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Dinâmica agrícola para revitalizar o interior do país

Para Joaquim Torres, não há mais nenhum setor como o agrícola com capacidade de desenvolver as zonas interiores de forma sustentada e continuada.

Filipe S. Fernandes 20 de Junho de 2022 às 15:30
Joaquim Torres, diretor-geral da Valinveste e membro do júri do Prémio Portugal Inspirador na área da Agricultura. Bruno Colaço
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Agricultura

"Fico muito satisfeito que a agricultura tenha sido considerada para este prémio. O setor agrícola tem de ser olhado pelo país de uma forma diferente porque tem uma grande capacidade para resolver uma série de problemas do país." As palavras são de Joaquim Torres, diretor-geral da Valinveste, e membro do júri do Prémio Portugal Inspirador na área da Agricultura. Um desses, e que os critérios do prémio têm em consideração já que passa por beneficiar as zonas mais interiores, tem na agricultura um dos principais meios para conseguir a coesão social territorial do país", defende o responsável.

Para Joaquim Torres, não há mais nenhum setor como o agrícola com capacidade de desenvolver as zonas interiores de forma sustentada e continuada. E dá como exemplo o que aconteceu a sul de Portugal, com a obra do Alqueva, que levou a uma grande transformação e deu uma nova dinâmica a uma região que definhava e que hoje é uma zona com uma enorme atividade económica, com empresas da agricultura e de outros setores a trabalharem em pleno. "Podemos fazer isso noutras regiões do país e a existência deste prémio de certa forma pode vir a salientar esse aspeto e essa capacidade", sublinha Joaquim Torres.

O membro do júri refuta a ideia de uma agricultura do passado, ultrapassada, que "só pode existir na cabeça de quem não conhece a agricultura atual". Temos neste setor atividades que estão ao melhor nível quando comparadas com o que se faz em qualquer parte do mundo. Assim se criem as infraestruturas necessárias e haja essa aposta que precisamos para que as empresas tenham condições para se desenvolverem. Quando essas condições existirem de facto, haverá aspetos que podem ser verdadeiros saltos qualitativos pois as empresas responderão."