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Ao minuto18.11.2025

"Sell-off" nos mercados globais atira Europa para a pior sessão desde agosto

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta terça-feira.

Bolsas europeias registam pior sessão desde agosto
Bolsas europeias registam pior sessão desde agosto Luca Bruno/AP
18 de Novembro de 2025 às 17:50
18.11.2025

"Sell-off" nos mercados globais atira Europa para a pior sessão desde agosto

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Os principais índices europeus registaram esta terça-feira a pior sessão desde agosto deste ano, caíndo pela quarta sessão consecutiva, numa altura em que os investidores continuam a afastar-se de ativos de risco e digerem uma possível sobreavaliação das ações tecnológicas, principalmente as ligadas à inteligência artificial (IA). O foco vai agora para os resultados trimestrais da Nvidia e uma série de dados económicos dos EUA, após o mais longo "shutdown" da história do país. 

O Stoxx 600 terminou a negociação com uma queda de 1,72% para 561,86 pontos, o valor mais baixo desde finais de setembro. A grande maioria dos setores encerrou a sessão no vermelho, com o mineiro a ser um dos principais fatores de pressão sobre o "benchmark" europeu, num dia marcado por uma desvalorização nos preços do alumínio e do cobre. 

Em contraciclo, o setor do imobiliário e da saúde conseguiram escapar à "maré vermelha", com o último a ser impulsionado pela Roche Holding. A farmacêutica disparou 6,79% para 306,70 francos suíços, depois de ter revelado que o seu medicamento experimental para tratar o cancro da mama conseguiu passar um teste fundamental para a sua comercialização. 

O principal índice europeu ainda atingiu máximos históricos na semana passada, mas desde aí tem tido grande dificuldade em manter os ganhos, com a euforia em torno da IA a desvanecer-se e os investidores a reduzirem a exposição das suas carteiras às tecnológicas - um movimento que acabou por se espalhar para as restantes ações. "Este nervosismo torna os próximos resultados da Nvidia ainda mais importantes", declara Stephan Kemper, estratega de investimento do BNP Paribas Wealth Management, à Bloomberg. "Serão, definitivamente, um momento decisivo para o mercado", completa. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Umicore afundou 14,26% para 14,43 euros, depois de o grupo de investimento GBL ter vendido metade da sua posição na empresa a preço de desconto. Já a Fraport cedeu 6,22% para 71,60 euros, após a operadora de aeroportos alemã ter visto a sua recomendação por parte do Goldman Sachs cortada de "comprar" para "manter". 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 1,74%, o espanhol IBEX 35 cedeu 2,14%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 2,12%, o francês CAC-40 subtraiu 1,86%, o britânico FTSE 100 tombou 1,27% e o neerlandês AEX deslizou 1,53%.

18.11.2025

Juros da dívida da Zona Euro sem tendência definida

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro negociaram sem rumo definido esta terça-feira, num dia marcado pelas perdas significativas no mercado acionista por todo o mundo, um sinal claro dos investidores de fuga aos ativos de risco. 

A rendibilidade das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para o bloco, caiu 0,6 pontos-base para 2,705%, e, em contraciclo, os juros da dívida francesa agravaram-se em 0,5 pontos-base para 3,456%. Em Itália, a "yield" subiu 1,1 pontos para 3,455%. 

Na Península Ibérica, os juros da dívida ficaram inalterados face à sessão de ontem: no caso de Portugal nos 3,039% e de Espanha em 3,206%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas com a mesma maturidade saltaram 1,8 pontos-base para 4,552%, na véspera dos dados da inflação do país. Huw Pill, do Banco de Inglaterra, disse que as pressões inflacionistas não são tão fortes quanto sugerem as estimativas de inflação, embora tenha sinalizado que os decisores de política monetária não devem cortar as taxas de juros novamente por enquanto.

18.11.2025

Dólar inalterado com investidores à espera de novos dados

Libra e iene ganham força contra o dólar americano

O dólar está a negociar praticamente inalterado face aos seus principais rivais, depois de ter chegado a atingir máximos de nove meses e meio face ao iene, numa altura em que os investidores negoceiam "às escuras" e esperam por uma série de dados económicos para ajustarem as suas posições. 

A esta hora, o euro recua 0,03% para 1,1587 dólares, enquanto a libra cede 0,07% para 1,3146 dólares. Já a "nota verde" cai 0,04% para 155,20 ienes, depois de a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, ter demonstrado o seu desagrado em torno de um possível aumento das taxas de juro no país e ter pedido ao banco central para trabalhar com o governo para encontrarem uma forma de relançar a economia. 

