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Ao minuto08.12.2022

Bolsas europeias caem pelo quinto dia. Petróleo volátil e juros em alta

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.

Após um período de consulta pública, a proposta de novo regime de gestão de ativos foi aprovada no mês passado em conselho de ministros.
Eduardo Munoz/Reuters
08.12.2022

Bolsas europeias caem pelo quinto dia

As bolsas europeias cederam terreno, com o Stoxx 600 a marcar a quinta sessão consecutiva de perdas. Isto numa altura em que os investidores estão a avaliar as perspetivas económicas, quando na próxima semana há decisões cruciais de política monetária por parte de bancos centrais como a Fed e o BCE

 

O índice de referência Stoxx 600 fechou a ceder 0,17%, para 435,47 pontos, o seu mais baixo nível desde 21 de novembro.

 

A pressionar esteve sobretudo o setor do retalho, ao passo que os títulos das companhias mineiras e tecnológicas ajudaram a travar as perdas das bolsas.

 

As praças do Velho Continente conseguiram atenuar parte do recuo depois do anúncio de que os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA atingiram na semana passada o nível mais alto desde fevereiro – um sinal de que o mercado laboral está a arrefecer, podendo levar a Reserva Federal a travar o ritmo de subida dos juros diretores.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax conseguiu recuperar no final da sessão e fechar com uma subida marginal, ao somar 0,02%, o mesmo acontecendo com o AEX em Amesterdão – que ganhou 0,21%.

 

Por seu lado, o francês CAC-40 desvalorizou 0,20%, o espanhol IBEX 35 registou um decréscimo de 0,79%., o italiano FTSE MIB perdeu 0,14% e o britânico FTSE deslizou 0,23%.

08.12.2022

Juros agravam-se na Zona Euro entre Powell e Lagarde

Os juros agravaram-se na Zona Euro, numa altura em que os investidores se preparam para as reuniões de política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed) e do Banco Central Europeu na próxima semana.

A "yield" das Bunds alemãs a dez anos agravou-se em 3,7 pontos base para 1,810%.

Por sua vez os juros da dívida italiana a dez anos cresceram 8,6 pontos base - a soma mais expressiva da Zona Euro - para 3,679%.

Já na Península Ibérica, a "yield" das obrigações nacionais a dez anos aumentou 6,6 pontos base para 2,726% enquanto os juros da dívida espanhola com a mesma maturidade somaram 6,4 pontos base para 2,818%.

O dia serviu ainda para ouvir o mais recente discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde. A antiga ministra francesa das Finanças alertou para o impacto do "enfraquecimento das perspetivas económicas" na banca e frisou a necessidade de as instituições financeiras continuarem a constituir provisões.

08.12.2022

Paragem de oleoduto catapulta preços do petróleo nos EUA. Mas foi sol de pouca dura

Os preços do petróleo dispararam nos EUA, a recuperarem de quatro dias de queda, devido à interrupção do funcionamento de um importante oleoduto entre o Canadá e os EUA. No entanto, a subida já é marginal.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 0,06% para 72,05 dólares, depois de já ter estado a disparar 4,8% - acima dos 75 dólares – com o anúncio de que o oleoduto Keystone, que pode escoar mais de 600.000 barris por dia do Canadá para os EUA, foi temporariamente interrompido devido a uma fuga.

 

Em Londres, o cenário é diferente, com o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, a recuar 0,84% para 76,52 dólares por barril.

 

A penalizar o sentimento dos investidores está o facto de o mercado estar de novo a focar-se na deterioração das perspetivas para o consumo de petróleo – depois de já passada a reação ao teto de preços, pela UE e G7, ao crude importado a partir da Rússia (que entrou em vigor a 5 de dezembro, dia em que também teve início um embargo da União Europeia à importação crude russo por via marítima).

08.12.2022

Fé em Powell puxa brilha ao ouro e dá força ao euro contra o dólar

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.

O indicador de força do dólar cede após a divulgação dos números dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada nos EUA, os quais reforçaram a esperança dos investidores sobre um possível abrandamento da subida dos juros diretores por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed).

O índice do dólar da Bloomberg - que compara a força do "green cash" contra dez divisas rivais - recua 0,25% para 104,842 pontos.

