Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo sobe mais de 2%. Negociações comerciais marcam passo

Fecho dos mercados: Petróleo sobe mais de 2%. Negociações comerciais marcam passo

O dia foi marcado pela subida expressiva do petróleo e por novos mínimos nos juros de Portugal. Nas bolsas, a sessão foi marcada por oscilações entre ganhos e perdas, com as tensões geopolíticas a marcarem o passo.
Fecho dos mercados: Petróleo sobe mais de 2%. Negociações comerciais marcam passo
Reuters
Sara Antunes 26 de junho de 2019 às 17:13

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,34% para 5.079,45 pontos 

Stoxx 600 perde 0,31% para 382,20 pontos

S&P500 avança 0,12% para 2.920,89 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,2 pontos base para 0,470%

Euro aprecia 0,18% para 1,1387 dólares

Petróleo em Londres cai 2,18% para 66,47 dólares o barril

 

Bolsas europeias oscilam entre ganhos e perdas

As bolsas variaram hoje entre perdas e ganhos, à boleia das notícias. A manhã começou com perdas, com os investidores receosos com o escalar da tensão entre os EUA e o Irão e a refletir aquilo que consideraram ser um travão nas expectativas de descida de juros por parte da Fed, depois de Jerome Powell ter dito ontem que a autoridade não se vergará à pressão do poder político.

 

Contudo, as palavras do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, de que 90% do caminho necessário para um acordo comercial entre os EUA e a China está feito, aliviou a pressão, com os investidores a tornarem-se mais otimistas em relação a um desfecho positivo do encontro entre Donald Trump e Xi Jiping, previsto para sábado – o último dia da cimeira do G20.

 

"Quaisquer boas notícias sobre o comércio são boas notícias para o mercado acionistas. Enquanto os dois países estiverem a negociar é bom e é isso que está a fazer mexer os mercados", salientou Paul Nolte, gestor na Kingsview Asset Management.

 

Mas estavam as bolsas dos EUA a abrir quando foi divulgada uma entrevista do presidente dos EUA à Fox News, onde o presidente americano voltou a acenar com tarifas à China, caso um acordo não seja alcançado.

 

É neste ambiente de elevada incerteza que os investidores se estão a mover, o que justifica as oscilações constantes nas bolsas. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou o dia a cair 0,31% para 382,20 pontos.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 fechou a subir 0,34% para 5.079,45 pontos, num dia em que a Galp Energia foi a que mais impulsionou ao avançar mais de 2%, à boleia dos preços do petróleo. 

 

Juros renovam mínimos

As taxas de juro de Portugal tocaram em novos mínimos, num dia em que o ambiente de incerteza voltou a dominar o mercado. A "yield" associada à dívida portuguesa a 10 anos está a descer 0,2 pontos base para 0,47%, tendo tocado nos 0,454%, o que representa um novo mínimo histórico. Já a taxa implícita na dívida a 10 anos da Alemanha sobe 2,2 pontos para -0,31%.

 

Bitcoin triplica de valor desde abril

Depois de o ano passado ter sido marcado por quedas no valor da bitcoin, 2019 parece estar a ser de recuperação. Esta criptomoeda está a recuperar desde abril e, neste espaço de tempo, já acumula uma subida superior a 200%. Esta quarta-feira a subida é significativa: 12% para 12.767,15 dólares. 
  

Petróleo dispara após quebra das reservas americanas

Os preços do petróleo estão a registar uma subida acentuada, depois de ter sido revelado que as reservas de crude dos EUA caíram em 12,8 milhões de barris na semana passada, o que corresponde à maior queda desde setembro de 2016. Uma evolução que ditou a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais, numa altura em que a tensão entre os EUA e o Irão tem feito subir a matéria-prima. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir 2,18% para 66,47 dólares. 

 

Ouro alivia de máximos de seis anos

O ouro está em queda, a aliviar das subidas recentes que o catapultaram para máximos de seis anos. O metal precioso tem beneficiado das tensões geopolíticas e da perspetiva de descida de juros nos EUA, o que torna os investimentos em dólares menos atrativos e aumentam o apetite por ativos considerados de refugio, como o caso do ouro.




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