Mercados num minuto Fecho dos mercados: Chuva de máximos nas bolsas mundiais após palavras de Powell

Fecho dos mercados: Chuva de máximos nas bolsas mundiais após palavras de Powell

As palavras do presidente da Fed sobre o coronavírus abriram caminho para novas subidas das bolsas nos dois lados do Atlântico. Os juros das obrigações corrigiram das descida das últimas sessões e o petróleo recuperou terreno.
Fecho dos mercados: Chuva de máximos nas bolsas mundiais após palavras de Powell

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 1,09% para os 5.339,48 pontos

Stoxx 600 subiu 0,90% para os 428,47 pontos

S&P500 soma 0,42% para 3.366,09 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,6 pontos base para 0,302%

Euro avança 0,08% para 1,0920 dólares.

Petróleo em Londres valoriza 1,65% para os 54,15 dólares o barril

Europa retorna aos máximos históricos com "xarope" Fed 

A sessão desta terça-feira fica marcada por máximos históricos em vários dos índices acionistas mais relevantes das bolsas mundiais, com os investidores confiantes que a propagação do coronavírus terá efeitos limitados na economia mundial e agradados com as palavras do presidente da Reserva Federal.

 

O índice de referência na Europa, o Stoxx600, subiu 0,90% para os 428,47 pontos, contando a segunda sessão no verde – embora a última tenha sido de ganhos ligeiros, com as cotações abaladas pelas preocupações com o coronavírus. Entre os índices nacionais da Europa o DAX também atingiu o valor mais elevado de sempre.  

 

As principais praças europeias terminaram com ganhos em torno do 1%, com as cotadas do setor das matérias-primas a destacarem-se entre as valorizações. Em Lisboa, o PSI-20 não foi exceção, embora ficasse apenas perto dos máximos de abril. O índice português valorizou 1,09% para os 5.339,48 pontos, impulsionado sobretudo pelo peso pesado BCP.

 

Nos Estados Unidos os três principais índices – S&P500, Nasdaq e Dow Jones – já renovaram recordes na sessão de hoje. O mesmo aconteceu ao canadiano S&P/TSX Composite.

 

Com os principais índices mundiais em níveis nunca antes vistos, também o MSCI all-world (que agrupa as principais cotadas mundiais) atingiu máximos históricos.

 

Esta terça-feira, o discurso do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, veio contrariar os receios com o impacto da propagação do coronavírus na maior economia do mundo. Powell trouxe uma sensação de segurança ao afirmar que a Fed está atenta aos efeitos do surto, o que dá confiança aos investidores de o banco central da maior economia do mundo virá ao socorro desta mesma economia no caso de os efeitos do vírus a atingirem gravemente.

 

O sentimento dos investidores também foi impulsionado pelas declarações das autoridades médicas chinesas, que apontam para abril como o mês em que poderá ter terminado a propagação do coronavírus.

 

Juros das obrigações fazem pausa na descida

Com as ações em alta, os ativos que nas últimas sessões serviram de refugio estiveram hoje a corrigir. É o caso das obrigações soberanas, com a "yield" das bunds alemãs a 10 anos a avançar 1,9 pontos base para -0,394%. Em Portugal a taxa das obrigações com a mesma maturidade subiu 1,6 pontos base para 0,302%.

 

Os analistas salientam que esta correção será apenas temporária, até porque o combate aos efeitos do coronavírus na economia poderá resultar numa política monetária ainda mais expansionista. Prova disso é a emissão de dívida sindicada realizada hoje pelo Tesouro italiano, que atraiu uma procura recorde de mais de 50 mil milhões de euros.

 

Dólar recua pela primeira vez em cinco sessões

Também a moeda norte-americana está a corrigir dos avanços das últimas sessões. O índice do dólar desce 0,1%, sofrendo a primeira variação negativa em cinco sessões. O euro avança 0,08% para 1,0920 dólares.

Petróleo volta a respirar 

Os preços da matéria-prima voltaram a subir na sessão de hoje, depois de ontem terem tocado em mínimos de mais de um ano. Hoje, o presidente russo, Vladimir Putin, encontrou-se com Igor Sechin, que detém a pasta da Energia, para discutirem a recomendação do comité técnico da OPEP+ - que aconselhou um corte extraordinário de 600 mil barris por dia. No entanto, Moscovo ainda não deu o seu parecer sobre a mesma. Para já, sabe-se que os ministros dos países que compõe o cartel se irão reunir nos próximos dias 5 e 6 de março, em Viena, na Áustria.

 

O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para Portugal, valoriza 1,65% para os 54,15 dólares por barril e o norte-americano WTI avança 1,13% para os 50,13 dólares por barril.

 

Ouro recua com otimismo nos mercados 

O ouro – considerado um ativo de refúgio em alturas de maior turbulência nos mercados de ações – segue hoje em baixa, a perder 0,37% para os 1.566,29 dólares por onça. O metal precioso costuma beneficiar com as más prestações nos mercados de ações, mas hoje, tendo em conta a força dos índices a nível global, os investidores voltaram a ganhar apetite pelo risco.




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