Should I stay or should I go?
Nem sempre mudar significa tomar a decisão certa, embora por vezes o seja apenas por uma vontade de fazer qualquer coisa diferente. Por vezes até nos fartamos de estar bem, esquecemo-nos de dar valor às rotinas e às nossas conquistas individuais, organizacionais ou, até, nacionais.
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Quem não se lembra do título desta música dos The Clash de 1981? Um bocadinho rebelde, como convém a quem questiona e toma decisões. Estou a escrever num avião da TAP (bastante confortável, bonito, e com um serviço impecável – há que reconhecer), no regresso de uma visita-relâmpago a Oxford. Onde fui professora e vivi no final do milénio passado, num momento em que me coloquei exatamente essa questão e a resposta foi “I should go”, tinha saudades de casa, do meu país. Foi um “brexit” pessoal precoce. Ciclicamente tenho voltado a colocar-me esta questão, mas não voltei a mudar de sítio.
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