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Ao minuto14.06.2022

Juros de Portugal acima de 3%. Stoxx 600 com maior ciclo de perdas desde março de 2020

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante o dia.

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14.06.2022

Stoxx 600 regista maior ciclo de perdas desde março de 2020

As bolsas europeias encerraram uma vez mais em baixa, com os investidores a recearem que a forte subida da inflação, especialmente na Europa e EUA, alimente uma política monetária mais agressiva por parte dos bancos centrais – aumentando assim os riscos de uma recessão.

 

O Stoxx 600, que é o índice de referência do Velho Continente, encerrou a cair 1,17% para 407,68 pontos – naquele que é o valor mais baixo desde fevereiro do ano passado.

 

Esta foi a sexta sessão consecutiva de negociação no vermelho, naquela que é a mais longa série de perdas desde março de 2020.

 

Os setores que mais pressionaram foram os de media e da construção, ao passo que a banca e a energia se destacaram nos ganhos.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cedeu 0,9%, o francês CAC-40 desvalorizou 1,2%, o espanhol IBEX 35 caiu 1,4%, o italiano FTSEMIB recuou 0,3% e o britânico FTSE 100 perdeu 0,25%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 1,3%.

14.06.2022

Ouro cai enquanto dólar sobe pela quinta sessão

O metal amarelo está a negociar em baixa, pressionado sobretudo pela valorização do dólar.

 

A robustez da moeda norte-americana está assim a castigar o ouro – que é denominado na nota verde, pelo que, quando o dólar valoriza, fica menos atrativo como investimento alternativo para quem negoceia com outras moedas.

 

O ouro a pronto (spot) cede 0,31% para 1.813,21 dólares por onça no mercado londrino de metais (LME).

 

Já no mercado nova-iorquino (Comex) os futuros do ouro recuam 0,88% para 1.812 dólares por onça.

 

No início das negociações asiáticas desta terça-feira, o ouro chegou mesmo a negociar em mínimos de duas semanas. "O metal precioso está sob pressão do aumento da rendibilidade das obrigações e da consolidação do dólar, numa altura em que a inflação norte-americana se mantém em máximos de quatro décadas", refere Ricardo Evangelista, diretor executivo da ActivTrades Europe S.A, na sua análise diária.

 

"As expectativas dos investidores estão a mudar para acomodar uma postura mais decisiva da Fed, com o mercado agora a estimar 70% de probabilidade de que a Fed anuncie amanhã um aumento de 75 pontos base nas taxas", acrescenta.

 

Nesse cenário, "as condições permanecem favoráveis a mais vendas de títulos e ganhos do dólar, numa dinâmica que cria espaço para mais perdas do ouro".

 

O dólar segue a subir pela quinta sessão consecutiva, com o foco na Fed. O índice spot da Bloomberg para o dólar soma 0,4%.

14.06.2022

Petróleo sobe com aperto da oferta

Petróleo

Os preços do "ouro negro" seguem em terreno positivo, impulsionados pelo aperto da oferta a nível global.

 

Em Londres, o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 1,79% para 124,46 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 1,72% para 123,01 dólares por barril.

 

"Os preços do petróleo subiram no início das negociações desta terça-feira, uma vez que a oferta diminuta continua a pressionar um mercado já por si só apertado. Apesar do regresso das restrições relacionadas com a covid na China, que provavelmente impactarão a procura, e dos crescentes receios de desaceleração da atividade económica global, a perspetiva de uma recessão está a tornar-se cada vez mais provável, com o preço do barril do Brent a manter-se próximo dos máximos dos últimos anos, no valor de 124 dólares", sublinha Ricardo Evangelista, diretor executivo da ActivTrades Europe S.A, na sua análise diária.

 

"O impacto das sanções sobre as exportações russas de petróleo, juntamente com a redução das exportações da Líbia, aliada à incapacidade ou falta de vontade dos países da OPEP em aumentar a produção, fazem com que a procura continue a superar a oferta – um cenário que é suscetível de manter os crescentes preços do petróleo", remata.

14.06.2022

Verde domina abertura de Wall Street em vésperas de reunião da Fed

O “buy the dip” tem ajudado a içar os mercados, mas não é suficiente. O apetite pelo risco é pouco.

Wall Street arrancou predominantemente pintada de verde, numa altura em que os investidores aguardam com expectativa a reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed) que ocorre esta quarta-feira, elevando as apostas para uma subida das taxas de juro em 75 pontos base, como não era visto desde 1994.

