Seguro político de 400 milhões
Depois dos excedentes históricos no horizonte já surge o regresso do défice das contas públicas. Mas nem esse cenário parece suficiente para travar o bónus para os reformados. Para o governo o que está em causa é apaziguar a faixa mais importante do eleitorado. O governo é minoritário e tem de acutelar todas as eventualidades de crise política.
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Depois dos anos de excedente orçamental, 2026 apresenta-se como o primeiro ano do caminho de pedras para o ministro das Finanças. O comboio de tempestades que fustigou particularmente a região centro exige uma despesa suplementar de vários milhares de milhões de euros de despesa pública. Por outro lado a paragem económica que as tempestades provocaram também pesa no PIB e logo na componente das receitas do Estado. Depois chegou o duro impacto da guerra no médio oriente, com aumento da fatura energética, aquecimento da inflação e travagem da economia. O risco da estagflação é mesmo real e aconselha muita prudência a quem gere as contas públicas.
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