Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto05.10.2022

Europa fecha no vermelho após melhor série desde 2020. OPEP+ impulsiona petróleo

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.

Os emitentes europeus adotaram uma postura cautelosa face à volatilidade na primeira metade do ano.
Andy Rain/EPA
  • Partilhar artigo
  • 10
  • ...
05.10.2022

Fed põe fim a festa de três dias na Europa que termina o dia no vermelho

As ações europeias terminaram a sessão com um regresso a terreno negativo, depois de terem arrancado o mês de outubro com a melhor sequência de três dias de ganhos desde 2020. O sentimento dos investidores foi pressionado pela redução do otimismo relativamente à possibilidade de um abrandamento do tom "hawkish" da política monetária.

 

O Stoxx 600 deslizou mais de 1%, mais concretamente 1,02%, para 398,91 pontos. Entre os 20 setores que compõe o "benchmark" europeu, o setor automóvel, o imobiliário e o retalho comandaram as perdas. Só o setor do "oil & gas" fechou o dia no verde, à boleia da cotação do petróleo que foi impulsionada pela decisão da OPEP+ de reduzir a produção diária de barris de ouro negro, como não era visto desde 2020.

 

Entre os principais movimentos de mercado destacam-se as ações da Tesco, que derraparam mais de 4%, depois de a empresa ter revisto em baixa a estimativa dos lucros para o próximo ano.

 

As restantes praças europeias foram também banhadas por um mar vermelho, tendo Madrid  recuado 1,52%, Frankfurt deslizado 1,52% e Paris desvalorizado 0,92%. Londres escorregou 0,48%, Amesterdão caiu 0,77% e Milão perdeu 1,52%. Por cá, o PSI acompanhou a tendência, tendo enfraquecido 1,49%.

 

A expectativa de uma possível moderação da política monetária da Reserva Federal norte-americana – que inspirou o sentimento de risco nos últimos dias - foi confrontada esta quarta-feira pela divulgação de um importante indicador do mercado de trabalho que fundamenta a continuação de uma política monetária "hawkish".

 

 

 

 

05.10.2022

Juros agravam-se de forma expressiva na Zona Euro ao som do BCE e da Fed

Os juros agravaram-se de forma expressiva na Zona Euro, num dia marcado por novos dados económicos nos EUA que sustentam a continuação de uma política monetária "hawkish" da Fed.

Durante a sessão, o mercado esteve ainda atento aos mais recentes números sobre a compra de dívida do BCE, os quais revelam uma queda nos reinvestimentos nos programas de compra de dívida, no que toca à compra das obrigações dos países do sul.

 

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para a Zona Euro – agrava 14,6 pontos base para 2,008%.

 

Por sua vez, os juros das obrigações italianas a dez anos escalam 26,8 pontos base para 4,430%.

O "spread" face à "yield" da dívida italiana fixa-se em cerca de 241 pontos base, estando muito próximo dos 250 pontos base, um valor considerado pelos analistas como a linha vermelha do BCE e que fez soar os alarmes da autoridade monetária pouco antes da última reunião de emergência.

 

Já os juros da dívida francesa somam 15,9 pontos base para 2,615%.

 

Na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional cresceu 17,4 pontos base para 3,086%, voltando a ultrapassar a fasquia dos 3% depois de se ter mantido abaixo deste patamar durante as duas primeiras sessões de outubro.

Por sua vez, os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade sobem 19,8 pontos base para 3,211%, estando bastante acima da "yield nacional".

 

05.10.2022

Decisão da OPEP+ impulsiona petróleo. Brent em máximos de duas semanas

O petróleo segue a ser negociado em alta, tanto em Nova Iorque como em Londres, depois de a OPEP e os aliados terem anunciado o maior corte na produção diária de barris de petróleo desde 2020.