"Isto está a ser suficiente para lançar mais dúvidas sobre a capacidade do Banco do Japão de aumentar as taxas em dezembro", explica Francesco Pesole, estratega cambial do ING, à Reuters, reconhecendo que os riscos de uma eventual escalada na inflação não parecem muito elevados neste momento.

Pelos EUA, a política monetária também está em foco, com os investidores a tentarem antecipar qual será a decisão da Reserva Federal (Fed) em dezembro. O mercado de "swaps" aponta para uma probabilidade em torno de 50% de o banco central optar por um alívio de 25 pontos base no próximo mês - uma expectativa ligeiramente mais otimista do que no início do dia, apoiada em novos dados que apontam para um mercado laboral em declínio, mas ainda muito longe dos 67% da semana passada. 

18.11.2025

Ouro recupera algum "brilho" após atingir mínimos de uma semana

ouro

O ouro está a recuperar de mínimos de uma semana que atingiu esta terça-feira, numa altura em que o apetite pelo risco continua a deteriorar-se e os investidores antecipam qual poderá ser o próximo movimento da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Com o dólar praticamente inalterado, os mercados estão atentos a uma nova leitura do mercado laboral dos EUA, que continua a apontar para a deterioração do emprego. 

A esta hora, o metal precioso avança 0,36% para 4.060,63 dólares por onça, depois de ter chegado a cair para mínimos de 10 de novembro. A recuperação foi impulsionada por novos dados na maior economia do mundo, com o Departamento de Trabalho dos EUA a indicar que os pedidos de subsídio de desemprego cresceu para 1,9 milhões na semana terminada em 18 de outubro. 

Os dados apontam para o mesmo cenário de deterioração do mercado laboral que os números da ADP já estavam a apontar. Esta terça-feira, a empresa privada de processamento de salários revelou que os EUA perderam 2.500 postos de trabalho por semana nas 4 semanas anteriores a 1 de novembro - mesmo assim uma ligeira recuperação face ao período anterior, quando desapareceram 14.250 postos por semana. 

A confluência destes dois relatórios deu algum otimismo aos investidores em relação a um novo corte nas taxas de juro em dezembro, apesar de continuarem a rondar os 50%. "Isto está a ajudar o ouro e a prata, que estão a tentar quebrar uma sequência de três dias de perdas", explica Tai Wong, um negociante independente de metais, à Reuters. 

Os investidores aguardam agora pelas atas da última reunião da Fed, quando o banco central decidiu cortar as taxas de juro do país pela primeira vez este ano - uma decisão que não foi consensual entre os vários membros da autoridade monetária. Em foco estarão ainda os dados da criação de emprego relativos a setembro, adiados devido ao maior "shutdown" da história dos EUA. 

18.11.2025

Excedente eclipsa sanções à Rússia e atira petróleo para o vermelho

Petróleo.

Os preços do petróleo estão a negociar no vermelho numa sessão que se está a mostrar bastante volátil, com os investidores a continuarem a digerir o impacto das sanções ao crude russo num cenário de excedente para o próximo ano. De acordo com o Tesouro norte-americano, as medidas adotadas contra as duas maiores petrolíferas do país já estão a diminuir a capacidade de Moscovo financiar a guerra com a Ucrânia - e mais sanções podem estar a caminho. 

O barril de Brent, referência para a Europa, recua 0,58%, para os 63,84 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,43%, negociando nos 59,65 dólares por barril. Os dois "benchmarks" arrancaram a sessão a perder mais de 1%, chegaram a negociar no verde, tendo entretando voltado a perder terreno. 

Com toda esta volatilidade, o cenário a longo prazo para o crude não é o mais animador. Na segunda-feira, o Goldman Sachs voltou a atualizar as suas previsões para a matéria-prima e espera mesmo que o petróleo continue numa trajetória descendente no próximo ano, citando as perspetivas de um excedente no mercado. No entanto, o banco norte-americano vê o Brent a negociar acima dos 70 dólares, caso a produção russa continue a cair. 

Entretanto, a Rússia voltou a abrir o porto de Novorossiisk depois de um ataque aéreo ucraniano ter obrigado o país a suspender qualquer atividade neste ponto-chave de acesso ao Mar Negro, que representa 2% do abastecimento global. Ao todo, passam por este porto cerca de 2,2 milhões de barris por dia, tendo a sua interrupção levado os preços do petróleo a disparar mais de 2% na sexta-feira. 

18.11.2025

Wall Street no vermelho sem novos catalisadores. Home Depot cai mais de 3%

Wall Street.

