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A experiência de um MBA digital

Na formação de executivos houve uma mudança de tópicos com a procura muito acelerada da gestão de equipas remotas, liderança virtual, conciliação do tempo profissional e tempo pessoal.

Filipe S. Fernandes 29 de Outubro de 2020 às 14:30
Rui Coutinho, da Porto Business School José Reis
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"Estamos a construir um campus virtual, é uma construção nova, de raiz. A escola inaugurou um campus físico há sete anos e é quase um novo processo de construção, porque hoje uma parte substancial do que é a nossa oferta está concentrada no remoto, no digital, no online", afirma Rui Coutinho, Innovation & Growth Executive Director da Porto Business School.

O campus físico era o polo agregador e o digital contribuía para articular a oferta. "A nossa oferta é híbrida e permite o presencial e o online em simultâneo. Foi um esforço titânico que fizemos nestes seis meses e a PBS transformou-se, mas não estamos a trazer nenhuma abordagem tecnológica disruptiva, porque estamos a utilizar tecnologias que já existiam".

Na formação de executivos houve uma mudança de tópicos com a procura muito acelerada da gestão de equipas remotas, liderança virtual, conciliação do tempo profissional e tempo pessoal. "Eram temas que fomos obrigados a fazer enquanto aprendíamos, porque estávamos todos a aprender", confessa Rui Coutinho. Mas não houve shift total de presencial para o remoto.

Como refere Rui Coutinho, "compreendemos que esta low touch economy é uma tendência importante, mas não é uma tendência crítica, porque as empresas e os executivos continuam a privilegiar o presencial, a querer a dimensão do contacto. A razão é muito simples, a segunda motivação pela qual os estudantes procuram a PBS é o networking, que, por muito que trabalhemos remotamente de maneira digital e façamos coisas extraordinárias, não se compara ao contacto físico e pessoal".

Personalização e customização

Esta estratégia implicou uma grande criatividade para garantir que a integração entre o campus físico e virtual é plena, "que são as faces da mesma moeda". "Conseguimos entregar valor nesta dupla dimensão e conseguimos tirar partido das possibilidades do online, complementando-o com o melhor do nosso mundo presencial", esclareceu Rui Coutinho.

As aulas teóricas são online, em vídeo e assíncrono para que o tempo em que os alunos estão com o professor seja um tempo de qualidade, de aplicação, de caso prático, em que se discute a teoria na prática. A PBS aplicou no seu produto referência, a âncora pela qual a PBS é conhecida que é o MBA, e criaram um MBA digital. E o digital quer dizer que pode ser frequentado full-time, mas também que uma parte do currículo é constituída por matérias digitais.

"A experiência do MBA está intocável, estamos a procurar gerar novas formas e abordagens ao próprio MBA, criando um MBA que se ajusta ao lifestyle das pessoas e à flexibilidade entre o físico e o digital, e 40% do MBA vai ser desenhado e decidido pelo próprio estudante, portanto, os nossos próximos 35 alunos vão fazer 35 MBA diferentes. A personalização, a customização, flexibilidade na forma, no tempo e nos tópicos", explica Rui Coutinho.

Digital Lab: os protagonistas  "O Papel Digital na Retoma da Economia" foi o tema do Digital Lab no âmbito do 5.º Portugal Digital Awards, uma iniciativa da IDC em parceria com a Axians, que se realizou no World of Wines em Gaia. O Portugal Digital Awards é "hoje a principal iniciativa que pretende premiar os projetos de transformação digita. Ao longo dos anos, premiamos dezenas de projetos e já recebemos centenas de candidaturas", referiu Gabriel Coimbra, EMEA VP & Country Manager da IDC. A iniciativa pretende fomentar a transformação das organizações, da economia e da sociedade, e tornar o país mais competitivos no mundo e numa economia que é cada vez mais digital. O Portugal Digital Awards é este ano uma homenagem aos profissionais que estão no backstage". sublinhou Pedro Faustino, managing director da Axians. Mas um dos objetivos do Portugal Digital Awards é também divulgar experiências no digital, como é o caso deste Digital Lab, "O Papel Digital na Retoma da Economia", em que participaram Ângelo Alves, CIO da Fladgate Partnership, Cristina Oliveira, Innovation & Process Manager da Mota-Engil Serviços Partilhados, João Figueiredo, diretor de Sistemas de Informação da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Nuno Ferreira, CTO do World of Wine, Nuno Miller, CIO da Sonae Fashion Division, e Rui Coutinho, Innovation & Growth Executive Director da Porto Business School. 
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