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João Vieira de Almeida é o 34.º Mais Poderoso de 2018

A sociedade de advogados cujos destinos lidera há 16 anos terá sido a primeira de raiz portuguesa a registar resultados anuais superiores a 50 milhões de euros. Um importante ponto a favor de João Vieira de Almeida, mas também a demonstração do peso que o escritório tem no mundo empresarial.

# Porque Sobe - João Vieira de Almeida sobe três lugares no 'ranking' dos Mais Poderosos. O escritório que lidera sedimentou o seu plano de internacionalização nos últimos três anos, facto que permitiu, segundo revelou, que a firma atingisse um patamar, ao nível dos resultados financeiros, superior aos 50 milhões de euros por ano. A presença da sociedade que lidera em algumas das principais transacções realizadas em Portugal asseguram a este advogado uma presença entre os poderosos da economia.
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É um ritmo firme aquele que imprime à condução da sociedade de advogados de que o seu pai, Vasco Vieira de Almeida, foi um dos fundadores há mais de 40 anos. Talvez não muito diferente da dinâmica que se impõe a si próprio quando se senta para tocar bateria. A primeira missão é profissional e permite-lhe liderar um dos principais escritórios de advogados do país. A segunda não deixa de estar ligada, pois enquanto "hobby" ajuda-o a levar para a frente, de forma desanuviada, a liderança da Vieira de Almeida e Associados (VdA).

Está ao leme daquela sociedade há 16 anos, e quer estar mais quatro. Além de ter contribuído para a manter no grupo restrito das firmas de advocacia mais influentes do país, deu-lhe também expressão internacional. Tal facto permitiu à VdA, revelou recentemente João Vieira de Almeida, tornar-se o primeiro escritório nacional a ultrapassar os 50 milhões de euros em receitas.

O balanço feito àquela que foi a evolução nos últimos 12 meses da economia nacional, e porque a sociedade de que é "managing partner" voltou a participar em operações de apoio jurídico de alguns dos negócios de maior monta realizados no país, e não só, torna natural a presença de João Vieira de Almeida na lista dos 50 Mais Poderosos.

A par dessa realidade, houve também espaço para novidades no seio da própria sociedade de advogados, especialmente no que diz respeito à sua mudança para novas instalações, consequência directa do crescimento da equipa e, claro, do aumento do trabalho pedido.

Entre as principais transacções em que a sociedade marcou presença está a recente venda por 660 milhões de euros das torres da Meo a um consórcio que inclui a Morgan Stanley e a Horizon Equity Partners, fundo liderado pelo ex-ministro António Pires de Lima e pelo ex-secretário de Estado das Infra-estruturas e Telecomunicações Sérgio Monteiro.

[A VdA é] a primeira firma portuguesa a ultrapassar os 50 milhões [de euros] em receitas, facto que nunca teríamos alcançado sem a internacionalização que aconteceu nos últimos três anos.

O nome do escritório não é o meu, é o do meu pai e isso não me traz mais responsabilidade porque é como se fosse outro nome qualquer.

A minha vida na VdA passa por defender a cultura da casa e para isso divide-se em três coisas: ouvir, transmitir a mensagem e viver essa mensagem. Estamos já a trabalhar na nossa própria sucessão.

João Vieira de Almeida
"Managing partner" da VdA 


Resultado directo do trabalho realizado no segundo semestre de 2017 e nos primeiros seis meses de 2018 foram, à semelhança do sucedido nos últimos anos, os diferentes prémios que publicações especializadas atribuíram à firma liderada por João Vieira de Almeida, o homem que é também o rosto actual da sociedade fundada há 40 nos pelo seu pai, o também advogado Vasco Vieira de Almeida.

Desde então, o escritório deu lugar a uma organização que conta hoje com mais de 350 colaboradores e que marca presença em mais 12 jurisdições, além da portuguesa. Angola, Cabo Verde, Camarões, Chade, Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são outros países onde esta sociedade de advogados trabalha.

Esta presença internacional está centrada sobretudo no sector dos recursos naturais - em particular o chamado Oil & Gas - e resulta de uma estratégia que ganhou fôlego a partir de 2015. Em finais de Julho de 2018, João Vieira de Almeida, falou sobre os resultados conseguidos com esta aposta pela sua sociedade: "[É] a primeira firma portuguesa [de advocacia] a ultrapassar os 50 milhões em receitas, facto que nunca teríamos alcançado sem a internacionalização que aconteceu nos últimos três anos."

O processo de internacionalização, mas também o destaque que ganhou em algumas das operações jurídicas que envolveram equipas de advogados da VdA, assim como a aposta na inovação de serviços e ao nível da gestão interna têm contribuído para projectar a imagem da firma nos últimos anos.


Os poderes de João Vieira de Almeida
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Nos cinco critérios do Negócios para analisar o poder, veja porque ficou João Vieira de Almeida na 34ª posição na lista dos Mais Poderosos de 2018.

Os diversos prémios que as principais publicações especializadas têm atribuído a esta sociedade de advogados são disso exemplo. Em 2017, a revista britânica The Lawyer considerou a VdA como a melhor firma ibérica do ano; a publicação Who's Who Legal atribui-lhe o galardão de sociedade do ano na jurisdição portuguesa; já o directório de referência Chambers & Partners distinguiu-a com o prémio "Escolha dos clientes".

Também em Portugal, e já no decorrer deste ano, houve direito a distinções, com a VdA a repetir pela sétima vez consecutiva, o prémio de sociedade de advogados que mais participou na assessoria a emissões de obrigações, uma distinção da Euronext Lisbon.

Pode insistir-se que tudo isto é o resultado do trabalho de toda uma equipa. E é verdade. Mas para ser possível atingir o patamar de topo, não é indiferente quem marca o ritmo, e esse tem sido imposto, na primeira linha, por João Vieira de Almeida. Seja sentado em frente à sua bateria, seja aos comandos da sociedade que o pai Vasco criou.