Os principais índices norte-americanos arrancaram mais uma sessão em território negativo, numa altura em que persistem as dúvidas em torno de uma possível sobrevalorização das ações ligadas ao setor tecnológico e os mercados estão cada vez menos certos de que a Reserva Federal (Fed) opte por um corte de juros em dezembro. 

O S&P 500 cai 0,71% para 6.625,28 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cede 0,93para 46.156,21 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 1,17% para 22.442,37 pontos. Apesar das quedas, os três índices continuam com um saldo anual bastante positivo e, recentemente, renovaram máximos históricos, com o movimento das últimas sessões a ser, em parte, atribuído a uma retirada de mais-valias.

À procura de novos catalisadores, os investidores vão estar de olhos postos nos resultados trimestrais de uma série de empresas, com o claro destaque a ir para a Nvidia e para o setor do retalho, e em dados económicos que vão permitir medir o pulso à maior economia do mundo. Na quinta-feira, vai ser conhecida a evolução da criação do emprego em setembro, com os analistas a anteverem uma ligeira recuperação face ao mês anterior. 

Esta terça-feira, a empresa privada de processamento de salários ADP revelou que o mercado laboral norte-americano perdeu 2.500 postos de trabalho por semana nas 4 semanas anteriores a 1 de novembro. É uma ligeira recuperação face ao período anterior, quando desapareceram 14.250 postos por semana, mas demonstra que o mercado de trabalho norte-americana continua sob grande pressão. 

O mercado de "swaps" aponta agora para uma probabilidade inferior a 50% de existir um corte de 25 pontos base nas taxas de juro na próxima reunião - bastante abaixo dos 67% da semana passada e dos 93% de há um mês. Pelo menos três membros da Fed vão discursar esta terça-feira e os investidores vão estar atentos a qualquer pista sobre o futuro da política monetária do país - a curto e a longo prazo. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Home Depot cai 3,39% para 346,05 dólares, depois de a empresa ter previsto uma queda nos lucros superior à anteriormente antecipada, citando a incerteza em torno da economia neste momento. A retalhista antecipa uma quebra no resultado líquido por ação de 5%, uma revisão em alta dos 2% anteriores. Já a Axalta Coating Systems avança 3,05% para 29,04 dólares, após a AkzoNobel ter revelado planos para se fundir com a empresa. 

18.11.2025

Euribor sobe a três e seis meses e desce a 12 meses

Casas Habitação

A taxa Euribor subiu hoje a três e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a segunda-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,051%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,155%) e a 12 meses (2,233%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,155%, mais 0,014 pontos que na segunda-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor desceu, ao ser fixada em 2,233%, menos 0,002 pontos.

A Euribor a três meses avançou hoje para 2,051%, mais 0,003 pontos do que na segunda-feira.

Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.

A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.

Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.

Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro em Florença que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas que não é um lugar fixo.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

18.11.2025

Europa soma quarto dia no vermelho com todos os setores em queda

As bolsas europeias negoceiam no vermelho pela quarta sessão consecutiva, com os investidores a fugirem do risco numa altura em que aguardam os resultados trimestrais da Nvidia e a divulgação de dados macroeconómicos nos EUA, nomeadamente do emprego.

O índice paneuropeu Stoxx 600 perde 1,24%, até aos 564,61 pontos, com todos os setores a serem penalizados. As maiores quedas registam-se no setor mineiro, pressionado pela descida nos preços do alumínio e cobre. Também a tecnologia e a banca são dos setores com pior desempenho. O índice tocou um máximo histórico em meados da semana passada.

O atual nervosismo que domina os investidores "torna os resultados da Nvidia ainda mais importantes", diz Stephan Kemper, estratega-chefe de investimento no BNP Paribas Wealth Management, citado pela Bloomberg. "Este será o momento decisivo para o mercado", reforça.

Com as elevadas avaliações e as fortes apostas dos investidores na inteligência artificial (IA), "este setor tem de corresponder e alguns interrogam-se se houve demasiado otimismo", indica, por seu lado, Stephane Ekolo, estratega da TFS Derivatives.

As preocupações com a política monetária dos EUA também paira sobre o mercado, com os investidores a verem com menos convicção a possibilidade de a Reserva Federal (Fed) cortar as taxas federais em dezembro.

O alemão DAX recua 1,26%, enquanto o parisiense CAC cai 1,1% e o londrino FTSE100 perde 0,96%.

Em Espanha, o IBEX35 cede 1,74% apenas superado pela quebra de 1,81% do italiano FTSEMib. Por cá, o PSI recua 1,19%, agravando as perdas da abertura.

