Como entregámos o ouro aos bandidos
As provas reunidas nas investigações dos casos mais importantes de crimes em colarinho branco revelam um modus operandi de um pequeno grupo que mandou e condicionou os destinos deste país.
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Nos últimos anos, dispararam os processos judiciais de crimes de colarinho branco. A Justiça ficou mais atenta a estes fenómenos e acontece que em alguns processos investigados, do Monte Branco à Operação Marquês, da Face Oculta ao escândalo do BES e às rendas da energia, a elite política e económica foi alvo de escrutínio. E o que surge nestes processos, particularmente nas escutas, nos mails apreendidos, nas mensagens trocadas, é um modus operandi de como funcionava o verdadeiro poder em Portugal. Não é por acaso que nos casos mais relevantes, há uma sucessão de protagonistas que estão em quase todas as decisões. O conluio entre um pequeno grupo que circulava à volta de Ricardo Espírito Santo Salgado, que realmente mereceu o cognome de DDT (dono disto tudo) e as altas esferas do poder político, condicionaram a política económica portuguesa e o destino das grandes empresas.
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