Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia
Ao minuto18.02.2021

Juros disparam com medo da inflação, petróleo em máximos devido a nevões e bolsas no vermelho com resultados fracos

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

EPA
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2021 às 17:19
  • Assine já 1€/1 mês
  • 7
  • ...
18.02.2021

Europa regista maior ciclo de perdas desde outubro com contas dececionantes

As bolsas europeias encerraram em baixa, com o Stoxx Europe 600 a cair pela terceira sessão consecutiva, a mais longa série de perdas desde finais de outubro passado.

 

A penalizar estiveram uma série de resultados trimestrais que desiludiram o mercado, alimentando receios em torno da retoma do crescimento.

 

O Stoxx 600 encerrou a ceder 0,81%, para 412,73 pontos. Apenas duas categorias representadas neste índice conseguiram fechar no verde, nomeadamente o setor automóvel.

 

As ações da energia lideraram as quedas (-2,2%), pressionadas pelas contas da norueguesa Nel (que fornece soluções para a produção, armazenamento e distribuição de hidrogénio a partir de fontes de energia renováveis), que ficaram aquém das estimativas.

 

Também a banca cedeu terreno, a perder agregadamente 1,7%, depois de os resultados hoje apresentados pelo Credit Suisse e pelo Barclays não terem impressionado o mercado.

 

As fabricantes automóveis travaram maiores quedas do índice europeu de referência, a somarem 1,3%, impulsionadas pelas previsões otimistas da Daimler, ao mesmo tempo que foi avançado que a Volkswagen está a pensar cotar à parte, na bolsa, a sua unidade de carros desportivos Porsche.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cedeu 0,2%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,7%, o italiano FTSEMIB recuou 1,1%, o britânico FTSE 100 perdeu 1,4% e o espanhol IBEX 35 caiu 0,8%.

 

Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 1,2%. Já o Euro Stoxx 50 deslizou 0,5%.

 

18.02.2021

Nevões nos EUA e queda de stocks alimentam subida do petróleo

Se os preços subirem muito, o consumo pode diminuir e a capacidade de armazenamento pode ficar comprometida.

O petróleo segue a ganhar terreno nos principais mercados, a negociar em máximos de 13 meses, devido sobretudo à perturbação da oferta no sul dos EUA, mas a perder algum fôlego à conta do relato de que a Arábia Saudita pretende aumentar a sua produção nos próximos meses.

.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março soma 0,36% para 61,36 dólares por barril, depois de já ter estado a transacionar nos 62,26 dólares, o máximo desde 8 de janeiro de 2020.

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,03% para 64,36 dólares.

 

O Brent tocou hoje nos 65,52 dólares, o valor mais alto desde 20 de janeiro do ano passado.

 

A sustentar o "ouro negro" têm estado os nevões em importantes estados produtores do sul dos Estados Unidos, como o Texas, Novo México e Oklahoma, que levaram à suspensão das operações nos poços e refinaria.

 

Apesar disso, o impulso altista no mercado perdeu agora algum fôlego. Os investidores estiveram a comprar em força, devido aos receios de que os nevões – especialmente no Texas, o maior produtor do país – pudessem perturbar a produção dos EUA durante dias ou mesmo semanas, mas entretanto esse movimento de compras esmoreceu um pouco.

 

Foi encerrrado o equivalente a cerca de quatro milhões de barris de capacidade de refinação e o corte de produção é de pelo menos um milhão de barris por dia.

 

Entretanto, o Departamento norte-americano da Energia divulgou o nível dos stocks de crude na semana passada, com os inventários a caírem em 7,26 milhões de barris, o que devolveu algum dinamismo à tendência de subida da matéria-prima.

18.02.2021

Euro e libra ganham terreno face ao dólar

O euro está a recuperar de uma sequência de dois dias consecutivos a perder força para o dólar norte-americano na sessão desta quinta-feira. 

Hoje, a moeda única da União Europeia avança 0,34% para os 1,2079 dólares, a passo que a libra esterlina avança 0,69% para os 1,3952 dólares. 

18.02.2021

Futuros do ouro caem para mínimos de sete meses

Os futuros do ouro estão a negociar no nível mais baixo dos últimos sete meses, graças à recuperação do dólar e à subida dos juros das obrigações do Tesouro norte-americano, à boleia da esperada recuperação económica, que se espera que faça aumentar a inflação.