18.11.2025

Dólar chega a máximos de nove meses face ao iene

O dólar atingiu máximos de nove meses e meio em relação ao iene esta manhã, antes de recuar nos ganhos - chegou a atingir 155,37 ienes, com a divisa nipónica no nível mais baixo desde 4 de fevereiro. 

A divisa japonesa levanta preocupações numa altura em que a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirma estar "alarmada" com as oscilações unilaterais do câmbio, ao mesmo tempo que a política orçamental do país faz soar os alarmes. 

Embora o governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, tenha sinalizado a possibilidade de aumento das taxas de juros já no próximo mês, a primeira-ministra, Sanae Takaichi, manifestou o seu descontentamento com esta ideia, instando o Banco do Japão a cooperar com os esforços do Governo para "reativar" a economia. O Barclays recomendou manter as posições compradas em dólar americano contra o iene.

O euro recua 0,03% para 1,1589 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" avança 0,01% para 155,24 ienes. Já o índice do dólar da DXY cede 0,03% para 99,558 pontos. 

Os investidores aguardam pelos dados económicos dos EUA após a paralisação mais longa da história, que terminou a semana passada, mas os serviços federais estão ainda a retomar os trabalhos. O relatório de criação de emprego de setembro está previsto para esta quinta-feira. Estes dados deverão definir melhor qual a trajetória a seguir pela Reserva Federal na reunião de dezembro. 

“Esses dados são retrospetivos, mas continuam muito relevantes”, disse Paul Mackel, do HSBC. "Isto abrange o período em que o banco central retomou o ciclo de flexibilização monetária e sucede o momento em que o presidente, Jerome Powell, adotou um tom mais moderado em Jackson Hole em relação às condições do mercado de trabalho americano", acrescentou.

18.11.2025

Juros na Europa aliviam com fuga ao risco dos investidores

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar esta terça-feira com os investidores a procurarem refúgio perante as quedas nas bolsas do Velho Continente.

A "yield" das "Bunds" alemãs, referência para a Europa, desce 2,2 pontos base, para 2,689%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa cai um ponto, para 3,441%.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos cedem 1,4 pontos base, para 3,025%, enquanto no país vizinho o alívio é de 1,3 pontos, para os 3,193%. Já em Itália, a "yield" desce 0,9 pontos, para 3,436%.

Fora do bloco da moeda única, os juros das "Gilts" britânicas recuam 1,6 pontos base, para 4,518%.

18.11.2025

Petróleo recua ligeiramente com perspetiva de excesso de oferta

Petróleo.

Os preços do petróleo cedem ligeiramente pressionados pelas perspetivas de que o mercado esteja com excesso de procura, mas com as sanções dos EUA ao petróleo russo a diminuirem o impacto na cotação do "ouro negro".

O barril de Brent, referência para a Europa, recua 0,67%, para os 63,77 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) cai 0,78%, negociando nos 59,52 dólares por barril.

Já o preço do crude russo caiu para mínimos de mais de dois anos quando estão prestes a entrar em vigor sanções de Washington às petrolíferas russas Rosneft e Lukoil.

"O mercado está a pesar as pressões 'bearish' das previsões da oferta contra os riscos 'bullish' de disrupções na oferta por razões geopolíticas, da Rússia e de outras geografias", disse à Bloomberg Saul Kavonic, analista senior de energia na MST Marquee.

18.11.2025

Ouro cede pelo quarto dia mas mantém-se acima dos 4 mil dólares

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

Os preços do ouro recuam hoje pela quarta sessão consecutiva, mas o metal amarelo mantém-se acima da fasquia dos quatro mil dólares por onça, apesar de ter caído abaixo desse patamar durante a madrugada.

O ouro está sob pressão pelas expectativas cada vez mais reduzidas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana decida cortar as taxas diretoras na reunião de dezembro.

O ouro cede neste momento 0,41%, negociando nos 4.028,45 dólares por onça.

A ausência de dados económicos devido ao "shutdown" do Governo federal deixou os investidores sem indicadores para avaliar qual será a decisão da Fed em dezembro, com vários membros do banco central dos EUA a pronunciarem-se de forma cautelosa quanto a um novo corte nas taxas.

Os swaps apontam agora para uma probabilidade inferior a 50% de que a Fed reduza o preço do dinheiro em dezembro, quando há um mês essa decisão era dada como adquirida.

