Mercados num minuto Fecho dos mercados: Grécia e OPEP animam bolsas em dia de correcção dos juros

Fecho dos mercados: Grécia e OPEP animam bolsas em dia de correcção dos juros

O acordo no Eurogrupo para a saída da Grécia do programa de ajustamento, bem como a subida dos preços do petróleo à conta de um aumento menor do que se esperava da produção da OPEP, estiveram a animar a generalidade das bolsas. Já os juros da dívida soberana aliviaram na Europa.
Fecho dos mercados: Grécia e OPEP animam bolsas em dia de correcção dos juros
EPA
Carla Pedro 22 de junho de 2018 às 17:08

Os mercados em números

PSI-20 somou 1,90% para 5.575,41 pontos

Stoxx 600 avançou 1,02% para 384,74 pontos

S&P 500 soma 0,24% para 2.756,25 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2,7 pontos base para 1,818%

Euro valoriza 0,28% para 1,1636 dólares

Petróleo sobe 2,14% para 74,61 dólares por barril em Londres

 

Bolsas aplaudem acordo para a Grécia e na OPEP

As bolsas do Velho Continente encerraram em alta, com os investidores a aplaudirem o acordo no Eurogrupo para a saída da Grécia do programa de ajustamento. O índice europeu de referência Stoxx 600 fechou a ganhar 1,02% para 384,74 pontos. No entanto, o FMI continua a mostrar dúvidas quanto à sustentabilidade da dívida helénica no longo prazo, o que fez com que a bolsa de Atenas invertesse e cedesse terreno.

Por sectores, os únicos em baixa foram o tecnológico e automóvel – sendo que a ameaça dos Estados Unidos de imporem uma tarifa de 20% sobre as importações de carros europeus foi o factor que motivou as quedas.


Por cá, o PSI-20 acompanhou a tendência da maioria das congéneres europeias e fechou a somar 1,90% para 5.575,41 pontos, com 14 cotadas em alta, 3 em baixa e 1 inalterada. A sustentar o bom desempenho do índice de referência nacional estiveram sobretudo as cotadas do papel, com a Navigator e Altri em destaque a subirem mais de 5%.

 

Juros aliviam na Europa
Os juros a 10 anos da maioria dos países da periferia do euro e da Alemanha estão a aliviar esta sexta-feira, corrigindo assim das fortes subidas de ontem motivadas por nomeações do Governo de Giuseppe Conte que fizeram regressar os receios em torno do compromisso do Governo italiano com o projecto europeu.

A yield das obrigações portuguesas a 10 anos cede 2,7 pontos base para os 1,818%. O mesmo acontece aos juros italianos no mesmo prazo, que recuam 4,2 pontos base para 2,690%. Na Alemanha, as "yields" das Bunds descem 0,2 pontos base para 0,333%.

Euribor mantêm-se a 3, 6 e 9 meses e sobem a 12 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,323%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu em -0,268%.    

A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,214%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, subiu hoje 0,002 pontos para -0,180%.

 

Euro em máximos de duas semanas

O euro está a ganhar terreno face ao dólar, tendo atingido máximos de uma semana, a beneficiar do anúncio de que o ritmo de crescimento da Zona Euro acelerou de forma inesperada em Junho. Ainda que existam sinais de preocupação, é de destacar este sinal que contraria a tendência de desaceleração que se tem vindo a verificar. Em causa está o índice compósito de gestores de compras (PMI) da IHS Markit de Junho, divulgado esta sexta-feira, dia 22 de Junho, que aumentou dos 54,1 para os 54,8 pontos. 


Além deste factor de fortalecimento do euro, a nota verde está a ser pressionada pelas tensões comerciais. A moeda única europeia segue a ganhar 0,28% para 1,1636 dólares.

 

Aumento da produção da OPEP abaixo do esperado sustenta petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) iniciou hoje em Viena uma reunião de dois dias, mas já está a ser antecipado que poderá anunciar um aumento da produção na ordem de um milhão de barris por dia – o que, efectivamente, se traduzirá em 600.000 barris diários, já que os membros do cartel não têm capacidade para incrementar a oferta naquela proporção. Além disso, como se espera menos um milhão de barris por dia no mercado a partir do quarto trimestre, à conta das reduções de produção da Venezuela e do Irão, o aumento previsto não irá compensar essa perda, o que está a dar gás às cotações nos principais mercados internacionais.

As cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Agosto seguem a somar 2,14% para 74,61 dólares por barril. Já o contrato de Agosto do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a ganhar 3,59% para 67,89 dólares.

 

O sobe e desce do algodão em clima de alta volatilidade

Os preços do algodão seguem a ganhar 0,40% para 84,18 cêntimos de dólar por libra-peso no mercado de futuros de Nova Iorque. No entanto, já estiveram hoje a negociar nos 82,94 cêntimos, o valor mais baixo desde 25 de Abril.

Quem "ganha", portanto, é a volatilidade. Nas últimas três sessões o preço caiu 9,8%, naquela que foi a maior descida em 12 meses, devido aos receios de que a China reduza as suas importações de algodão proveniente dos EUA. No entanto, muitos analistas continuam a considerar que o algodão se mantém robusto.




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