No mercado de câmbio, também o euro beneficiou da queda da nota verde, estando a subir 0,34% para 1,0542 dólares. O índice de volatilidade implícita do par está agora em mínimos de agosto.

Os investidores estão agora de olhos postos nos dados da inflação - tanto na ótica do produtor como do consumidor - e na reunião da Fed, os quais prometem marcar a próxima semana.

A queda da nota verde impulsionou o ouro, já que a depreciação do dólar torna o investimento em matérias-primas denominadas em "green cash", como é o caso do metal amarelo, mais atrativo para quem negoceia com outras moedas.

Assim, o ouro segue a ganhar 0,33% para 1.792,08 dólares a onça, ampliando os ganhos das últimas sessões. O metal amarelo recuperou nos últimos dias, depois do presidente da Fed, Jerome Powell, ter admitido a possibilidade de abrandar o ritmo de subida da taxa de fundos federais já na próxima reunião do banco central. O anúncio penalizou o dólar.

08.12.2022

Wall Street negoceia no verde animada pelos pedidos de subsídio de desemprego. Exxon soma mais de 2%

Wall Street vive um “bull market” desde março de 2020, tendo já ultrapassado as valorizações conseguidas no “bull market” entre 2002 e 2007.

Wall Street interrompeu o ciclo de cinco dias de perdas e arrancou a sessão desta quinta-feira no verde, sentimento que se mantém durante a negociação.

O industrial Dow Jones soma 0,77% para 33.856 pontos, enquanto o S&P 500 sobe 0,78% para 3.964,66 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite cresce 1,03% para 11.071,16 pontos.

Os investidores foram animados pelos números de pedido de subsídios de desemprego, os quais podem servir de sustento para um abrandamento do ritmo da subida da taxa de juro de referência nos EUA.

O número de novos pedidos subsídio de desemprego aumentou moderadamente, renovando máximos de fevereiro. Em concreto na semana passada, o número de pedidos cresceu 4 mil para 230 mil, em linha com as expectativas dos economistas, citados pela Reuters.

O mercado aguarda agora a divulgação da leitura final do índice dos preços no produtor referente a novembro que será revelado esta sexta-feira e que pode dar pistas sobre as decisões que serão tomadas durante a reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed), marcada para a próxima semana.

Há menos de duas semanas, o presidente da Fed, Jerome Powell admitiu que "faz sentido abrandar o ritmo" da subida das taxas de juro já na próxima reunião, em linha com as atas da última reunião de política monetária do banco central.

Entre os principais movimentos de mercado, destacam-se as ações da Exxon que somam 2,41%, depois de a empresa ter revisto em alta a despesa para o próximo ano para um intervalo entre 23 mil milhões e 25 mil milhões de dólares, para investimentos na redução das emissões de carbono.

O intervalo fica acima da moldura entre 20 mil milhões e 25 mil milhões anunciada anteriormente. A Exxon Mobil brilhou entre as petrolíferas no que toca aos lucros do segundo e terceiro trimestres deste anos, já que foi beneficiada pela decisão tomada durante a pandemia - e duramente criticada - de duplicar o investimento em combustíveis fósseis.

Por sua vez, a Tesla desliza 0,36% após a notícia da Bloomberg que avança que o grupo de bancos que financiaram Elon Musk na compra do Twitter querem garantias da Tesla para aliviar dívida da rede social.

08.12.2022

Pedidos de subsídio de desemprego nos EUA sobem em 4.000 para 230.000

Os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos na semana concluída em 03 de dezembro aumentaram em cerca de 4.000 para 230.000 face à semana anterior, anunciou esta quinta-feira o Departamento do Trabalho norte-americano.

Na semana anterior, os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA situaram-se em 226.000.

A média das últimas quatro semanas, que constitui um indicador mais fiável da evolução do mercado laboral norte-americano, situou-se em 230.000 pedidos, um aumento em 1.000.

Apesar do aumento, o mercado de trabalho continua assim a ser uma das partes mais fortes da economia dos Estados Unidos, apesar dos receios de uma recessão devido às decisões de aumentar as taxas de juro da Reserva Federal.

