Trump, o “dealer” da rutura da ONU
Assumindo a postura de “dealer” da próxima ordem internacional, não é certo se Trump quererá emergir como salvador da ONU em nome da paz, pagando o que deve, ou como cruzado contra o alegado desperdício, fraude e abuso dos seus burocratas.
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Em janeiro, Trump decretou a saída de dezenas de organizações internacionais, convenções e tratados contrários aos interesses dos EUA, depois de já ter sabotado a programação ou interrompido o financiamento de partes do sistema multilateral, incluindo agências da ONU e organismos como a UNESCO e até a Organização Mundial do Comércio. Esta reversão é cínica, no mínimo, porque foram sucessivos presidentes norte-americanos que conceberam, financiaram e beneficiaram desses mesmos fóruns e interesses desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Pela sua mão floresceu uma ordem baseada em regras, valores e multilateralismo que agora se desmorona aceleradamente, em grande parte pela mão do mais recente Presidente dos EUA, que prioriza ser “dealer”, e não seu líder.
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