A reforma em que tudo parece, mas (quase) tudo não é
A exigência de André Ventura para aprovar no Parlamento a reforma laboral do Governo é um desfecho ironicamente à altura de todo um processo político em que o que parece não é.
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Parece que Ventura quer viabilizar a reforma – ou, pelo menos, Ventura quer que assim pareça – mas desde a Greve Geral de novembro que se tornou claro que o líder populista iliberal não quer pôr o seu nome sob medidas que liberalizam o mercado de trabalho. A exigência de descida da idade da reforma para viabilizar o pacote na área laboral é tão disparatada que só pode ser lida como a demonstração de um simulacro de negociação. Não é o único simulacro.
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