Com a inflação mais alta, é provável que a atuação dos bancos centrais mude, passando a uma postura mais rígida e de aumento de taxas de juro, de acordo com analistas. 

Os futuros do ouro cujo contrato expira em abril próximo estão a cair 0,4% para os 1.766,60 dólares, o nível mais baixo desde 2 de julho do ano passado.

Apesar da queda nos futuros do metal precioso, a anteverem uma desvalorização posterior, para já o preço corrente do ouro segue a valorizar 0,12% para os 1.778 dólares por onça. Ainda assim, este ano o metal precioso já desvalorizou perto de 6%. 

18.02.2021

Juros da dívida continuam a disparar. Yield das obrigações portuguesas acima de 0,2%

O movimento de redução da exposição dos investidores às obrigações está a acentuar-se esta quinta-feira, com o mercado a temer que a subida da inflação vai limitar os estímulos dos bancos centrais.

Na dívida portuguesa a yield dos títulos a 10 anos agrava-se 6 pontos base para 0,242%, o nível mais elevado desde o início de outubro e na quinta sessão seguida de subidas.

Mas este movimento estende-se a toda a dívida soberana, com destaque para as obrigações norte-americanas, com os investidores a saírem das obrigações por temerem um disparo na inflação devido aos sinais de recuperação robusta da maior economia do mundo, sobretudo porque está a caminho o pacote de estímulos orçamentais de 1,9 biliões de dólares.

A taxa de juro dos títulos do Tesouro norte-americanos a 10 anos avançam 4 pontos base para 1,31%, muito perto do máximo de um ano que foi atingido no início da semana.

A yield das obrigações alemãs a 10 anos avança 3,8 pontos base para -0,33%, o nível mais alto em oito meses. Na dívida espanhola o agravamento é de 5,9 pontos base para 0,34%, um máximo desde o início de setembro.

O mercado vive um daqueles momentos em que as "boas notícias são más notícias", já que a tendência de recuperação da economia (apesar de benigna para as bolsas) está a provocar uma forte subida das yields, que por sua vez está a assustar os mercados acionistas, que vivem esta quinta-feira uma sessão fortemente negativa.

18.02.2021

Wall Street em queda com dados do emprego a fazerem soar os alarmes

Os três principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira em queda, com os pedidos do subsídio de desemprego a subirem de forma inesperada na semana passada, deixando os investidores de pé atrás quanto à saúde da recuperação económica no país. 

Por esta altura, o Dow Jones perde 0,57% para os 31.432,60 pontos, enquanto que o S&P 500 cai 0,63% para os 3.906,40 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite recua 1,02% para os 13.823,80 pontos.

Hoje, o número de novos pedidos de subsídio de desemprego referentes à semana passada subiram, de forma inesperada, para os 861 mil, deixando o mercado surpreendido, uma vez que previa uma queda para a casa dos 756 mil, segundo a Reuters. Há duas semanas, o número de pedidos tinha-se situado nos 848 mil.

Parte desta subida se justifica com o encerramento temporário de várias fábricas de automóveis no país, devido à escassez global de chips semicondutores.

Uma das empresas a anunciar uma suspensão da produção foi a General Motors, que encerrou de forma temporária a fábrica no Kansas City. Outra das empresas que anunciou uma paragem foi a Ford Motor.

Desde os máximos atingidos no início desta semana, os três principais índices do país têm vindo a corrigir. Ontem, os analistas do Citigroup apontaram para uma correção na ordem dos 10% no curto-prazo.

18.02.2021

Europa tímida com empresas a piscar o olho mas subida dos juros a atrapalhar

As principais praças europeias posicionam-se no verde, embora, em grande parte, com pouca convicção. Os investidores temem o efeito do aumento da yield dos títulos do Tesouro nos Estados Unidos, que pode vir a significar uma maior inflação e menos estímulos.

Contudo, as empresas estão a animar: a Repsol revelou resultados que superaram as expetativas e o Barclays divulgou o valor do dividendo. A Acciona também ganha palco depois de revelado que estará a estudar a hipótese de lançar a sua unidade de renováveis em bolsa, e já disparou mesmo 7%. Por seu lado, o Carrefour avança 3% depois de divulgar que as vendas no seu principal mercado, França, subiram.

