Em breve, a Lua pertencerá a alguém
É certo que a lua e os demais corpos celestes, por enquanto, não pertencem a ninguém, mas o cariz pacífico desta agenda só se verifica na teoria.
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Em termos de diplomacia pública, as fotografias arrebatadoras e o otimismo desmedido sobre o futuro do nosso planeta foram o grande desfecho da missão Artemis II. No que diz respeito ao multilateralismo e à geopolítica, porém, há uma série de reflexões a fazer após o regresso dos astronautas a quem a NASA confiou, pela primeira vez em meio século, a tarefa de viajar até à Lua em prol do avanço científico e da humanidade. O direito do espaço prevê a exploração e a utilização pacíficas deste por todas as nações do mundo, apesar do repetido fracasso da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU em estabelecer um quadro normativo que impeça a sua militarização. Uma vez que tudo o que impulsiona a corrida espacial tem origem na Terra, podemos realmente acreditar na paz em órbita quando vemos por cá cada vez mais guerra?
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