Lusa

08.12.2022

Taxas Euribor sobem a três e seis meses e caem a 12 meses

As taxas Euribor sobem esta quinta-feira a três e a seis meses e desceram a 12 meses face a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, subiu hoje, para 2,456%, mais 0,014 pontos, batendo um novo máximo.

A média da Euribor a seis meses subiu de 1,997% em outubro para 2,321% em novembro. A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, também subiu hoje, ao ser fixada em 1,990%, mais 0,013 pontos que na quarta-feira, dia em que subiu até 1,993%, um novo máximo desde fevereiro de 2009.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses). A média da Euribor a três meses subiu de 1,428% em outubro para 1,825% em novembro.

No prazo de 12 meses, a Euribor recuou hoje, ao ser fixada em 2,858%, menos 0,006 pontos do que na quarta-feira, contra 2,892% em 28 e 29 de novembro, um máximo desde janeiro de 2009.

Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 05 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril. A média da Euribor a 12 meses avançou de 2,629% em outubro para 2,828% em novembro.

Lusa

08.12.2022

Ouro cede à medida que dólar recupera

Os preços do ouro aliviaram esta quinta-feira à medida que o dólar norte-americano recuperou ligeiramente. O metal precioso cede cerca de 0,2% para 1.783,50 por onça, invertendo a tendência da sessão anterior.

Na quarta-feira o ouro tinha valorizado mais de 1% suportado por um recuo na divisa norte-americana - que torna o metal mais barato para compradores noutras divisas - e nas "yields" das obrigações dos Estados Unidos.

Nesta sessão, o efeito está a ser o contrário: o índice do dólar avança 0,2%. Em relação à par europeia, a moeda única segue a perder 0,07% para 1,0501 dólares.

A negociação cambial deverá manter-se contida até à próxima semana, quando é esperado que a Reserva Federal dos EUA anuncie um aumento das taxas de juro de referência de 50 pontos base.

Contudo, antes disso, ainda serão conhecidos dados do índice de preços no consumidor em novembro, que poderão baralhar as perspetivas.

08.12.2022

Procura por refúgio na dívida beneficia Portugal

A dívida pública portuguesa continua a ser beneficiada pela procura dos investidores por refúgio no mercado obrigacionista. O fraco sentimento em relação às ações está a reforçar o apetite por obrigações, incluindo as europeias.

Na Alemanha, as Bunds a 10 anos - que servem de referência ao mercado da Zona Euro - seguem a negociar com uma "yield" de 1,774%, 7 pontos base abaixo da sessão de ontem.

A tendência de alívio é generalizada a toda a região. A "yield" da dívida portuguesa com maturidade a dez anos recua para 2,672%, tendo caído para mínimos de três meses.

A par das preocupações com a recessão, os investidores começam a posicionar-se para uma próxima semana que será cheia para a política monetária. Vários bancos centrais - incluindo o europeu, mas também dos EUA ou de Inglaterra - realizam as últimas reuniões do ano e poderão dar indicações sobre o futuro.

08.12.2022

Preocupação de Wall Street alastram à Europa

A Reserva Federal dos EUA subiu os juros em 75 pontos-base no último encontro, tendo o próximo marcado para 20 e 21 de setembro já com novos dados da inflação para avaliar.

As bolsas europeias abriram a sessão desta quinta-feira em terreno positivo, mas acabaram por ir perdendo força nas primeiras negociações. Apesar do entusiasmo com o alívio das restrições relacionadas com a covid-19 na China, os receios de recessão parecem estar a pesar mais.

O espanhol IBEX 35 avança 0,3%, o francês CAC 40 soma 0,1% e o britânico FTSE 100 sobe 0,07%. Em sentido contrário, o alemão DAX e o italiano FTSE MIB cedem 0,6% e 0,1% respetivamente.

As ações na Europa estão a replicar o sentimento que se viveu em Wall Street, onde houve uma inversão da curva das "yields" norte-americanas, um importante sinal de que o mercado está a esperar uma recessão nos Estados Unidos. Os juros das obrigações a 30 anos tocado abaixo da fasquia dos 3,5%, renovando mínimos de setembro.

Os investidores estão agora a aguardar a reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA, que está marcada para a próxima semana, onde a desaceleração da economia pode determinar um abrandamento no ritmo de subida das taxas de juros de referência.

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