 

O petróleo Brent, referência para a Europa, avança 1,54%, para 93,21 dólares por barril, o valor mais elevado em duas semanas. Já o West Texas Intermediate (WTI) sobe 1,39%, para 87,72 dólares por barril.

 

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (o chamado grupo OPEP+) acordaram esta quarta-feira, em Viena, a redução de dois milhões de barris diários em novembro para tentar travar a quebra nos preços do crude devido ao abrandamento da economia global.

 

Este é o maior corte na produção de petróleo desde 2020, quando a forte quebra na procura forçou a reduções volumosas.

05.10.2022

Dólar regressa ao "rally" e leva euro e ouro a caírem mais de 1%

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.

O ouro voltou a cair depois de dois dias em alta, penalizado pela subida do dólar que voltou a ganhar força com os novos dados do emprego que dão fundamento à Fed para manter uma política monetária "hawkish" sem comprometer um dos elementos do mandato do banco central liderado por Jerome Powell (na foto), o pleno emprego.

 

O metal amarelo desvaloriza 1,04% para 1.708 dólares por onça. Platina, paládio e prata seguem esta tendência negativa.

 

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da nota verde contra 10 divisas rivais – soma 1,37% para 111,57 pontos. Já o euro enfraquece face ao regresso a toda a velocidade do dólar ao "rally", estando a deslizar 1,27% para 0,9857 dólares.

 

A nota verde está a ser impulsionada pelos mais recentes dados sobre o mercado de trabalho. Em setembro, as empresas norte-americanas mantiveram um ritmo sólido das novas contratações.

No mês passado foram ocupados mais 200 mil postos de trabalho, depois de uma subida de 185 mil em agosto. Os números para este mês estão em linha com as estimativas dos analistas da Bloomberg. O Sul dos EUA foi onde foram contratadas mais pessoas.

 

O desemprego mantém-se perto de mínimos de 50 anos nos EUA não comprometendo assim o duplo mandato do banco central de assegurar a estabilidade dos preços e o pleno emprego. A autoridade monetária tem assim – pelo menos face a este indicador – caminho livre para continuar a subir as taxas de juro.

 

05.10.2022

A festa acabou em Wall Street. Índices voltam a negociar em terreno negativo

O fenómeno é conhecido dos mercados financeiros, mas pouco compreendido. Os gastos com o início do ano escolar e a revisão de projeções dos analistas podem estar entre os fatores.

Depois de duas sessões de festa, marcadas por ganhos expressivos, Wall Street começou o dia em regresso a terreno negativo.

O industrial Dow Jones desliza 0,91% para 30.042,21 pontos, enquanto o S&P 500 derrapa 1,11% para 3.748,73 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite – mais sensível às alterações de política monetária, por contar com uma forte presença das ações de crescimento, desvaloriza 1,44% para 11.008,32 pontos.

A expectativa de uma possível moderação da política monetária da Reserva Federal norte-americana foi confrontada esta quarta-feira pela divulgação de importante indicador do mercado de trabalho que fundamenta a continuação de uma política monetária "hawkish".

 

Em setembro, as empresas norte-americanas mantiveram um ritmo sólido das novas contratações. No mês passado foram ocupados mais 200 mil postos de trabalho, depois de uma subida de 185 mil em agosto. Os números para este mês estão em linha com as estimativas dos analistas da Bloomberg. O Sul dos EUA foi onde foram contratadas mais pessoas.

 

O desemprego mantém-se perto de mínimos de 50 anos nos EUA não comprometendo assim o duplo mandato do banco central de assegurar a estabilidade dos preços e o pleno emprego. A autoridade monetária tem assim – pelo menos face a este indicador – caminho livre para continuar a subir as taxas de juro.

 

Para Charlie McElligot estes números "ajudam a mitigar o sentimento dovish" que os investidores acreditariam que o banco central poderia adotar, devido a outros indicadores económicos que foram divulgados esta semana.