Na quinta-feira serão conhecidos os dados do emprego relativos a setembro, o que poderá ajudar a dar umas "luzes" sobre o sentido da decisão da instituição liderada por Jerome Powell.

Apesar do recuo recente, o ouro acumula uma valorização de mais de 50% este ano, a caminho do melhor desempenho anual desde 1979.

18.11.2025

Bitcoin cai mais de 2% para o nível mais baixo desde abril

Bitcoin atinge novo máximo desde julho, cotada acima dos 124 mil dólares

A bitcoin, a criptomoeda mais conhecida e negociada do mercado, caiu mais de 2% hoje, para menos de 90 mil dólares, o nível mais baixo desde abril.

De acordo com dados da agência de notícias financeiras Bloomberg, às 6:00 (hora de Lisboa) a bitcoin estava a cair 2,41%, nos 89.901,94 dólares (77.536 euros).

A criptomoeda chegou mesmo a cair para 89.231,50 dólares (76.958 euros), por volta das 04:47.

No último mês, a bitcoin acumulou uma queda de cerca de 20%, depois de atingir um máximo histórico de 126.251 dólares (108.883 euros) em 06 de outubro.

Simon Peters, analista da eToro especializado em criptomoedas, explicou que "a perda de confiança dos investidores em novos cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA está a enfraquecer o preço" da bitcoin.

"A probabilidade de um corte de 25 pontos base na reunião de dezembro é agora inferior a 50%, o que evidencia a contínua aversão ao risco do mercado", acrescentou o analista.

18.11.2025

Tecnológicas e bitcoin arrastam Ásia para perdas significativas

Bolsa de Tóquio regista ganhos apesar da chuva e incertezas

As bolsas asiáticas terminaram a sessão desta terça-feira mergulhadas no vermelho, pressionadas pelas vendas de ações de tecnológicas e pela queda da bitcoin - um indicador do sentimento de mercado -, abaixo dos 90 mil dólares, em mínimos de sete meses. A fraqueza da criptomoeda, que apagou os ganhos deste ano, alimenta a perceção da aversão ao risco.

"A sensação é de que a convicção dos investidores nos níveis atuais está a diminuir", disse Tareck Horchani, da Maybank Securities, à Reuters. "Não se trata tanto de um catalisador forte, mas sim da fadiga de posicionamento, sensibilidade à avaliação e uma crescente sensação de que o 'rally' precisa de uma pausa", acrescentou. 

O MSCI para ações da região Ásia-Pacífico caiu 1,8%, para o valor mais baixo desde meados de outubro. No Japão, o Topix mergulhou 2,88% e o Nikkei 225 tombou 3,22%, perto da sua maior queda em apenas um dia desde abril, numa altura em que também os juros da dívida soberana japonesa com maturidade a 40 anos se agravou em 8 pontos-base para 3,68%, o nível mais elevado de sempre; as dívidas a 20 e 30 anos saltaram também 4 pontos cada. 

Há ainda preocupações com a disputa diplomática entre Tóquio e Pequim, bem como com a saúde das finanças do Japão, devido ao pacote de medidas da primeira-ministra Sanae Takaichi, que está a colocar pressão nas contas públicas, alimentando o sentimento pessimista para aquilo a que os investidores chamam de "sell Japan movement".

Na China, o Shanghai Composite recuou 0,81% e o Hang Seng, em Hong Kong, derrapou 1,91%. Na Coreia do Sul, o Kospi tombou 3,32%. As ações de tecnologia foram as mais afetadas, com a SK Hynix e a Samsung Electronics entre as maiores perdedoras, ao caírem 5,94% e 2,78%, respetivamente. 

Os resultados trimestrais da fabricante de semicondutores americana, Nvidia, serão divulgados esta quarta-feira. Estes dados são os mais aguardados do mercado, com grande expectativa, já que os investidores procuram por sinais de enfraquecimento do setor que impulsionou o "rally" do mercado acionista nos últimos meses.

"Muitas das empresas de tecnologia asiáticas fazem parte da cadeia de abastecimento global de inteligência artificial", disse Jason Lui, do BNP Paribas. "À medida que os investidores analisam mais detalhadamente os gastos, a sustentabilidade e a magnitude dessa aposta (em IA), isso levará a investimentos mais seletivos nos EUA e em toda a Ásia", acrescentou. 

As bolsas europeias devem também abrir em baixa, com os futuros do Euro Stoxx 50 a recuarem 1,3%. O novo catalisador para as ações europeias, americanas e asiáticas deverá ainda ser o relatório da criação de emprego norte-americano em setembro, que deverá ser divulgado esta quinta-feira. 

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