Neste contexto, o Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, avança uns ligeiros 0,07% para os 416,45 pontos. Madrid, Lisboa, Frankfurt, Paris, Milão e Amesterdão seguem todas com ganhos igualmente modestos, todos abaixo de 0,5%

18.02.2021

Juros do Tesouro norte-americano recuperam brilho

A yield das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos com maturidade de dez anos está a agravar 0,3 pontos base para os 1,275%, depois de na sessão anterior ter registado algum alívio. Ainda assim, estes juros estão perto dos máximos de fevereiro do ano passado que foram registados há duas sessões.

As perspetivas de crescimento, motivadas pelos estímulos vindos e por vir, criaram o já conhecido elo entre yields reais nos Estados Unidos e as expetativas quanto à inflação. 

Os juros da dívida a dez anos de Portugal valorizam 0,3 pontos base para os 0,188%, colocando-se acima de qualquer valor de fecho de que há registo desde o final de outubro. Na referência europeia, a Alemanha, a tendência é igualmente de subida, com a remuneração das bunds a engordar 0,2 pontos ase para os -0,367%.

18.02.2021

Ouro interrompe ciclo de quebras

O metal amarelo está a valorizar ligeiramente, recuperando do registo negativo que repetia há cinco sessões consecutivas.

O ouro sobe 0,37% para os 1.782,76 dólares por onça, afastando-se dos mínimos de 30 de novembro a que desceu na sessão anterior. Os tremores que se vivem nos mercados acionistas, que se encolhem perante o aumento da yield do Tesouro, deixam espaço para que o ouro recupere atratividade.

18.02.2021

Petróleo aproxima-se dos 65 dólares

O "ouro negro" segue a renovar máximos de mais de um ano, numa altura em que quase metade das operações nos Estados Unidos congelaram, literalmente. Uma produção de 4 milhões de barris diários encontra-se interrompida tendo em conta as condições atmosféricas de frio e gelo severos.

O barril de Brent, que é negociado em Londres e serve de referência no continente europeu, avança 0,96% para os 64,96 dólares. Nas últimas 16 sessões, este barril só tombou numa única, e tem vindo a renovar máximos. Nesta sessão, já atingiu um pico de 20 de janeiro do ano passado. O nova-iorquino crude vai no mesmo sentido, com uma soma de 0,82% para os 61,64 dólares.

18.02.2021

Subida das taxas de juro das obrigações dos EUA penaliza bolsas na Ásia e Europa

As ações na Ásia recuaram e a mesma tração está a repetir-se nos futuros norte-americanos e europeus, numa altura em que os investidores estão atentos às subidas na remuneração das obrigações norte-americanas.

Na China, em Hong Kong, os ganhos deram lugar a perdas no primeiro dia de negociação depois da pausa do Ano Novo Lunar - esta praça deslizou 1,2%, apesar de o Compósito de Xangai ter somado 0,7%. A bolsa sul-coreana mimetizou as quedas de Hong Kong, no Japão a descida foi de 1% e na Austrália as ações ficaram no limbo.  

Nos Estados Unidos, depois de uma sessão sem grandes mexidas, verifica-se um recuo, enquanto na Europa as ações estão pouco alteradas após um dia de quebras.

Os investidores mostram-se receosos de que o aumento das taxas de juro das obrigações soberanas dos EUA tenha um impacto negativo no mercado acionista. Na quarta-feira, estas chegaram a subir para 1,33% no prazo a 10 anos, apesar de depois se ter verificado algum alívio. A somar-se a estes receios está outro, mais reiterado, de que as cotações estejam em níveis algo especulativos e possam estar a aproximar-se da queda.

"As ações norte-americanas desceram um pouco, mas não podemos dizer que o sentimento de risco está de volta, uma vez que os preços das matérias-primas, incluindo o do petróleo, se mantêm fortes", comenta a Nissay Asset Management, em declarações à Bloomberg.

Ver comentários
Saber mais PSI-20 Europa cotadas Wall Street juros câmbio euro dólar matérias-primas petróleo ouro
Outras Notícias