 

Além disso, este movimento ocorre numa dia em que o mercado continua a digerir a escalada dos juros no crédito à habitação. Na última semana de setembro, a taxa de fixa dos empréstimos para compra de casa nos EUA a 30 anos saltou para 6,75%, como não era visto há 16 anos.

Este disparo levou a que na semana passada o número de novos pedidos de financiamento para a compra de casa tenha caído 14%, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pela Mortgagge Bankers Association.

05.10.2022

Maré vermelha na Europa. PSI lidera tombos

Os mercados de ações europeus estão a corrigir de três dias de ganhos - numa série que foi a melhor desde novembro de 2020.

Entre os principais índices, o alemão Dax recua 0,72%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,95%, o italiano FTSEMIB perde 1,59%, o britânico FTSE 100 cede 1,14% e o espanhol IBEX 35 desce 1,55%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,97%.

O português PSI é o que regista o tombo mais acentuado, a cair pelas 10:43 1,85%.

Quanto ao Stoxx 600 - que agrega as principais empresas europeias e serve de referência para o bloco - cai 0,73% com todos os setores no vermelho, à exceção das cotadas da saúde (0,10%).

Com o pior desempenho está o setor automóvel, a ceder 2,73%. Banca (-2,01%), telecom (-2,06%) e imobiliário (-2,31%) também registam quedas expressivas.

"A recuperação [que se assistiu nas últimas sessões] não terá pernas porque a economia está em processo de recessão e os mercados ainda não entenderam totalmente a extensão dessa recessão", sublinhou Joachim Klement, chefe de estratégia, contabilidade e sustentabilidade da Liberum Capital. "Como esperamos mais notícias negativas na frente macro, achamos que os ganhos ficarão sob pressão. Isso deve limitar qualquer vantagem no curto prazo."

05.10.2022

Juros agravam-se na Zona Euro. Yield italiana sobe quase 15 pontos base

Os juros das dívidas soberanas a 10 anos dos países da Zona Euro estão a agravar na manhã desta quarta-feira, a corrigir do alívio expressivo sentido ontem no mercado obrigacionista.

A taxa de juro da Alemanha, referência para o bloco da moeda única, sobe 8,5 pontos base para 1,948%. 

O agravamento mais expressivo verifica-se na yield italiana que avança 14,7 pontos base para uma taxa de 4,309%. Em Espanha, os juros agravam 10,5 pontos para 3,118%.

Em França, a subida é de 8,8 pontos base para 2,544%.

Portugal acaba por ter um dos agravamentos menos expressivos da Zona Euro, com a yield a subir 8,4 pontos base para 2,995%.

05.10.2022

Dólar avança frente à libra e ao euro

A libra interrompeu seis dias de ganhos e cedeu esta quarta-feira frente ao dólar. A moeda britânica cai 0,7% para 1,1396 dólares. Também o euro recua 0,5% para 0,9936 dólares.

Depois de ter estado a cair 1% ontem, o índice dólar da Bloomberg - que mete a força da nota verde contra 10 divisas rivais - avançava 0,2% esta manhã, pondo em pausa três dias consecutivos de perdas.

A moeda poderá estar a capitalizar do arrefecimento da euforia vivida na terça-feira, quando dados fracos do emprego norte-americano impulsionaram as apostas dos investidores para um alívio no aperto da política monetária da Fed.

Por esta altura, já vários analistas alertaram que a Reserva federal norte-americana não terá intenção de abrandar o aumento das taxas de juro.

05.10.2022

Ouro alivia. Ainda assim mantém-se acima dos 1.700 dólares

Depois de ter voltado a estar acima da linha psicológica dos 1.700 dólares por onça - fasquia após a qual o ativo deixa de ser apetecível para os investidores - o ouro cedeu.

O metal precioso registou um bom desempenho nas sessões passadas, à boleia das expetativas de que os bancos centrais possam aliviar as políticas monetárias. Contudo, pelas 09:21 de Lisboa, o ouro recuava 0,72%, ainda assim nos 1.713,67 dólares por onça. A prata, a platina e o paládio também cediam.

