupção no mercado. Além disso, os operadores estão a tentar perceber até que ponto uma escalada das tensões na Venezuela poderá reduzir as exportações deste membro da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (OPEP).

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em março segue a somar 2,66% para 54,73 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue no verde, com os preços do contrato para entrega em março a valorizarem 1,99% para 62,54 dólares.

 

Ouro em máximos de oito meses

O ouro continua a negociar em máximos de oito meses, numa altura em faz valer o seu estatuto de valor-refúgio, enquanto os investidores aguardam por novas pistas do banco central norte-americano relativamente ao rumo da política monetária – designadamente, o ritmo de subida dos juros. A Fed irá divulgar hoje, às 19:00 de Lisboa, a sua decisão, mas não se espera um novo aumento da taxa diretora.


O metal precioso segue a somar 0,30% para 1.315,99 dólares por onça, no mercado spot, naquele que é o seu valor mais alto desde maio do ano passado. Desde o início do ano, o ouro acumula já uma valorização de 2,4% - e está a caminho da quarta subida mensal consecutiva.




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