 

O industrial Dow Jones valoriza 0,23% para 30.586,26 pontos enquanto o "benchmark" mundial por excelência S&P500 sobe 0,24%, para 3.760,75 pontos. Por sua vez, o tecnológico Nasdaq Composite negoceia na linha d’ água (-0,04%) para 10.847,18 pontos.

Wall Street segue assim a corrigir depois de ter encerrado a sessão desta segunda-feira a perder mais de 2%, tendo o "benchmark" entrado em "bear market".

 

Entre os principais movimentos de mercado destaca-se a escalada de 9,67% da Oracle, depois de a empresa ter revelado os resultados referentes ao trimestre que terminou em maio.

A tecnológica registou um lucro de 3,19 mil milhões de dólares face aos 4,03 mil milhões contabilizados no período homólogo. No entanto, a receita total da empresa aumentou 5%, para 11,84 mil milhões de dólares no quarto trimestre fiscal, enquanto a receita total de cloud cresceu 19% para 2,9 mil milhões de dólares, em termos homólogos.

 

Por sua vez, a FedEx cresce 13,22% depois de ter anunciado o aumento do dividendo.

 

Em Wall Street já rufam os tambores para o encontro do banco central dos EUA. JPMorgan Chase e Wells Fargo estão entre os vários bancos de investimento que esperam que a Fed aumente as taxas de juro em 75 pontos base.

Neste momento o medo entre os investidores sobre uma possível estagflação está em máximos desde a crise financeira de 2008, segundo o relatório mensal do Bank of America. Também as expectativas dos inquiridos sobre os lucros das empresas baixou para níveis que remontam à queda histórica do Lehman Brothers.

14.06.2022

Juros da dívida de Portugal acima de 3%

A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos superou esta terça-feira a fasquia dos 3%, algo que não sucedia desde finais de julho de 2017.

Os juros da dívida portuguesa agravam-se em 5,6 pontos base, para 3,041%, acompanhando a tendência de subida na generalidade da dívida soberana dos países da Zona Euro.

No país vizinho, a "yield" da dívida com maturidade a 10 anos avança 6,4 pontos, atingindo os 3,047%, superando marginalmente os juros das obrigações do Tesouro portuguesas.

O agravamento dos juros é transversal no bloco da moeda única: nas "bunds" alemãs sobem 3,3 pontos, para 1,659%, renovando máximos desde 2014, enquanto a "yield" da dívida francesa agrava-se em 4,1 pontos base, para 2,286%.

Itália regista uma subida de 7,8 pontos, para 4,092%, enquanto na Grécia a "yield" escala 19,9 pontos base, até aos 4,683%.

A subida das "yields" ocorre após o Banco Central Europeu (BCE) ter indicado na semana passada que irá terminar a compra líquida de dívida a partir de 1 de julho, tendo ainda confirmado a intenção de subir as taxas diretoras em 25 pontos base, para 0,25%, no próximo mês. A instituição liderada por Christine Lagarde abriu ainda a porta a que em setembro a subida nas taxas de referência sejam de maior dimensão.

14.06.2022

Europa recupera da queda da última sessão pela mão dos "dip buyers". Paris em contraciclo

A Europa arrancou a sessão pintada de verde, à exceção de Paris, recuperando da maré vermelha que invadiu as principais praças do Velho Continente esta segunda-feira. O mercado está a ser sustentado sobretudo pelos "dip buyers" que aproveitam o preço mais barato das ações.

O Stoxx 600 segue a valorizar 0,44% para 414,33 pontos, depois de na última sessão ter renovado mínimos de março do ano passado. Dos 20 setores que compõe o índice, tecnologia e banca comandam os ganhos.

Nas restantes praças europeias, o espanhol IBEX soma 0,93%, o alemão DAX valoriza 0,76% enquanto o francês CAC 40 perde 0,17%. Amesterdão negoceia na linha de água (0,05%), Milão valoriza 0,81% e Lisboa sobe 0,73%.

O "benchmark" europeu está a ser pressionado este ano pela preocupação sobre o advento de uma possível recessão em consequência de uma política monetária "falcão" demasiado agressiva e pela guerra na Ucrânia.

Depois de na semana passada o Banco Central Europeu ter decidido uma subida das taxas de juro em 25 pontos base em julho e outro aumento em setembro, esta quarta-feira será a vez da Reserva Federal norte-americana determinar o trilho a seguir, numa altura que as apostas apontam para um aumento das taxas de juro como não era visto desde 1994.

