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Membro do BCE admite primeira subida de juros no verão

O governador do banco da Áustria defende uma abordagem mais agressiva por parte do BCE, defendendo que o banco central avance com a primeira subida de juros mesmo antes do fim das compras de ativos.

Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2022 às 09:31
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Robert Holzmann, governador do banco central da Áustria e membro do Banco Central Europeu (BCE), abriu a porta a que a autoridade monetária europeia avance com a primeira subida de juros na região no verão, mesmo antes de serem concluídos os programas de compra de dívida.

 

Com a inflação a atingir valores recordes – o gabinete de estatística europeu deverá confirmar hoje que a o índice de preços no consumidor subiu para 5,1% em janeiro – está a aumentar a pressão para que o BCE atue de modo a conter esta escalada.

 

Apesar de na última reunião de política monetária, a presidente do BCE Christine Lagarde ter deixado de afastar uma mexida nos juros este ano, reiterou que isso apenas aconteceria após o término dos programas de compra de dívida. Uma condição que Holzmann vem agora afastar.

 

"No que diz respeito às perspetivas para as taxas de juro, o BCE sempre sinalizou que uma subida das taxas de juro não deve ocorrer até pouco tempo após o término das compras de obrigações", referiu Holzmann numa entrevista ao jornal suíço NZZ, citada pela Reuters.

Dito isto, o responsável realçou que "também seria possível dar o primeiro passo na taxa de juros no verão antes do final das compras e um segundo no final do ano", uma opção à qual se mostrou favorável.

 

Caso a opção apontada por Holzmann ganhe adeptos e avance, isto significaria que o BCE poderia estar, em simultâneo, a reduzir estímulos monetários, através da redução das compras, e a aumentar taxas de juro. Uma abordagem mais agressiva do que atualmente está a ser descontada pelo mercado.

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