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Bundesbank espera mais subidas "significativas" das taxas de juro

O presidente do banco central da Alemanha admite uma inflação de dois dígitos no país no final deste ano e não afasta a recessão no segundo semestre na maior economia europeia.

Negócios com Lusa 11 de Setembro de 2022 às 13:51
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O presidente do banco central da Alemanha (Bundesbank), Joachim Nagel, apontou este domingo novas subidas "significativas" das taxas de juro na Zona Euro, face ao aumento da inflação.

Joachim Nagel disse, citado pela agência France-Presse (AFP), que "o passo dado na quinta-feira" pelo Banco Central Europeu (BCE), de subir a sua taxa de juro diretora em 0,75 pontos, "constituiu um sinal significativo".

"Se a situação inflacionista permanecer como está, outros passos significativos terão de ser dados", avisou, falando na existência de "indicações que mostram que a inflação se está a espalhar por muitas áreas" da economia.

O presidente do Bundesbank estimou que a taxa de inflação na Alemanha possa atingir um nível "superior a 10%" no mês de dezembro, período que deverá, na sua opinião, constituir o pico inflacionista atual.

O banco sediado em Frankfurt tem referido apenas uma previsão de 10% de inflação nos últimos meses do ano, e assim piora a sua expectativa.

Segundo Joachim Nagel, citado pela AFP, a inflação deverá desacelerar em 2023, mas ficando "acima de 6%" no próximo ano, um nível "muito alto".

Nestas condições, a continuação do aperto do custo do crédito na Zona Euro é inevitável, disse o responsável germânico, apesar do impacto negativo que esta política pode ter no crescimento económico. O líder do Bundesbank considerou "possível" que a Alemanha, a maior economia da Europa, entre em recessão no terceiro e quarto trimestres deste ano, e assim permaneça no início do próximo ano. "Há uma série de elementos" que indiciam esse cenário, disse.

O BCE, que tem como missão principal garantir a estabilidade de preços na Zona Euro, tem como meta uma taxa de inflação de 2%.

A instituição presidida por Christine Lagarde decidiu, na quinta-feira, fazer o maior aumento de sempre das taxas de juro, advertindo a responsável francesa que outros aumentos se seguiriam.

O Conselho de Governadores da instituição monetária decidiu aumentar as suas taxas diretoras em 75 pontos base, o primeiro em duas décadas de existência, excetuando um ajustamento técnico em 1999.

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