Os investidores acreditam que a política monetária "hawkish" é o maior risco para ações europeias, seguido pela recessão global e pela inflação, de acordo com o inquérito realizado pelo Bank of America em junho. A pesquisa revela ainda que a expectativa sobre o crescimento do bloco caíu para mínimos históricos.

14.06.2022

Juros aliviam na Zona Euro

Os juros aliviam na Zona Euro, depois desta segunda-feira terem agravado de forma expressiva, devido à falta de clareza sobre como o Banco Central Europeu (BCE) vai lidar com o aumento dos custos de financiamento, numa região com a dívida de maior risco.

Os juros da dívida alemã a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro --aliviam 1,7% para 1,608%.

Por sua vez, a yield das obrigações italianas a dez anos subtrai 5,5 pontos base para 3,959%.

Na Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 3,9 pontos base para 2,946%, enquanto a yield da dívida espanhola com a mesma maturidade perde 3,3 pontos base para 2,951%.

14.06.2022

Ouro ganha força em véspera de reunião da Fed. Dólar em queda

Depois de registar a maior queda em três meses, o ouro segue a negociar no verde, numa altura em que os investidores temem que a Reserva Federal norte-americana (Fed) possa subir as taxas de juro como não era visto desde 1994.

O metal amarelo segue a somar 0,60% para 1.830,27 dólares a onça.

Segundo a Bloomberg, os investidores estão a apostar que a Fed possa subir as taxas de juro em 75 pontos base esta quarta-feira, depois de esta sexta-feira os dados da inflação nos EUA terem voltado a renovar máximos de 40 anos.

No mercado cambial, o índice do dólar da Bloomberg -- que compara a força do "green cash" com 10 divisas rivais -- perde 0,14% para 104,92 pontos. Já o euro aproveita esta fraqueza e sobe 0,24% para 1,0439 dólares.

14.06.2022

Brent ultrapassa os 123 dólares por barril

O Brent ultrapassou a marca dos 123 dólares por barril, numa altura em que os investidores avaliam o quão reduzida está a oferta de petróleo e o possível agravamento desta situação por um eventual alívio das restrições de confinamento impostas pela China, o maior importador de "ouro negro" do mundo, para combater a covid-19.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, soma 0,76% para 121,86 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte -- referência para as importações europeias -- sobe 0,86% para 123,35 dólares por barril.

O petróleo valorizou mais de 60% este ano, devido ao desequilibro entre a oferta e a procura agravado pela crise na Ucrânia.

"As perspetivas permanecem positivas, dado o aperto [da oferta]", explicou Warren Patterson, responsável pelo departamento de estratégia de commodities do ING Groep, citado pela Bloomberg. O especialista alerta, no entanto, que "um mercado mais desequilibrado também é mais volátil".

A oferta é "muito reduzida", sublinhou Daniel Yergin vice-presidente da S&P Global, tendo alertado ainda que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, dois dois principais produtores mundiais, não têm capacidade suficiente para mudar a situação. A Casa Branca está a preparar uma visita do presidente Joe Biden à Arábia Saudita mas já rejeitou a ideia de que o encontro sirva para abordar a questão da produção de petróleo.

14.06.2022

Europa aponta para verde. Ásia em terreno negativo

Os futuros sobre os principais índices europeus apontam para um arranque de sessão em terreno positivo, em vésperas da reunião da Reserva Federal norte-americana.

O Euro Stoxx 50 sobe 1%, depois de ontem a Europa ter sido invadida por uma maré vermelha, tendo o Stoxx 600 encerrado a sessão a renovar mínimos de 15 meses.

Na Ásia, a sessão foi de perdas, a reboque de Wall Street, num dia em que os juros da dívida soberana norte-americana bateram máximos de 2008. No Japão, o Topix caiu 1,24% e o Nikkei derrapou 1,37%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 0,56% enquanto na China em Hong Kong o Hang Seng perdeu 0,22% e Xangai derrapou 0,37%.

As ações asiáticas caíram acentuadamente devido à preocupação dos investidores sobre uma possível recessão desencadeada pelo aumento agressivo dos juros.

O Goldman Sachs estima que na reunião desta quarta-feira a Fed possa subir as taxas em 75 pontos base,  depois de na semana passada o Banco Central Europeu ter anunciado que estima subir pela primeira vez desde 2011 as taxas de juro em 25 pontos base já em julho.

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