"O ouro terá já atingido o seu fundo, agora que o mercado de trabalho norte-americano perde robustez", declarou Ed Moya, analista sénior de mercado da Oanda, numa nota de research citada pela Bloomberg. Enquanto os indicadores não se voltarem a mostrar "extraordinariamente fortes", o ouro deverá permanecer suportado, podendo até ultrapassar os 1.750 dólares por onça, indicou.

05.10.2022

Gás natural prolonga perdas após Gazprom retomar fornecimento à Itália. Petróleo mantém rota ascendente

O petróleo beneficiou de um "rally" no preço com os investidores a anteciparem o maior corte de produção de crude, decidida pela OPEP+ (organização que junta os países produtores de petróleo e os seus aliados), desde 2020.

O grupo irá reduzir a capacidade em dois milhões de barris por dia, o dobro do inicialmente estimado, num corte que servirá para equilibrar o preço do petróleo numa altura em que se espera uma desaceleração da economia mundial.

"Um corte de dois milhões de barris por dia mostra o quão agressivos eles querem ser em relação aos preços", afirmou Vishnu Varathan, chefe de economia e estratégia na Ásia do Mizuho Bank.

Em reação o West Texas Intermediate (WTI) - negociado em Nova Iorque - chegou a avançar 9% no total das duas sessões passadas, batendo os 86 dólares por barril. Pelas 08:00 de Lisboa, o WTI estava na linha d'água, somando uns muito ligeiros 0,03%, para 86,55 dólares.

Já o Brent - negociado em Londres e referência para o mercado europeu - avançava 0,17%, para os 91,96 dólares por barril.

Por sua vez, o gás natural (TTF) - que ontem no mercado de Amesterdão bateu mínimos de julho - seguia esta manhã a desacelerar, caindo 1.2% para 160 euros o megawatt hora.

A matéria-prima prolongou as quedas depois de a Gazprom ter indicado, já nesta quarta-feira, que iria retomar as entregas de gás à Itália. A empresa russa, "em conjunto com os compradores italianos conseguiram encontrar uma solução" após as mudanças regulamentais na Áustria, em setembro, que prejudicaram o fluxo de gás para Itália, indicou a Gazprom no Telegram.

05.10.2022

Futuros da Europa em queda após euforia na Ásia e EUA

Os mercados europeus prometem arrancar a sessão de hoje a corrigir dos ganhos das duas sessões passadas. Nas primeiras horas desta quarta-feira os futuros sobre o Stoxx 50 caíam 0,4%.

Já na segunda-feira e terça-feira, a euforia reinou nas principais praças, com os investidores na expetativa de que os próximos aumentos de taxas de juro pelos bancos centrais não sejam tão agressivos como inicialmente se teria antecipado.

A contribuir para o sentimento estiveram os dados do emprego nos Estados Unidos - que se mostraram abaixo do esperado - indicando que a economia poderá já estar a abrandar, o que pode levar a Reserva Federal norte-americana (Fed) a aligeirar a sua mão pesada.

Depois de o Stoxx 600 ter encerrado com o maior ganho desde março, o sentimento positivo estendeu-se a Wall Street e esta manhã aos principais índices asiáticos. No Japão, o Topix somou 0,4%, em Hong Kong, o Hang Seng avançou 6% e, na Coreia do Sul, o Kospia valorizou 0,3%.

"É perigoso apostar que os tombos da última sexta-feira tenham sido o nível mais baixo [das ações]", indicou Charles Lemonides, fundador do fundo de investimento ValueWorks, citado pela Bloomberg. "Provavelmente estamos a meio de um importante 'rally' de alívio, mas a Fed apontou que continuará a apertar o cinto até que a inflação esteja controlada".

Ver comentários
Saber mais Europa economia negócios e finanças bolsas mercados
Outras Notícias