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Fim dos juros negativos na Europa. Franco suíço cai como não era visto desde 2015

Ao aumentar a taxa de juro diretora para 0,5%, a Suíça colocou um fim à era dos juros negativos na Europa. O franco reagiu em baixo contra o dólar, devido ao aumento do "short-selling" cambial provocado pela desilusão. O mercado queria uma maior subida, mas Thomas Jordan não correspondeu.

Thomas Jordan, presidente do Banco Nacional da Suíça
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 22 de Setembro de 2022 às 11:21
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O franco suíço registou uma queda como não era vista desde 2015, depois de o banco central do país (SNB) ter decidido voltar a subir as taxas de juro diretoras, desta vez em 75 pontos base. Os analistas justificam o movimento da moeda de Zurique com uma "decepção" do mercado face à deliberação tomada pela autoridade monetária.

 

O Banco da Suíça aumentou esta quinta-feira a taxa de juro diretora em 75 pontos base, passando-a para 0,5%, a primeira vez em oito anos em que os juros diretores suíços estão acima de zero. Com este gesto, o SNB colocou ainda um ponto final numa década de juros negativos na Europa, já que a Suíça era ainda o único país com uma taxa diretora em terreno negativo.

 

Em junho, o banco central surpreendeu o mercado com o anúncio do primeiro aumento desde 2007, retirando assim as taxas dos mínimos históricos em que estavam fixadas. Na altura o banco central subiu os juros em 50 pontos base para -0,25%.

 

O presidente do banco central, Thomas Jordan (na foto), antecipou, durante a conferência de imprensa no rescaldo da decisão, que "a inflação deverá permanecer elevada por enquanto", pelo que não descartou "novos aumentos da taxa de juro para garantir a estabilidade dos preços a médio prazo".

 

Apesar deste ter sido o aumento mais agressivo em 20 anos, desiludiu o mercado, segundo os analistas, já que os investidores apontavam para uma subida de 100 pontos base.

"A decisão [do SNB] levou a um aumento do ‘short-selling’ sobre os pares euro e franco e libra franco, já que se esperava um aumento de maior dimensão", explicou Vasileios Gkionakis, estratega de câmbio do Citigroup, numa nota enviada aos clientes, citada pela Bloomberg.

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