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Luís Todo Bom - Gestor de Empresas 17 de Fevereiro de 2021 às 19:47

A dimensão e a gravidade dos danos reputacionais

Temos assistido, em relação ao nosso país, à ocorrência dum número significativo de acontecimentos, que estão a provocar danos reputacionais de grande dimensão, e que são relatados e comentados em vários órgãos de comunicação social e instâncias internacionais.

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A ocorrência de eventuais danos reputacionais constitui uma preocupação permanente das empresas que funcionam em mercados globais.

São de mais lenta e difícil recuperação do que uma operação comercial ou tecnológica malsucedida.

Na base dos danos reputacionais das empresas estão, normalmente, gestores e/ou dirigentes, incompetentes, aventureiros, irreflectidos, com falhas de carácter ou sem princípios éticos.

Estes danos reputacionais podem surgir numa grande variedade de sectores industriais e de serviços, como assistimos, recentemente, nos sectores automóvel, energético e financeiro.

Verificam-se, em geral, tentativas de defesa dos gestores envolvidos na prestação de informações falsas ao mercado, que, quando verificadas, aumentam a dimensão e a gravidade destes danos para as empresas. Que suportam indemnizações vultosas e vêm a cotação das suas acções descerem vertiginosamente.

Os temas mais correntes, que estão na base destes danos reputacionais, situam-se, normalmente, em áreas de especulação nos mercados financeiros e de commodities e em temas ambientais e de defesa do consumidor.

Se estes danos reputacionais são de extraordinária gravidade para as empresas, em relação aos países, assumem valores e dimensões muito mais gravosas e preocupantes.

Temos assistido, em relação ao nosso país, à ocorrência dum número significativo de acontecimentos, que estão a provocar danos reputacionais de grande dimensão, e que são relatados e comentados em vários órgãos de comunicação social e instâncias internacionais.

A falsificação do currículo dum procurador que vai exercer um cargo europeu num organismo de combate à corrupção, o encobrimento da morte dum cidadão ucraniano nas instalações da polícia do aeroporto de Lisboa, a descida de três posições no ranking da percepção da corrupção do país, a degradação da posição do país na sua democratização interna, por força de substituições de titulares de órgãos de controlo, e a desorganização e os atropelos no processo de vacinação criaram danos reputacionais de grande dimensão para o nosso país.

E, mais recentemente, a suprema humilhação que consistiu no recurso à ajuda internacional para suprir a completa falta de planeamento, de avaliação, de aprendizagem e de gestão e controlo da pandemia, que transformaram o país no pior da Europa.

Todos estes factos ocorrem quando Portugal detém a presidência da União Europeia!

Os danos, para os nossos emigrantes, que serão tratados como cidadãos menores, para as nossas empresas exportadoras que não conseguirão vender produtos de maior valor acrescentado, para as nossas universidades que só conseguirão atrair alunos internacionais fracos, para os nossos estudantes universitários que pretendam prosseguir os seus estudos em universidades de referência do Norte da Europa, serão incalculáveis.

É claro que, para o actual governo de extrema-esquerda, de inspiração venezuelana, que nos governa, a culpa é toda dos portugueses.

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