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Notícia

Uma viagem aos critérios do prémio

Esta iniciativa destina-se a premiar as empresas “inspiradoras” de quatro áreas de atividade: Agricultura, Turismo e Serviços, Sustentabilidade e Economia Social e Inovação, Tecnologia e Indústria.

Filipe S. Fernandes 20 de Junho de 2022 às 16:00
Reunião em que foram apresentados os critérios de avaliação do Prémio Portugal Inspirador. Bruno Colaço
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Na categoria Sustentabilidade e Economia Social, os distinguidos serão divididos em subcategorias e são premiadas empresas/organizações em duas áreas distintas, Sustentabilidade e Economia Social. Nesta categoria, a escolha dos premiados é da exclusiva responsabilidade dos membros do júri.

Nas categorias Agricultura Turismo e Serviços; e Inovação, Tecnologia e Indústria, há três prémios por categoria: Prémio Grande Empresa (um vencedor e duas menções honrosas), Prémio PME (um vencedor e duas menções honrosas) e o Prémio Personalidade do Ano (um vencedor).

A seleção dos candidatos nas categorias Agricultura; Turismo e Serviços; e Inovação, Tecnologia e Indústria é feita com o apoio da Informa D&B e da Accenture, que definiram os critérios para selecionar os candidatos nas várias categorias

Na Agricultura, para as PME, o júri vai ter em conta a localização, beneficiando-se as empresas do interior, a taxa de crescimento do número de empregados, a importância das exportações (%) e a taxa de crescimento do volume de negócios. Nas grandes empresas, além da localização, contam o risco de "delinquency" da Informa D&B, que reflete a maior ou menor probabilidade de nos próximos 12 meses uma entidade registar um atraso de pagamentos superior a 90 dias face aos prazos acordados, a pelo menos um dos seus credores, a importância das exportações (%) e a taxa de crescimento do volume de negócios.

No Turismo e Serviços serão assumidos os seguintes critérios. Para as PME, o indicador de resiliência financeira da Informa D&B, que mede a capacidade de uma empresa enfrentar e reagir a um choque excecional e não previsto com impacto significativo no seu processo produtivo e/ou comercial, permitindo posicionar cada empresa relativamente ao setor em que se insere, calculado com base em quatro dimensões económicas e financeiras: estrutura de custos, estrutura de endividamento, margem de lucro e rendibilidade e eficiência de investimento, a taxa de crescimento do volume de negócios, e a taxa de crescimento do número de empregados. Nas grandes empresas, são tidos em conta o indicador de resiliência financeira Informa D&B, a margem EBITDA (%), e o VAB por vendas (%).

Na Inovação, Tecnologia e Indústria, são considerados para as PME o indicador de resiliência financeira Informa D&B, a taxa de crescimento do volume de negócios, a taxa de crescimento do número de empregados e o indicador de empresas-gazela Informa D&B, que se refere a empresas de crescimento elevado com cinco ou menos anos de idade no final do período (2020). Por sua vez, para as grandes empresas vigoram o indicador de resiliência financeira Informa D&B, a taxa de crescimento do volume de negócios, a margem EBITDA (%) e o VAB por vendas (%).

Esta bateria de critérios tem alguns objetivos. A localização beneficia empresas que desenvolvem atividade em regiões afastadas das grandes áreas metropolitanas do país enquanto a taxa de crescimento do número de empregados procura espelhar a capacidade de geração de emprego por parte das PME. Por sua vez o risco de "delinquency" Informa D&B pretende distinguir as empresas com maior probabilidade de registar um atraso de pagamentos para com os fornecedores e a importância das exportações premeia as empresas que se destacam na internacionalização dos negócios.

O indicador de resiliência financeira Informa D&B beneficiia operacional e a capacidade de criação de valor, e o indicador de empresas-gazela Informa D&B pretende beneficiar empresas recentes no mercado com capacidade de crescimento.

Sublinhe-se ainda que as decisões do júri são soberanas e irrevogáveis, não existindo qualquer tipo de recurso.


Os membros do júri

As 15 personalidades da área empresarial e académica que têm a responsabilidade da atribuição dos galardões.

Agricultura
Gabriela Cruz, presidente da APOSOLO - Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo
Joaquim Pedro Torres, diretor-geral da Valinveste
José Pedro Salema, presidente do conselho de administração da EDIA
Sandra Tavares da Silva, enóloga da Wine & Soul

Inovação, Tecnologia e Indústria
Carlos Oliveira, cofundador e presidente executivo da Fundação José Neves
Paulo Pereira da Silva, presidente executivo da Renova
Pedro Santa Clara, partner da Shaken not Stirred
Rodrigo Martins, diretor da CEMOP e professor da FCT da UNL

Sustentabilidade e Economia Social
Clara Raposo, presidente do ISEG
Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável
Maria do Céu Ramos, presidente do Centro Português de Fundações e secretária-geral da Fundação Eugénio de Almeida
Pedro Norton de Matos, fundador e organizador do Greenfest e do Bluefest

Turismo e Serviços
Hélia Pereira, reitora da Universidade Europeia
Adolfo Mesquita Nunes, advogado e sócio da Gama Glória
Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal